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domingo, 2 de julho de 2017

O Subdiaconato

O subdiaconato é a primeira das ordens maiores, embora não seja parte mesma do sacramento da Ordem, é a Ordem pela qual os ordenados são tidos na Liturgia como ministros sagrados pela qual a Igreja confere o poder de servir ao diácono na missa solene, de lhe oferecer o cálix e a patena, de preparar a água para o s. sacrifício, de cantar a epístola e de abluir as palas e os corporais. Nosso Senhor exerceu este oficio quando em Caná de Galiléia fez vinho da água para o banquete nupcial e quando na última ceia lavou os pés dos discípulos. (Durandus I. II c. 8 n. 5.)

A matéria do subdiaconato provavelmente é dupla: o cálix vazio com a patena e o epistolário. A forma são as palavras que o bispo profere entregando esses objetos.

A origem do subdiaconato deve-se à necessidade de auxiliares para os sete diáconos, cujo número não se quis mudar. Por isso esse auxiliar subalterno é chamado subdiácono, pois que o diácono é o primeiro ministro. Foi instituído ainda no tempo dos apóstolos, "desde o princípio da Igreja." Antigamente o subdiácono estava encarregado de ajudar o diácono, recebendo com ele as ofertas do povo e colocando no altar uma parte delas, suficiente para a comunhão dos fiéis. Devia guardar a porta das mulheres, ao passo que o diácono guardava a dos homens. Estava-lhe confiado o cuidado dos sepulcros dos mártires, das relíquias dos santos e das sagradas hóstias restantes da comunhão. Ocupava, portanto, uma posição muito honrosa de que ainda hoje está investido. Contudo esta ordem é sacramento. Na Igreja grega é ordem menor. Na Igreja romana só no século XIII (Inocêncio III) se começa a contá-la entre as ordens maiores. Mas a importância que a Igreja liga a este grau eclesiástico pode-se inferir das obrigações impostas aos que têm a honra de pertencer a ele. Cada dia o subdiácono deve rezar o oficio divino, e na Igreja romana deve guardar o celibato.

A obrigação do celibato é igual à do voto solene de castidade e é impedimento dirimente do matrimônio. A violação desta lei é um sacrilégio, de sorte que o transgressor pelo pecado, quer interno quer externo, comete dois pecados, contra a castidade e contra o voto.

A virtude característica do subdiácono é o espírito de fé (in vera fide fundati, Pont.), considerando-se irrevogavelmente destinado ao santo serviço do santo altar. Os paramentos do subdiácono pela sua significação mística ensinam as virtudes, que a Igreja nele deseja. A alva significa a inocência da vida, o cíngulo a castidade, o amito a firmeza da fé; o manípulo a colheita das boas obras adquiridas pela vida austera e caridade pratica de Deus, a tunicela a alegria espiritual fundada na fé viva e caridade divina.

Fonte: http://seminarioic.org/o-subdiaconato/

domingo, 29 de janeiro de 2012

Um pedido de agradecimento aos 10 anos da criação da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney -

No retiro dos padres da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, que aconteceu no início do mês de janeiro de 2012. Nosso Exmo. RevmoDFernando Arêas Rifan (Administrador Apostólico da Administração Apostólica Pessoal S. João Maria Vianney)  pediu aos padres que rezasse a Coroninha de São Felipe Neri em agradecimento aos 10 anos da criação da nossa Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, evento que celebraremos durante todo esse ano de 2012, usando como lema a frase do salmo 88: “Misericordias Domini in aeternum cantabo” – “Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor”, e como tema: “10 anos de graças: gratidão, reflexão e missão”. Fim de uma crise, começo de uma nova história. 

E o nosso Revmos. Pe. Ivoli Fernando Latrônico, Administrador Paroquial da Paróquia do Senhor Bom Jesus Crucificado e do Imaculado Coração de Maria, Bom Jesus do Itabapoana – RJ. Fez um pedido especial a nós leigos, para que nós também em agradecimento aos 10 anos da AASJMV rezássemos a Coroninha de São Felipe Neri, assim dando graças ao BOM DEUS por esses “10 anos de graças: gratidão, reflexão e missão”
“Misericordias Domini in aeternum cantabo”
Coroinha de São Filipe Neri
Devoção Oratoriana à Santíssima Virgem Mãe de Deus

