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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Beata Hildegarda Burjan: Política e mãe de família rumo aos altares


ROMA, 01 Fev. 12 / 10:37 am (ACI)

Em Viena, na Áustria, o Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, o Cardeal Angelo Amato elevou aos altares a Beata Hildegard Burjan, uma mãe de famíliaque se destacou por sua atividade política e de caridade.

Por ocasião da oração do Ângelus dominical diante dos milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro do Vaticano, o Papa Bento XVI exortou os fiéis a agradecerem a Deus, pelo exemplo de vida da nova Beata.

"Queridos irmãos e irmãs, hoje em Viena é proclamada a Beata Hildegard Burjan, mãe de família secular, que viveu entre o século 1800 e 1900, e foi fundadora da Sociedade das Irmãs da Caritas Socialis. Louvado seja o Senhor por este testemunho do Evangelho!", exclamou.

Hildegard nasceu no seio de uma família judia não praticantes. Em sua juventude, se dedicou a política e se uniu em matrimônio  com um engenheiro judeu húngaro, Alexander Burjan

Em 1909, Hildegard ficou doente devido a um problema grave no rim que estava prestes a levá-la à morte. No hospital, as freiras começaram a orar por sua pobre saúde e ela melhorou.

Hildegard atribuía a cura a um milagre, e assim ela conheceu a Deus, e durante a sua convalescença no hospital, observando o trabalho social que as freiras desenvolveram no hospital e pediu para ser batizada e unir-se à Igreja Católica.

Mais tarde, ela ficou grávida e os médicos sugeriram que ela abortasse o bebê devido aos seus problemas renais. Hildergarda considerou esta sugestão como um assassinato e arriscou sua vida para dar à luz ao bebê, que nasceu em perfeitas condições.

Em 1919, Hildegarda decidiu fundar a Sociedade Caritas Socialis, composta por mulheres dedicadas aos cuidados a assistências de pessoas convalescentes, doentes e insanos. Além disso, também fundou lares para mães solteiras, jovens e mulheres sem lares, e várias agências de distribuição de comida quente para os pobres.

Foi também a primeira mulher a ser membro do Conselho Municipal da Cidade de Viena em 1918 pelo Partido Social Cristão e em 1919 foi deputada pelo mesmo partido no Conselho Nacional da Áustria.

Hildegarda morreu no ano de 1933, aos 50 anos de idade. Seu lema era: "Entregue totalmente Deus e totalmente à humanidade."

Em 1963 o então Bispo da Áustria Franz König iniciou sua causa de beatificação, em 2007 foi declarada venerável e em 2011 foi reconhecido um milagre pela sua intercessão. 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Capela em honra da Beata Chiara Luce no GPACI repercute em Roma


Pelo menos dois diários europeus editados em Roma destacaram, agora no início de janeiro, a inauguração, em Sorocaba, da primeira Capela do mundo dedicada à jovem Beata Chiara Luce Badano, que morreu vitimada por um terrível câncer nos ossos aos 18 anos de idade, em 1990, e menos de vinte anos depois teve suas virtudes heroicas e de santidade reconhecidas ao ser declarada canonicamente Beata pela Igreja a 25 de setembro de 2010, após um primeiro significativo milagre por sua intercessão ser comprovado pela Sagrada Congregação Pontifícia para o Culto dos Santos e aprovado pelo papa Bento XVI.

A inauguração dessa Capela, às vésperas do Natal, junto ao Hospital “Sarina Rolim Caracante”, do GPACI (Grupo de Pesquisa e Assistência Infantil), mereceu primeiramente destaque dentro da edição diária em língua italiana do jornal “L´Osservatore Romano”, órgão da Santa Sé e porta-voz oficial do Estado do Vaticano. 

Com texto preparado por uma de suas correspondentes no Brasil, a jornalista Carla Cotignoli, focolarina, também presente à cerimônia, inclusive reproduzindo palavras emocionantes do arcebispo metropolitano de Sorocaba, dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues, que na missa natalina que marcou o acontecimento manifestou firme esperança de que da Capela da Beata Chiara Luce Badano, implantada justamente ao lado do corredor de acesso ao novo centro cirúrgico do Hospital do GPACI possa sair o milagre ou os muitos milagres que motivarão, agora, a breve futura canonização da jovem italiana, a um passo de ser declarada Santa. 

