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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Administração Apostólica São João Maria Vianney – 10 anos

Homilia do Reverendíssimo Padre José Edílson falando sobre a história da Administração Apostólica São João Maria Vianney. Na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Nova Iguaçu-RJ em 22/01/2012.
Parte I
Parte II

Parte III

Conversão de São Paulo, Papa: "A ressurreição de Cristo confirma que a bondade de Deus vence o mal"


Cidade do Vaticano (RV) – No final da tarde desta quarta-feira, o Papa presidiu a celebração das Segundas Vésperas da Conversão de São Paulo na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma. Presentes cardeais, bispos, religiosos e religiosas, além de expoentes de diversas Igrejas e Comunidades Eclesiais. Embalada por bonitos hinos e cânticos, o final da tarde deste 25 de janeiro decorreu em um clima de profunda espiritualidade, na solenidade que encerrou a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. 
 
A unidade dos cristãos, foi, portanto, o tema que inspirou grande parte da celebração, estando presente nas palavras de saudação dirigidas a Bento XVI pelo Presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, Cardeal Kurt Koch, e na homilia do Santo Padre. Em alusão ao tema dessa Semana “Todos seremos transformados pela vitória de Jesus Cristo, nosso Senhor”, disse o Pontífice: “Por experimentar, nos nossos dias, a situação dolorosa da divisão, nós cristãos podemos e devemos olhar o futuro com esperança, enquanto a vitória de Cristo significa a superação de tudo aquilo que nos distrai de compartilhar a plenitude de vida com Ele e com os outros. A ressurreição de Jesus Cristo confirma que a bondade de Deus vence o mal, o amor supera a morte.”

Bento XVI falou também sobre a vida e a transformação de São Paulo: “Em seguida ao evento extraordinário que aconteceu ao longo da estrada de Damasco, Saulo, que se distinguia pelo zelo com o qual perseguia a Igreja nascente, foi transformado em um incansável apóstolo do Evangelho de Jesus Cristo. Na façanha desse extraordinário evangelizador, aparece claro que tal transformação não é resultado de uma longa reflexão interior, nem mesmo fruto de um esforço pessoal. Ela é, primeiramente, obra da graça de Deus que agiu segundo as suas imperscrutáveis vias.”

“A experiência pessoal vivida por São Paulo – ressaltou o Papa - o permitiu esperar com fundamentada esperança o cumprimento desse mistério de transformação, que tocará a todos aqueles que acreditaram em Jesus Cristo e também toda a humanidade e a Criação inteira.”

Bento XVI relacionou tal espera com a espera pela unidade visível da Igreja, a qual ele afirmou que “deve ser paciente e confiante”. “Somente em tal disposição – disse o Pontífice - encontram o seu pleno significado a nossa oração e o nosso empenho cotidianos pela unidade dos cristãos.” Bento XVI advertiu, contudo, que “a postura de espera paciente não significa passividade ou resignação, mas resposta pronta e atenta a cada possibilidade de comunhão e fraternidade que o Senhor nos dá”.

Encerrando sua homilia, o Papa confiou à intercessão de São Paulo “todos aqueles que, com a sua oração e o seu empenho, trabalham para a causa da unidade dos cristãos”. “Mesmo se às vezes se pode ter a impressão que a estrada em direção ao pleno restabelecimento da comunhão seja ainda muito longa e cheia de obstáculos – concluiu o Santo Padre -, convido todos a renovarem a própria determinação de prosseguir, com coragem e generosidade, a unidade que é vontade de Deus, seguindo o exemplo de São Paulo, que, diante das dificuldades de cada tipo, conservou sempre firme a confiança em Deus, que leva ao cumprimento de sua obra.” (ED) 


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Twittaço:: #JMJ2013EuApoio Fique por dentro!

