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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Imaculada Conceição


08 de Dezembro dia da Imaculada Conceição

Como os demais, este também, e que tem mais do que os outros privilégios de Maria Santíssima é ferozmente negado pelos seguidores de Lutero - como poderia uma simples mulher fugir da lei do pecado e da universalidade da Redenção que abarca todos os homens?

- É esta aparente oposição entre um dogma de Fé certo – a necessidade universal da Redenção – e o fato de uma santificação que foge desse generalização – que dá, aos fiéis de Lutero, uma tintura de argumento.

Na realidade não há oposição nenhuma. João Scoto, o grande mestre franciscano da Idade Média, reúne numa frase toda a economia da Graça no caso. Potuit – diz ele – debuit, ergo fecit. – Deus pôde fazer – isto é, a Onisciência e Onipotência de Deus tinha meios de conciliar a pureza imaculada de Maria Santíssima com a universalidade da Redenção.

Se Ele, Deus, tinha os meios, estava na obrigação de aplicá-los, “debuit”. Pois não se explicaria como Deus viesse a faltar com a reverência à progenitora de Seu Filho Encarnado o que ocorreria, caso a Virgem Maria, por um instante sequer, se visse manchada com pecado.

Portanto – “ergo” – Deus preservou-a de todo pecado.

Maria Santíssima é Imaculada desde o momento em que foi concebida, ou seja, em que sua alma bendita, criada por Deus, se uniu ao se Corpo sem manchas.

Assim, Maria Santíssima é a Imaculada Conceição. Remida por Jesus cristo, com uma remissão preservativa, como o detento que deveria ser trancafiado, de fato, por um privilégio, não o é. Embora devendo contrariar o pecado original dele isento, pela onipotência da graça de seu Divino Filho. É pois, Santíssima sem derrogar nada nas relações entre o Céu e a Terra.

Eis que, com toda alegria e confiança, cantamos.

“Com teu poder ó Virgem ilibada Quebrantaremos do inferno seu furor.”

(a) + Antonio de Castrro Mayer, Bispo Emérito de Campos
em 08 de dezembro de 1985 


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Uso do véu/modéstia no vestir (Dom Antônio de Castro Mayer)


Dom Antônio de Castro Mayer 21 de novembro de 1970
(Excertos) Circular sobre a Reverência aos Santos Sacramentos

As senhoras comunguem de cabeça coberta

Ainda sobre a recepção da Sagrada Comunhão mantenha-se o costume tradicional que manda às senhoras e moças que se apresentem com a cabeça coberta. Outro hábito imemorial, fundado na Sagrada Escritura (cf. 1 Cor. 11, 5 e SS.), que não deve ser modificado. São Paulo recorda a veneração e o respeito aos Anjos presentes na igreja, que as senhoras significam com o uso do véu.Nada mais belo, mais ordenado, mais encantador do que a mulher cristã que reconhece a hierarquia estabelecida por Deus, e manifesta externamente sua adesão amorosa a semelhante disposição da Providência.

A imodéstia no trajar e a nossa responsabilidade

Na mesma ordem de idéias, lembramos aos nossos caríssimos Sacerdotes que devem empenhar-se, a fundo, por conservar nos fiéis o amor à modéstia e ao recato, que os tornam menos indignos de receber os Santos Sacramentos.

Não nos esqueçamos de que, se a sociedade se paganiza, se ela foge da mentalidade cristã, como esta se define nas máximas evangélicas, não o faz sem a conivência e a cooperação das famílias católicas, e, portanto, em grande parte, por nossa culpa, de nós Sacerdotes. 

Ou por comodismo, que em nós cria aversão ao exercício de nossa função de orientadores do povo fiel, ou quiçá – PROH DOLOR! – por condescendência com a sensualidade reinante, somos remissos em declarar, sem rebuços, que as modas de hoje destoam gravemente da virtude cristã, e, mais ainda remissos somos, em usar da firmeza apostólica, ainda que suavemente exercida, para afastar dos Sacramentos a atmosfera sensual atualmente introduzida na sociedade pelas vestes femininas.

É com tristeza que sabemos de Sacerdotes na Diocese, e de outras pessoas com responsabilidade de orientação de almas que não tomam a menor medida no sentido de manter em torno dos Sacramentos, especialmente da Santíssima Eucaristia, o ambiente de pureza que Jesus Cristo exige de seus fiéis servidores.

Por que todas as igrejas da Diocese não ostentam, em lugar bem visível, as disposições eclesiásticas no sentido de que as senhoras e moças não se apresentem no templo de Deus com vestes ajustadas, decotadas, de saias que não desçam abaixo dos joelhos,ou de calças compridas, estas últimas mais próprias do outro sexo?

E por que não tomam todos os Sacerdotes medidas a fim de que com semelhantes trajes, não se apresentem aos Sacramentos as senhoras e moças, ou para recebê-los ou como madrinhas ou testemunhasSeria o mínimo que se poderia pedir a quem está realmente interessado por que a adaptação de que tanto se fala, não seja uma profanação do Sagrado, com prejuízo pessoal, para o povo fiel e para a sociedade em geral.

Caríssimos Sacerdotes. O zelo pela Casa de Deus, bem como a caridade com o próximo, pedem, nos tempos atuais, maior atenção à maneira de vestir dos fiéis que o são e querem viver cristãmente. A Sagrada Escritura lembra que “as vestes do corpo, o riso dos dentes e o modo de andar de um homem fazem-no conhecer” (Ecli. 19, 27).

E Pio XII comenta: “A sociedade, por assim dizer, fala com a roupa que veste; com a roupa revela suas secretas aspirações, e dela se serve, ao menos em parte, para construir o seu próprio futuro” (“Disc. e Radiomes.” Vol. 19, p. 578). Ninguém negará o valor objetivo desta observação do Papa Pacelli.

(Excertos da Circular sobre a Reverência aos Santos Sacramentos - Dom Antônio de Castro Mayer - retirado do site: FSSPX do Brasil)
PS: Grifos meus
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