“Fico até um pouco constrangido diante de Deus, mas peço que muitas curas de crianças com câncer possam ser operadas neste Hospital por intercessão da Beata Chiara Luce Badano, ela que morreu vitimada por um câncer terrível aos 18 anos de idade”, afirmou dom Eduardo Benes na oportunidade, levando às lágrimas os presentes, sobretudo dezenas de pais e familiares de crianças e adolescentes vitimados pelo câncer que são ali atendidos e aguardam a cura.

“La Beata Badano, luce per i bambini che soffrono” (“A Beata Badano, luz para as crianças que sofrem”) foi, por outro lado, o título de reportagem de página inteira estampada por outro significativo diário laico italiano, o “Avvenire”, em sua edição de 5 de janeiro, com o selo `Vangelo e Societá´, ou seja, `Evangelho e Sociedade´. 

Aqui, o texto é assinado pela jornalista Margherita Dassano, com base em informações também da colega Carla Cotignoli, há oito meses no Brasil, destacando como introdução: “In um ospedale pediátrico Del Brasile, l´arcivescovo de Sales Rodrigues há inaugurato uma cappella intitolata alla 18enne morta per um tumore ósseo. `Gioiosa anche nella malattia´”. Ou seja: “Em um hospital pediátrico do Brasil, o arcebispo Sales Rodrigues inaugurou uma capela dedicada à jovem que aos 18 anos morreu de câncer ósseo, em meio à alegria também na doença”.

Além de registrar o fato de sua nova Capela ser a primeira do mundo dedicada à Beata Chiara Luce Badano, a reportagem do “Avvenire” destaca a importância do Hospital “Sarina Rolim Caracante”, do GPACI de Sorocaba, na luta contra o câncer infantil no Brasil, mostrando toda sua caminhada de quase trinta anos e os avanços atuais, pelas palavras de seu presidente, professor Carlos Camargo Costa, da vice-presidente, a advogada Maria Lúcia Neiva de Lima,  e de seu diretor-clínico, o médico pediatra dr. Fábio Bernardes.

Na Capela do GPACI, uma frase junto ao quadro da Beata Chiara Luce resume sua proposta de vida: “Por ti, Jesus; se queres (o sofrimento, a dor), eu também quero!”

Foto Fernando Rezende; enviado por José Benedito

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

São Sebastião - 20 de janeiro

A reprodução do martírio de São Sebastião, amarrado a uma árvore e atravessado por flechas é uma imagem milhares de vezes retratada em quadros, pinturas e esculturas, por artistas de todos os tempos. Entretanto, nem todos sabem que o destemido Santo não morreu daquela maneira. O suplício das flechas não lhe tirou a vida, resguardada pela fé em Cristo. Vejamos como tudo aconteceu. 

Sebastião nasceu em Narbônia, na Gália, atual França, mas foi criado por sua mãe em Milão, na Itália, de acordo com os registros de Santo Ambrósio. Pertencente a uma família cristã, foi batizado ainda pequenino. Mais tarde, tomou a decisão de engajar-se nas fileiras romanas e chegou a ser considerado um dos oficiais prediletos do imperador Diocleciano. Contudo, nunca deixou de ser um cristão convicto e protetor ativo dos cristãos. 

Ele fazia tudo para ajudar os irmãos na fé, procurando revelar o Deus verdadeiro aos soldados e aos prisioneiros. Secretamente, Sebastião conseguiu converter muitos pagãos ao cristianismo. Até mesmo o governador de Roma, Cromácio, e seu filho Tibúrcio foram convertidos por ele. Em certa ocasião, Sebastião foi denunciado, pois estava contrariando o seu dever de oficial da lei. Teve então, que comparecer ante ao imperador para dar satisfações sobre o seu procedimento. 

O imperador da época era ninguém menos que o sanguinário Diocleciano, que lhe dispensara admiração e confiara nele, esperando vê-lo em destacada posição no seu exército, numa brilhante carreira e por isso considerou-se traído. Levado à sua presença, Sebastião não negou sua fé. O imperador lhe deu ainda uma chance para que escolhesse entre sua fé em Cristo e o seu posto no exército romano. Ele não titubeou, ficou mesmo com Cristo. A sentença foi imediata: deveria ser amarrado a uma árvore e executado a flechadas. 

