segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Chiara: felicidade em meio ao sofrimento

Hoje 29 de outubro celebramos a memória litúrgica da Beata Chiara Luce Badano, intercessora da Jornada Mundial da Juventude em 2013!

“Os santos não se limitam a listas, e nós certamente cruzamos com eles todos os dias.” (Abbé Pierre)

Não tenho dúvidas ao afirmar que Chiara “Luce” Badano foi uma dentre esses santos que estão conosco no dia a dia! Não conheço, e duvido que existam, relatos de santos que fossem tristes, ou mal humorados. Todo santo é por excelência uma pessoa alegre, feliz! E a felicidade é um sentimento que nos perpassa por completo, é um estado de espírito. Se corrermos ao dicionário temos que a felicidade é descrita como uma virtude, uma bem-aventurança! Santos são pessoas que buscam viver de forma virtuosa, pessoas que buscam viver as bem-aventuranças, descritas por Jesus no Sermão da Montanha (Mat. 5).
Na vida de Chiara, essa felicidade era percebida em tudo; em um sorriso, que mesmo depois de sua morte foi capaz de transformar a muitos, mas também em uma incapacidade de “ficar parada”. Como o jornalista Michele Zanzucchi descreve em uma pequena biografia sobre a vida da Beata Chiara: “Não sabia ficar parada… Mas o que a atraía especialmente era o esporte. Nunca perdeu uma boa ocasião. Além de longas caminhadas na montanha com o pai, gostava de jogar tênis e nadar… Ela era esportiva por excelência. Mas era na água que ela realmente se realizava”.

A felicidade de Chiara era impossível de ser contida, ela tinha que ser exalada. E por isso permanecer parada era uma tarefa tão árdua para ela, tendo que estar em constante movimento, fosse caminhando nas montanhas, ou jogando tênis ou então no mar, que era a sua grande paixão.

Muito mais do que mergulhar em um mar, Chiara mergulhou na vontade de Deus e a assumiu como a sua própria vontade. Ela foi uma jovem que absorveu desde cedo a essência do cristianismo, amou a Deus acima de tudo; se relacionou com Jesus de forma próxima e íntima; teve Maria como seu exemplo; amou ao próximo; e assumiu a responsabilidade de
anunciar o evangelho! E foi muito além das palavras, ela transmitia o evangelho com a própria vida, com seu próprio exemplo.

Em várias de suas cartas, aos amigos ou a Chiara Lubich, ela dizia “Se é isso que queres, Jesus, eu também quero”, alegava também que muitas vezes não conseguia permanecer firme, mas que “sempre era tempo de começar de novo”.

Um dia, durante uma partida de tênis, sentiu os primeiros sintomas de sua doença: um câncer incurável e doloroso. Mas em nenhum momento durante o tratamento deixou de ser uma pessoa feliz, sempre estava sorrindo. Seu pai conta que, uma vez olhando pelo buraco da fechadura, enquanto Chiara estava sozinha no quarto do hospital, ele percebeu que ela sorria
constantemente. Estava sempre a cuidar dos outros internos do hospital, alegando que para descansar teria muito tempo. Nem mesmo a doença foi capaz de pará-la.

Quando a doença já estava em um estado avançado ela disse: “Os jovens são o futuro. Eu não posso mais correr. Porém, gostaria de passar a tocha, como nas olimpíadas. Os jovens têm uma vida só, e vale a pena empregá-la bem!” Chiara já não era capaz de caminhar, nem ao menos de ficar em pé, mas isso não a impediu de correr para a vontade de Deus, e soube empregar a vida da melhor maneira que existe. Resta-nos uma questão em tudo isso: E eu? Eu tenho vivido bem? Tenho feito a vontade de Deus? Nós jovens será que temos “honrado” a tocha que a Beata Chiara Luce nos passou?
 
 Beata Chiara luce, ajudai-nos a vencer os desafios próprios da juventude para que minha vida seja entregue sem reservas a Jesus Cristo. Amém!

Vamos pedir a intercessão de nossa querida Chiara Luce, para que ela interceda por todos os jovens para que assim como ela, nós aspiremos pela santidade.
 
Beata Chiara Luce, rogai por nós!

Fonte: CN

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Santo Antônio de Sant'Anna Galvão

"É preciso imitar suas virtudes, ser missionário como ele o foi, ter amor aos pobres como ele o teve, ser pacificador, defender a justiça e salvaguardar a vida. (...)"

O brasileiro Antônio de Sant'Anna Galvão nasceu em 1739, em Guaratinguetá, São Paulo. Seu pai era Antônio Galvão de França, capitão-mor da província e terciário franciscano. Sua mãe era Isabel Leite de Barros, filha de fazendeiros de Pindamonhangaba. O casal teve onze filhos. Eram cristãos caridosos, exemplares e transmitiram esse legado ao filho.

Quando tinha treze anos, Antônio foi enviado para estudar com os jesuítas, ao lado do irmão José, que já estava no Seminário de Belém, na Bahia. Desse modo, na sua alma estava plantada a semente da vocação religiosa. Aos vinte e um anos, Antônio decidiu ingressar na Ordem franciscana, no Rio de Janeiro. Sua educação no seminário tinha sido tão esmerada que, após um ano, recebeu as ordens sacerdotais, em 1762. Uma deferência especial do papa, porque ele ainda não tinha completado a idade exigida.

Em 1768, foi nomeado pregador e confessor do Convento das Recolhidas de Santa Teresa, ouvindo e aconselhando a todos. Entre suas penitentes encontrou irmã Helena Maria do Sacramento, figura que exerceu papel muito importante em sua obra posterior.

Irmã Helena era uma mulher de muita oração e de virtudes notáveis. Ela relatava suas visões ao frei Galvão. Nelas, Jesus lhe pedia que fundasse um novo Recolhimento para jovens religiosas, o que era uma tarefa difícil devido à proibição imposta pelo marquês de Pombal em sua perseguição à Ordem dos jesuítas. Apesar disso, contrariando essa lei, frei Galvão, auxiliado pela irmã Helena, fundou, em fevereiro de 1774, o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência.

No ano seguinte, morreu irmã Helena. E os problemas com a lei de Pombal não tardaram a aparecer. O convento foi fechado, mas frei Galvão manteve-se firme na decisão, mesmo desafiando a autoridade do marquês. Finalmente, devido à pressão popular, o convento foi reaberto e o frei ficou livre para continuar sua obra. Os seguintes quatorze anos foram dedicados à construção e ampliação do convento e também de sua igreja, inaugurada em 1802. Quase um século depois, essa obra tornar-se-ia um "patrimônio cultural da humanidade", por decisão da UNESCO.

Em 1811, a pedido do bispo de São Paulo, fundou o Recolhimento de Santa Clara, em Sorocaba. Lá, permaneceu onze meses para organizar a comunidade e dirigir os trabalhos da construção da Casa. Nesse meio tempo, ele recebeu diversas nomeações, até a de guardião do Convento de São Francisco, em São Paulo.

Com a saúde enfraquecida, recebeu autorização especial para residir no Recolhimento da Luz. Durante sua última enfermidade, frei Galvão foi morar num pequeno quarto, ajudado pelas religiosas que lhe prestavam algum alívio e conforto. Ele faleceu com fama de santidade em 23 de dezembro de 1822. Frei Galvão, a pedido das religiosas e do povo, foi sepultado na igreja do Recolhimento da Luz, que ele mesmo construíra.