Via: Dominus Vobiscum
O Brasil já se prepara para receber a Jornada Mundial da Juventude. Em 2013, pela primeira vez na história deste país, jovens católicos de todo mundo vão se reunir com Bento XVI aqui na Terra de Santa Cruz! Engana-se quem pensa que a Jornada ainda vai começar: Ela já começou.
Desde que a Jornada Mundial da Juventude terminou em Madrid, nós brasileiros já estamos nos mobilizando para esse, que será com certeza, um dos maiores eventos católicos da nossa história. Basta saber que a Cruz da Juventude já está rodando o Brasil!
Alguns organizadores acreditam que em 2013, 1 milhão de católicos estarão no Rio de Janeiro para rezar com o Papa. Eu sou um pouco mais ousado: Se nós brasileiros fizermos uma boa divulgação convidando e motivando outros jovens, teremos muito mais público do que qualquer outra Jornada Mundial da Juventude.
Acredito nisso por que o Brasil é o maior país católico do mundo e o evento sendo aqui, será possível que muitos jovens brasileiros e latino-americanos que não teriam condições de ir a Europa participar de uma jornada possam fazê-lo. Segundo o IBGE, somos 190 milhões de pessoas sendo cerca de 48 milhões jovens entre 15 a 29 anos. A conta é simples: Se 50% desses jovens forem católicos e 20% dessa metade for a JMJ 2013, teremos um público base de 2,4 milhões. Se acrescentarmos ai os adultos que também irão à jornada, mais os padres e religiosos em geral esse número será ainda maior. E isso porque ainda não falei dos estrangeiros que virão participar do evento. Minha opinião é de 3 a 4 milhões de pessoas nessa JMJ.
Porém para que isso aconteça, é preciso que comecemos a divulgar, promover e motivar todas as pessoas que conhecemos. É preciso antes de tudo se alegrar com esse evento, que certamente vai mexer com os corações de muitos católicos.
Um evento desses sempre renova nossa fé. Mexe com a fé dos que não conhecem a Deus. Inflama a fé dos que já tem Jesus como Senhor. Serão muitos os que vão retornar ao seio da Igreja. Muitas conversões. Muitas graças serão derramadas.
Embora eu nunca tenha não ido a uma JMJ, pude estar em países que sediaram a jornada e pude ouvir da boca dos católicos que participaram, os frutos deste evento. Pude ouvir também de brasileiros que participaram das jornadas como essa experiência fortaleceu a fé e os animou a perseverar. Se eu que nunca fui na Jornada estou empolgado, mais ainda devem estar os brasileiros que já participaram de uma JMJ!
Por isso quero convidar aos católicos espalhados no Brasil e no mundo a começarmos uma campanha de divulgação em massa da Jornada. Quanto mais cedo começarmos a fazer essa mobilização melhor. Queremos que os irmãos do Nordeste, do Norte, do Centro-Oeste e do Sul se mobilizem para estar conosco.  E quanto mais tempo as pessoas tiverem para se organizar melhor (alugar ônibus, hospedagem, grana para outras despesas). Quem mora longe sabe o que se gasta muito para isso.
Então dia 16/01/2012 queremos fazer o primeiro twittaço convocando os católicos a apoiar a JMJ usando a tag #JMJ2013EuApoio. Fazendo isso, vamos mostrar as pessoas que teremos um evento único no nosso país e que todos são convidados. Se você tem um site católico ou blog, quero te convidar a neste mesmo dia fazer um texto sobre a JMJ e postar no seu blog. Use sua criatividade! Você pode falar das suas expectativas, pode entrevistar alguém que já esteve uma JMJ, pode fazer uma charge, pode postar músicas… A Idéia é que neste dia, possamos invadir a rede com a Jornada Mundial da Juventude.
Se chegarmos aos TTs, muita gente vai ficar sabendo do evento e vai procurar se informar sobre ele. Podemos fazer todo esse trabalho de divulgação pela rede. E creia:Isso vai motivar muitos irmãos.
Resumindo:
  • Se você tem um blog, dia 16/01/2012 crie um texto sobre a JMJ;
  • Se você tem twitter, dia 16/01/2012 às 14h venha fazer parte do twittaço usando a tag #JMJ2013EuApoio.
Podemos contar com você? Desde já muito obrigado!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Santos Inocentes

Somente a monstruosidade de uma mente assassina, cruel e desumana, poderia conceber o plano executado pelo sanguinário rei Herodes: eliminar todas os meninos nascidos no mesmo período do nascimento de Jesus para evitar que vivesse o rei dos judeus. Pois foi isso que esse tirano arquitetou e fez. 

Impossível calcular o número de crianças arrancadas dos braços maternos e depois trucidadas. Todos esses pequeninos se tornaram os "santos inocentes", cultuados e venerados pelo Povo de Deus. Eles tiveram seu sangue derramado em nome de Cristo, sem nem mesmo poderem "confessar" sua crença. 

Quem narrou para a história foi o apóstolo Mateus, em seu Evangelho. Os reis magos procuraram Herodes, perguntando onde poderiam encontrar o recém-nascido rei dos judeus para saudá-lo. O rei consultou, então, os sacerdotes e sábios do reino, obtendo a resposta de que ele teria nascido em Belém de Judá, Palestina. 

Herodes, fingindo apoiar os magos em sua missão, pediu-lhes que, depois de encontrarem o "tal rei dos judeus", voltassem e lhe dessem notícias confirmando o fato e o local onde poderia ser encontrado, pois "também queria adorá-lo". 

Claro que os reis do Oriente não traíram Jesus. Depois de visitá-lo na manjedoura, um anjo os visitou em sonho avisando que o Menino-Deus corria perigo de vida e que deveriam voltar para suas terras por outro caminho. O encontro com o rei Herodes devia ser evitado. 

Eles ouviram e obedeceram. Mas o tirano, ao perceber que havia sido enganado, decretou a morte de todos os meninos com menos de dois anos de idade nascidos na região. O decreto foi executado à risca pelos soldados do seu exército. 

A festa aos Santos Inocentes acontece desde o século IV. O culto foi confirmado pelo papa Pio V, agora santo, para marcar o cumprimento de uma das mais antigas profecias, revelada pelo profeta Jeremias: a de que "Raquel choraria a morte de seus filhos" quando o Messias chegasse. 