Após a ordem ser executada, Sebastião foi dado como morto e ali mesmo abandonado, pela mesma guarda pretoriana que antes chefiara. Entretanto, quando uma senhora cristã foi até o local à noite, pretendendo dar-lhe um túmulo digno encontrou-o vivo! Levou-o para casa e tratou de suas feridas até vê-lo curado. 

Depois, cumprindo o que lhe vinha da alma, ele mesmo se apresentou àquele imperador anunciando o poder de Nosso Senhor Jesus Cristo e censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusando-o de inimigo do Estado. Perplexo e irado com tamanha ousadia, o sanguinário Diocleciano o entregou à guarda pretoriana após condena-lo, desta vez, ao martírio no Circo. Sebastião foi executado então com pauladas e boladas de chumbo, sendo açoitado até a morte, no dia 20 de janeiro de 288. 

Os algozes cumpriram a ordem e, para evitar a sua veneração, foi jogado numa fossa, de onde a piedosa cristã Santa Luciana o tirou, para sepulta-lo junto de São Pedro e São Paulo. Posteriormente, em 680, as relíquias foram transportadas solenemente para a Basílica de São Paulo Fora dos Muros, construída pelo imperador Constantino. Naquela ocasião em Roma a peste vitimava muita gente, mas a terrível epidemia desapareceu na hora daquela transladação. Em outras ocasiões foi constatado o mesmo fato; em 1575 em Milão, e em 1599 em Lisboa, ambas ficando livres da peste pela intercessão do glorioso mártir São Sebastião 

No Brasil, diz a tradição, que no dia da festa do padroeiro, em 1565, ocorreu a batalha final que expulsou os franceses que ocupavam a cidade do Rio de Janeiro, quando São Sebastião foi visto de espada na mão entre os portugueses, mamelucos e índios, lutando contra os invasores franceses calvinistas. 

Ele é o protetor da Humanidade, contra a fome, a peste e a guerra e é claro do cartão postal do Brasil, a cidade maravilhosa de São Sebastião do Rio de Janeiro.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Devo, quero e posso ser santo.


   I.  Devo, quero e posso ser santo.
  DEVO:  "Ela meditava esta resposta do Catecismo, dizem as Carmelitas de Lisieux:  Deus me criou para conhecê-lo, amá-lo e servi-lo."  Fiel a esta máxima, escrevia a Santa a uma de suas primas:  "Desejas um meio para alcançar a perfeição?  Eu só conheço um: o Amor."

  QUERO:  "...eu sempre aspirei à santidade": "Não quero ser santa pela metade..."
  POSSO:  "Nosso Senhor não inspira desejos irrealizáveis; logo, não obstante a minha pequenez, posso tornar-me santa."



  II.  Para me santificar terei que sofrer muito.

  "Para ser santa é necessário sofrer muito, ambicionar o que há de mais perfeito e esquecer-se de si mesmo."



  III.  A santidade a que aspiro não é, todavia, a santidade eminente, mas a comum, isto é, aquela que consiste em suportar-me a mim mesmo com todas as minhas imperfeições.

  "Não me sendo possível elevar-me a um alto grau de perfeição, só me resta suportar-me tal qual me encontro com as minha inúmeras imperfeições."

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Jovem homicida, condenado à morte, convertido, rumo aos altares


              Encerrada a fase da informação diocesana em Paris, deverá chegar em breve a Roma o processo da causa de beatificação de Jacques Fesch, jovem francês, condenado à prisão e finalmente executado na guilhotina há 53 anos, por ter matado um policial e ferido um funcionário de uma casa de câmbio numa tentativa de roubo.

Na Igreja Católica há uma só precedente de um condenado à morte por delitos comuns e que, convertido, foi posto nos altares: o Bom Ladrão, crucificado com Jesus no Calvário. Isso explica a extrema prudência com que foi introduzida a causa de beatificação, 40 anos depois da morte, de Jacques Fesch, isto é, depois de longuíssima reflexão por parte do então arcebispo de Paris, e autorizada pela Congregação das Causas dos Santos, à qual compete agora a segunda fase do processo.

No momento de abrir a causa, o cardeal Lustiger, arcebispo de Paris, explicou que “para a Igreja, declarar alguém santo, por mais pecador que tenha sido, não significa propor à admiração seus erros ou crimes; pelo contrário, significa apontar o exemplo de conversãode alguém que, apesar de uma vida pregressa condenável, soube ouvir a voz de Deus e retornar a Ele. Não existem pecados, por mais graves que sejam, que impeçam a Deus de ir ao encontro do ser humano e de lhe propor a salvação”.