Depois, o Recolhimento do frei Galvão tornou-se o conhecido Mosteiro da Luz, local de constantes peregrinações dos fiéis, que pedem e agradecem graças por sua intercessão. Frei Galvão foi beatificado pelo papa João Paulo II em 25 de outubro de 1998, e canonizado em 11 de maio de 2007 pelo papa Bento XVI, em São Paulo, Brasil.


São Frei Galvão, Deus fez em ti maravilhas e através de ti anunciou o E
vangelho do amor, do acolhimento e da misericórdia para com os mais fracos e sofredores. Com o coração agradecido por tão grande Dom à nação brasileira, nós te pedimos: intercede por nós junto a Deus para que possamos vivenciar na comunidade eclesial, os valores evangélicos que de modo tão heróico viveste. Dá-nos a coragem e perseverança na fé e abertura ao Espírito Santo Deus, para que possamos ser sal da terra e luz do mundo. Amém.

Santo Antônio de Sant'Anna Galvão, rogai por nós!
 
Fonte: Paulinas Online
 
 
 

Aproveitando a ocasião, hoje nosso Exmo. Dom Fernando Arêas Rifan, bispo da nossa querida Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianey, completa mais um ano de vida.
Que neste dia, as bênçãos de Deus se renovem em sua vida. Que a Santíssima Virgem Maria cuide sempre do senhor,
como filho muito amado. Que Vosso ministério leve muitas almas para junto de Deus. Feliz Aniversário!!!
E hoje de modo especial oferecemos nosas orações pedindo a intercessão de Nossa Senhora pela sua vida e santidade.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Bento XVI reflete questões sobre a natureza da fé





 Nesta quarta-feira, 24, o Papa Bento XVI deu continuidade ao ciclo de catequeses dedicado ao Ano da Fé. Reunido com os fiéis na Praça São Pedro, Bento XVI centralizou sua meditação sobre a natureza da fé.



A Natureza da Fé



 Caros irmãos e irmãs,

Quarta-feira passada, com o início do Ano da Fé, comecei com uma nova série de catequeses sobra a fé. E hoje gostaria de refletir com vocês sobre uma questão fundamental: o que é a fé? Há ainda um sentido para a fé em um mundo em que a ciência e a técnica abriram horizontes até pouco tempo impensáveis? O que significa crer hoje? De fato, no nosso tempo é necessária uma renovada educação para a fé, que inclua um certo conhecimento das suas verdades e dos eventos da salvação, mas que sobretudo nasça de um verdadeiro encontro com Deus em Jesus Cristo, de amá-lo, de confiar Nele, de modo que toda a vida seja envolvida.

Hoje, junto a tantos sinais do bem, cresce ao nosso redor também um certo deserto espiritual. Às vezes, tem-se a sensação, a partir de certos acontecimentos dos quais temos notícia todos os dias, que o mundo não vai para a construção de uma comunidade mais fraterna e mais pacífica; as mesmas ideias de progresso e de bem estar mostram também as suas sombras. Não obstante a grandeza das descobertas da ciência e dos sucessos da técnica, hoje o homem não parece tornar-se verdadeiramente livre, mais humano; permanecem tantas formas de exploração, de manipulação, de violência, de abusos, de injustiça...Um certo tipo de cultura, então, educou a mover-se somente no horizonte das coisas, do factível, a crer comente no que se vê e se toca com as próprias mãos. Por outro lado, porém, cresce também o número daqueles que se sentem desorientados e, na tentativa de ir além de uma visão somente horizontal da realidade, estão dispostos a crer em tudo e no seu contrário. Neste contexto, surgem algumas perguntas fundamentais, que são muito mais concretas do que parecem à primeira vista: que sentido tem viver? Há um futuro para o homem, para nós e para as novas gerações? Em que direção orientar as escolhas da nossa liberdade para um êxito bom e feliz da vida? O que nos espera além do limiar da morte?
Destas perguntas insuprimíveis, aparece como o mundo do planejamento, do cálculo exato e do experimento, em uma palavra o saber da ciência, embora importante para a vida do homem, sozinho não basta. Nós precisamos não somente do pão material, precisamos de amor, de significado e de esperança, de um fundamento seguro, de um terreno sólido que nos ajuda a viver com um senso autêntico também nas crises, na escuridão, nas dificuldades e nos problemas cotidianos. A fé nos dá propriamente isto: é um confiante confiar em um “Tu”, que é Deus, o qual me dá uma certeza diversa, mas não menos sólida daquela que me vem do cálculo exato ou da ciência. A fé não é um simples consentimento intelectual do homem e da verdade particular sobre Deus; é um ato com o qual confio livremente em um Deus que é Pai e me ama; é adesão a um “Tu” que me dá esperança e confiança. Certamente esta adesão a Deus não é privada de conteúdo: com essa sabemos que Deus mesmo se mostrou a nós em Cristo, fez ver a sua face e se fez realmente próximo a cada um de nós. Mais, Deus revelou que o seu amor pelo homem, por cada um de nós, é sem medida: na Cruz, Jesus de Nazaré, o Filho de Deus feito homem, nos mostra do modo mais luminoso a que ponto chega este amor, até a doação de si mesmo, até o sacrifício total. Com o Mistério da Morte e Ressurreição de Cristo, Deus desce até o fundo na nossa humanidade para trazê-la de volta a Ele, para elevá-la à sua altura. A fé é crer neste amor de Deus que não diminui diante da maldade do homem, diante do mal e da morte, mas é capaz de transformar cada forma de escravidão, dando a possibilidade da salvação. Ter fé é encontrar este “Tu”, Deus, que me apoia e me concede a promessa de um amor indestrutível que não só aspira à eternidade, mas a doa; é confiar em Deus com a atitude de uma criança, que sabe bem que todas as suas dificuldades, todos os seus problemas estão seguros no “Tu” da mãe. E esta possibilidade de salvação através da fé é um dom que Deus oferece a todos os homens. Penso que deveríamos meditar mais vezes – na nossa vida cotidiana, caracterizada por problemas e situações às vezes dramáticas – sobre o fato de que crer de forma cristã significa este abandonar-me com confiança ao sentido profundo que apoia a mim e ao mundo, aquele sentido que nós não somos capazes de dar, mas somente de receber como dom, e que é o fundamento sobre o qual podemos viver sem medo. E esta certeza libertadora e tranquilizante da fé, devemos ser capazes de anunciá-la com a palavra e de mostrá-la com a nossa vida de cristãos.

Ao nosso redor, porém, vemos cada dia que muitos permanecem indiferentes ou recusam-se a acolher este anúncio. No final do Evangelho de Marcos, hoje temos palavras duras do Ressuscitado que diz: “Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado” (Mc 16, 16), perde a si mesmo. Gostaria de convidá-los a refletir sobre isso. A confiança na ação do Espírito Santo nos deve impulsionar sempre a ir e anunciar o Evangelho, ao corajoso testemunho da fé; mas para além da possibilidade de uma resposta positiva ao dom da fé, há também o risco de rejeição ao Evangelho, do não acolhimento ao nosso encontro vital com Cristo. Santo Agostinho já colocava este problema em seu comentário da parábola do semeador: “Nós falamos – dizia – lançamos a semente, espalhamos a semente. Existem aqueles que desprezam, aqueles que reprovarão, aquelas que zombam. Se nós temos medo deles, não temos mais nada a semear e no dia da ceifa ficaremos sem colheita. Por isso venha a semente da terra boa” (Discurso sobre a disciplina cristã, 13, 14: PL 40, 677-678). A recusa, portanto, não pode nos desencorajar. Como cristãos, somos testemunhas deste terreno fértil: a nossa fé, mesmo nas nossas limitações, mostra que existe a terra boa, onde a semente da Palavra de Deus produz frutos abundantes de justiça, de paz e de amor, de nova humanidade, de salvação. E toda a história da Igreja, com todos os problemas, demonstra também que existe a terra boa, existe a semente boa, e dá fruto.