Clique nas imagens para ler


Santo Afonso, em seu Glórias de Maria, conta que São Filipe tinha tão grande devoção à Nossa Senhora, que só lhe bastava pensar n'Ela e já tinha consolo. Exclamava que "não há meio mais poderoso para obter a graça de Deus que a devoção à Nossa Senhora".
São Filipe dizia ainda que, para começarmos bem na vida espiritual, para perseverarmos e alcançarmos mais rapidamente a perfeição, é necessária a devoção à Santíssima Virgem. Por isso, recomendava, além do santo terço diário, a recitação da COROINHA DE NOSSA SENHORA, que ele mesmo compusera, por inspiração, para honrar os títulos mais belos de Maria: "Virgem e Mãe de Deus".
"Nossa Senhora ama aqueles que a chamam por Virgem e Mãe de Deus."
São Filipe Neri

Salve Maria!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Dom Rifan no site da CNBB: Missa na forma antiga do Rito Romano.


Num gesto de bondade e generosidade, “abrindo plenamente o seu coração”, como ele mesmo se exprime, buscando a “reconciliação interna no seio da Igreja” o Papa Bento XVI, na Carta Apostólica Motu Proprio “Summorum Pontificum”, liberou para todo o mundo o uso da forma antiga do Rito Romano, também chamada Missa no rito de São Pio V ou Missa Tridentina, como forma extraordinária do único Rito Romano, ao lado da sua forma ordinária, que é a Missa no rito de Paulo VI, em vigor atualmente na Igreja. O Motu Proprio é acompanhado de uma elucidativa Carta aos Bispos.
Explicando que essa liberação não afeta a autoridade do Concílio Vaticano II nem a validade da reforma litúrgica dele procedente, o Papa fala que “as duas formas do uso do Rito Romano podem enriquecer-se mutuamente”. E, em termos de reconciliação e convivência, enquanto a nova forma (ordinária) da Missa se apresenta como mais participativa, a antiga forma (extraordinária) exprime mais a sacralidade e a reverência devida ao Mistério Eucarístico.
Sobre os interessados nessa forma antiga, o Santo Padre reconhece que, ao lado de exageros e desvios por parte de alguns, existem pessoas corretamente apegadas à antiga forma litúrgica da Santa Missa: “Quanto ao uso do Missal de 1962, como Forma extraordinária da Liturgia da Missa, quero chamar a atenção para o fato de que este Missal nunca foi juridicamente ab-rogado e, consequentemente, em princípio sempre continuou permitido. Na altura da introdução do novo Missal, não pareceu necessário emanar normas próprias para um possível uso do Missal anterior. Supôs-se, provavelmente, que se trataria de poucos casos individuais que seriam resolvidos um a um na sua situação concreta. Bem depressa, porém, se constatou que não poucos continuavam fortemente ligados a este uso do Rito Romano que, desde a infância, se lhes tornara familiar. Isto aconteceu sobretudo em países onde o movimento litúrgico tinha dado a muitas pessoas uma formação litúrgica notável e uma profunda e íntima familiaridade com a Forma anterior da Celebração Litúrgica. Todos sabemos que, no movimento guiado pelo Arcebispo Lefebvre, a fidelidade ao Missal antigo apareceu como um sinal distintivo externo; mas as razões da divisão, que então nascia, encontravam-se a maior profundidade. Muitas pessoas, que aceitavam claramente o carácter vinculante do Concílio Vaticano II e que eram fiéis ao Papa e aos Bispos, desejavam contudo reaver também a forma, que lhes era cara, da sagrada Liturgia; isto sucedeu antes de mais porque, em muitos lugares, se celebrava não se atendo de maneira fiel às prescrições do novo Missal, antes consideravam-se como que autorizados ou até obrigados à criatividade, o que levou frequentemente a deformações da Liturgia no limite do suportável. Falo por experiência, porque também eu vivi aquele período com todas as suas expectativas e confusões. E vi como foram profundamente feridas, pelas deformações arbitrárias da Liturgia, pessoas que estavam totalmente radicadas na fé da Igreja”.
Em entrevista à revista americana Latin Mass (5/5/2004), o Cardeal Dario Castrillón Hoyos também já afirmara: “Eu não gosto, com efeito, das concepções que querem reduzir o “fenômeno” tradicionalista somente à celebração do Rito antigo, como se se tratasse de um apego nostálgico e obstinado ao passado. Isto não corresponde à realidade que se vive no interior deste vasto grupo de fiéis. Na realidade, nós estamos aí freqüentemente na presença de uma visão cristã da vida de fé e de devoção..., um desejo profundo de espiritualidade e sacralidade,... É interessante em seguida ressaltar como se encontram no seio desta realidade numerosos padres, nascidos depois do Concílio Ecumênico Vaticano II. Eles manifestam...uma ‘simpatia de coração’ por uma forma de celebração, e também de catequese, que... deixa um grande lugar ao clima de sacralidade e de espiritualidade que justamente conquista também os jovens de hoje: não se pode certamente defini-los como ‘nostálgicos’ ou um vestígio do passado.”
Quanto ao uso do latim, língua oficial da Igreja, lembremo-nos que o Concílio Vaticano II, tendo liberado o uso do vernáculo na Liturgia, não deixou de lembrar a norma geral: “Seja conservado o uso da Língua Latina nos Ritos Latinos” (Sacr. Conc. 36). Aliás, era a observação feita pelo Papa Beato João XXIII: “Ninguém por afã de novidade escreva contra o uso da Língua Latina... nos sagrados ritos da Liturgia.” (Const. Ap. Veterum Sapientia, 11, § 2).