Palavras semelhantes já tinham sido pronunciadas pelo cardeal Lustiger em 23 de novembro de 1986, num discurso aos presos da penitenciária da “Santé”, evocando pela primeira vez em público a possibilidade de beatificar o jovem homicida, convertido, Jacques Fesch.

O teólogo André Manaranche, em resposta às polêmicas surgidas na França por ocasião do início da causa de beatificação e que, nos últimos anos, de vez em quando reaparecem nos meios de comunicação, escreveu: “Beatificar Jacques Fesch não significa reabilitá-lo no plano moral, nem passar-lhe um certificado de bom comportamento ou conferir-lhe uma honraria tipo “Legião de Honra”. Sua conversão é de ordem espiritual. Beatificar Jacques Fesch seria reconhecer que a comunidade cristã pode invocar alguém que está junto de Jesus”.

No dia 2 de dezembro de 2009, o cardeal Ângelo Comastri acompanhou, no Vaticano, a irmã de Jacques Fesch, Mônica, que confidenciou ao Papa: “Com meu irmão eu me entendia perfeitamente. Oito anos mais velha do que ele, fui sua madrinha de batismo e, indo visitá-lo na prisão, acompanhei de perto sua conversão”. Posteriormente, o cardeal Comastri contou ao Osservatore Romano: “Quando eu era capelão da penitenciária de “Regina Coeli”, um preso me deu a conhecer a história fascinante de Jacques Fesch. É um testemunho extraordinário: de origem belga, filho de família da alta burguesia, jovem desorientado, tornou-se assassino e foi condenado à morte. Tinha 27 anos. Na prisão, viveu uma conversão radical, fulgurante, atingindo em pouco tempo altos níveis de espiritualidade e mesmo de vida mística”.

O pai, Jorge, diretor de importante instituto de crédito em Bruxelas, era gerente de um banco em Saint- Germain-em-Laye, perto de Paris. Ateu e de temperamento autoritário, não compreendia a insegurança do filho Jacques, sensível e inquieto, a ponto de negar-lhe a ajuda econômica que ele pedia para empreender uma navegação solitária em redor do mundo, fugir das consequências de uma falência comercial e das responsabilidades da família que, muito jovem, tinha formado. A fim de conseguir os recursos para seu plano, negados pelo pai, no dia 24 de fevereiro de 1954, o jovem, em Paris, entra armado numa casa de câmbio e fere com uma coronhada na cabeça um funcionário. Depois, tentando fugir, mata involuntariamente um policial: o tiro partiu sem que ele tirasse o revólver do bolso.

Preso, os pais encontram forças para visitá-lo e confortá-lo. Quando a mãe, aterrorizada, fica sabendo que o filho corre o perigo de enfrentar a guilhotina, ela oferece a Deus a própria vida para que o filho, tanto tempo descuidado pela família, pelo menos possa “morrer bem”.

Enquanto a justiça dos homens faz seu percurso com os processos, os interrogatórios, as acusações do ministério público e os planos da defensoria, o jovem, na solidão de sua cela, começa a ler revistas, clássicos, romances que lhe oferecem na prisão. Outros livros chegam à suas mãos por parte da família, do capelão e do advogado Baudet, um convertido que se tornou terciário carmelita. Jacques fica impressionado com as figuras de Francisco de Assis, Teresa de Ávila, Teresinha do Menino Jesus.

Depois de um ano de detenção, tem uma experiência mística. Ele escreve numa carta destinada à sua filha Verônica, de apenas seis anos: “Naquela noite, eu estava na cama com os olhos abertos e, pela primeira vez na vida, eu senti realmente uma “intensidade” rara por aquilo que me tinha sido dito a respeito de certas coisas da minha família. Foi então que brotou do meu peito um grito: “Meu Deus!”, e instantaneamente, como um vento impetuoso que passa sem que eu soubesse donde vem, o Espírito do Senhor me agarrou pela garganta”. Numa outra carta ele confidenciou a um amigo: “Agora tenho de verdade a certeza de começar a viver pela primeira vez. Tenho a paz e dei um sentido à minha vida, enquanto antes eu não passava de um morto vivo”.

