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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Dom João Braz de Aviz pelo Dia Mundial da Vida Consagrada: é a hora da fidelidade


Vaticano, 02 Fev. 12 / 10:59 am (ACI)

Neste 2 de fevereiro, Festa da Apresentação de Jesus no Templo, a Igreja celebra também o Dia Mundial da Vida Consagrada, proclamado pelo Papa João Paulo II. Na ocasião, o Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, o futuro cardeal brasileiro Dom João Braz de Aviz, falou em uma entrevista que embora o panorama se apresente difícil para a vida consagrada na Igreja, este é um momento propício para intensificar a vivência da fidelidade dos consagrados aos seus carismas fundacionais.

A liturgia celebra a experiência de Maria, que, em obediência à lei, foi ao Templo depois de quarenta dias do nascimento de Jesus, para apresentá-lo ao Pai e cumprir o rito da própria purificação. A festa da Apresentação de Jesus no Templo é o momento em que “se manifesta a consagração de Jesus a Deus Pai”.

Sobre esta Festa e o Dia Mundial da Vida Consagrada, o Programa Brasileiro da Rádio Vaticano conversou com o Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Dom João Braz de Aviz que compartilhou algumas reflexões sobre a festividade e sobre a vida consagrada na Igreja hoje.

“Seguindo um pouco, digamos, as coisas bonitas e os momentos difíceis e as coisas delicadas aqui na nossa congregação por tudo aquilo que nós recebemos do mundo inteiro, a gente às vezes tem um pouco a impressão que nós estamos naqueles momentos digamos assim em que os nossos campos têm pouco trigo, em que o dia tem pouca luz em que a terra não é generosa no dar os seus frutos. Imagens que poderíamos dizer: passamos um momento na vida consagrada onde há sobretudo aqui na Europa e em outros lugares também as vezes mais às vezes menos há uma certa dificuldade para a vida consagrada de manifestar a sua beleza”, compartilhou Dom Braz de Aviz.

“Eu diria agora é o tempo da fidelidade. Fidelidade porque sabemos em que colocamos a nossa esperança. É também um tempo de revisão da nossa vida para ver se somos fiéis sobretudo àquela inspiração inicial dos nossos fundadores, das nossas fundadoras para ver aquilo que eles trouxeram como luz da parte de Deu separa a Igreja”, asseverou.

“Fidelidade também no procurar entender na cultura de hoje o que ela está buscando na sua maneira de agir e de se manifestar. Isto poderia ajudar-nos a voltar a viver com alegria a nossa vocação, e depois uma terceira coisa, caminhar juntos, o mais possível juntos, isto nos ajudará muito”, concluiu o prelado.

O Dia Mundial da Vida Consagrada, 2 de fevereiro, estabeleceu-se a partir de 1997, após a Exortação Apostólica Pós-sinodal “Vita consecrata”, assinada por João Paulo II em 25 de Março de 1996. O documento reflete sobre a vida consagrada e sua missão na Igreja e no mundo.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Conversão de São Paulo, Papa: "A ressurreição de Cristo confirma que a bondade de Deus vence o mal"


Cidade do Vaticano (RV) – No final da tarde desta quarta-feira, o Papa presidiu a celebração das Segundas Vésperas da Conversão de São Paulo na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma. Presentes cardeais, bispos, religiosos e religiosas, além de expoentes de diversas Igrejas e Comunidades Eclesiais. Embalada por bonitos hinos e cânticos, o final da tarde deste 25 de janeiro decorreu em um clima de profunda espiritualidade, na solenidade que encerrou a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. 
 
A unidade dos cristãos, foi, portanto, o tema que inspirou grande parte da celebração, estando presente nas palavras de saudação dirigidas a Bento XVI pelo Presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, Cardeal Kurt Koch, e na homilia do Santo Padre. Em alusão ao tema dessa Semana “Todos seremos transformados pela vitória de Jesus Cristo, nosso Senhor”, disse o Pontífice: “Por experimentar, nos nossos dias, a situação dolorosa da divisão, nós cristãos podemos e devemos olhar o futuro com esperança, enquanto a vitória de Cristo significa a superação de tudo aquilo que nos distrai de compartilhar a plenitude de vida com Ele e com os outros. A ressurreição de Jesus Cristo confirma que a bondade de Deus vence o mal, o amor supera a morte.”