+ Dom Fernando Âreas Rifan
Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
Fonte: CNBB

sábado, 10 de dezembro de 2011

O que é a Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney? Entrevista concedida a D. Fernando à Agência de notícias católicas ZENIT (www.zenit.org)


Entrevista concedida a D. Fernando à Agência de notícias católicas ZENIT (www.zenit.org)

GOSTARÍAMOS PRIMEIRAMENTE QUE O SENHOR EXPLICASSE, PARA AQUELES QUE NÃO CONHECEM, O QUE É A ADMINISTRAÇÃO APOSTÓLICA PESSOAL SÃO JOÃO MARIA VIANNEY? 

A Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, situada no Norte do Estado do Rio de Janeiro, com os mesmos limites da Diocese de Campos, é uma circunscrição eclesiástica equiparada pelo Direito às Dioceses imediatamente sujeitas à Santa Sé (cânon 368 e Decreto “Animarum Bonum”), uma porção do povo de Deus, portanto, cujo cuidado pastoral é confiado a um Bispo Administrador Apostólico, que a governa em nome do Sumo Pontífice (cânon 371§2). A Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney foi criada pelo Decreto “Animarum bonum”, da Sagrada Congregação para os Bispos, de 18 de janeiro de 2002, oficializando juridicamente a vontade de Sua Santidade, o Papa João Paulo II, expressa na carta autógrafa "Ecclesiae unitas", de 25 de dezembro de 2001. Funciona como uma diocese normal, mas de caráter pessoal não territorial, como as Prelazias Pessoais, as Eparquias e Exarcados Orientais e os Ordinariatos Militares, tendo seu Bispo próprio, o Administrador Apostólico, Cúria, Seminário, Sacerdotes, Paróquias, Igrejas e Institutos de Vida Consagrada, como qualquer outra diocese. Essa “Diocese pessoal” foi criada com a finalidade de conservar na unidade eclesial os sacerdotes e fiéis ligados à forma litúrgica extraordinária do Rito Romano (Liturgia chamada Tridentina ou de São Pio V), que eram e são numerosos nessa região.

NA ADMINISTRAÇÃO APOSTÓLICA SE CELEBRA A MISSA ANTIGA DO RITO ROMANO (ANTERIOR À REFORMA DE 1970). QUAL É A RIQUEZA E A BELEZA DESSE TIPO DE MISSA? 

O decreto de criação da Administração Apostólica (“Animarum Bonum”, “O Bem das Almas”) assim diz: “É atribuída à Administração Apostólica a faculdade de celebrar a Sagrada Eucaristia, os demais sacramentos, a Liturgia das Horas e outras ações litúrgicas segundo o rito e a disciplina litúrgica, conforme as prescrições de São Pio V, juntamente com as adaptações introduzidas por seus sucessores até o Bem-aventurado João XXIII” (item III). E esse privilégio o Santo Padre Bento XVI agora o estendeu a toda a Igreja pelo Motu Próprio “Summorum Pontificum”, de 7 de julho de 2007.
São várias as razões desse amor, preferência e conservação da forma extraordinária da Liturgia Romana. O então cardeal Joseph Ratzinger, nosso atual Papa, em conferência aos Bispos chilenos, em Santiago, em 13/7/1988, assim as sintetizou: “Se bem que haja numerosos motivos que possam ter levado um grande número de fiéis a encontrar refúgio na liturgia tradicional, o mais importante dentre eles é que eles aí encontram preservada a dignidade do sagrado”. De fato, pela sua riqueza, beleza, elevação, nobreza e solenidade das cerimônias, pelo seu senso de sacralidade e reverência, pelo seu sentido de mistério, por sua maior precisão e rigor nas rubricas, apresentando assim mais segurança e proteção contra abusos, não dando espaço a “ambigüidades, liberdades, criatividades, adaptações, reduções e instrumentalizações” (como lamentava o Papa João Paulo II na encíclica “Ecclesia de Eucaristia”) e por ser, para nós, melhor expressão litúrgica dos dogmas eucarísticos e sólido alimento espiritual, ela vem a ser uma das riquezas da Liturgia católica, pela qual exprimimos o nosso amor e nossa comunhão para com a Santa Igreja. E a Santa Sé reconhece essa nossa adesão como perfeitamente legítima. 