Isolado numa pequena cela, comunica sua fé por meio de cartas que foram objeto de reflexões por parte de jovens católicos franceses, especialmente nos oratórios salesianos. Aguarda sua execução em oração, aceitando-a como uma ocasião da graça de Deus. Deixou um diário espiritual apaixonante. Poucas horas antes de morrer, escreveu: “Dentro de cinco horas verei Jesus”.

O presidente da República Francesa, René Coty, embora rejeitando a solicitação de salvar-lhe a vida, disse: “Aperto-lhe a mão por aquilo que ele se tornou”. Às 5,30 horas do dia primeiro de outubro de 1957, os guardas da penitenciária vieram apanhá-lo para a execução capital na guilhotina. Encontraram Jacques de joelhos, em oração, junto à cama arrumada. “Senhor, não me abandones, eu confio em ti!”, foram suas últimas palavras.

(Artigo de SALVATORE IZZO, traduzido do italiano, com algumas adaptações. – Na Internet você encontra mais notícias, fotos e vídeos sobre Jacques Fesch, inclusive sobre suas cartas e seu diário espiritual).

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Santos Inocentes

Somente a monstruosidade de uma mente assassina, cruel e desumana, poderia conceber o plano executado pelo sanguinário rei Herodes: eliminar todas os meninos nascidos no mesmo período do nascimento de Jesus para evitar que vivesse o rei dos judeus. Pois foi isso que esse tirano arquitetou e fez. 

Impossível calcular o número de crianças arrancadas dos braços maternos e depois trucidadas. Todos esses pequeninos se tornaram os "santos inocentes", cultuados e venerados pelo Povo de Deus. Eles tiveram seu sangue derramado em nome de Cristo, sem nem mesmo poderem "confessar" sua crença. 

Quem narrou para a história foi o apóstolo Mateus, em seu Evangelho. Os reis magos procuraram Herodes, perguntando onde poderiam encontrar o recém-nascido rei dos judeus para saudá-lo. O rei consultou, então, os sacerdotes e sábios do reino, obtendo a resposta de que ele teria nascido em Belém de Judá, Palestina. 

Herodes, fingindo apoiar os magos em sua missão, pediu-lhes que, depois de encontrarem o "tal rei dos judeus", voltassem e lhe dessem notícias confirmando o fato e o local onde poderia ser encontrado, pois "também queria adorá-lo". 

Claro que os reis do Oriente não traíram Jesus. Depois de visitá-lo na manjedoura, um anjo os visitou em sonho avisando que o Menino-Deus corria perigo de vida e que deveriam voltar para suas terras por outro caminho. O encontro com o rei Herodes devia ser evitado. 

Eles ouviram e obedeceram. Mas o tirano, ao perceber que havia sido enganado, decretou a morte de todos os meninos com menos de dois anos de idade nascidos na região. O decreto foi executado à risca pelos soldados do seu exército. 

A festa aos Santos Inocentes acontece desde o século IV. O culto foi confirmado pelo papa Pio V, agora santo, para marcar o cumprimento de uma das mais antigas profecias, revelada pelo profeta Jeremias: a de que "Raquel choraria a morte de seus filhos" quando o Messias chegasse. 

Esses pequeninos inocentes de tenra idade, de alma pura, escreveram a primeira página do álbum de ouro dos mártires cristãos e mereceram a glória eterna, segundo a promessa de Jesus. A Igreja preferiu indicar a festa dos Santos Inocentes para o dia 28 de dezembro por ser uma data próxima à Natividade de Jesus, uma vez que tudo aconteceu após a visita dos reis magos. A escolha foi proposital, pois quis que os Santinhos Inocentes alegrassem, com sua presença, a manjedoura do Menino Jesus.



Fonte: Paulinas

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Padre Pio e a Modéstia



“Vamos nos unir bem muito ao Coração Doloroso de nossa Mãe Celestial e refletir sobre a sua dor infinita e sobre quão preciosa é a nossa alma. “
(Padre Pio)