Mas perguntamos: onde atinge o homem aquela abertura do coração e da mente para crer no Deus que se fez visível em Jesus Cristo morto e ressuscitado, para acolher a sua salvação, de forma que Ele e seu Evangelho sejam o guia e a luz da existência? Resposta: nós podemos crer em Deus porque Ele se aproxima de nós e nos toca, porque o Espírito Santo, dom do Ressuscitado, nos torna capazes de acolher o Deus vivo. A fé então é primeiramente um dom sobrenatural, um dom de Deus. O Concílio Vaticano II afirma: “Para que se possa fazer este ato de fé, é necessária a graça de Deus que previne e socorre, e são necessários os auxílios interiores do Espírito Santo, o qual mova o coração e o volte a Deus, abra os olhos da mente, e doe ‘a todos doçura para aceitar e acreditar na verdade’” (Cost. dogm. Dei Verbum, 5). Na base do nosso caminho de fé existe o Batismo, o Sacramento que nos doa o Espírito Santo, fazendo-nos tornar filhos de Deus em Cristo, e marca o ingresso na comunidade de fé, na Igreja: não se crê por si próprio, sem a vinda da graça do Espírito; e não se crê sozinho, mas junto aos irmãos. A partir do Batismo, então, cada crente é chamado a re-viver e fazer própria esta confissão de fé, junto aos irmãos.

A fé é dom de Deus, mas é também ato profundamente livre e humano. O Catecismo da Igreja Católica o diz com clareza: “É impossível crer sem a graça e os auxílios interiores do Espírito Santo. Não é, portanto, menos verdade que crer é um ato autenticamente humano. Não é contrário nem à liberdade e nem à inteligência do homem” (n. 154). Na verdade, as implica e as exalta, em uma aposta de vida que é como um êxodo, isso é, uma saída de si mesmo, de suas próprias seguranças, de seus próprios pensamentos, para confiar na ação de Deus que nos indica o seu caminho para conseguir a verdadeira liberdade, a nossa identidade humana, a alegria verdadeira do coração, a paz com todos. Crer é confiar com toda a liberdade e com alegria no plano providencial de Deus na história, como fez o patriarca Abramo, como fez Maria de Nazaré. A fé, então, é um consentimento com o qual a nossa mente e o nosso coração dizem o seu “sim” a Deus, confessando que Jesus é o Senhor. E este “sim” transforma a vida, a abre ao caminho para uma plenitude de significado, a torna então nova, rica de alegria e de esperança confiável.

Caros amigos, o nosso tempo requer cristãos que foram apreendidos por Cristo, que cresçam na fé graças à familiaridade com a Sagrada Escritura e os Sacramentos. Pessoas que sejam quase um livro aberto que narra a experiência da vida nova no Espírito, a presença daquele Deus que nos sustenta no caminho e nos abre à vida que nunca terá fim. Obrigado.






 Fonte: Canção Nova Notícias                                                                                                                                                                              

terça-feira, 23 de outubro de 2012

É a vontade de Deus que nos santifica

A obediência da fé (Rm 1,5)

Os santos ensinam, com unanimidade, que o caminho da santidade é “fazer a vontade de Deus”. Isto nos santifica porque nos conforma com Jesus, o modelo da santidade, que, acima de tudo queria fazer a vontade de Deus em todo tempo.
A Encarnação foi a maneira que Jesus encontrou para, como Homem, fazer perfeitamente a vontade de Deus, que Adão não quis fazer, e assim anular o seu pecado.
A vontade de Deus nem sempre não coincide com a nossa. E aí está o primeiro passo para amar a Jesus: abdicar do que nós queremos, para fazer o que Ele quer. É o que São Paulo chamava de “a obediência da fé” (Rm 1,5), sem o quê é “impossível agradar a Deus” (Hb 11,6), já que o “justo vive pela fé” (Hab 2,4; Rm 1,17).
O profeta Isaías disse: “Meus pensamentos não são os vossos, e vosso modo de agir não é o meu, diz o Senhor, mas tanto quanto o céu domina a terra, tanto é superior à vossa a minha conduta e meus pensamentos ultrapassam os vossos” (Is 55, 8-9).
A lógica de Deus é diferente da nossa porque Ele vê todas as coisas, perfeitamente, enquanto a nossa visão é míope e limitada. É como se olhássemos a vida como um belo tapete persa, só que pelo lado do avesso.
Não podemos duvidar de que a vontade de Deus para nós “seja a melhor possível”, mesmo que seja incompreensível no momento.
O que mais agrada a Deus é trocarmos, consciente e livremente, a nossa vontade pela d’Ele, porque Isto é prova de muita fé, concreta. Quando damos esse passo, Ele substitui a nossa miséria pelo seu poder. Portanto, é preciso a cada dia, a cada passo, em cada acontecimento da vida, fazer esse exercício contínuo de aceitar a vontade do Senhor, que sabe o que faz.
São Bernardo, doutor da Igreja (†1153) disse: “Se os homens fizessem guerra à vontade própria, ninguém se condenaria”.  Este é o segredo para se abandonar aos desígnios de Deus: ele é Pai, ele nos ama, ele quer só o nosso bem, por mais adversas e incompreensíveis que sejam a situação que vivemos. Ele está no leme do barco da nossa vida. É preciso confiar!
Deus é o maquinista do trem da nossa vida, por isso não precisamos nos preocupar com a nossa sorte. O salmista diz: “Confia ao Senhor a tua sorte, espera Nele: Ele agirá” (Sl 36,5). “Mas eu Senhor, em vós confio… meu destino está em vossas mãos” (Sl 30,15-16)
Santo Afonso de Ligório (†1787), doutor da Igreja, resumia tudo dizendo: “Fazer o que Deus quer, e querer o que Deus faz”.
São Paulo insistia nisso; dar graças a Deus em  tudo é o que alegra ao Senhor, pois é o melhor testemunho de fé que lhe damos. Esta atitude consciente elimina a tristeza da nossa vida, arranca de nós o mau humor, a impaciência, a grosseria com os outros e a perigosa lamentação. É nessa perspectiva que S. Paulo dizia: “Ficai sempre alegres, orai sem cessar. Por tudo dar graças” (1Tes 5,16). Não seremos felizes de verdade e não teremos paz duradoura, sustentada, enquanto não nos rendermos à santa e perfeita vontade de Deus.
“Alegrai-vos sempre no Senhor! Repito: alegrai-vos!…  O Senhor está próximo! Não vos inquieteis com nada; mas apresentai a Deus todas as vossas necessidades pela oração e pela súplica, em ação de graças. Então a paz de Deus, que excede toda a compreensão, guardará os vossos corações e pensamentos em Cristo Jesus” (Fil. 4, 4-7).
O santo vive na paz e na perene alegria, embora caminhando sobre brasas muitas vezes. São João Bosco dizia que “um santo triste é um triste santo”, e o seu discípulo, São Domingos Sávio, dizia que a santidade consiste em “cumprir bem o próprio dever e ser alegre”.
São Paulo perguntava: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8,31). E o Apóstolo explicava a razão dessa esperança: “Aquele que não poupou o seu próprio Filho (…) como não nos dará com Ele todas as coisas“? (8,32).
É nessa mesma fé e esperança que o santo vive; a cada instante repetindo para si mesmo aquela palavra do Senhor: “Não vos preocupeis por vossa vida… Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos?… São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais  de tudo isso” (Mt 6,25-32).
Jesus ensina o que é essencial: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua Justiça” (6,33), isto é, fazer a vontade de Deus.
Também conosco será assim; é nos momentos mais difíceis da vida, nas crises de toda espécie, que temos a oportunidade de fazer a vontade de Deus da melhor maneira; especialmente quando Deus nos pede beber o cálice da amargura. O que fazer? Correr, fugir?
A vontade do Pai deve ser perfeitamente realizada na terra como é no céu. Quando isto acontecer, então o Reino dos céus acontecerá na terra plenamente.
Na última Ceia Jesus Cristo disse a seus apóstolos: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (Jo 14,15). Quem não luta para guardar os Mandamentos de Deus, não ama a Deus. É por amor a Jesus que devemos amar os Mandamentos e não pecar. Eles são o caminho da conduta moral que nos leva à perfeição querida por Deus.
Infelizmente, em nossos dias, os homens querem fazer a própria moral e não mais viver a moral que Deus nos deu. É o que nos tem dito o Papa Bento XVI, “a ditadura do relativismo”: cada um faz a moral e a doutrina que quer; como se Deus não existisse e não tivesse revelado suas leis; e quem não aceita esta “nova mentalidade”, é, então, taxado de retrógrado, obscurantista e atrasado. É uma verdadeira ditadura do homem contra Deus. É como se a verdade não existisse e o bem fosse igual ao mal.

