segunda-feira, 9 de julho de 2012

Santa Paulina


Celebramos hoje a festa de Santa Paulina(1865-1942), cujos restos mortais se encontram na Capela Sagrada Família, na Avenida Nazaré.
Santa Paulina foi beatificada pelo Papa João Paulo II aos 18 de outubro de 1991, em Florianópolis, SC, e canonizada pelo mesmo Papa em 19 de maio de 2002, na cidade de Roma, Itália.
Olhando para a vida e a obra de Santa Paulina, seja em Santa Catarina ou em São Paulo, verificamos as singelas manifestações de sua resposta de conduta moral ao dom da santidade que Deus lhe oferecera no batismo: amor a Jesus Cristo e a Nossa Senhora; sentido de pertença à Igreja e obediência aos bispos; serviço desinteressado aos doentes, órfãos, empobrecidos e idosos; cultivo da virtude da humildade em grau máximo.
Em Santa Paulina houve um sólido equilíbrio entre as dimensões vertical e horizontal da fé, entre relação com Deus e vida de fraternidade. A conjunção destes elementos, do divino e do humano, permitiu-lhe uma configuração heróica com a vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus encarnado para a salvação dos homens, do mundo e da história. Nela a fé floresceu vicejante e produziu frutos de qualidade e em abundância.
Vivemos tempos de crise da fé que animou a vida de Santa Paulina. O Papa Bento XVI conclama o Povo de Deus a fazer um ano da fé, a começar em outubro de 2012 e encerrar em novembro de 2013, um período para acolher, fundamentar, professar e transmitir o dom da fé derramado em nossos corações pelo Divino Espírito Santo.
Em nossos dias, o revigoramento da vida da fé no Povo de Deus, com as devidas repercussões no mundo e na história, passa pela recuperação da simplicidade da vida de fé, tal como encontramos em Santa Paulina. Ao longo do tempo, a título de explicitação e enriquecimento, muitos elementos foram acrescidos à vida de fé, tornando-a demasiadamente complexa e pesada para os fiéis.
Na sociedade, vivemos o tempo da objetividade, do funcional, da linguagem direta e das indicações precisas. Estas são também exigências humanas atuais para a vida e a linguagem da fé, que precisaria ser menos prolixa e mais direta, menos conceitual e mais existencial, menos pastoralista e mais pastoral, valorizando a vida ordinária iluminada pelos valores oriundos da fé em Jesus Cristo.
Em Santa Paulina, a vida de fé é complexa sem ser complicada, é simples sem ser simplória, é teológica sem ser ideológica, é divina sem deixar de ser humana, é cristológica e mariana sem deixar de ser moral, é fundada na Palavra de Deus sem esquecer os sinais dos tempos.
Para acolher, conhecer, viver, aprofundar, professar e transmitir a nossa fé, a vida dos santos nos ajuda, pois são exemplos vivos de pessoas que viveram da e na fé. Olhemos nesta semana para Santa Paulina, e deixemos que ela nos ajude com seu exemplo e intercessão a sermos firmes e fortes na fé, deixando que ela, a fé, nos rejuvenesça sempre.

Santa Paulina, rogai por nós!

sábado, 7 de julho de 2012

Novena a Nossa Senhora do Carmo


No dia 16 de julho, celebramos, a memória de Nossa Senhora do Carmo e hoje, dia 7,  damos início a novena.
Peçamos a Nossa Senhora do Carmo a graça da santificação de toda Administração Apostólica e a graça da nossa perseverança na Fé!


Oração preparatória
Deus Eterno e todo-poderoso, Padre, Filho e Espírito Santo, postrado em vossa misericórdia pelos méritos de vossa Filha predileta, Mãe soberana e Esposa Santíssima, a exelsa Virgem Maria do Monte Carmelo, maternal protetora de todos os nessecitados na vida, na morte e no purgatório. Ouvi-me, Senhor, nesta novena que a Ela consagro, e concedei-me o viver e morrer em vossa graça, para vos contemplar e bendizer eternamente na sua gloriosa companhia. Amém.