Pe. Pio insistiu na Modéstia
Padre Pio não toleraria vestidos curtos ou com decotes baixos, saias justas, e ele proibiu suas filhas espirituais de vestir meias-calças transparentes*. A cada ano a sua severidade aumentava. Ele teimosamente as mandava embora do seu confessionário, mesmo antes de pôr o pé dentro, se julgasse que elas estavam indevidamente vestidas. Em algumas manhãs, ele expulsou uma após a outra, até que ele acabou por ouvir muito poucas confissões. Seus irmãos observaram estes drásticos expurgos com certo mal-estar e decidiram pregar uma placa na porta da igreja:
“Por desejo explícito do Padre Pio, a mulher deve entrar no confessionário vestindo saias PELO MENOS 20 centímetros abaixo do joelho. É proibido emprestar um vestido longo na igreja para usá-los para a confissão.”
Evitemos o menor risco de ofender a Deus nesta área ou de ser uma ocasião de tentação para o nosso vizinho. Que as modas do mundo não sejam o modelo para o nosso vestuário, mas sim a Virgem Maria e os Santos. Vamos seguir os padrões de recato no vestuário, e recordar as palavras de Nossa Senhora a Beata Jacinta Marto de Fátima:
“Os pecados que mais levam almas para o inferno são os pecados da carne. Hão de vir muitas modas que hão de ofender muito a Nosso Senhor… As pessoas que servem a Deus não devem andar na moda. A Igreja não tem modas. Nosso Senhor é sempre o mesmo.”
Algumas vezes, quando o Padre Pio recusou-se a absolver seus penitentes e fechou a porta do pequeno confessionário em seus rostos, as pessoas iam censurá-lo perguntando por que ele agiu desta forma. “Vocês não sabem”, ele perguntou: “Que dor que custa-me fechar a porta a alguém? O Senhor tem me forçado a fazê-lo. Eu não chamo ninguém, nem recuso a ninguém também. Existe alguém que chama, e que as recusa. Eu sou Sua ferramenta inútil. “(1)
***
Citação de uma das cartas do Padre Pio: “Há, além disso, três virtudes que aperfeiçoam a pessoa devota no que diz respeito ao controle dos seus próprios sentidos. Estas são: a modéstia, a continência e a castidade. Em virtude da modéstia a pessoa devota governa todos os seus atos exteriores. Com razão, então, São Paulo recomendou esta virtude a todos e declarou como é necessária e como se isso não bastasse, ele considera que esta virtude deveria ser óbvia para todos. Pela continência a alma exercita a retenção de todos os sentidos: visão, tato, paladar, olfato e audição. Pela castidade, uma virtude que enobrece a nossa natureza e faz com que seja semelhante à dos Anjos, nós suprimimos a nossa sensualidade e a afastamos dos prazeres proibidos. Este é o retrato magnífico da perfeição cristã. Feliz aquele que possui todas estas belas virtudes, todas elas frutos do Espírito Santo que habita dentro dele. Essa alma não tem nada a temer e vai brilhar no mundo como o sol no céu. “(2)
***
Uma mulher que vendia calças em sua loja de varejo em Vancouver foi se confessar na Itália com Padre Pio e sua absolvição foi recusada…
“Ele ordenou que ela voltasse para casa no Canadá e se livrasse de todo seu estoque, e não desse qualquer um dos itens para as pessoas que poderiam usá-los, e se ela quisesse sua absolvição, poderia voltar a Itália e recebê-la, só depois que ela realizasse impiedosamente suas ordens”. (3)
***
O Santo Padre Pio deve ter tido uma forte consciência dos perigos da falta de modéstia para as nossas almas imortais, e dos perigos da tentação para o nosso próximo. “Que as modas do mundo não sejam o modelo para o nosso vestuário, mas sim a Virgem Maria e os Santos. A Canonização do Padre Pio nos dá a oportunidade para recordar a gravidade do Santo de San Giovanni Rotondo, que colocou este cartaz na porta de sua igreja“:
 ”A Igreja é a casa de Deus. É proibido para os homens entrar com os braços nus ou usando shorts. É proibido para as mulheres entrarem usando calças, sem um véu sobre sua cabeça, com roupas curtas, decotes baixos,  roupas sem mangas ou vestidos imodestos. “(4)
 (1) Dorothy Gaudiose, Prophet of the People, pp. 191-2.
(2) Padre Pio. Volume II – LettersCorrespondence with Raffaelina Cerase, Noblewoman (1914-1915).
(3) Anne McGinn Cillis, Arrivederci, Padre Pio, A Spiritual Daughter Remembers.
(4) Bishop Bernard Fellay. The Dignity of Women: The Misplaced Notions of Feminism.


Traduzido por Andrea Patrícia, do blog Maria Rosa

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Santa Cristiana - 15 de Dezembro


Santa Cristiana
A vida de Santa Cristiana é um grande testemunho de que nada é coincidência, mas tudo é providência. Os Georgianos consideram-na o instrumento providencial da sua conversão. 