Fonte: Prof. Felipe Aquino

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A fé cristã, operante na caridade e forte na esperança, não limita, mas humaniza a vida.


O Papa Bento XVI começou na última quarta-feira, 17, o ciclo de catequeses sobre a fé cristã, tendo em vista o Ano Fé, iniciado no último dia 11. O Santo Padre enfatizou que ter fé não é algo restrito à inteligência, ao campo intelectual, as envolve toda a vida: sentimentos, emoções, razões humanas.

 O Ano da Fé. Introdução.
Queridos irmãos e irmãs,
Hoje vou apresentar o novo ciclo de catequese, que se desenvolve durante todo o Ano de Fé  inaugurado recentemente  e que interrompe - por este período - o ciclo dedicado à escola de oração. Com a Carta Apostólica Porta Fidei convoquei este Ano especial,  para que a Igreja renove o entusiasmo de crerem Jesus Cristo, o único salvador do mundo, reaviva a alegria de andar no caminho que nos indicou, e testemunhe de maneira concreta a força transformadora da fé.
A ocorrência dos cinqüenta anos da abertura do Concílio Vaticano II é uma importante ocasião para retornar a Deus, para aprofundar e viver com maior coragem a própria fé, para fortalecer a pertença à Igreja, "mestra de humanidade", que, através do anúncio da Palavra, a celebração dos Sacramentos e obras de caridade nos leva a encontrar e conhecer a Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Este não é o encontro com uma idéia ou um projeto de vida, mas com uma Pessoa viva que transforma profundamente a nós mesmos, revelando a nossa verdadeira identidade de filhos de Deus. O encontro com Cristo renova nossas relações humanas, orientando-as, dia a dia, a uma maior solidariedade e fraternidade, na lógica do amor. Ter fé no Senhor não é algo que interessa apenas à nossa inteligência, a área do saber intelectual, mas é uma mudança que envolve a vida, todo o nosso ser: sentimento, coração, inteligência,  vontade, corporeidade, emoções, relacionamentos. Com a fé realmente tudo muda em nós e para nós, e revela com clareza o nosso destino futuro, a verdade da nossa vocação na história, o sentido da vida, o gosto de ser um peregrino em direção à Pátria celestial.
Mas – perguntamo-nos - a fé é realmente o poder transformador em nossas vidas, em minha vida? Ou é apenas um dos elementos que fazem parte da existência, sem ser aquele determinante que a envolve totalmente?
Com as catequeses deste Ano da Fé gostaríamos de percorrer um caminho para fortalecer ou reencontrar a alegria da fé, compreendendo que essa não é algo estranho, destacado da vida cotidiana, mas é a alma. A fé em um Deus que é amor, e que se fez próximo ao homem encarnando-se e entregando-se na cruz para nos salvar e reabrir as portas do Céu, de modo luminoso que somente no amor está a plenitude do homem. Hoje é necessário repetir isso claramente, enquanto as transformações culturais em curso muitas vezes mostram diversas formas de barbárie, que passam sob símbolo de "conquistas de civilização": a fé afirma que não há verdadeira humanidade senão nos lugares, gestos, tempos e formas em que o homem é motivado pelo amor que vem de Deus, exprimi-se como dom, se manifesta nas relações plenas de amor, compaixão, atenção e serviço desinteressado para com o outro. Onde há dominação, posse, exploração, mercantilização do outro por egoísmo próprio, onde há arrogância do eu fechado em si mesmo, o homem é empobrecido, degradado, desfigurado. A fé cristã, operante na caridade e forte na esperança, não limita, mas humaniza a vida, de fato torna-a plenamente humana.
A fé é acolher esta mensagem transformadora em nossa vida, é acolher a revelação de Deus, que nos faz conhecer quem Ele é, como age, quais são seus planos para nós. É claro, o mistério de Deus está sempre além dos nossos conceitos e da nossa razão, dos nossos ritos e orações. No entanto, com a revelação o próprio Deus se autocomunica, se diz, torna-se acessível. E nós somos capazes de escutar a Sua Palavra e de receber a sua verdade. Eis então, a maravilha da fé: Deus, no seu amor, cria em nós - através da obra do Espírito Santo - as condições adequadas para que possamos reconhecer a sua Palavra. Deus mesmo, na sua vontade de se manifestar, de entrar em contato conosco, de estar presente em nossa história, nos permite ouvi-lo e acolhê-lo. São Paulo exprime isso com alegria e gratidão: "Por isso é que também nós não cessamos de dar graças a Deus, porque recebestes a palavra de Deus, que de nós ouvistes, e a acolhestes, não como palavra de homens, mas como aquilo que realmente é, como palavra de Deus, que age eficazmente em vós, os fiéis" (1 Tessalonicenses 2,13).
Deus revelou-se em palavras e obras ao longo de uma história de amizade com o homem, que culmina na Encarnação do Filho de Deus e no seu mistério de morte e ressurreição. Deus não apenas se revelou na história de um povo, não só falou através dos Profetas, mas atravessou seu Céu para entrar na terra dos homens como homem, para que pudéssemos encontrá-lo e ouvi-lo. E de Jerusalém o anúncio do Evangelho da salvação se difundiu até os confins da terra. A Igreja, nascida do lado aberto de Cristo, tornou-se portadora de uma nova sólida esperança: Jesus de Nazaré, crucificado e ressuscitado, salvador do mundo, que está sentado à direita do Pai e é o juiz dos vivos e dos mortos. Este é o Kerigma, o anúncio central e disruptivo da fé. Mas desde o início, surgiu o problema da "regra de fé", ou seja, a fidelidade dos crentes à verdade do Evangelho, na qual continuam fortes, à verdade salvadora sobre Deus e sobre o homem a ser preservada e transmitida. São Paulo escreve: "Sereis salvos, se o conservardes [o evangelho] como vo-lo anunciei. Caso contrário, vós teríeis acreditado em vão” (1 Cor 15,2)
Mas onde encontramos a fórmula essencial da fé? Onde encontramos a verdade que nos foi transmitida fielmente e que é luz para a nossa vida cotidiana? A resposta é simples: no Credo, na Profissão de Fé o Símbolo da fé, nós nos reportamos ao evento originário da Pessoa e da História de Jesus de Nazaré; torna-se concreto aquilo que o Apóstolo dos gentios dizia aos cristãos de Corinto: “Vos transmiti, antes de tudo, aquilo que eu também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados segundo as Escrituras, foi sepultado e ressurgiu ao terceiro dia” (1 Cor 15,3).
Também hoje precisamos que o Credo seja conhecido melhor, compreendido e rezado. Sobretudo é importante que o Credo seja, por assim dizer, “reconhecido”. Conhecer, de fato, poderia ser uma operação apenas intelectual, enquanto “reconhecer” quer dizer a necessidade de descobrir a ligação profunda entre a verdade que professamos no Credo e a nossa existência cotidiana, para que estas verdades sejam verdadeiramente e concretamente – como sempre foi – luz para os passos do nosso viver, água que irriga o calor do nosso caminho, vida que vence certos desertos da vida contemporânea.  No Credo se engaja a vida moral do cristão, que nesse encontra o seu fundamento e a sua justificativa. 
Não é por acaso que o Beato João Paulo II quis que o Catecismo da Igreja Católica, norma segura para o ensinamento da fé e fonte certa para uma catequese renovada, fosse estabelecido no Credo. Tratou-se de confirmar e guardar este núcleo central da verdade da fé, tornando-o uma linguagem mais compreensível aos homens do nosso tempo, a nós. É um dever da Igreja transmitir a fé, comunicar o Evangelho, a fim de que a verdade cristã seja luz nas novas transformações culturais, e os cristãos sejam capazes de dar razões da esperança que portam (cfr 1 Pt3,14). Hoje vivemos em uma sociedade profundamente alterada mesmo em relação a um passado recente, e em contínuo movimento. Os processos da secularização e de uma difundida mentalidade niilista, em que tudo é relativo, marcaram fortemente a mentalidade comum. Assim, a vida é vivida muitas vezes com leveza, sem ideais claros e esperanças sólidas, dentro das ligações sociais e familiares líquidas, provisóriasSobretudo as novas gerações não são educadas para a busca da verdade e do sentido profundo da existência que supera o contingente, para a estabilidade dos afetos, para a confiança. Ao contrário, o relativismo leva a não ter pontos fixos, suspeita e volatilidade causam rupturas nas relações humanas, enquanto a vida é vivida dentro de experiências que duram pouco, sem assumir responsabilidades. Se o individualismo e o relativismo parecem dominar a alma de muitos contemporâneos, não se pode dizer que os que crêem estão totalmente imunes a este perigo, com o qual somos confrontados na transmissão da fé. A pesquisa promovida em todos os continentes para a celebração do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização, evidenciou alguns: uma fé vivida de modo passivo e privado, a recusa da educação na fé, o rompimento entre a vida e a fé
O cristão muitas vezes não conhece nem sequer o núcleo central da própria fé católica, do Credo, de modo a deixar espaço a um certo sincretismo e relativismo religioso, sem clareza sobre a verdade de crer e da singularidade salvífica do cristianismo. Não está tão longe hoje o risco de construir, por assim dizer, uma religião “faça você mesmo”. Devemos, em vez disso, voltar para Deus, ao Deus de Jesus Cristo, devemos redescobrir a mensagem do Evangelho, fazê-lo entrar de modo mais profundo nas nossas consciências e na vida cotidiana. 
Nas catequeses deste Ano da Fé gostaria de oferecer uma ajuda para percorrer este caminho, para retomar e aprofundar a verdade central da fé em Deus, no homem, na Igreja, em toda a realidade social e cósmica, meditando e refletindo sobre as afirmações do Credo. E gostaria que ficasse claro que este conteúdo ou verdade da fé (fides quae) se conecta diretamente às nossas vidas; pede uma conversão da existência, que dá vida a um novo modo de crer em Deus (fides qua). Conhecer Deus, encontrá-Lo, aprofundar o conhecimento de sua face põe em jogo a nossa vida, porque Ele entra nos dinamismos profundos do ser humano.
Possa o caminho que iremos percorrer neste ano fazer-nos crescer todos na fé e no amor a Cristo, para que aprendamos a viver, nas escolhas e nas ações cotidianas, a vida boa e bela do Evangelho. Obrigado. 

