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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Padre Pio e a Modéstia



“Vamos nos unir bem muito ao Coração Doloroso de nossa Mãe Celestial e refletir sobre a sua dor infinita e sobre quão preciosa é a nossa alma. “
(Padre Pio)

Pe. Pio insistiu na Modéstia
Padre Pio não toleraria vestidos curtos ou com decotes baixos, saias justas, e ele proibiu suas filhas espirituais de vestir meias-calças transparentes*. A cada ano a sua severidade aumentava. Ele teimosamente as mandava embora do seu confessionário, mesmo antes de pôr o pé dentro, se julgasse que elas estavam indevidamente vestidas. Em algumas manhãs, ele expulsou uma após a outra, até que ele acabou por ouvir muito poucas confissões. Seus irmãos observaram estes drásticos expurgos com certo mal-estar e decidiram pregar uma placa na porta da igreja:
“Por desejo explícito do Padre Pio, a mulher deve entrar no confessionário vestindo saias PELO MENOS 20 centímetros abaixo do joelho. É proibido emprestar um vestido longo na igreja para usá-los para a confissão.”
Evitemos o menor risco de ofender a Deus nesta área ou de ser uma ocasião de tentação para o nosso vizinho. Que as modas do mundo não sejam o modelo para o nosso vestuário, mas sim a Virgem Maria e os Santos. Vamos seguir os padrões de recato no vestuário, e recordar as palavras de Nossa Senhora a Beata Jacinta Marto de Fátima:
“Os pecados que mais levam almas para o inferno são os pecados da carne. Hão de vir muitas modas que hão de ofender muito a Nosso Senhor… As pessoas que servem a Deus não devem andar na moda. A Igreja não tem modas. Nosso Senhor é sempre o mesmo.”
Algumas vezes, quando o Padre Pio recusou-se a absolver seus penitentes e fechou a porta do pequeno confessionário em seus rostos, as pessoas iam censurá-lo perguntando por que ele agiu desta forma. “Vocês não sabem”, ele perguntou: “Que dor que custa-me fechar a porta a alguém? O Senhor tem me forçado a fazê-lo. Eu não chamo ninguém, nem recuso a ninguém também. Existe alguém que chama, e que as recusa. Eu sou Sua ferramenta inútil. “(1)
***
Citação de uma das cartas do Padre Pio: “Há, além disso, três virtudes que aperfeiçoam a pessoa devota no que diz respeito ao controle dos seus próprios sentidos. Estas são: a modéstia, a continência e a castidade. Em virtude da modéstia a pessoa devota governa todos os seus atos exteriores. Com razão, então, São Paulo recomendou esta virtude a todos e declarou como é necessária e como se isso não bastasse, ele considera que esta virtude deveria ser óbvia para todos. Pela continência a alma exercita a retenção de todos os sentidos: visão, tato, paladar, olfato e audição. Pela castidade, uma virtude que enobrece a nossa natureza e faz com que seja semelhante à dos Anjos, nós suprimimos a nossa sensualidade e a afastamos dos prazeres proibidos. Este é o retrato magnífico da perfeição cristã. Feliz aquele que possui todas estas belas virtudes, todas elas frutos do Espírito Santo que habita dentro dele. Essa alma não tem nada a temer e vai brilhar no mundo como o sol no céu. “(2)
***
Uma mulher que vendia calças em sua loja de varejo em Vancouver foi se confessar na Itália com Padre Pio e sua absolvição foi recusada…
“Ele ordenou que ela voltasse para casa no Canadá e se livrasse de todo seu estoque, e não desse qualquer um dos itens para as pessoas que poderiam usá-los, e se ela quisesse sua absolvição, poderia voltar a Itália e recebê-la, só depois que ela realizasse impiedosamente suas ordens”. (3)
***
O Santo Padre Pio deve ter tido uma forte consciência dos perigos da falta de modéstia para as nossas almas imortais, e dos perigos da tentação para o nosso próximo. “Que as modas do mundo não sejam o modelo para o nosso vestuário, mas sim a Virgem Maria e os Santos. A Canonização do Padre Pio nos dá a oportunidade para recordar a gravidade do Santo de San Giovanni Rotondo, que colocou este cartaz na porta de sua igreja“:
 ”A Igreja é a casa de Deus. É proibido para os homens entrar com os braços nus ou usando shorts. É proibido para as mulheres entrarem usando calças, sem um véu sobre sua cabeça, com roupas curtas, decotes baixos,  roupas sem mangas ou vestidos imodestos. “(4)
 (1) Dorothy Gaudiose, Prophet of the People, pp. 191-2.
(2) Padre Pio. Volume II – LettersCorrespondence with Raffaelina Cerase, Noblewoman (1914-1915).
(3) Anne McGinn Cillis, Arrivederci, Padre Pio, A Spiritual Daughter Remembers.
(4) Bishop Bernard Fellay. The Dignity of Women: The Misplaced Notions of Feminism.