Ela era uma escrava que vivia na Grécia nos princípios do século IV. Teria sido levada cativa para essa terra por guerreiros vitoriosos ou teria lá procurado voluntariamente asilo, fugindo da perseguição que se desencadeara na sua pátria? Ninguém sabia qual era sua verdadeira origem; só a conheciam pelo nome de Cristiana ou Nina (cristã). Era humilde e caridosa e fazia-se estimar.

Quando alguma criança caía doente nessas regiões, a mãe levava-a de porta em porta, a fim de consultar as vizinhas sobre os melhores remédios a aplicar. Um dia, foi ter com ela uma pobre mulher, levando nos braços um menino moribundo. Ao vê-lo, a santa, cuja memória a Igreja celebra hoje, disse: "Eu não posso fazer nada, mas Deus Todo-Poderoso pode restituir-lhe a saúde, se for essa a Sua vontade".Deitou o moribundo no seu próprio catre, cobriu-o com o seu cilício, orou a Deus em nome de Cristo e, a seguir, restituiu à mãe o filho curado.

A fama desse milagre chegou aos ouvidos da rainha da Geórgia, que estava prestes a morrer de uma doença desconhecida. Pediu ela que lhe chamassem Nina, mas esta, cuja inocência já tinha corrido muitos perigos, respondeu: "O meu lugar não é em palácio". Foi então a rainha ter com a escrava e recuperou a saúde. Tanto ela como o rei Mirian quiseram recompensá-la com ricos presentes, mas Cristiana os recusou dizendo: "A única coisa que me faria feliz seria ver-vos abraçar a religião cristã". Mirian levou muito tempo a tomar essa decisão, mas um dia, correndo grave perigo numa caçada às feras, prometeu que, se escapasse ileso, se tornaria cristão. Sabe-se efetivamente que, cerca do ano de 325, ele pediu a Constantino que lhe enviasse missionários. O Imperador enviou-lhe o Bispo Pedro e o Sacerdote Jacob, que batizaram "todos os habitantes da sua capital", lançando assim os fundamentos do Cristianismo nesse país. 


Santa Cristiana, rogai por nós!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

São João da Cruz


14 de Dezembro
O santo deste dia é conhecido como "doutor místico": São João da Cruz. Nasceu em Fontiveros, na Espanha, em 1542. Seus pais, Gonçalo e Catarina, eram pobres tecelões. Gonçalo morreu cedo e a viúva teve de passar por dificuldades enormes para sustentar os três filhos: Francisco, João e Luís, sendo que este último morreu quando ainda era criança. Como João de Yepes (era este o seu nome de batismo) mostrou-se inclinado para os estudos, a mãe o enviou para o Colégio da Doutrina. Em 1551, os padres jesuítas fundaram um colégio em Medina (centro comercial de Castela). Nele, esse grande santo estudou Ciências Humanas. 


Com 21 anos, sentiu o chamado à vida religiosa e entrou na Ordem Carmelita, na qual pediu o hábito. Nos tempos livres, gostava de visitar os doentes nos hospitais, servindo-os como enfermeiro. Ocasião em que passou a ser chamado de João de Santa Maria. Devido ao talento e à virtude, rapidamente foi destinado para o colégio de Santo André, pertencente à Ordem, em Salamanca, ao lado da famosa Universidade. Ali estudou Artes e Teologia. Foi nesse colégio nomeado de "prefeito dos estudantes", o que indica o seu bom aproveitamento e a estima que os demais tinham por ele. Em 1567 foi ordenado sacerdote.

Desejando uma disciplina mais rígida, São João da Cruz quase saiu da Ordem para ir ingressar na Ordem dos Cartuxos, mas, felizmente, encontrou-se com a reformadora dos Carmelos, Santa Teresa D'Ávila, a qual havia recebido autorização para a reforma dos conventos masculinos. João, empenhado na reforma, conheceu o sofrimento, as perseguições e tantas outras resistências. Chegou a ficar nove meses preso num convento em Toledo, até que conseguiu fugir. Dessa forma, o santo espanhol transformou, em Deus e por Deus, todas as cruzes num meio de santificação para si e para os irmãos. Três coisas pediu e acabou recebendo de Deus: primeiro: força para trabalhar e sofrer muito; segundo: não sair deste mundo como superior de uma comunidade; e terceiro: morrer desprezado e escarnecido pelos homens. 