Fonte: (ZENIT.org)

domingo, 21 de outubro de 2012

Que o testemunho dos novos Santos fale a toda a Igreja, pede Papa

Vista parcial da Praça São Pedro, onde foram colocadas em destaque as imagens dos sete novos Santos da Igreja

O Papa Bento XVI presidiu neste domingo, 21, a celebração eucarística durante a qual foram canonizados sete beatos. Reunido com os peregrinos na Praça São Pedro, o Papa rezou para que o testemunho desses novos Santos, “a sua vida oferecida generosamente por amor a Cristo, possa falar hoje a toda a Igreja, e a sua intercessão possa reforçá-la e sustentá-la na sua missão de anunciar o Evangelho no mundo inteiro”

No dia em que se celebra o Dia Mundial das Missões, Bento XVI recordou as palavras de Jesus relatadas pelo evangelista Marcos: “O Filho do homem veio para servir e dar a sua vida como resgate para muitos (cf. Mc 10,45)”. O Papa disse que, em especial neste dia, a Igreja escuta estas palavras com uma intensidade particular e reaviva a consciência para o serviço ao homem e ao Evangelho.

O Pontífice também afirmou que os sete beatos hoje canonizados tiveram sua vida constituída por estas palavras. “Com coragem heróica eles consumiram a sua existência na consagração total a Deus e no serviço generoso aos irmãos. São filhos e filhas da Igreja, que escolheram a vereda do serviço seguindo o Senhor”.

Bento XVI prosseguiu fazendo um breve relato sobre a vida de cada um desses novos Santos. O primeiro deles foi Jacques Berthie, nascido na França em 1838 que, durante seu ministério paroquial, teve o desejo ardente de salvar almas. Ao morrer, ele disse as seguintes palavras "Prefiro antes morrer que renunciar à minha fé".

O outro novo Santo da Igreja é Pedro Calungsod, cujo amor a Cristo o inspirou a preparar-se como catequista junto com os missionários jesuítas da região de Visayas, nas Filipinas. Ele seguiu em missão para as Ilhas Marianas para evangelizar o povo Chamorro, mas no local a vida era difícil e os missionários eram perseguidos, o que não impediu Pedro de demonstrar uma grande fé e caridade

Giovanni Battista Piamarta foi lembrado pelo Papa como grande apóstolo da caridade e da juventude. Ele se dedicou ao “progresso cristão, moral e profissional das novas gerações, com a sua esplêndida humanidade e bondade”.

De Santa Maria del Carmelo Salles y Barangueras, religiosa nascida em Vic, Espanha, em 1848, Bento XVI destacou sua obra educativa, confiada à Virgem Imaculada. Segundo o Papa, essa obra continua a dar frutos abundantes entre os jovens.

Já Marianne Cope abraçou voluntariamente o chamado para ir cuidar dos leprosos no Havaí, o que era recusado por muitos. “Em uma época em que pouco se podia fazer por aqueles que sofriam dessa terrível doença, Marianne Cope demonstrou um imenso amor, coragem e entusiasmo”.