Traduzido por Andrea Patrícia, do blog Maria Rosa

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Modéstia e recolhimento na assistência ao Santo Sacrifício da Missa

Uma mulher, que entra na Igreja com um traje imodesto e chamativo, atrai para si todos os olhares, e queira Deus não atraia também os corações, arrebatando ao Senhor as devidas adorações.
     Não é preciso excitar as pessoas a assistir todos os dias à Santa Missa; já são por demais levadas a frequentar as igrejas. O importante será fazer-lhes compreender com que modéstia e respeito devem portar-se na casa de Deus, especialmente quando se celebra a Santa Missa.
     Tanto mais me edificam senhoras da nobreza e princesas que só aparecem diante dos altares vestidas com simplicidade, sem luxo nem elegâncias refinadas, quanto me escandalizam certas pretensiosas que, com os seus penteados ridículos e ares de actrizes, assumem poses de deusas no lugar santo.
     A bem-aventurada Ivete teve, certo dia, uma visão, que devia inspirar a essas pessoas o temor respeitoso e reverente da Santa Missa. Ao assistir ao Santo Sacrifício, viu essa nobre flamenga um espectáculo terrível. Perto dela estava uma dama distinta, cujo olhar se fixava aparentemente no altar; mas não era para seguir o Santo Sacrifício, nem para adorar o Santíssimo Sacramento que ia receber; mas sim para satisfazer uma paixão impura.
     À volta dela apresentou-se um grande número de demônios que dançavam e se expandiam em demonstrações de regozijo.Quando se levantou para se dirigir à mesa sagrada, uns dos demônios seguraram-lhe a cauda do vestido, outro ofereceu-lhe o braço enquanto ainda outros serviam-lhe de corte e prestavam-lhe vassalagem como se fosse a sua senhora.
     No momento em que o sacerdote descia do altar com a Sagrada Hóstia na mão a fim de dar a Santa Comunhão àquela infeliz, pareceu à Bem-aventurada Ivete que o Salvador abandonava as santas espécies e voltava para o Céu, repugnando-Lhe entrar num coração tão rodeado de espíritos das trevas.
      Aterrorizada por semelhante visão, tão impressionante, a Bem-aventurada Ivete dirigia humildes preces a Nosso Senhor, que lhe revelou a causa de tudo aquilo; fazendo-a ver que aquela mulher alimentava uma paixão desordenada por uma pessoa que se encontrava próxima do altar; e que durante toda a Santa Missa, em vez de se ocupar dos Santos mistérios a contemplava com olhares impuros, desejando mais agradar-lhe do que agradar a Deus. Por isso rodeavam-na os demônios e serviam-lhe de corte.
     Dir-me-eis que não sois do número dessas infelizes criaturas; creio com agrado e boa vontade. Se, entretanto, ides à Igreja com trajes dignos de escândalo, mereceis todas as censuras e reprovações. Ao procederdes desse modo, transformais o templo sagrado em covil de ladrões e salteadores; já que roubais a Deus a honra, pelas distrações que provocais nos sacerdotes, nos sagrados ministros e em todo o povo.
     Cuidai e tende pressa em considerar e tomar a resolução de imitar Santa Isabel da Hungria. Para assistir ao Santo Sacrifício da Missa, esta piedosa rainha dirigia-se com grande pompa à Igreja. Mas, ao iniciarem-se os divinos mistérios, tirava da cabeça a coroa e os anéis dos dedos; depunha os seus adornos e cobria-se com um véu, ficando em atitude tão modesta que nunca foi vista desviar sequer os olhos do altar, onde estavam fixos. Tudo isto agradou de tal modo a Deus que quis manifestá-lo a todos: durante a Santa Missa, Isabel aparecia resplandecente de luz; envolta em tanta claridade que se velavam de deslumbramento os olhos dos assistentes. Parecia-lhes contemplar um anjo do Paraíso.
     Imitai exemplo tão ilustre, certas de que agradareis a Deus e aos homens, e de que a Santa Missa será para vós de muito proveito: nesta vida e na outra.

(São Leonardo de Porto Maurício, "As excelências da Santa Missa")

Fonte: http://cmmnamodestia.blogspot.com/2011/04/modestia-e-recolhimento-na-assistencia.html
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