Esses pequeninos inocentes de tenra idade, de alma pura, escreveram a primeira página do álbum de ouro dos mártires cristãos e mereceram a glória eterna, segundo a promessa de Jesus. A Igreja preferiu indicar a festa dos Santos Inocentes para o dia 28 de dezembro por ser uma data próxima à Natividade de Jesus, uma vez que tudo aconteceu após a visita dos reis magos. A escolha foi proposital, pois quis que os Santinhos Inocentes alegrassem, com sua presença, a manjedoura do Menino Jesus.



Fonte: Paulinas

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Os brasileiros precisam saber


o que um bebê condenado ao aborto teria a dizer...

Por que não posso nascer?

Por que eu sou a assim chamada criança indesejada?
Um acúmulo de células e tecidos como alguns homens sem alma gostam de me chamar ...
Entretanto, eu sou um ser humano como você.
Eu tenho um coração que bate como o seu... Eu tenho um rosto como o seu..., com olhos, ouvidos e boca.
Eu posso sonhar quando durmo. Eu posso sorrir.
Eu posso saltar de alegria quando ouço a voz de meu pai ao chegar em casa.
Mas veja, eu gostaria de também como você, ter a oportunidade de ver as estrelas cintilando no firmamento, ouvir o canto dos pássaros, sentir o perfume das flores, ver o sorriso de minha mãe olhando para mim e dizendo Aninha ou Toninho...
Mas, não! Isso eu não posso. Eu o tenho nome algum. Os homens me excluirão de sua sociedade. Eu sou o bebê indesejado. Um mero número nas estatísticas. Aliás, nem incluem a minha vida nos planos de saúde pública.
Eu sou o bebê indesejado. E porque o sou, há legisladores que poderão me atribuir a situação de um banido que pode ser maltratado, torturado e morto ao bel-prazer de qualquer um.
Eu sou, sem cometer crime algum, um condenado à morte.
Eu não poderei nem ver, nem ser visto, nem ouvir nem ser ouvido, nem ter a consciência de amar e nem a de ser amado. E o seio de mãe que para você terá sido um lugar de amor e de amparo se transformará para mim em câmara de tortura.
Eu serei simplesmente liquidado..., despedaçado ou queimado quimicamente... e ninguém se lembrará de mim, pois até mesmo um sepultamento me é negado. Meu corpo destruído e aviltado será, simplesmente, lançado ao lixo.

Se eu tivesse direitos...

Mas, pelo que eu lhe disse acima você vê bem: eu não tenho direito algum... Mas talvez você pudesse fazer algo.
Sim, se você tiver compaixão de mim, de meus irmãos e irmãs, que minuto a minuto sofrem o destino trágico que eu sofrerei... talvez você possa falar com seus amigos e amigas para mostrar-lhes que a designação de criança indesejada seja cortada do vocabulário de nosso país e que, em conseqüência, os legisladores fixem em lei o meu direito à vida igualzinho como você o tem.
Eu não posso reinvindicar meu direito, mas você pode...
... será que você poderia me ajudar a ter reconhecido nas leis brasileiras meu direito à vida?
Esse seu engajamento pelo direito à vida poderá até ser bom para você no futuro. Pois quem sabe se algum dia, esses mesmos homens sem coração que desconsideram minha existência e me designam de “criança indesejada”, não virão também designar os idosos de “seres indesejados”?
Ajude-me! Consiga que os brasileiros garantam que as autoridades me concedam o direito de nascer. Eu não cometi crime algum, eu estou indefeso diante daqueles que me consideram simplesmente uma atrapalhação, um acidente, uma doença.
Sim, eu...
...o bebê indesejado.

Boletim informativo da Campanha “O Amanhã de Nossos Filhos”
Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade



quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Imaculada Conceição


08 de Dezembro dia da Imaculada Conceição

Como os demais, este também, e que tem mais do que os outros privilégios de Maria Santíssima é ferozmente negado pelos seguidores de Lutero - como poderia uma simples mulher fugir da lei do pecado e da universalidade da Redenção que abarca todos os homens?

- É esta aparente oposição entre um dogma de Fé certo – a necessidade universal da Redenção – e o fato de uma santificação que foge desse generalização – que dá, aos fiéis de Lutero, uma tintura de argumento.

Na realidade não há oposição nenhuma. João Scoto, o grande mestre franciscano da Idade Média, reúne numa frase toda a economia da Graça no caso. Potuit – diz ele – debuit, ergo fecit. – Deus pôde fazer – isto é, a Onisciência e Onipotência de Deus tinha meios de conciliar a pureza imaculada de Maria Santíssima com a universalidade da Redenção.

Se Ele, Deus, tinha os meios, estava na obrigação de aplicá-los, “debuit”. Pois não se explicaria como Deus viesse a faltar com a reverência à progenitora de Seu Filho Encarnado o que ocorreria, caso a Virgem Maria, por um instante sequer, se visse manchada com pecado.

