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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O medo do coroinha

S. Pedro, chamado de Alcântara, pelo lugar onde nasceu (1499), entrou na Ordem dos Franciscanos com a idade de 16 anos. Foi um dos santos mais penitentes e favorecidos de Deus em seu tempo. S. Teresa de Ávila, que o conhecia de perto, conta-nos que S. Pedro passara 40 anos sem dormir mais de hora e meia por dia. O Santo não se deitava, mas ficava assentado com a cabeça encostada a um pau da parede. Essa foi à penitência que mais sacrifícios lhe custou. Além disso, usava horríveis cilícios, passava às vezes três dias, e até, oito, sem outro alimento que a Sagrada Comunhão. Em vista de tudo isso, não é de estranhar que se tenha elevado à mais alta contemplação, e Jesus o tenha favorecido com inefáveis carícias, mormente na missa e na sagrada comunhão.

Conta-se que, em certo convento, o coroinha, que ajudava a missa do Santo, era um menino inocente e bonzinho. Um dia, ao regressar a igreja, procurou o menino a sua mãe e disse-lhe:

- Mamãe, eu não quero mais ajudar à missa do Padre Pedro.

- Por que, meu filho, não hás de ajudar o Padre Pedro, que é um padre tão santo?

- Mamãe, ao ajudar-lhe a missa, várias vezes tenho visto um menino lindo, muito lindo, nas mãos dele; e, na hora da comunhão, ele come aquele menino. Mamãe, tenho medo que ele me coma também.

A mãe, que conhecia a santidade do Padre Pedro, compreendeu logo o mistério e disse:

- Não temas, meu filho; é o Menino Jesus que está na Hóstia... Que feliz és tu, que os vês com teus olhos inocentem!

Dali em diante o menino não teve mais medo e ajudava à missa do Santo com muito gosto e devoção.

Livro: Tesouro de Exemplos

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A Missa Tridentina - São Pio V

A missa tridentina, também chamada missa tradicional ou missa de São Pio V é uma Missa celebrada em latim, de acordo com as formas sucessivas do Missal Romano tal como foi promulgado em 5 de Dezembro de 1570 por S. Pio VEsta missa é denominada por alguns de missa de sempre, em razão de o rito referir-se aos primórdios do cristianismo.
A Missa Tridentina - São Pio V ( Parte 1 de 3)


A Missa Tridentina - São Pio V ( Parte 2 de 3)



                        A Missa Tridentina - São Pio V ( Parte 3 de 3)





sexta-feira, 29 de julho de 2011

Por que a Missa tridentina?

A unidade da Igreja católica é uma de suas notas essenciais, junto com a santidade, a catolicidade e a apostolicidade. A unidade da Igreja é tríplice: unidade de governo — um só governo, o do Romano Pontífice e dos Bispos em comunhão com ele –, unidade de fé — uma só doutrina — e unidade de culto prestado a Deus, sobretudo através dos Sacramentos, especialmente a Santíssima Eucaristia.
A Eucaristia é, por assim dizer, o centro, a característica e a identidade da Igreja católica. Mas a sua celebração tem diversas formas ou Ritos. “As diversas tradições litúrgicas (ou Ritos), legitimamente reconhecidas por significarem e comunicarem o mesmo mistério de Cristo, manifestam a catolicidade da Igreja” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1206). A diversidade litúrgica, quando legítima, é fonte de enriquecimento e não prejudica a unidade da Igreja.
A Igreja católica conta com dezenas de diversos Ritos, orientais — Melquita, Maronita, Caldeu, Copta… — e latinos — Bracarense, Moçárabe, Ambrosiano… –, todos eles sendo expressões diferentes do mesmo culto católico prestado a Deus.
Nós amamos e preferimos a forma tradicional do Rito Romano — tal como estabelecido por São Pio V e revisto por diversos Papas até o Beato João XXIII em 1962 –, também chamada de Missa tridentina:
  • porque temos o legítimo desejo, reconhecido pelo Papa, de conservar a riqueza litúrgica deste rito tradicional da Santa Igreja;
  • porque consideramos que é a melhor expressão litúrgica dos dogmas eucarísticos e o mais sólido alimento espiritual, por sua riqueza, sua beleza, sua elevação, sua nobreza e a solenidade de suas cerimônias, por seu senso de sacralidade e de reverência, por seu sentido de mistério, pela maior precisão e rigor de suas rubricas, porque apresenta assim maior garantia e proteção contra os abusos, não dando espaço a “ambigüidades, liberdades, criatividades, adaptações, reduções e instrumentalizações”, como lamentava o Papa João Paulo II (Encíclica Ecclesia de Eucharistia, n. 10, n. 52, n. 61);
  • porque “esta liturgia pertence à Igreja inteira como o rico veículo do espírito que deve se irradiar também na celebração da terceira edição típica do Missal Romano atual…” como “uma fonte preciosa de compreensão litúrgica para todos os outros ritos…” (Cardeal Francis George, Arcebispo de Chicago);
  • porque esta forma litúrgica não foi jamais abrogada (Bento XVI, Motu proprio Summorum Pontificum);
  • porque nos sentimos chocados, não sem razão, em nossa fé e piedade com os abusos, sacrilégios e profanações que se tornaram tão comuns depois da reforma litúrgica, porque não queremos ver a “liturgia transformada em show” — “onde se tenta tornar a religião interessante com a ajuda de asneiras em moda” (Cardeal Joseph Ratzinger) — nem queremos compartilhar com erros e profanações que constatamos não poucas vezes no uso da nova liturgia.
A todos os fiéis ligados à Missa tridentina, recomendamos a leitura da Orientação Pastoral de Dom Fernando Arêas Rifan, Bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianney, datada de 6 de janeiro de 2007.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O Valor da Santa Missa