Primeiro Dia

Oh! Maria, Virgem Mãe Imaculada, Rainha do Carmelo, que fostes contemplada pelo Profeta Elias na nuvenzinha que subia do mar, depois transformada em chuva copiosa, derramai sobre toda a humanidade as graças de vosso Coração Imaculado e convertei aos pobres pecadores.
Ave-Maria.
Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós.

Segundo Dia

Rainha e Mãe do Carmelo, Virgem Mãe Imaculada, que durante séculos fostes honrada em vossa Maternidade Divina no Monte Carmelo pelo Profeta Elias e seus sucessores - os Filhos dos Profetas - fazei reinar em nossas famílias essa mesma entranhada devoção que torne cada vez mais presente em nossos lares os vosso Divino Filho Jesus que nos guarde, para a vida eterna.
Ave-Maria.
Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós.

Terceiro Dia

Oh! Maria Imaculada, Virgem Santíssima do Carmo, que visitastes vossos Filhos Carmelitas no Monte Carmelo, consolando-os, dando-lhes graças abundantes, visitai também as nossas almas, ajudando-nos a fugir do pecado e a praticar com amor as obras de misericórdia.
Ave-Maria.
Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós.

Quarto Dia

Maria, Virgem imaculada, Rainha do Carmelo, lembrai-vos que vossos Filhos Carmelitas do Monte Carmelo após o Pentecostes abraçaram o Evangelho e o anunciaram por toda parte, ensinado também todos a Vos conhecerem e amarem; e no Monte Carmelo Vos consagraram o primeiro templo do mundo em vossa honra. Dai-nos muitos missionários, que por toda parte vos façam conhecer, para a dilatação do Reino de Jesus.
Ave-Maria.
Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós. 

Quinto Dia 

Maria, Rainha e Mãe dos Carmelitas, que lhes destes como penhor da salvação o Santo Escapulário, nós vos agradecemos e Vos suplicamos a graça de viver na fidelidade à Lei de Deus para que em nossa morte possamos contar com a vossa presença e ir ao céu contemplar-Vos eternamente.
Ave-Maria.
Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós.

Sexto Dia

Maria, Virgem Mãe Imaculada, Rainha do Carmelo, que tendes concedido as mais extraordinárias graças através de vosso Santo Escapulário, ajudai-me a trazê-lo dignamente, conservando a pureza de coração e de costumes, repelindo tudo o que possa magoar o vosso olhar puríssimo.
Ave-Maria.
Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós.

Sétimo Dia

Rainha e Mãe do Carmelo, que fizestes grandes milagres através do Santo Escapulário, cobri o mundo com o esplendor de Vosso Imaculado Coração para que seja enfraquecido o reino do mal e do pecado, e todos os povos se aproximem de Vós para imitar vossa pureza e caridade.
Ave-Maria.
Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós.

Oitavo Dia

Maria, Virgem - Mãe Imaculada Rainha do Carmelo, que sempre concedestes as maiores graças aos Carmelitas, enviai-nos muitas vocações sacerdotais, religiosas e para o Carmelo Secular, para que o vosso Nome seja sempre mais glorificado, para a glória de vosso Filho Jesus Cristo.
Ave-Maria.
Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós.

Nono Dia

Maria, Rainha e Mãe do Carmelo, que velais pela Santa Igreja com maternal amor, abençoai o Santo Padre, o nosso Bispo, os sacerdotes, os religiosos e todo o povo cristão. Abençoai a cada um de nós que desejamos vossa proteção agora e na hora de nossa morte.
Ave-Maria.
Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós.