Portanto – “ergo” – Deus preservou-a de todo pecado.

Maria Santíssima é Imaculada desde o momento em que foi concebida, ou seja, em que sua alma bendita, criada por Deus, se uniu ao se Corpo sem manchas.

Assim, Maria Santíssima é a Imaculada Conceição. Remida por Jesus cristo, com uma remissão preservativa, como o detento que deveria ser trancafiado, de fato, por um privilégio, não o é. Embora devendo contrariar o pecado original dele isento, pela onipotência da graça de seu Divino Filho. É pois, Santíssima sem derrogar nada nas relações entre o Céu e a Terra.

Eis que, com toda alegria e confiança, cantamos.

“Com teu poder ó Virgem ilibada Quebrantaremos do inferno seu furor.”

(a) + Antonio de Castrro Mayer, Bispo Emérito de Campos
em 08 de dezembro de 1985 


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

“O silêncio não vai ajudar a Igreja”, diz padre Paulo Ricardo


Entrevista ao "Jornal de Londrina"

Paulo Ricardo de Azevedo Júnior é um padre que não se furta a criticar outros sacerdotes 

Paulo Ricardo de Azevedo Júnior é um padre no sentido pleno da palavra. E não apenas por usar batina. Eis um padre que segue o catecismo, o missal e a Doutrina Católica. Um padre que defende a Igreja e o papa. Um padre estudioso e com grande domínio da palavra. Um padre que conhece profundamente as questões canônicas. Um padre que fala de vida espiritual. Um padre que não ignora este mundo, mas sem jamais esquecer o outro. 

Um padre que não se furta a criticar outros sacerdotes, sobretudo o chamado “clero progressista”, ligado à teologia da libertação. Um padre à maneira antiga – tão antiga quanto os 2 mil anos da Igreja Católica.


Com todas essas qualidades, o padre Paulo Ricardo está fazendo um grande sucesso com seu trabalho de evangelização na internet. Através do site padrepauloricardo.org, ele diz o que pensa para um público cada vez mais amplo – e constituído em grande parte por jovens.


Nascido em novembro de 1967, o padre Paulo Ricardo foi ordenado em 1992, pelo papa João Paulo II. É bacharel em Teologia e mestre em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma). Membro do Conselho Internacional de Catequese, nomeado pela Santa Sé, pertence à Arquidiocese de Cuiabá (Mato Grosso). É autor de diversos livros e apresenta o programa semanal “Oitavo Dia”, pela Rede Canção Nova de Televisão.

Durante uma visita do padre Paulo Ricardo por Londrina e região, em setembro, o JL realizou a seguinte entrevista. Entre os assuntos abordados, o papel dos cristãos na sociedade contemporânea e uma relação especial com a cidade de Londrina.

JL: Em 2005, o sr. passou por uma experiência pessoal muito importante em Londrina. O que aconteceu? E de que forma essa experiência o marcou? 
Padre Paulo Ricardo: Há seis anos, eu estava vindo de São Paulo e o avião fazia escala em Londrina, indo para Cuiabá. Aconteceu que o avião atrasou, tivemos que ir para o hotel. Depois voltamos para pegar o avião outra vez. Uns cinco minutos depois da decolagem, houve um estouro na turbina direita. Trinta segundos depois, um novo estouro. Ninguém sabia o que estava acontecendo. O pessoal ficou apavorado. O avião continua estável, o que se via claramente. Fiquei pensando: vou observar. Se eu notar que vai ocorrer o pior, dou a absolvição coletiva.

Enquanto eu não sabia o que estava acontecendo, fiz meu ato de contrição, pedi a Deus perdão do meu pecado – e esperei. Enquanto esperava, pensei que havia sido prudente inutilmente. Agora eu estaria me apresentando diante de Deus, Deus iria pedir conta do meu ministério, e eu fui prudente a vida inteira, porque queria ser bispo, queria fazer carreira, não queria me queimar. Dali para frente aquilo marcou. Dali para frente eu vi que era um homem morto. Deus me disse assim: “O que eu havia previsto para você eram somente estes anos de sacerdócio, agora você vai morrer, acabou, e você não deu conta do recado. Você escondeu seus talentos”.

Dali para frente resolvi me considerar um homem morto. Porque Deus estava me dando uma segunda chance. Eu não poderia mais me colocar numa situação de prudência, pensando no futuro. O bom soldado, quando vai para a guerra, não tem que se preocupar em voltar para casa. Ele tem que se preocupar em sobreviver o maior tempo possível para fazer o maior estrago para o inimigo. O soldado sabe que um dia vai levar um tiro e um dia vai sair de ação.

Esse foi meu exame de consciência: o sacerdócio é um dom, e um dom não é algo para ser guardado. Dali em diante, eu vi que a minha batina não é um enfeite, ela é uma mortalha. O sacerdote é um homem que deveria ter morrido para o mundo; se ele não morreu para o mundo, o que está fazendo aí? Afinal de contas, a Igreja e o sacerdócio ou servem para o Céu, ou não servem para nada, podem fechar as portas.

