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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A Aranha Insensata



    Em bela manhã de abril, conta Joegensen numa das suas engenhosas parábolas, estava a atsmosfera cheia de tênues fios. Tendo-se prendido um deles na elevada copa de uma árvore, uma pequenina aranha, valendo-se dele, veio firmar o pé na folhagem. Imediatamente lança novo fio, prende-o à copa e consegue descer até no pé da árvore. Ali encontrou um arbusto assaz ramificado e logo pôs mãos à obra: tecer uma teia. A extremidade superior do tecido foi atada à longa fibra pela qual baixara; as pontas restantes, prendeu-as aos ramos da sarça.
    Esplêndida rede foi o resultado do seu esforço, meio excelente para pegar moscas. Mas, uns dias após, pareceu-lhe pequena demais, e a aranha começou a ampliá-la em todos os sentidos. Graças ao fio resistente que segurava no alto, pôde realizar seu intento. E, quando as gotas de orvalho da manhã de outono cobriam o tecido, ele brilhava na luz baça do Sol, como um véu de pérolas.
   Orgulhosa de sua obra, a aranha desenvolvia-se a olhos vistos. Criou ventre volumoso. Talvez nem se lembrasse mais como era miserável e esfaimada quando pousara no alto da árvore, no começo do outono.
    Certa manhã, entretanto, ela acordou mal-humorada. Tudo estava nebuloso e nenhuma mosca em toda a redondeza... Que se poderia fazer em dia tão horrivelmente fastidioso? "Farei uma pequena ronda", resolveu  enfim, “quero ver se a teia não necessita de conserto em algum lugar”.
    Cada fio foi examinado, a ver se estava bem seguro. Defeito não encontrou, mas apesar disso, seu intratável mau  humor agravava-se.
    Enquanto vagueava indisposta pela rede, a aranha deu subitamente com um fio comprido, cuja extremidade não podia achar. Todos os demais ela bem os conhecia: este vai dar ali, a ponta quebrada do galho, aquele, acolá ao  espinho. A aranha sabia de todos os raminhos e de todos os fios; mas, que pensar deste fio diferente? Incompreensível, ia para o alto, metia-se simplesmente ar a dentro!  Que mistério esse!
   A aranha levantou-se nas patinhas traseiras e olhou para cima, com seus múltiplos olhos. "Nada se vê! Este fio não tem fim! Por mais que eu olhe, o fio se perde nas nuvens!" resmungou ela.
     Quanto mais a aranha se enforcava por desvendar o enigma, tanto mais se enfurecia. Qual a finalidade do fio que se some nas alturas? — Naturalmente, durante seus intermináveis festins, perdera de memória que fora por este fio que ela descera em abril. Também não se lembrava do quanto ele lhe fora útil no tecer e ampliar a teia, sustentando toda a construção. Tudo já estava esquecido. Só uma coisa via: aqui, sobe para o ar um fio inútil, absolutamente inútil, porque dependurado das nuvens.
     "Fora com ele!" gritou, desvairada de raiva, e... cortou o fio...
   No mesmo instante desmoronou-se a teia... e quando a aranha recobrou os sentidos, jazia paralizada no solo, debaixo do arbusto, enquanto os restos do fino véu, semeado de pérolas argênteas, cobriam-na como fiapos molhados. Nesse dia tornou-se pobre e sem lar; um instante foi suficiente para destruir todo o seu trabalho, porque não compreendera a finalidade do fio que conduzia ao alto.
     Jovem! Também a alma do homem casto está unida a Deus por meio dum fio que se eleva ao Céu.
     Esse fio é a religião.
    Quem o corta, torna-se mendigo errante e sem pátria; quem o guarda com solicitude, nele acha arrimo para uma  existência harmoniosa e penhor da felicidade eterna. Que esse fio, que nos une a Deus, nosso Pai Oelesle, nunca  venha a romper-se na alma de cada um de meus jovens leitores.

Fonte: http://alexandriacatolica.blogspot.com/ 

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

“O Sacerdote é o amor do Coraçao de Jesus”


Esta se tornou uma frase célebre, daquele que foi declarado Patrono dos Sacerdotes, pelo Papa Bento XVI, e a quem foi consagrado o Ano Sacerdotal: o Cura d’Ars, como era conhecido S. João Maria Vianney.
Embebido de um profundo amor e reverência pelo sacerdócio que trazia em si e reconhecendo a dignidade de cada sacerdote nesta terra, assim que ele definia o sacerdote.
Esta frase tão simples, mas tão profunda, encerra em si o grande mistério que os sacerdotes trazem em si mesmo. Mistério do Amor, que se dignou escolheu homens como outros homens, frágeis, limitados, vasos de barro, e os ungiu, cumulando-os de Um grande tesouro: o Sacerdócio de Cristo. O Sumo e Eterno Sacerdote, confia a homens Sua própria vida, dando-lhes o poder de no Seu Nome e em Sua Pessoa, perpetuar Sua missão, em Sua memória.
S. J. M. Vianney reconhecia o seu sacerdócio como dom, melhor, o sacerdócio de Cristo que ele carregava em si, e que não lhe pertencia. Ele sabia viver o sacerdócio como dom colocado a serviço do povo a ele confiado; ele compreendeu, na intimidade com Aquele a quem ele havia se configurado, que seu sacerdócio era um serviço de amor e doação. Ele nao outorgou a si mesmo o direito de ser servido de seu sacerdócio, mas fez dele um ato de oblação e holocausto, perpetuando em si a vida mesma de Cristo Sacerdote, confomando-se a Ele na obediência a Vontade do Pai e em uma vida pobre e casta até o fim.