Oração para todos os dias

Nossa Senhora do Carmo que deixastes o Santo Escapulário como sinal do Vosso amor e proteção
Sois reconhecida como assistência na vida e consoladora amável na hora da morte, eu, vosso filho e devoto, pronto a Vos servir, disposto a Vos amar, me apresento a Vós e nesta Novena faço o meu pedido (Peça a Graça que você necessita)
Nossa Senhora do Carmo, nunca se ouviu dizer que alguém necessitado, tendo recorrido a Vós, tenha ficado desamparado
Com confiança, Mãe do Escapulário, intercedei junto ao Vosso filho Jesus Cristo, por mim, por aqueles por quem devo rezar sempre e por aqueles que se confiam às minhas orações
(3 Ave-Marias)
Mãe amável, sede-nos propícia e rogai por nós a Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Santa Maria Goretti

A Igreja, neste dia, celebra a virgem e mártir que encantou e continua enriquecendo os cristãos com seu testemunho de "sim" a Deus e "não" ao pecado. Nascida em Corinaldo, centro da Itália, era de família pobre, numerosa e camponesa, mas muito temente a Deus.

Com a morte do pai, Maria Goretti, com os seus, foram morar num local perto de Roma, sob o mesmo teto de uma família composta por um pai viúvo e dois filhos, sendo um deles Alexandre. Aconteceu que este jovem por várias vezes tentou seduzir Goretti, que ficava em casa para cuidar dos irmãozinhos. E por ser uma menina temente a Deus, sua resposta era cheia de maturidade: "Não, não, Deus não quer; é pecado!"

Santa Maria Goretti, certa vez, estava em casa e em oração, por isso quando o jovem, que era de maior estatura e idade, tentou novamente seduzi-la, Goretti resistiu com mais um grande não. A resposta de Alexandre foram 14 facadas, enquanto da parte de Goretti, percebemos a santidade, na confidência à sua mãe: "Sim, o perdôo... Lá no céu, rogarei para que ele se arrependa... Quero que ele esteja junto comigo na glória eterna".

O martírio desta adolescente, de apenas 12 anos, foi a causa da conversão do jovem assassino, que depois de sair da cadeia esteve com as 400 mil pessoas, na Praça de São Pedro, na ocasião da canonização dessa santa, e ao lado da mãe dela, que o perdoou também.

Santa Maria Goretti manteve-se pura e santa por causa do seu amor a Deus, por isso na glória reina com Cristo intercedendo por nós.

Santa Maria Goretti, rogai por nós!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Santo Antônio Maria Zaccaria


O santo de hoje foi um grande apaixonado por Jesus Eucarístico e pela Virgem Maria, por isso, santificado e "santificador" de muitos. Antônio Maria, nasceu em Cremona, no norte da Itália em 1502 e, ao perder o pai muito cedo teve de sua mãe o grande gesto de amor que consistiu em dedicar-se somente para sua educação, tanto assim que, com apenas 22 anos, já era médico.

Ele fazia de sua profissão um apostolado, por isso não cuidava só do corpo, mas também da alma dos seus pacientes que eram tratados como irmãos deste médico corajoso, pois viviam em um ambiente impregnado pelo humanismo sem Deus.

Chamado por Cristo, ampliou seu apostolado ao ser ordenado sacerdote e, desta forma, pôde testemunhar Jesus e a unidade da Igreja num tempo em que as ciências de fundo pagão, a decadência das ordens religiosas, do clero, pediam não uma Reforma Protestante, mas sim uma santidade transformadora.

Fundador dos Clérigos Regulares de São Paulo e, com a ajuda de uma condessa, da Congregação das Angélicas de São Paulo, Antônio viveu, comunicou vida num dos períodos mais difíceis da Igreja de Cristo. Depois de muito propagar a devoção a Jesus Eucarístico, por ter trabalhado demais, veio com 37 anos "dormir" nos braços de sua mãe terrestre e acordar nos braços de sua Mãe Celeste.