JL: E de que maneira a Igreja Católica pode assumir a sua verdadeira missão?

Padre Paulo Ricardo: A grande dificuldade é que a Igreja, nas últimas décadas, introjetou a acusação dos marxistas – de que “a religião é o ópio do povo”. Ela se sente culpada de falar do Céu, de salvação eterna, de felicidade futura. E tenta desconversar com uma suposta doutrina social. Você vai para a Igreja e dizem que a finalidade da religião é “fazer um mundo melhor”. Ora, mas essa não é a finalidade da Igreja! Bento XVI, na encíclica “Spe Salvi”, que houve uma imanentização da esperança cristã. A esperança cristã era voltada para o Céu, agora a gente espera a coisa aqui na Terra. A gente espera um mundo ideal, um mundo melhor, em desfavor da transcendência.

Paulo Briguet: Foi a partir desse episódio que o sr. iniciou o trabalho de evangelização na internet?
Padre Paulo Ricardo: Na verdade, a coisa foi gradual. O episódio do avião foi em 2005. Existem conversões fulminantes, como a de São Francisco – o homem que um dia era pecador, no outro era virtuoso. Comigo não foi assim. Ou melhor: comigo não está sendo assim – porque ainda não terminou. Sempre fui um menininho comportado, conservador, usava traje social, camisa de manga comprida... Quando entrei no seminário, logo veio a tentação da carreira. Eu me saía melhor nos estudos; era apreciado pela maneira como falava; comecei a pensar numa carreira dentro da Igreja. Fui para Roma, fiz Teologia lá. 

Vivia mais no Vaticano do que Universidade, sempre metido com cardeais e gente importante. Quando fui ordenado padre pelo papa João Paulo II, passei a desempenhar algumas funções menores na Santa Sé, nada muito importante. Minha pretensão era voltar ao Brasil, servir a diocese por um tempo e depois fazer carreira no Vaticano. Mas aconteceu que em 1997, tive uma experiência de conversão. Uma experiência com Santa Teresinha. Ali eu comecei a perceber que não poderia ser padre sem abraçar uma cruz. Não poderia transformar o sacerdócio numa carreira. Entendi que o sacerdócio não era um homem, mas o sacrifício de um homem. Passei a me voltar mais para Deus, para a espiritualidade. Eu já era padre há cinco anos. Em 2002, eu conheci pela internet o filósofo Olavo de Carvalho e comecei a ler tudo que ele escrevia. Foi como se escamas caíssem dos meus olhos. Você descobre por que apanhou a vida inteira: você descobre por que lutava numa argumentação, vencia os debates, mas nada mudava. 

A partir disso, passei a ver que as razões verdadeiras não eram as razões apresentadas em discussões. Tem sempre algo debaixo da mesa. Tem sempre a má intenção por trás – o que é típico da mentalidade revolucionária. Em 2005, houve o episódio do avião. De 2005 para frente, eu passei a ser muito mais claro no que dizia. A partir daí comecei a realizar uma pregação mais clara contra a corrente geral.


JL: Como o sr. definiria hoje o seu papel na Igreja? 
Padre Paulo Ricardo: Hoje eu vejo que não nasci para ser bispo. Que nasci para ser pai de bispo, ou seja, formar uma geração de novos padres – e, um dia, um deles será bispo. Um dia algum deles vai ajudar a Igreja no episcopado. Para mim, o importante é saber agora que o silêncio não vai ajudar a Igreja. A gente vê no jovem a gratidão imensa quando você fala.

O filósofo Eugen Rosenstock-Huessy, pouco conhecido no Brasil, analisa as doenças da linguagem. Uma delas é a guerra; outra é a crise. O que caracteriza a guerra? A guerra é quando eu não quero ouvir o meu inimigo. Já a crise é o contrário: é não falar ao amigo. Meu amigo precisa de minha ajuda, eu sei onde está a solução, mas por conveniência eu calo. Assim a sociedade entra em crise. 

A sociedade está em crise porque os líderes morais que poderiam dar uma orientação às pessoas estão calados. Alguém tem de pagar o preço de falar. Mesmo sabendo que, ao falar, a pessoa vai sofrer o martírio dos tempos modernos, como o papa Bento XVI descreve com muita clareza, até porque ele mesmo é vítima desse processo. O martírio dos tempos modernos é o assassinato da personalidade. É transformar o sujeito em não-pessoa. 

É a calúnia, a perseguição. Você vai sendo fritado. Então, hoje nós precisamos na Igreja do Brasil de padres e bispos mártires. Uso sempre a palavra profético, mas a palavra mais adequada seria mártir. Martyrios em grego quer dizer testemunha. Alguém que crê tanto no Reino do Céu que está disposto a desprezar o reino dos homens.