COMO SÃO OS CANTOS E QUAL É O CUIDADO QUE SE TEM COM ELES NA MISSA ANTIGA? 

Na Missa antiga, procura-se pôr em prática as normas dadas pelo Papa João Paulo II no “Quirógrafo pelo centenário do Motu Próprio “Tra Le Sollecitudini”, de São Pio X, onde ele recorda as regras desse santo Papa, de seus sucessores e do Concílio Vaticano II sobre a música sacra. O Papa ensina a necessidade de “purificar o culto de dispersões de estilos, das formas descuidadas de expressão, de músicas e textos descurados e pouco conformes com a grandeza do ato que se celebra”. O Papa recorda a diferença, infelizmente hoje pouco percebida, entre o profano e o sagrado, especialmente na música das Igrejas, e ele lamenta que a música na Igreja hoje chegue “a ponto de incluir repertórios que não podem entrar na celebração sem violar o espírito e as normas da mesma liturgia”, afirmando ele que “nem todas as formas musicais podem ser consideradas aptas para as celebrações litúrgicas.” 
E como paradigma da verdadeira música sacra, o Papa ensina que “entre as expressões musicais que mais correspondem à qualidade requerida pela noção de música sacra, particularmente a litúrgica, o canto gregoriano ocupa um lugar particular”. 
É claro que em nossas missas, segundo as mesmas normas da Santa Sé, usamos também a polifonia clássica e moderna e o canto popular em português, tão amado do nosso povo simples, sempre os sintonizando com o espírito e o momento litúrgico. 

A MISSA ANTIGA PODERIA SER MAIS PROMOVIDA NA VIDA DA IGREJA, MESMO QUE DE FORMA EXTRAORDINÁRIA, COMO ASSINALA E PERMITE O MOTU PROPRIO “SUMMORUM PONTIFICUM”? QUE BENEFÍCIOS ISSO TRARIA?

Esse já era o desejo do Santo Padre João Paulo II, quando afirmou no seu Motu Próprio “Ecclesia Dei adflicta” de 2/7/1988: “É preciso que todos os Pastores e os demais fiéis tomem nova consciência, não só da legitimidade mas também da riqueza que representa para a Igreja a diversidade de carismas e de tradições de espiritualidade e de apostolado, o que constitui a beleza da unidade na variedade... A todos estes fiéis católicos, que se sentem vinculados a algumas formas litúrgicas e disciplinares precedentes da tradição latina, desejo manifestar também a minha vontade - à qual peço que se associem a dos Bispos e a de todos aqueles que desempenham na Igreja o ministério pastoral - de lhes facilitar a comunhão eclesial, mediante as medidas necessárias para garantir o respeito das suas justas aspirações... além disso, em toda a parte deverá ser respeitado o espírito de todos aqueles que se sentem ligados à tradição litúrgica latina, mediante uma ampla e generosa aplicação das diretrizes, já há tempos emanadas pela Sé Apostólica, para o uso do Missal Romano segundo a edição típica de 1962.”
Esse desejo foi agora reforçado e ampliado ao mundo inteiro pelo Papa Bento XVI pelo Motu Próprio “Summorum Pontificum”. 
E os benefícios da reintrodução e propagação na vida da Igreja dessa forma extraordinária do Rito Romano foram já mencionados pelo Papa atual no seu Motu Próprio: “Na celebração da Missa segundo Missal de Paulo VI, poder-se-á manifestar, de maneira mais intensa do que freqüentemente tem acontecido até agora, aquela sacralidade que atrai muitos para o uso antigo.” Foi exatamente o que ressaltou o Cardeal George, de Chicago: “...O Santo Padre mesmo, há algum tempo, chamou nossa atenção para a beleza e a profundidade do missal de São Pio V... a liturgia de 1962 é um rito autorizado da Igreja Católica e uma fonte preciosa de compreensão litúrgica para todos os outros ritos... Esta liturgia pertence à Igreja inteira como um veículo do espírito que deve se irradiar também na celebração da terceira edição típica do missal romano atual...” (Cardeal Francis George, Arcebispo de Chicago, Estados Unidos, no prefácio às Atas do Colóquio 2002, intituladas A Liturgia e o Sagrado, do CIEL, Centro Internacional de Estudos Litúrgicos”).
Quando participei, em agosto de 2007, do Congresso de Oxford reunido para ensinar a celebração da Missa na forma extraordinária aos mais de 60 padres diocesanos do Reino Unido ali presentes, o Arcebispo de Birminghan, Dom Vincent Nichols, na Missa Solene de abertura ressaltou aos padres participantes que eles, após aprenderem a Missa na forma antiga, mesmo quando nas suas paróquias celebrassem a Missa no rito atual de Paulo VI, a celebrariam muito melhor. 
Creio ser o benefício querido pelo Papa no Motu Próprio “Summorum Pontificum”. 