Bento XVI falou também sobre a vida e a transformação de São Paulo: “Em seguida ao evento extraordinário que aconteceu ao longo da estrada de Damasco, Saulo, que se distinguia pelo zelo com o qual perseguia a Igreja nascente, foi transformado em um incansável apóstolo do Evangelho de Jesus Cristo. Na façanha desse extraordinário evangelizador, aparece claro que tal transformação não é resultado de uma longa reflexão interior, nem mesmo fruto de um esforço pessoal. Ela é, primeiramente, obra da graça de Deus que agiu segundo as suas imperscrutáveis vias.”

“A experiência pessoal vivida por São Paulo – ressaltou o Papa - o permitiu esperar com fundamentada esperança o cumprimento desse mistério de transformação, que tocará a todos aqueles que acreditaram em Jesus Cristo e também toda a humanidade e a Criação inteira.”

Bento XVI relacionou tal espera com a espera pela unidade visível da Igreja, a qual ele afirmou que “deve ser paciente e confiante”. “Somente em tal disposição – disse o Pontífice - encontram o seu pleno significado a nossa oração e o nosso empenho cotidianos pela unidade dos cristãos.” Bento XVI advertiu, contudo, que “a postura de espera paciente não significa passividade ou resignação, mas resposta pronta e atenta a cada possibilidade de comunhão e fraternidade que o Senhor nos dá”.

Encerrando sua homilia, o Papa confiou à intercessão de São Paulo “todos aqueles que, com a sua oração e o seu empenho, trabalham para a causa da unidade dos cristãos”. “Mesmo se às vezes se pode ter a impressão que a estrada em direção ao pleno restabelecimento da comunhão seja ainda muito longa e cheia de obstáculos – concluiu o Santo Padre -, convido todos a renovarem a própria determinação de prosseguir, com coragem e generosidade, a unidade que é vontade de Deus, seguindo o exemplo de São Paulo, que, diante das dificuldades de cada tipo, conservou sempre firme a confiança em Deus, que leva ao cumprimento de sua obra.” (ED) 


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Bento XVI propõe que as redes sociais sejam espaços de silêncio e reflexão


VATICANO, 25 Jan. 12 / 07:58 am (ACI/EWTN Noticias)

O Papa Bento XVI pediu considerar "com interesse para as várias formas de sítios, aplicações e redes sociais que possam ajudar o homem atual não só a viver momentos de reflexão e de busca verdadeira, mas também a encontrar espaços de silêncio, ocasiões deoração, meditação ou partilha da Palavra de Deus".

O Santo Padre refletiu sobre o papel dos ambientes virtuais em sua mensagem para a 46º Jornada Mundial das Comunicações Sociais, titulado "Silêncio e palavra: Caminho de Evangelização", publicado neste 24 de janeiro dia em que a Igreja celebra a São Francisco de Sales.

Em alusão a redes como Facebook e Twitter, onde os usuários compartilham apenas breves mensagens de máximo 140 caracteres, o Papa explicou que "na sua essencialidade, breves mensagens – muitas vezes limitadas a um só versículo bíblico – podem exprimir pensamentos profundos, se cada um não descuidar o cultivo da sua própria interioridade".

Na mensagem dirigida aos comunicadores, o Santo Padre destaca a importância do silêncio e a palavra, um aspecto que "às vezes fica esquecido, sendo hoje particularmente necessário lembrá-lo".

Estes são dois momentos da comunicação "que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas. ".

"Quando palavra e silêncio se excluem mutuamente, a comunicação deteriora-se, porque provoca um certo aturdimento ou, no caso contrário, cria um clima de indiferença; quando, porém se integram reciprocamente, a comunicação ganha valor e significado", acrescenta o Pontífice.