JL: Há uma guerra cultural em curso no Brasil de hoje, à semelhança do conflito que Peter Kreeft identificou na sociedade norte-americana?
Padre Paulo Ricardo: Existe uma guerra cultural incipiente no país. Ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, a esquerda brasileira conseguiu a hegemonia da mídia. Em todos os âmbitos. Qualquer um que seja oposição só tem um espaço de militância atualmente, que é a internet. Basicamente esse é o espaço que nos concedem – ainda. A esquerda diz que a revolução só pode ser alcançada se houver um período que a precede, chamado de acumulação de forças. 


Nós estamos no período de acumulação de forças. Ainda não existe guerra de fato. Guerra supõe exército dos dois lados. O que existe é um exército que invadiu e ocupou o país. Nós temos uma ocupação hegemônica da esquerda. Mas a geração está sendo formada. Bento XVI, nesse sentido, foi o homem da Providência para a Igreja e para o Brasil. É preciso recomendar que o cardeal Joseph Ratzinger foi o homem que condenou a Teologia da Libertação. Antes, quando se citava o cardeal Ratzinger, tudo quanto era bispo e padre aqui no Brasil dizia que isso era uma “visão radical”. Hoje em dia, cita-se Bento XVI e todos têm que ficar calados, porque não podem dizer que o papa é radical. O papa nos deu carta-branca. Está servindo como escudo para que a gente possa agir. Dentro do meu ministério, eu sempre tenho como diretriz lutar as lutas que o papa está lutando. 

De tal forma que o bom católico veja que eu não estou seguindo uma ideologia; eu estou seguindo a fé da Igreja de 2000 anos. A hegemonia esquerdista no Brasil é tal que a pessoa que pretende ser católica se sente um peixe fora d’água. A oposição ao pensamento do papa é tão grande que a maior parte dos jovens se sentiria fora da Igreja. A esquerda católica nos acusa – a nós que somos fiéis a Bento XVI – de estarmos fora da Igreja. Mas já que o papa está ao nosso lado e nós estamos ao lado do papa, eles não podem mais dizer isso.


 JL: O sr. sempre diz que no Brasil tenta-se impor uma minoridade social aos católicos. Em que consiste esse processo?

Padre Paulo Ricardo: É a chamada ideologia do Estado laico. Segundo essa ideologia, qualquer pessoa que tenha uma visão religiosa do mundo deve guardá-la para sua vida privada. Para os defensores dessa ideologia, a religiosidade não tem espaço público, não tem cidadania. Uso essa expressão – minoridade – para dizer que nós somos cidadãos brasileiros como os menores de idade. Mas nem todos os nossos direitos são reconhecidos. Os menores de idade não podem votar, não podem dirigir carro, têm direitos e responsabilidades limitadas. Há um grupo que se apossou da “classe falante” e não nos dá direito de falar e expressar nossas opiniões – porque nós somos religiosos. 

O fato é o seguinte: o ateísmo é uma atitude tão religiosa quanto o catolicismo, pois vê o mundo a partir de um prisma religioso, a não-existência de Deus. Não existe alguém indiferente ao problema religioso. Se você varre do espaço público qualquer manifestação religiosa, não está colocando o Estado nas mãos de uma visão religiosamente isenta; você está impondo uma religião que se chama materialismo ateísta. Os ateus não são cidadãos de primeira categoria e nós não somos cidadãos de segunda categoria. 

Eles são tão cidadãos quanto nós; têm o direito de ser ateus. Só que, numa democracia, quem dá o tônus do ambiente cultural é a maioria. A maioria esmagadora da população brasileira é extremamente religiosa. Portanto, nós não temos por que ficar amordaçados por uma minoria de ateus militantes.





terça-feira, 1 de novembro de 2011

Solenidade de Todos os Santos




Hoje, a Igreja não celebra a santidade de um cristão que se encontra no Céu, mas sim, de todos. Isto, para mostrar concretamente, a vocação universal de todos para a felicidade eterna.

"Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: 'Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito' "(Mt 5,48) (CIC 2013).

Sendo assim, nós passamos a compreender o início do sermão do Abade São Bernardo: "Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles".

Sabemos que desde os primeiros séculos os cristãos praticam o culto dos santos, a começar pelos mártires, por isto hoje vivemos esta Tradição, na qual nossa Mãe Igreja convida-nos a contemplarmos os nossos "heróis" da fé, esperança e caridade. Na verdade é um convite a olharmos para o Alto, pois neste mundo escurecido pelo pecado, brilham no Céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma "constelação", já que São João viu: "Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas" (Ap 7,9).

Todos estes combatentes de Deus, merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, homens casados, mães de família, operários, empregados, patrões, sacerdotes, pobres mendigos, profissionais, militares ou religiosos que se tornaram um sinal do que o Espírito Santo pode fazer num ser humano que se decide a viver o Evangelho que atua na Igreja e na sociedade. Portanto, a vida destes acabaram virando proposta para nós, uma vez que passaram fome, apelos carnais, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, sede, doenças, sofrimentos por calúnia, ódio, falta de amor e injustiças; tudo isto, e mais o que constituem o cotidiano dos seguidores de Cristo que enfrentam os embates da vida sem perderem o entusiasmo pela Pátria definitiva, pois "não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos santos, sois da Família de Deus" (Ef 2,19).