NA AGÊNCIA ZENIT NÓS RECEBEMOS MUITOS E-MAILS DE LEITORES COMENTANDO DO DESCUIDADO COM A LITURGIA EM SUAS COMUNIDADES. QUE INDICAÇÕES O SENHOR DÁ PARA FREAR A BANALIZAÇÃO E O DESCUIDADO COM A LITURGIA?

Resposta: Falando dos abusos conseqüentes à Reforma Litúrgica, o então Cardeal Joseph Ratzinger lamentava: a “Liturgia se degenera em 'show', onde se tenta tornar a religião interessante com a ajuda de asneiras em moda... com sucessos momentâneos no grupo dos fabricantes litúrgicos" (Introdução ao livro La Réforme Liturgique, de Mgr. Klaus Gamber, pag. 6 e 8). 
E o Cardeal Eduardo Gagnon era da mesma opinião: "Não se pode entretanto ignorar que a reforma (litúrgica) deu origem a muitos abusos e conduziu em certa medida ao desaparecimento do respeito devido ao sagrado. Esse fato deve ser infelizmente admitido e desculpa bom número dessas pessoas que se afastaram de nossa Igreja ou de sua antiga comunidade paroquial" (...) ( "Integrismo e conservatismo" - Entrevista com o Cardeal Gagnon, "Offerten Zitung - Römisches", nov.dez. 1993, p.35).
Creio que o ponto central dos abusos foi detectado pelo próprio Cardeal Raztinger: a porta aberta que foi deixada a uma falsa criatividade dos celebrantes (entrevista ao L’homme Nouveau, nº 7, outubro de 2001).
Por trás disso, está a falta de uma espiritualidade séria, que pensa que para atrair o povo se deve inventar novidades. A Santa Missa atrai por si mesma, pela sua sacralidade e seu mistério. No fundo, trata-se de diminuição da Fé nos mistérios eucarísticos, procurando supri-la por novidades e criatividades. Quando o Celebrante quer se tornar o protagonista da ação litúrgica, começam os abusos. Ele se esquece de que o centro da Missa é Jesus Cristo. 
O atual secretário da Congregação para o Culto Divino, Dom Albert Malcolm Ranjith, lamenta: “A Santa Missa é sacrifício, dom , mistério, independentemente do sacerdote que a celebra. É importante, mesmo fundamental, que o sacerdote se coloque de lado: o protagonista da Missa é Cristo. Não compreendo, portanto, as celebrações eucarísticas transformadas em espetáculo com danças, cantos ou aplausos, como infelizmente muitas vezes ocorre com o Novus Ordo”. 
A solução para os abusos estão nas normas dadas pelo Magistério, especialmente no documento “Redemptionis Sacramentum”, de 25 de março de 2004, que preceitua que “todos procurem, segundo seus meios, que o Santíssimo Sacramento da Eucaristia seja defendido de toda irreverência e deformação, e todos os abusos sejam completamente corrigidos. Isto, portanto, é uma tarefa gravíssima para todos e cada um, e, excluída toda acepção de pessoas, todos estão obrigados a este trabalho” (183).
Mas, como diz Dom Ranjith, “existem tantos documentos (contra esses abusos) que lamentavelmente ficaram letra morta, deixados em estantes cheias de poeira ou, pior ainda, no cesto de lixo”.
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