E não deve ser esta a vida do Sacerdote? S. J. M. Vianney não só definiu profundamente o que é um sacerdote, mas foi também exemplo íntegro de um sacerdócio vivido na autenticidade e submissão Àquele que é o Sacerdote por exelência.

Afirma S. J. M. Vianney: “Se comprendêesemos o que é um sacerdote, morreríamos, não de medo, mas de amor! Sim, Amor! Não há melhor palavra para definir o sacerdote, o Amor do Coração de Cristo, melhor, o próprio Amor em meio ao mundo. Ah, se os próprios sacerdotes por primeiro compreendessem este mistério, morreriam eles de Amor; se compreendessem a quão grande dignidade foram elevados... - não por si, pois são vasos de barro, mas pelo tesouro que carregam em si, que os tornam Rei e profeta das nações - andariam prostrados, adorando o mistério que carregam em si.
Que grande loucura de um Deus que não teve medo de escolher homens, de se colocar nas mãos de homens... que como disse nosso amado Papa Bento XVI em sua homília do encerramento do Ano Sacerdotal, ousadia de Deus! Mesmo sabendo que eles poderiam traí-Lo, como fez Judas, um dos doze discipulos que estavam no Cenáculo.
Este é um mistério que homens não poderão compreender pela razão, mas somente pelo Amor. Amor de um Deus apaixonado pela humanidade, que quis permanecer em meio aos homens; em homens e como alimento; nos sacerdotes e na Eucaristia. Dois prodígios de Amor nascidos do Coração de Deus no Cenáculo, como dizia a Beata Elena Guerra.
Ali, no Cenáculo, Jesus sabendo que era chegada a Sua hora, como último ato de amor e oblação, entregou-Seu aos Seus. Ali, Jesus se dá como Alimento e dá aos discípulos a missão de continuar o mesmo que Ele ali estava realizando. Há aqui uma dupla doação de Jesus. Jesus que se dá a si mesmo, como Alimento para os homens (a Eucaristia), e se confia aos discípulos, para que perpetuem em si este mistério (o sacerdocio). Não existe separação. Jesus ao dar Seu Corpo e Seu Sangue, dá a Si mesmo como Pessoa para os Seus discípulos, para que pudessem perpetuar o mesmo que Ele fizera na Última Ceia.
É o Amor que se oferta no Cenáculo, mas que vai ser consumado no Calvário. É na Cruz, que o Amor se derrama, é entregue; e foi a João, o discípulo Amado. João representa todos os sacerdotes, amados por Deus, desejados por Ele, e que na Cruz são gerados. Nascidos do Lado Aberto de Cristo, do próprio Amor derramado de Seu Coração, João é batizado, e nele, todos os sacerdotes, recebendo deste Sagrado Coração toda unção Sacerdotal.
Dois mistérios que só são compreendidos à luz do mistério Pascal, por meio do Espírito Santo. Só em Pentecostes, os discípulos compreenderam o que o Senhor lhes havia ordenado na Última Ceia e consumado no Calvário. Foi à luz do Espírito Santo, que os discípulos compreenderam a missão que lhes foi confiada; é o Espirito Santo a memória de Cristo atualizada nos discípulos, que lhes deu o poder de realizar tudo que da parte do Senhor lhes havia sido prometido.
Do mesmo modo, os sacerdotes so poderão compreender e viver este mistério de Amor sob a ação do Espírito Santo. Só por meio do Espírito Santo, que é o Amor divino, que os sacerdotes poderão ser e viver. Foi no Coração Sacerdotal de Jesus, que os sacerdotes foram gerados e formados pelo Espírito Santo; ungidos por Ele; e é por meio d’Ele que devem ser nutridos em sua vida e missão, a fim de que sejam sempre conforme o Único Sacerdote ao qual foram configurados: Jesus Cristo, fazendo-se sempre em tudo submissos ao sacerdócio do qual participam: por querer divino e por amor à humanidade.
E é na Igreja, hoje, o novo Cenáculo, o lugar onde estes dois prodígios se renovam a cada dia, em cada Sta Missa celebrada. A Eucaristia é o memorial da Paixão do Senhor, e ao Sacerdote foi confiado a missão de perpetuá-la até o fim dos tempos, até que o Senhor volte, continuando assim, neste mundo, a Sua missão de Salvação e redenção da humanidade.
Deste modo, o Sacerdote é a manifestaçao viva, sinal preclaro do Amor divino pela humanidade.
Madre Viviane do Sagrado Coração de Jesus.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Considerações sobre a Amizade em Deus

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Cachorrinho Manco

Diante de uma vitrine atrativa, um menino pergunta o preço dos filhotes 'a venda. "Entre 30 e 50 dólares", respondeu o dono da loja. 