O Papa sublinha também que "o silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo. No silêncio, escutamo-nos e conhecemo-nos melhor a nós mesmos, nasce e aprofunda-se o pensamento, compreendemos com maior clareza o que queremos dizer ou aquilo que ouvimos do outro, discernimos como exprimir-nos".

“Por isso, do silêncio, deriva uma comunicação ainda mais exigente, que faz apelo à sensibilidade e àquela capacidade de escuta que frequentemente revela a medida e a natureza dos laços", expressou.

O silêncio também ajuda a discernir e a relações as situações que "à primeira vista, pareciam não ter ligação entre si, a avaliar e analisar as mensagens; e isto faz com que se possam compartilhar opiniões ponderadas e pertinentes, gerando um conhecimento comum autêntico. Por isso é necessário criar um ambiente propício, quase uma espécie de «ecossistema» capaz de equilibrar silêncio, palavra, imagens e sons".

O Papa logo se referiu às perguntas essenciais que se faz toda pessoa sobre sua origem e seu destino, que constituem um convite à reflexão, ao diálogo "e ao silêncio, que às vezes pode ser mais eloquente do que uma resposta apressada, permitindo a quem se interroga descer até ao mais fundo de si mesmo e abrir-se para aquele caminho de resposta que Deus inscreveu no coração do homem".

O silêncio, prossegue o Papa, é o lugar aonde fala Deus ao homem: "se Deus falar com homem também no silêncio, o homem igualmente descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus".

"A contemplação silenciosa –continua Bento XVI– nos inunda na fonte do Amor, que nos conduz para nosso próximo, para sentir sua dor e oferecer a luz de Cristo, sua Mensagem de vida, seu dom de amor total que salva".

Depois de recordar que para a pergunta sobre o sentido do homem encontra-se a resposta no mistério de Cristo, do qual nasce a missão da Igreja de evangelizar, o Papa reitera que a palavra e o silêncio são a base para a evangelização.

"Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar; e isto é particularmente importante paras os agentes da evangelização: silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da ação comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo", conclui.

A Jornada Mundial das Comunicações Sociais será celebrada no próximo 20 de maio. Participaram da apresentação da mensagem o Presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, Arcebispo Claudio Maria Celli; Dom Paul Tighe, Secretário do mesmo dicastério, Dom Giuseppe Antonio Scotti, Secretário adjunto do mesmo; e o subsecretário o Dr. Angelo Scelzo.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Por que o Papa canta o hino Te Deum no final do ano?


No dia 31 de dezembro é feita as vésperas onde é entoado o canto litúrgico Te Deum
Nas vésperas de fim de ano, mais precisamente no dia 31 de dezembro, o Papa Bento XVI entoa o hino Te Deum laudamus(Nós te louvamos, Deus), um canto cristão antigo que tradicionalmente é cantado como forma de agradecimento pelo ano que passou.  

O hino, que está ligado a cerimônias de agradecimento, também é cantado quando acontece a eleição de um Pontífice ou durante a conclusão de algum Concílio convocado pela Igreja.

“Nós te louvamos, Deus, te proclamamos Senhor. Eterno Pai, toda a terra te adora. A Ti cantam os anjos e todas as potências do céu: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus do Universo”, diz um dos trechos do Te Deum. 

Autoria

O canto é de autoria desconhecida, mas é por vezes atribuído a São Cipriano, do século VIII, e também a Santo Agostinho, o qual o teria composto no dia de seu batismo, após sua conversão que aconteceu em Milão, Itália, no ano 386.

Atualmente, os especialistas atestam que a redação oficial do texto tenha sido feita por Nicetas Choniates, historiador bizantino de 1155.  



Ouça hino Te Deum laudamos



Fonte: Canção Nova

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Dia Mundial de Combate à Aids: Vaticano divulga comunicado


Da Redação, com Vatican Information Service (tradução de CN Notícias)


Montagem sobre fotos / Arquivo
O presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral da Saúde, Arcebispo Zygmunt Zimowski
O Pontifício Conselho para a Pastoral da Saúde divulgou um comunicado por ocasião do Dia Mundial de Combate à Aids, celebrado neste dia 1º de dezembro. O texto é assinado pelo presidente do organismo, Arcebispo Zygmunt Zimowski.