Neste dia a Mãe Igreja faz este apelo a todos nós, seus filhos: "O apelo à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade se dirige a todos os fiéis cristãos." "A perfeição cristã só tem um limite: ser ilimitada" (CIC 2028).

Todos os santos de Deus, rogai por nós!



Fonte: Cléofas

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A Perfeita Alegria


O mesmo (Frei Leonardo) contou que um dia o bem-aventurado Francisco, perto de Santa Maria dos Anjos, chamou a Frei Leão e lhe disse: “Frei Leão, escreve”. Este respondeu: “Eis-me pronto”. “Escreve – disse – o que é a verdadeira alegria”. Vem um mensageiro e diz que todos os mestres de Paris entraram na Ordem; escreve: não está aí a verdadeira alegria. E igualmente que entraram na Ordem todos os prelados de Além-Alpes, arcebispos e bispos, o próprio rei da França e o da Inglaterra; escreve: não está aí a verdadeira alegria. E se receberes a notícia de que todos os meus irmãos foram pregar aos infiéis e converteram a todos para a fé, ou que eu recebi tanta graça de Deus que curo os enfermos e faço milagres: digo-te que em tudo isso não está a verdadeira alegria. Mas, o que é a verdadeira alegria? Eis que volto de Perusa no meio da noite, chego aqui num inverno de muita lama e tanto frio que na extremidade da túnica se formaram caramelos de gelo que me batem continuamente nas pernas fazendo sangrar as feridas. E todo envolvido na lama, no frio e no gelo, chego à porta, e depois de bater e chamar por muito tempo, vem um irmão e pergunta: “Quem é?” E eu respondo: “Frei Francisco”. E ele diz: “Vai-te embora; não é hora própria de chegar, não entrarás”.  E ao insistir, ele responde: “Vai-te daqui, és um ignorante e idiota; agora não poderás entrar; somos tantos e tais que não precisamos de ti”. E fico sempre diante da porta e digo: “Por amor de Deus, acolhei-me por esta noite”. E ele responde: “Não o farei. Vai aos crucíferos e pede lá”. Pois bem, se eu tiver tido paciência e permanecer imperturbável, digo-te que aí está a verdadeira alegria, a verdadeira virtude e salvação da alma”.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