Eis um breve relato de algumas visões do padre João Baptista Reus, com relação à maravilhosa realidade sobrenatural da Santa Missa. Falecido em odor de santidade, teve este sacerdote, a graça de ver o que acontece de sobrenatural durante a Santa Missa, a qual, por razão, costumava chamar de "A FESTA NO CÉU".
Ao tempo em que o demônio procura eclipsá-la, vamos adorar mais e mais a Jesus, em reparação a tantas blasfêmias que contra a Eucaristia se cometem. Eis o que era dado ver ao Padre Reus:
"Nossa Senhora convida todo o Paraíso para participar da Santa Missa. Todos os anjos e Santos A seguem em maravilhoso cortejo até o altar. Os Santos formam um semi-círculo ao redor do sacerdote celebrante e o acompanham até o altar. Lá chegando, os anjos se colocam atrás dos Santos.
Outra multidão de anjos cerca a igreja e cobre os fiéis, impedindo a aproximação dos demônios durante a Santa Missa, em honra á Majestade de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A Virgem Santíssima está sempre junto do celebrante, do lado do altar onde é servida a água e o vinho, e onde são lavadas as mãos do sacerdote. É a própria Mãe de Jesus quem serve o celebrante e lava suas mãos. Entre Nossa Senhora e o celebrante, é convidado o Santo do dia.
Todas as almas do Purgatório também são convidadas pela Virgem Maria e permanecem durante toda a Santa Missa aos pés do altar, entre o celebrante e os fiéis. Conta o Padre Reus que ele via as almas do Purgatório em verdadeira festa e com grande esperança de libertação. Padre Reus via uma chuva caindo sobre o Purgatório durante toda a Santa Missa.
No momento sublime da Consagração, quando estas almas veem Nosso Senhor Jesus Cristo em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, sentem um desejo incontrolável de sair daquelas chamas e se atirarem em Seus braços, mas não conseguem, por não estarem ainda purificadas.
Após a Consagração, acontece a libertação do Purgatório, das almas que já atingiram a purificação. Nossa Senhora estende a mão a cada uma delas e diz: "Minha filha, pode subir ".
Os anjos saúdam as almas libertadas do Purgatório, abraçando-as. É um momento de imensa alegria e beleza. Em seguida, estas almas, resplandecendo com a beleza indescritível, adornadas como noivas, como anjos, são introduzidas triunfalmente no Paraíso, por uma multidão de anjos, ao som de música e cantos celestiais.

- Na hora da morte, as Missas que houveres assistido serão a tua maior consolação.
- Toda Missa implora o teu perdão junto da justiça Divina.

- Em toda Missa podes diminuir a pena temporal devida aos teus pecados e diminuí-las mais ou menos consoante a teu fervor.
- Assistindo com devoção à Missa, prestas a maior das honra à Santa Humanidade de Jesus Cristo.
- Ele se compadece de muitas das tuas negligências e omissões.
- Perdoa-te os pecados veniais não confessados, dos quais porém te arrependestes.
- Diminui o império de Satanás sobre ti.
- Sufraga as almas do Purgatório da melhor maneira possível.
- Uma só Missa a que houveres assistido em vida, ser-te-á mais salutar que muitas a que outros assistirão por ti depois da tua morte, pois pela Missa participas da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo.
- A Missa preserva-te de muitos perigos e desgraças que te abateriam.
- Na Missa recebes a benção do sacerdote, a qual Nosso Senhor confirma no Céu. És abençoado em seus negócios e interesses pessoais.
- Toda Missa alcança-te um grau maior no Céu e diminui o teu Purgatório."
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