"Esta ocasião deve se constituir em nova oportunidade para promover: o acesso universal às terapias para os infectados; a prevenção da transmissão da mãe para o filho; a educação a estilos de vida que incluam uma aproximação correta e responsável com a sexualidade. Da mesma forma, é um momento privilegiado para relançar a luta contra o prejuízo social".

Estima-se que 1 milhão e 800 mil pessoas morram por ano devido à Aids, principalmente na África subsaariana. "São pessoas que poderiam levar uma vida normal se tivessem acesso às terapias farmacológicas adequadas, conhecidas como terapias antirretrovirais", escreve o Arcebispo.

Zimowski destaca que há mortes pela doença que são injustificáveis, bem como não se pode mais aceitar a transmissão da infecção de mães para filhos. Embora não se possa deixar de estar comprometidos com a extensão dos tratamentos a todos os povos e setores da população, segue sendo fundamental a formação e a educação de todos, em particular das novas gerações, a uma sexualidade baseada em uma antropologia alicerçada no direito natural e iluminada pela Palavra de Deus.

"A Igreja e seu Magistério pedem um estilo de vida que privilegie a abstinência, a fidelidade conjugal e o rechaço á promiscuidade sexual, porque, como sublinha a Exortação Apostólica Pós-sinodal Africae Munus, tudo isso faz parte da questão do 'desenvolvimento integral' a que as pessoas e comunidades têm direito", indica o texto.

O comunicado aponta ainda que, lançando um novo chamamento ao compromisso e à solidariedade em favor das vítimas diretas e indiretas do HIV/Aids, também se deseja agradecer a quantos se esforçam para ajudá-las.

"Referimo-nos aqui às instituições, organismos e voluntários que trabalham no âmbito sanitário, em particular da Aids. Enfim, queremos expressar nossa proximidade com os enfermos de HIV/Aids, com os que estão próximos a eles, e com todos os trabalhadores da saúde que, expostos ao risco de infecção, prestam toda a atenção possível, respeitando sua personalidade e dignidade", conclui o Arcebispo.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Vaticano toma medidas legais pela ofensa da Benetton ao Papa


Vaticano, 17 Nov. 11 / 12:38 pm (ACI)

A Secretaria de Estado do Vaticano informou hoje que ordenou os seus advogados a realizarem as ações legais correspondentes contra a Benetton pelo montagem de fotos ofensiva na qual se apresenta o Papa Bento XVI beijando um imã muçulmano.

Ontem Benetton lançou e retirou uma publicidade com uma montagem fotográfica que mostra o Santo Padre beijando o ímã da mesquita Al-Azhar no Cairo (Egito), Ahmed Mohamed El-Tayeb. A imagem foi pendurada na Ponte de Sant'Angelo, em Roma, a poucos metros do Vaticano.

O pôster faz parte da campanha da Benetton titulada "Unhate: contra o ódio" e mostra outros líderes mundiais beijando-se como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com o presidente chinês Hu Jintao; o presidente da França Nicolas Sarkozy com a chanceler alemã Angela Merkel; entre outros.

No comunicado de hoje da Santa Sé se destaca que "a Secretaria de Estado encarregou os seus advogados de empreender, na Itália e em outros países, as ações oportunas para impedir a circulação, também através dos meios de comunicação massivos, da montagem realizada no âmbito da campanha publicitária de Benetton".

Na montagem fotográfica, indica o texto, "aparece a imagem do Santo Padre de um modo, tipicamente comercial, considerado lesivo não só para a dignidade do Papa e da Igreja Católica, mas também para a sensibilidade dos fiéis".

O dia de ontem o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, expressou a protesta do Vaticano pelo "uso absolutamente inaceitável da imagem do Santo Padre, manipulada e instrumentalizada" e adiantou a possibilidade das ações legais que agora ordenou realizar.
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