"Totus Tuus" Respiro da Alma do Beato João Paulo II


O lema Totus tuus, que resume toda a espiritualidade cristocêntrica e mariana de São Luís Maria Grignion de Montfort (1673-1716), foi o fio condutor de toda a vida do (Beato) João Paulo II. O santo francês e o seu grande discípulo polonês são dois exemplos luminosos da mesma santidade sacerdotal, de uma vida inteiramente vivida no amor de Jesus e aos irmãos sob guia maternal de Maria. Totus tuus! Duas palavras que são uma oração endereçada a Jesus por meio de Maria e de seu Coração Imaculado. É um ato de amor como um dom total de si.
Na vida de Karol Wojtyla, este “Totus tuus” transformou-se em respiração de sua alma, e batida do seu coração a partir de 1940 quando descobriu, com a idade de vinte anos, o Tratado de Montfort. Muitas vezes, João Paulo II contara tudo isso. Fê-lo de modo especial em 1996, por ocasião do seu 50º aniversário sacerdotal no livro Dom e Mistério. Segundo o seu testemunho, foi um leigo, Jan Tyranowski – agora Servo de Deus – que o fez conhecer o Tratado e as obras de São João da Cruz, abrindo-o a mais profunda vida espiritual, nos duríssimos anos da ocupação nazista na Polônia. O jovem Karol tinha que trabalhar como operário numa fábrica, descobrindo progressivamente a sua vocação ao sacerdócio.
Falando deste período, João Paulo II insistia sobre o “fio mariano” que guiou toda sua vida desde a infância, na sua família, na sua paróquia, na devoção carmelita ao escapulário e a devoção salesiana a Maria Auxiliadora. A descoberta do Tratado, recorda o próprio Papa polonês, ajudou-o a dar um passo decisivo no seu caminho mariano, superando uma certa crise. “Tive um momento no qual coloquei em discussão o meu culto por Maria, considerando que esse, dilatando-se excessivamente, terminava por comprometer a supremacia do culto devido a Cristo. Veio-me então de ajuda um livro de São Luís Maria Grignion de Montfort que tem o título de Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. Neste encontrei a resposta às minhas perplexidades. Sim, Maria nos aproxima a Cristo, nos conduz a Ele, com a condição que se viva o seu mistério em Cristo (...). O autor é um teólogo de classe. O seu pensamento mariológico é enraizado no mistério trinitário e na verdade da Encarnação do Verbo (...). Eis explicada a proveniência do “Totus tuus”. A expressão provém de São Luís de Montfort. É a abreviação da forma mais completa de abandono à Mãe de Deus que soa assim: Totus tuus ego sum et omni-a mea tua sunt. Accipio te in mea omnia. Praebe mihi cor tuum, Maria" (Dom e mistério, pp. 38-39).
 Estas palavras em latim, continuamente rezadas e reescritas por Karol Wojtyla nas primeiras páginas de seus manuscritos, se encontram no fim do Tratado de Montfort, quando o santo convida o fiel a viver a Comunhão Eucarística com Maria e em Maria. É necessário também sublinhar que este “Totus tuus” transforma-se para sempre, de 1940 a 2005, como a linha diretiva de toda a vida de Karol Wojtyla, como seminarista e sacerdote e depois como Bispo e Papa. Quando em 1958 é nomeado, por Pio XII, Bispo auxiliar de Cracóvia, escolhe já o “Totus tuus” como lema episcopal, junto ao brasão que simboliza Cristo redentor e Maria junto a Ele, o mesmo que conservará como Papa. E, sobretudo o viverá até ao fim, nos grandes sofrimentos dos últimos meses. Depois da traqueotomia, não podendo mais falar, escreverá por fim as palavras Totus tuus. Sabemos também, de pessoas mais próximas a ele, que lia todos os dias um trecho do Tratado.
Nos seus escritos, João Paulo II fez frequente referência a São Luís Maria, como por exemplo, na Redemptoris Mater (n. 48). Mas, de um modo particular, perto do fim de seu pontificado, deixou-nos uma belíssima síntese da doutrina interpretada à luz do Concílio Vaticano II, na sua Carta aos religiosos e religiosas das famílias monfortinas de 08/12/03. É talvez o texto que mais nos ilumina para entendermos o significado teológico profundo do “Totus tuus” e do brasão episcopal.
A “perfeita devoção a Maria” ensinada por São Luís consiste essencialmente na doação total de si expressada no “Totus tuus”, integrando todas as boas práticas de devoção, especialmente o rosário. Mas o mais profundo é a “prática interior”, vida interior, um caminho de vida espiritual profunda que deve levar à santidade. Não existe dúvida que João Paulo II tenha vivido esta espiritualidade mariana no nível mais alto da união transformante com Cristo. O pedido “Praebe mihi cor tuum”, foi atendido. O próprio São Luís Maria, que possui a maravilhosa experiência dessa “identificação mística com Maria” espera que a sua doutrina daria muitos frutos nos séculos sucessivos da Igreja. Apresentando os “efeitos maravilhosos” (TDV, 213-225) desta “perfeita devoção” S. Luís Maria nos mostra como a pessoa que vive plenamente o “Totus tuus” caminha com Maria na via da humildade evangélica, que é via de amor, de fé e de esperança. No final de sua Carta aos religiosos e religiosas das famílias monfortinas, João Paulo II sintetiza este ensinamento do Tratado sempre à luz da Lumen Genti-um. A santidade à qual todos são chamados não é outra que a perfeição da caridade. Nesta vida sobre a terra, a humildade é a maior característica da caridade. “É próprio do amor rebaixar-se”, escrevia S. Teresinha de Lisieux no início de sua História de uma alma. É o mesmo amor de Deus que em Jesus se faz pequeno e pobre do presépio até a Cruz. E é o significado profundo da “Santa Escravidão de Amor”.

O ponto final da Lumen Gentium é a contemplação de “Maria, símbolo de certa esperança e de consolação para o povo de Deus em peregrinação” (n. 68-69). Nesta luz termina também a Carta à Família Monfortina de João Paulo II, citando as últimas linhas da Lumen Gentium e resumindo a doutrina de Montfort sobre a esperança vivida com Maria, defendendo-o em particular contra a injusta acusação de “milenarismo”. E se recorda como, na antífona Salve Rainha, a Igreja chama a Mãe de Deus “Esperança nossa”.
Em todas as dificuldades da vida sacerdotal, Maria é e sempre será a âncora de esperança, uma esperança segura para o futuro da Igreja e para a salvação do mundo. Assim também o Papa Bento XVI, que quis fortemente o Ano Sacerdotal, apresentou Maria no final de sua encíclica Spe salvi como a “Estrela da Esperança” (n. 49-50).
Fonte: L'Osservatore Romano

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Frases de Santa Joana D'Arc



"Não tenham dúvida, a hora chega quando Deus quer. Ajam, que Deus agirá!" - motivação dada aos soldados durante questionamentos rumo à Reims.

"Existe uma única coisa que temo: a traição" - resposta dada quando foi questionada se não sentia medo.

"As crianças pequenas dizem que, algumas vezes, homens são enforcados por terem dito a verdade" - desabafo durante uma conversa.

"Tenho mais medo de cometer uma falta dizendo algo que desagrade essas vozes do que de não lhe responder" - durante o julgamento, quando foi pressionada pelo bispo Cauchon.

"Eu os perdôo!" - últimos momentos da execução, enquanto as chamas roíam seu corpo.

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