Santo Antônio Maria Zaccaria, rogai por nós!

terça-feira, 3 de julho de 2012

A grandeza do Sangue de Cristo


Preciosíssimo Sangue de Jesus
A Igreja dedica o mês de julho à devoção do preciosíssimo Sangue de Cristo, derramado pelo perdão dos nossos pecados. Depois de meditar longamente sobre o Coração misericordioso de Jesus, no mês de junho, a mãe Igreja deseja que veneremos profundamente o precisosíssimo Sangue do Senhor.
Os judeus celebravam diariamente o “holocausto perpétuo”, dois cordeirinhos sem defeito eram imolados às seis horas da manhã e às seis da tarde, afim de que o sangue do cordeiro oferecido a Deus obtivesse o perdão dos pecados do povo naquele dia. Esse cordeiro era apenas um sinal, uma prefiguração do verdadeiro Cordeiro que seria imolado na Cruz.
São João Batista o apresentou ao mundo dizendo: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29). Sem o Sangue desse Cordeiro não há salvação. O Sangue precioso de Cristo foi prefigurado também naquele sangue do cordeiro pascal que os judeus colocaram nos umbrais das portas de suas casas, no dia da Páscoa, na saída do Egito, para que o anjo exterminador nenhum mal fizesse ao primogênito daquela casa. É sinal do Sangue do Cristo que nos protege de todos os males do corpo e da alma.
A devoção ao preciosíssimo Sangue de Jesus sempre esteve presente na Igreja desde o início e sempre aumentou através de solenidades, orações, escritos dos papas, e  uma  Ladainha para  pedir a Deus perdão dos pecados e afastar de nós os males do corpo e da alma.
São Gaspar de Búfalo propagou fortemente esta devoção, tendo a  aprovação da Santa Sé; por isso, é chamado de o “Apóstolo do Preciosíssimo Sangue”. O Papa Bento XIV (1740-1748) ordenou a missa e o ofício em honra ao Sangue de Jesus, que foi estendida à Igreja Universal por decreto do Papa Pio IX (1846-1878). O santo foi o fundador da Congregação dos Missionários do Preciosíssimo Sangue – CPPS, em 1815. Nasceu em Roma aos 06 de Janeiro de 1786.
O Papa João XXIII (1958-1963) escreveu a Carta Apostólica “Inde a Primis”, sobre o preciosíssimo Sangue de Cristo, a fim de promover o seu culto, o que foi lembrado pelo Papa João Paulo II em sua Carta Apostólica “Angelus Domini”, onde repetiu o que João XXIII disse sobre o valor infinito do Sangue de Cristo, do qual “uma só gota pode salvar o mundo inteiro de qualquer culpa”.
O Sangue de Cristo representa a Sua Vida humana e divina, de valor infinito, oferecida à Justiça divina para o perdão dos pecados de todos os homens de todos os tempos e lugares. Quem for batizado e crer, como disse Jesus, será salvo (Mc 16,16) pelo Sangue de Cristo.
“Isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados” (Mt 26, 28).
Em cada Santa Missa a Igreja renova, presentifica, atualiza e eterniza este Sacrifício expiatório pela Redenção da humanidade. Em média, a cada quatro segundos essa oferta divina sobe ao Céu em todo o mundo.
O Catecismo da Igreja ensina que: “Nenhum homem, ainda que o mais santo, tinha condições de tomar sobre si os pecados de todos os homens e de oferecer-se em sacrifício por todos” (§616); para isso era preciso um sacrifício humano, mas de valor infinito. Só Deus poderia oferecer este sacrifício; então, o Verbo divino, dignou-se assumir a nossa natureza humana, para oferecer a Deus um sacrifício de valor infinito. A majestade de Deus é infinita; e foi ofendida pelos pecados dos homens. Logo, só um sacrifício de valor infinito poderia restabelecer a paz entre a humanidade e Deus.