Kateri Tekakwitha levou uma vida simples e permaneceu fiel ao seu amor por Jesus, à oração e à Missa diária. Seu maior desejo era fazer o que agradava a Deus.

Sobre a nova Santa Anna Schäffer, Bento XVI disse que ela quis entrar em uma congregação missionária. “Fortalecida pela comunhão diária, tornou-se uma intercessora incansável através da oração e um espelho do amor de Deus para as numerosas pessoas que procuravam conselho”.


Hino oficial do Ano da Fé


Hino Oficial do Ano da Fé
Credo Domine, adauge nobis fidem.

(Adaptação para o português do Brasil: Pe. Gaspar Pelegrini)

1. Caminhamos repletos de anseios,
Peregrinos na noite.
E tu vens ao nosso encontro a cada dia.

Ó Jesus, és o Filho do Deus Vivo.
Credo, Domine, Credo.
Com os santos que caminham entre nós,
Senhor, nós te pedimos: adauge nobis fidem ! (ou aumenta nossa fé)
Credo, Domine, aumenta nossa fé.

2. Caminhamos fracos e famintos,
Sem o pão de cada dia.
Tu nos nutres com a Santa Eucaristia
Ó Jesus, és o Pão da Vida Eterna.
Credo, Domine, Credo.
Com Maria que, feliz, acreditou.
Senhor, nós te pedimos: adauge nobis fidem ! (ou aumenta nossa fé)
Credo, Domine, aumenta nossa fé.

3. Caminhamos cansados e sofrendo.
De feridas abertas.
Tu nos curas nos desertos desta vida.
Ó Jesus, tua mão nos dá vigor.
Credo, Domine, Credo.
Com os pobres, que suplicam à nossa porta,
Senhor, nós te pedimos: adauge nobis fidem ! (ou aumenta nossa fé)
Credo, Domine, aumenta nossa fé.

4. Caminhamos sob o peso da cruz
Nas pegadas dos teus passos.
Ressuscitas na manhã da santa Páscoa.
Ó Jesus, és o vencedor da morte.
Credo, Domine, Credo.
Com os humildes que desejam renascer,
Senhor, nós te pedimos: adauge nobis fidem ! (ou aumenta nossa fé)
Credo, Domine, aumenta nossa fé.

5. Caminhamos atentos ao apelo
De um novo Pentecostes.
Tu renovas toda a terra com teu Sopro.
Ó Jesus, és Palavra que não passa.
Credo, Domine, Credo.
Com a Igreja que anuncia o Evangelho:
Senhor, nós te pedimos: adauge nobis fidem ! (ou aumenta nossa fé)
Credo, Domine, aumenta nossa fé.

6. Caminhamos, cada dia que nos dás,
Com a ajuda dos irmãos.
Tu nos guias nos caminhos desta terra
Ó Jesus, Esperança da meta.
Credo, Domine, Credo.
Com o mundo onde o Reino está presente:
Senhor, nós te pedimos: adauge nobis fidem ! (ou aumenta nossa fé)
Credo, Domine, aumenta nossa fé.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Frases de Santa Teresa D'Ávila



 Em tempos de tristeza e de inquietação, não abandones nem as boas obras de oração...
 
Santa Teresa de Jesus nasceu em Ávila, na Espanha. Mulher de grande inteligência e sabedoria, foi proclamada Doutora da Igreja em 1970 pelo papa Paulo VI, como Mestra de espiritualidade.
Realizou uma grande reforma no Carmelo e fundou outros, inclusive dois de frades. Escreveu obras famosas e de grande valor espiritual como “Caminho de perfeição”, “Moradas ou Castelo Interior” e “Livro da vida”. Além de ser a autora do poema “Nada te perturbe”.

Confira um pouco de seu pensamento expresso em frases: 

“Quem ama, faz sempre comunidade; não fica nunca sozinho”
“A amizade é a mais verdadeira realização da pessoa”
“Falais muito bem com outras pessoas, por que vos faltariam palavras para falar com Deus?”
“A amizade com Deus e a amizade com os outros é uma mesma coisa, não podemos separar uma da outra”
“Em tempos de tristeza e de inquietação, não abandones nem as boas obras de oração, nem a penitência a que estás habituada. Antes, intensifica-as. E verás com que prontidão o Senhor te sustentará”
“Quem não deixa de caminhar, mesmo que tarde, afinal chega. Para mim, perder o caminho é abandonar a Oração”
“O Senhor não olha tanto a grandeza das nossas obras. Olha mais o amor com que são feitas”
“O verdadeiro humilde sempre duvida das próprias virtudes e considera mais seguras as que vê no próximo”
“Humildade é a verdade”
“Espera um pouco, filha, e verás grandes coisas”
“Vocês pensam que Deus não fala porque não se ouve a Sua voz? Quando é o coração que reza Ele responde”
“O Senhor sempre dá oportunidade para oração quando a queremos ter”
“Falte-me tudo, Senhor meu, mas se vós não me desamparardes, não faltarei eu a vós”
“Quem vos ama de verdade, Bem meu, vai seguro por um amplo caminho real, longe do despenhadeiro, estrada na qual, ao primeiro tropeço, Vós, Senhor, dais a mão; não se perde, por alguma queda, nem mesmo por muitas, quem tiver amor a Vós, e não às coisas do mundo”
“Se tiver humildade, não tenha receio, o Senhor não permitirá que se engane nem engane os outros”
“Uma prova de que Deus esteja conosco não é o fato de que não venhamos a cair, mas que nos levantemos depois de cada queda”
“Se não dermos ouvidos ao Senhor quando Ele nos chama, pode acontecer que não consigamos encontrá-lo quando o quisermos”
“São felizes as vidas que se consumirem no serviço da Igreja”
“Basta uma graça dessas para transformar uma alma por inteiro”
“Não me parecia que eu conhecesse a minha alma, tão transformada eu a via”
“0 olhar de Deus é amar e conceder graças”

sábado, 13 de outubro de 2012

Convite ao Jovens para Terço dos JOVENS

OUTUBRO més do Rosário
OUTUBRO més do Rosário

 Terço dos JOVENS


"O Rosário é a homenagem mais agradável à Mãe de Deus."
(S. Afonso de Ligório)

HORÁRIO: 21:00
DATA: 20/10/2012

LOCAL: Paróquia Pessoal Senhor Bom Jesus Crucificado e do Imaculado Coração de Maria

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Virgem Aparecida: Nossa Mãe


A Virgem Maria sempre esteve presente na vida da Igreja, mas, nos últimos tempos, ela está ainda mais próxima de nós.

A devoção a Nossa Senhora Aparecida teve início em 1717, quando dois pescadores encontraram a imagem em suas redes, em Guaratinguetá, no rio Paraíba do Sul. Esta devoção foi muito importante pois o Brasil vivia uma época de transformações. O domínio por parte dos portugueses e a escravidão eram os maiores problemas enfrentados em nossas terras. Além disso, havia muita pressão por parte do império sobre a Igreja, que se opunha ao modo como o país era governado, principalmente em relação ao uso de escravos nos mais diversos trabalhos. Nesse contexto, a imagem milagrosa da Virgem Maria despertou a fé daquele povo sofrido.

Em 1760, os jesuítas foram retirados de seus trabalhos com os indígenas e, posteriormente, são expulsos do Brasil, por influência do Marquês do Pombal. Em 1777, sessenta anos depois da imagem da Virgem de Aparecida ser encontrada, o Marquês foi processado e condenado. Em 7 de setembro de 1822, depois de muitas dificuldades, foi declarada a independência do Brasil de Portugal. Poucos anos depois, em 1843, os jesuítas voltam para o Brasil. Cento e onze anos depois da condenação de Pombal, em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel assinava a lei Áurea, abolindo a escravatura.