Pregador, místico, escritor e poeta, esse grande santo da Igreja faleceu após uma penosíssima enfermidade, em 1591, com 49 anos de idade. Foi canonizado no ano de 1726 e, em 1926, o Papa Pio XI o declarou Doutor da Igreja. Escreveu obras bem conhecidas como:Subida do Monte Carmelo; Noite escura da alma (estas duas fazem parte de um todo, que ficou inacabado); Cântico espiritual e Chama viva de amor. No decurso delas, o itinerário que a alma percorre é claro e certeiro. Negação e purificação das suas desordens sob todos os aspectos. 

São João da Cruz é o Doutor Místico por antonomásia, da Igreja, o representante principal da sua mística no mundo, a figura mais ilustre da cultura espanhola e uma das principais da cultura universal. Foi adotado como Patrono da Rádio, pois, quando pregava, a sua voz chegava muito longe.

São João da Cruz, rogai por nós!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Milagres de JP2 seriam suficientes para a sua canonização


Vários supostos milagres do beato papa João Paulo II (foto) já chegaram ao conhecimento do postulador de sua causa de canonização, Slawomir Oder, que disse que espera conhecer a documentação completa para começar o processo que o leve à santidade.
“Posso dizer que até o momento recebi numerosos testemunhos muito significativos (de supostos milagres) e estou à espera de toda a documentação para fazer um estudo sério e ver a oportunidade de iniciar o novo processo de canonização”, disse o sacerdote polonês a “Radio Vaticano”.
Oder ressaltou que a proclamação de Karol Wojtyla como santo está nas mãos de Deus, mas que ele pode garantir que as “graças obtidas” (supostos milagres) por intercessão do primeiro papa polonês da história desde que foi beatificado “são muitíssimas”.
Um desses supostos milagres beneficiou, segundo a imprensa italiana, a mexicana Sara Guadalupe Fuentes García, que se curou de maneira inexplicável de um câncer maligno de garganta. A mulher rezava permanentemente a João Paulo II e a cura aconteceu quando relíquias do papa polonês percorriam o México no último mês de setembro.


sábado, 12 de novembro de 2011

A santidade para Madre Teresa de Calcutá

Madre Teresa de Calcutá possui esta belíssima e profunda reflexão sobre a santidade:
As pessoas dizem um monte de coisas inteligentes, grandiosas, belas, maravilhosas, enquanto eu digo coisas aparentemente bobas, coisas que até crianças podem compreender. E, no entanto, as pessoas são infladas por estas palavras, porque conseguem compreendê-las e torná-las suas, pois a santidade não é um luxo para poucos escolhidos.
A santidade é um dever para todos, para vós e para mim. Mas o que é a santidade? A santidade é aceitar  a vontade de Deus com um grande sorriso…Nisso ela se resume.
Aceitar a vontade de Deus, aceitá-lo quando surge em nossa vida, aceitar que tome de nós o que quiser, aceitar que nos use como quiser…sem nos consutar. Mas, infelizmente, queremos ser consultados!
A santidade é deixar que Ele nos use, que se sirva de nós, nos faça em pedaços, nos esvazie completamente de nós mesmos.”
Sábias palavras de Madre Teresa!! A santidade não é  um privilégio de poucos…os santos foram também pecadores como nós, que um dia souberam  aceitar a vontade de Deus com alegria, mesmo nos momentos de provações e perseguições.
O Papa Bento XVI, baseando-se em São João da Cruz afirmou:
A santidade não é uma obra nossa, muito difícil, mas é exatamente essa “abertura”: abrir as janelas da nossa alma para que a luz de Deus possa entrar, não esquecer de Deus, porque exatamente na abertura à sua luz se encontra a força, se encontra a alegria dos remidos. Peçamos ao Senhor para que nos ajude a encontrar essa santidade, deixemo-nos amar por Deus, que é a vocação de nós todos e a verdadeira redenção”.
Assim, podemos dizer que a santidade está nesse “esvaziar-se de nós mesmos”, e na abertura do nosso coração à Deus. A santidade está na simplicidade de quem mantém um coração de criança, como nos disse Jesus: “Deixai as crianças virem a mim. Não as impeçais, porque a pessoas assim é que pertence o Reino de Deus.”
Salve Maria!!
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