São Pedro ensina que fomos resgatados pelo Sangue do Cordeiro de Deus mediante “a aspersão do seu sangue” (1Pe 1, 2). “Porque vós sabeis que não é por bens perecíveis, como a prata e o ouro, que tendes sido resgatados da vossa vã maneira de viver, recebida por tradição de vossos pais, mas pelo precioso Sangue de Cristo, o Cordeiro imaculado e sem defeito algum, aquele que foi predestinado antes da criação do mundo.” (1Pe 1,19).
Assim, o Sangue do Senhor nos libertou do pecado, da morte eterna e da escravidão do demônio. São Paulo diz: “Portanto, muito mais agora, que estamos justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Rm 5,9). Por seu Sangue Cristo nos reconciliou com Deus: “ por seu intermédio reconciliou consigo todas as criaturas, por intermédio daquele que, ao preço do próprio sangue na cruz, restabeleceu a paz a tudo quanto existe na terra e nos céus” (Cl 1,20).
Com o seu Sangue Cristo nos resgatou, nos comprou, nos fez um povo Seu: “Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastorear a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o seu próprio sangue”(At 20,29). “Por esse motivo, irmãos, temos ampla confiança de poder entrar no santuário eterno, em virtude do sangue de Jesus” (Hb 10,19).
“Cantavam um cântico novo, dizendo: Tu és digno de receber o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste imolado e resgataste para Deus, ao preço de teu sangue, homens de toda tribo, língua, povo e raça; (Ap 5,9)
Hoje esse Sangue redentor de Cristo está à nossa disposição de muitas maneiras. Em primeiro lugar pela fé; somos justificados por esse Sangue ensina S. Paulo: “Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Portanto, muito mais agora, que estamos justificados pelo seu Sangue, seremos por ele salvos da ira” (Rm 5, 8-9). “Nesse Filho, pelo seu sangue, temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça” (Ef 1,7).
Este Sangue redentor está à nossa disposição também no Sacramento da Confissão; pelo ministério da Igreja e dos sacerdotes o Cristo nos perdoa dos pecados e lava a nossa alma com o seu precioso Sangue. Infelizmente muitos católicos ainda não entenderam a profundidade deste Sacramento e fogem dele por falta de fé ou de humildade. O Sangue de Cristo perdoa os nossos pecados na Confissão e cura as nossas enfermidades espirituais e psicológicas.
Este Sangue está presente na Eucaristia: Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus. “O cálice de bênção, que benzemos, não é a comunhão do sangue de Cristo? E o pão, que partimos, não é a comunhão do corpo de Cristo?.. Do mesmo modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de mim. Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor ” (1 Cor 10,16-27).
Na Comunhão podemos ser lavados e inebriados pelo Sangue redentor do Cordeiro sem mancha que veio tirar o pecado de nossa alma. Mas é preciso parar para adorá-lo no Seu Corpo dado a nós. Infelizmente muitos ainda comungam mal, com pressa, sem Ação de Graças, sem permitir que o Sangue Real e divino lave a alma pecadora e doente.
“Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (Jo 6,53-56).
É pela força do sangue de Cristo que os santos e os mártires deram testemunho de sua fé e chegaram ao céu: “Meu Senhor, tu o sabes. E ele me disse: Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap 7,14).“Estes venceram-no por causa do sangue do Cordeiro e de seu eloqüente testemunho. Desprezaram a vida até aceitar a morte” (Ap 12, 11).
É pelo Sangue derramado que Ele venceu e se tornou Rei e Senhor:
“Está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome é Verbo de Deus… Um nome está escrito sobre o seu manto: Rei dos reis e Senhor dos Senhores”(Ap 19,13-16).
 