Nesse tempo de grandes transformações na política e na religião do Brasil, o povo brasileiro, especialmente os afro-descendentes, os índios, e os mais pobres, sofriam com a miséria, a exploração e a perseguição religiosa. Nesses tempos difíceis, foi a devoção a Nossa Senhora Aparecida, e também outras devoções a Maria, que sustentaram a fé desse povo, mas também dos mais ricos e poderosos. A própria princesa Isabel era muito devota da Virgem Maria. A prova disso é que ela doou a Nossa Senhora Aparecida, em 1884, uma coroa de ouro e um manto anil, bordado em ouro e pedrarias, que simbolizam sua realeza da Mãe de Jesus.
Em 1712, na França, cinco anos antes da imagem de Nossa Senhora Aparecida ser encontrada, São Luís Maria Grignion de Montfort terminava de escrever seu “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, num contexto de pobreza e de perseguição religiosa. Esta devoção mariana sustentou a fé de muitas pessoas naquela época e, principalmente mais tarde, durante a Revolução Francesa, na qual os cristãos foram perseguidos e muitos morreram mártires. Esta também foi a devoção mariana de Santo Antônio de Santana Galvão, primeiro santo brasileiro, e de muitos dos cristãos católicos do Brasil, da França e de muitos outros  países. Graças à devoção mariana, muitos permaneceram fiéis a Cristo e à Igreja numa época muito difícil da história da humanidade.

Duzentos anos depois do início dos milagres atribuídos a intercessão de Nossa Senhora Aparecida, em 13 de maio de 1917 a Virgem Maria aparece a três pastorezinhos em Fátima, Portugal. Num contexto de perseguição contra os cristãos e na iminência da primeira guerra mundial, Nossa Senhora pede a eles que propaguem a oração do Terço e incentivem o jejum e a penitência pelos pecadores. A devoção mariana sustentou a fé daquele povo e também dos países vizinhos, muitos deles devastados pela Primeira, e depois pela Segunda Guerra Mundial.

Neste ano de 2012, quatro acontecimentos importantes parecem estar intimamente unidos pela providência divina. O primeiro e o mais importante, pois diz respeito a toda a Igreja, é o Ano da Fé, que se iniciou no dia 11 de outubro, aniversário de 50 anos do Concílio Vaticano II e véspera da Solenidade de Nossa Senhora Aparecida. O segundo, é a comemoração dos 300 anos do Tratado da Verdadeira Devoção, de São Luís Maria. O terceiro fato é o início dos preparativos para a comemoração dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, com a novena da Padroeira de 3 a 12 de outubro. O quarto fato importante são as aparições de Fátima, que completam 100 anos da primeira aparição em 2017, no mesmo ano dos 300 anos da Padroeira do Brasil.

A história atesta que a Virgem Maria, desde os inícios do cristianismo, foi aquela que sustentou e confirmou a fé dos discípulos de Jesus. Por isso, neste Ano da Fé, somos chamados a nos entregar inteiramente a Jesus Cristo pelas mãos de Nossa Senhora, como nos ensinou São Luís Maria. Ela nos ajudará a permanecermos fiéis nesses tempos difíceis em que vivemos. A devoção mariana no Brasil, que o Papa Bento XVI disse, na V Conferência de Aparecida, precisar de purificação, se completa com a entrega total a Jesus por Maria de São Luís Maria e com o triunfo do Coração de Maria no coração dos cristãos, como nos disse a Virgem em Fátima: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”.
  Consagração a Nossa Senhora Aparecida
Ó Maria Santíssima, que em vossa querida Imagem de Aparecida espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil; eu, embora indigno de pertencer ao número dos vossos filhos e filhas, mas cheio do desejo de participar dos benefícios de vossa misericórdia, prostrado a vossos pés consagro-vos meu entendimento, para que sempre pense no amor que mereceis.
Consagro-vos minha língua, para que sempre vos louve e propague vossa devoção. Consagro-vos meu coração, para que, depois de Deus, vos ame sobre todas as coisas. Recebei-me, ó Rainha incomparável, no ditoso número de vossos filhos e filhas. Acolhei-me debaixo de vossa proteção.
Socorrei-me em todas as minhas necessidades espirituais e temporais e, sobretudo, na hora de minha morte. Abençoai-me, ó Mãe Celestial, e com vossa poderosa intercessão fortalecei-me em minha fraqueza, a fim de que, servindo-vos fielmente nesta vida, possa louvar-vos, amar-vos e dar-vos graças no céu, por toda eternidade. Assim seja.

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!

Fonte:  Todo de Maria

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Bento XVI abre oficialmente o Ano da Fé

O Papa Bento XVI durante celebração eucarística 
O Papa Bento XVI abriu oficialmente o Ano da Fé com uma Santa Missa realizada no Vaticano na manhã desta quinta-feira, 11. A proposta do Pontífice é que este seja um tempo de reflexão para que fiéis católicos de todo o mundo possam redescobrir os valores da sua fé. 

No dia em que também se comemoram os 50 anos do início do Concílio Vaticano II, o Papa presidiu a celebração eucarística com a participação de 400 concelebrantes. Entre eles, estavam alguns brasileiros, como o cardeal arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis, que também é presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Fazendo memória ao jubileu de ouro do Concílio, um acontecimento que marcou a vida da Igreja, o Papa explicou que a celebração foi enriquecida com alguns sinais específicos. A procissão inicial quis lembrar a procissão dos Padres conciliares, houve a entronização do Evangeliário, que é uma cópia daquele utilizado durante o Concílio e a entrada das sete mensagens finais do Concílio e do Catecismo da Igreja Católica.

“Estes sinais não nos fazem apenas recordar, mas também nos oferecem a possibilidade de ir além da comemoração. Eles nos convidam a entrar mais profundamente no movimento espiritual que caracterizou o Vaticano II, para que se possa assumi-lo e levá-lo adiante no seu verdadeiro sentido”, disse.

O Papa explicou que o Ano da Fé está em coerência com todo o caminho da Igreja nos últimos 50 anos, desde o Concílio, passando pelo Magistério do Servo de Deus, Paulo VI até chegar ao Jubileu do ano 2000, em que o Bem-Aventurado João Paulo II propôs à humanidade Jesus Cristo como único Salvador.

“Jesus é o centro da fé cristã. O cristão crê em Deus através de Jesus Cristo, que nos revelou a face de Deus”, enfatizou o Papa. Ele lembrou que, como diz o Evangelho do dia, Jesus Cristo é o “o verdadeiro e perene sujeito da evangelização”.
Por que ter um Ano da Fé?

Ainda na homilia, o Papa Bento XVI explicou que a Igreja proclama um novo Ano da Fé não para “prestar honras a uma efeméride”, mas sim porque é necessário, mais ainda do que 50 anos atrás.

Isso porque nos últimos decênios o Papa lembrou que se tem visto o avanço de uma “desertificação” espiritual, um vazio que se espalhou. Mas estas situações, de acordo com o ele, permitem redescobrir a alegria e a importância de crer.

“No deserto é possível redescobrir o valor daquilo que é essencial para a vida; assim sendo, no mundo de hoje, há inúmeros sinais da sede de Deus, do sentido último da vida, ainda que muitas vezes expressos implícita ou negativamente”.