O menino puxou uns trocados do bolso e disse: 

- "Eu só tenho 2,37 dólares, mas eu posso ver os filhotes?" 

O dono da loja sorriu e chamou Lady, que veio correndo, seguida de cinco bolinhas de pelo. Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, mancando de forma visível. 

Imediatamente o menino apontou aquele cachorrinho e perguntou:] 

- "O que é que ha com ele?" 

O dono da loja explicou que o veterinário tinha examinado e descoberto que ele tinha um problema na junta do quadril, sempre mancaria e andaria devagar. O menino se animou e disse: 

- "Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!" 

O dono da loja respondeu: 

- "Não, você não vai querer comprar esse. Se você realmente quiser ficar com ele, eu lhe dou de presente." 

O menino ficou transtornado e, olhando bem na cara do dono da loja, com o seu dedo apontado, disse: 

- "Eu não quero que você o de para mim. Aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros e eu vou pagar tudo. Na verdade, eu lhe dou 2,37 dólares agora e 50 centavos por mês, ate completar o preço total." 

O dono da loja contestou: 

- "Você não pode querer realmente comprar este cachorrinho. Ele nunca vai poder correr, pular e brincar com você e com os outros cachorrinhos." 

Ai', o menino abaixou e puxou a perna esquerda da calca para cima, mostrando a sua perna com um aparelho para andar. 

Olhou bem para o dono da loja e respondeu: 

- "Bom, eu também não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso." 

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Por que não deve haver sexo antes do casamento?



Não há alguém melhor do que Deus, mais sábio, mais douto, mais santo e mais justo, e que nos ame mais do que Ele; logo, não pode haver leis melhores que as Dele. Uma delas é essa: não pecar contra a casti­dade. Quem vive a pureza é feliz.
                                   
Castidade é viver a vida sexual somente no casamen­to, pois só ali o sexo tem sentido pleno; é a manifestação de amor do casal e a gera­ção dos filhos amados. Fora do casamento (adultério) ou antes dele (fornicação), o sexo é uma desgraça, torna-se vazio e sem sentido.

A união íntima de um casal só tem sentido quando eles assumiram no amor um compromisso de vida para sempre, coloca­ram uma aliança nos dedos, o que signifi­ca que um pertence ao outro para sempre, diante de Deus e dos homens. Então, o ato sexual é o "selo" dessa união, da qual vão nascer os filhos de Deus.

O Papa João Paulo II disse no Brasil, em 1997, no Maracanã, que aqui, por causa do amor livre, há milhares de filhos órfãos de pais vivos. Que tristeza! O sexo fora do casamento pode trazer se­parações, brigas, doenças venéreas, gravidez indesejada, abortos provocados, etc. Deus é sábio, é Pai, nos ama; e a castidade é uma belíssima virtude que prepara os jovens para o casamento.

Um jovem que aprendeu a castidade enquanto solteiro será um côn­juge fiel ao outro porque aprendeu na luta, na oração, na vigilância dos sentidos vencer os mais baixos impulsos de nossas paixões. A castidade faz do jovem um forte, alguém que sabe se dominar. Diz o provérbio que mais vale aquele que domina a si mesmo do que aquele que conquista uma cidade. Por tudo isso a santa lei de Deus nos diz:

"Guarda-te, meu filho, de toda a fornicação: fora de tua mulher, não te autorizes jamais um comércio criminoso" (Tb 4,13). Mas o corpo não é para a fornicação, e sim para o Senhor, e o Senhor é para o corpo[ ... ] Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo?[ ... ] Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo.

Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo" (ICor 6, 13-20). "Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, liber­tinagem" (Gl 5,19). E diz: "Quanto à fornicação, à impureza, sob qualquer forma, ou à avareza, que disto nem se faça menção entre vós, como convém a santos" (Ef 5,3). Sejamos puros como os anjos.

Fonte: Prof. Felipe Aquino. Revista Canção Nova. p.17. Março/2011.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Apenas tente compreender


Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado.
Ele vira-se para o chinês e pergunta:
- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o defunto virá comer o arroz.
E o chinês responde:
- Sim, quando o seu vier cheirar as flores.

Moral da História: 
"Respeitar as opções do outro, em qualquer aspecto, é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter. As pessoas são diferentes, agem diferente e pensam diferente. Portanto, nunca julgue.. Apenas tente compreender." 
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