Dessa forma, Bento XVI explicou que o modo de representar este Ano da Fé é como uma peregrinação nos desertos do mundo contemporâneo, em que se deve levar apenas o essencial. “... nem cajado, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem duas túnicas - como o Senhor exorta aos Apóstolos ao enviá-los em missão (cf. Lc 9,3), mas sim o Evangelho e a fé da Igreja, dos quais os documentos do Concílio Vaticano II são uma expressão luminosa, assim como é o Catecismo da Igreja Católica, publicado há 20 anos”.

Concílio Vaticano II

Sobre o Concílio, Bento XVI destacou que seu objetivo não foi colocar a fé como tema de um documento específico. No entanto, ele explicou que o Concílio foi animado pela consciência e pelo desejo de “imergir mais uma vez no mistério cristão, para poder propô-lo novamente e eficazmente para o homem contemporâneo”.

O Santo Padre também enfatizou que numa ocasião como esta de hoje, o mais importante é reavivar na Igreja aquele desejo ardente que se teve no Concílio de anunciar novamente Cristo ao homem contemporâneo.

“Mas para que este impulso interior à nova evangelização não seja só um ideal e não peque de confusão, é necessário que ele se apóie sobre uma base concreta e precisa, e esta base são os documentos do Concílio Vaticano II, nos quais este impulso encontrou a sua expressão”. 


Assista homilia na íntegra

 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A FÉ EM PERIGO


Dom Fernando Arêas Rifan*
Dia 11 de outubro próximo, tem início o Ano da Fé, estabelecido pelo Papa Bento XVI. A data coincide com a comemoração dos 50 anos da abertura do Concílio Vaticano II e dos 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Catól
ica.

Quando estava em Roma, no ano 2001, assisti admirado, na Praça de São Pedro, à chegada de milhares de fiéis do movimento Kolping, vindos da Alemanha, sobretudo homens, cantando com entusiasmo contagiante. Comentei então com um Cardeal alemão que estava ao meu lado: “Diante disso, Eminência, não se pode dizer que a Alemanha não seja um país católico!” Ele, porém, observou, acalmando um pouco o meu entusiasmo: “É, mas a Fé sempre corre perigo!”. Era o Cardeal Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.


O Papa tem se mostrado preocupado com a crise da Fé: “Desde o princípio do meu ministério como Sucessor de Pedro, lembrei a necessidade de redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo... Sucede não poucas vezes que os cristãos sintam maior preocupação com as consequências sociais, culturais e políticas da fé do que com a própria fé, considerando esta como um pressuposto óbvio da sua vida diária. Ora, tal pressuposto não só deixou de existir, mas frequentemente acaba até negado. Enquanto, no passado, era possível reconhecer um tecido cultural unitário, amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdos da fé e aos valores por ela inspirados, hoje parece que já não é assim em grandes sectores da sociedade devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas. Não devemos aceitar que o sal se torne insípido e a luz fique escondida... Devemos readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da vida, oferecidos como sustento de quantos são seus discípulos...” (Carta Apostólica Porta Fidei, pela qual Bento XVI proclama o Ano da Fé).


Nesse momento, reúne-se com o Santo Padre em Roma a XIII Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, tendo por tema “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”.


O que moveu o Papa a essa nova evangelização ele já havia lembrado no discurso inaugural da Conferência do CELAM, em Aparecida: “Percebe-se certo enfraquecimento da vida cristã no conjunto da sociedade e da própria pertença à Igreja Católica”. Na mesma linha, os Bispos do CELAM escreveram: “O Santo Padre nos responsabilizou ainda mais, como Igreja, na grande tarefa de proteger e alimentar a fé do povo de Deus... Nas últimas décadas vemos com preocupação, que numerosas pessoas perdem o sentido transcendental de suas vidas e abandonam as práticas religiosas... Não resistiria aos embates do tempo atual uma fé católica reduzida a uma bagagem, a um elenco de algumas normas e de proibições, a práticas de devoção fragmentadas, a adesões seletivas e parciais das verdades da fé, a uma participação ocasional em alguns sacramentos, à repetição de princípios doutrinais, a moralismos brandos ou crispados que não convertem a vida dos batizados. Nossa maior ameaça é o medíocre pragmatismo da vida cotidiana da Igreja, no qual, aparentemente, tudo procede com normalidade, mas na verdade a fé vai se desgastando e degenerando em mesquinhez” (Documento de Aparecida, n. 7, 12, 100 f).


Dom Fernando Arêas Rifan* 

Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
 
 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

O Rosário, oração mariana


O  mês de outubro é dedicado à Virgem do Rosario e ontem, dia 7, a Igreja celebrou a festa de Nossa Senhora do Rosário. 
Inicialmente esta festa se chamou festa de Santa Maria da Vitória, por celebrar a libertação dos cristãos dos ataques dos turcos,  na batalha naval do 7 de outubro de 1571 em Lepanto (Grécia). São Pio V, Papa de então,  para defender a Cristandade, estabeleceu que o Santo Rosário fosse rezado por todos os cristãos, pedindo a ajuda da Mãe de Deus, nessa hora decisiva. Atribuindo a vitória à intercessão de  Maria, auxílio dos cristãos, instituiu esta festa no ano de 1572.
 Sobre a origem do Rosário. A tradição diz que foi revelado a S. Domingos de Gusmão (1170-1221), numa aparição de Nossa Senhora, quando ele se preparava para defender a Igreja das heresias.
São Domingos de Gusmão
O Rosário completo era formado por 150 ave-marias, substituindo a oração dos antigos monges que rezavam todos os dias os 150 salmos do Saltério. Mas isso não era possível para o povo porque a sua maioria era analfabeta. Assim nasceu o Rosário, o “saltério de Nossa Senhora”, a “Bíblia dos pobres”, substituindo os 150 salmos pelas 150 ave-marias.
Os papas sempre  recomendaram esta oração. A mesma Virgem em Fátima manifestou o seu grande desejo de que os cristãos rezassem o Rosário. O Beato João Paulo II escreveu a Carta Apostólica “O Rosário da Virgem Maria” (Rosarium Virginis Mariae, 16 de outubro do ano de 2002 ),  insistindo na importância desta oração; nessa carta incluiu os cinco mistérios da luz. Dessa forma, o Rosário completo passou a ser formado por 200 ave-marias.
Nos vários mistérios pode-se meditar e contemplar toda a história da salvação, desde a Anunciação  até a coroação de Nossa Senhora, refletindo sobre a vida pública de Jesus, a sua paixão, morte e ressurreição.  Pode-se rezar  em qualquer momento e lugar.  Mas especialmente a Igreja aconselha rezar o Rosário em família.  Em tempos passados, na tarde ou na noite, toda a família se reunia para honrar a Maria com esta oração. Hoje,  que a família está em grande crise,  é fundamental recuperar esta devoção para a salvação da família,  pela sua unidade e pela perseverança na fidelidade dos esposos. Maria prometeu muitas graças aos seus devotos, a quantos a honram rezando o Rosário.    
Neste mês de outubro seria bom que cada família pudesse encontrar o tempo para recuperar esta maravilhosa devoção.  Este é o desejo do Papa na sua Carta Apostólica: “Oração pela paz, o Rosário foi desde sempre também oração da família e pela família. Outrora, esta oração era particularmente amada pelas famílias cristãs e favorecia certamente a sua união. É preciso não deixar perder esta preciosa herança. Importa voltar a rezar em família e pelas famílias, servindo-se ainda desta forma de oração...A família que reza unida, permanece unida.” (n. 41).

Fonte: ZENIT.org
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