Fonte: Felipe Aquino

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Visitação de Nossa Senhora

Sabemos que Nossa Senhora foi visitada pelo Arcanjo Gabriel com esta mensagem de amor, com esta proposta de fazer dela a mãe do nosso Salvador. E ela aceitou. E aceitar Jesus é estar aberto a aceitar o outro. O anjo também comunicou a ela que sua parenta - Santa Isabel - já estava grávida. Aí encontramos o testemunho da Santíssima Virgem - no Evangelho de São Lucas no capitulo 1, - quando depois de andar cerca de 100 km ela encontrou-se com Isabel.

Nesta festa, também vamos descobrindo a raiz da nossa devoção a Maria. Ela cantou o Magnificat, glorificando a Deus. Em certa altura ela reconheceu sua pequenez, e a razão pela qual devemos ter essa devoção, que passa de século a século.

“Porque olhou para sua pobre serva, por isso, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações.” (Lucas 1,48)

A Palavra de Deus nos convida a proclamarmos bem-aventurada aquela que, por aceitar Jesus, também se abriu à necessidade do outro. É impossível dizer que se ama a Deus, se não se ama o outro. A visitação de Maria a sua prima nos convoca a essa caridade ativa. A essa fé que se opera pelo amor. Amor que o outro tanto precisa.

Quem será que precisa de nós?

Peçamos a Virgem Maria que interceda por nós junto a Jesus, para que sejamos cada vez mais sensíveis à dor do outro. Mas que a nossa sensibilidade não fique no sentimentalismo, mas se concretize através da caridade.

Virgem Maria, Mãe da visitação, rogai por nós!

domingo, 1 de julho de 2012

Devemos pedir a Deus o dom da fé, ensina Bento XVI

 O que devemos pedir com insistência é uma fé sempre mais sólida

ROMA, domingo, 1 de julho de 2012 - Publicamos a seguir as palavras do Santo Padre Bento XVI dirigidas hoje aos fiéis peregrinos reunidos na Praça de São Pedro antes da oração do Ângelus.

Queridos irmãos e irmãs,
Neste domingo, o evangelista Marcos nos apresenta a narração de duas curas milagrosas que Jesus realiza em favor de duas mulheres: a filha de um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo, e uma mulher que sofria de hemorragia (cf. Mc 5 0,21-43). São dois episódios que têm dois níveis de interpretação; o puramente físico: Jesus se inclina sobre o sofrimento humano e cura o corpo; e aquele espiritual: Jesus veio para curar o coração do homem, para dar a salvação e pede a fé Nele.
No primeiro episódio, de fato, com a notícia de que a filha de Jairo morreu, Jesus diz ao chefe da Sinagoga: "Não temas, somente tenha fé! (v. 36), vão juntos para onde estava a criança e exclama: "Menina, eu te digo: Levanta-te!" (v. 41). E ela se levantou e começou a andar. São Jerônimo comenta estas palavras, enfatizando o poder salvador de Jesus: "Menina, levanta-te por mim: não por mérito teu, mas pela minha graça. Levanta-te portanto por mim: o fato de ser curada não depende das tuas forças” (Homilias sobre o Evangelho de Marcos, 3). O segundo episódio, o da mulher que sofria de hemorragias, re-enfatiza como Jesus veio para libertar o ser humano em sua totalidade. De fato, o milagre acontece em duas fases: primeiro acontece a cura física, mas esta está intimamente ligada à cura mais profunda, aquela que doa a graça de Deus a quem se abre à Ele com fé. Jesus diz à mulher: "Filha, a tua fé te salvou. Vai em paz e seja curada da tua doença" (Mc 5,34).
Essas duas histórias de cura são para nós um convite para vencermos uma visão puramente horizontal e materialista da vida. Pedimos para Deus muitas curas dos problemas, das necessidades concretas, e está bem, mas o que devemos pedir com insistência é uma fé sempre mais sólida, para que o Senhor renove a nossa vida, e uma firme confiança no seu amor, na sua providência que não nos abandona.
Jesus, que está atento ao sofrimento humano nos faz pensar também em todos aqueles que ajudam os doentes a levarem as suas cruzes, especialmente os médicos, os profissionais da saúde e todos aqueles que prestam assistência pastoral nas caras de cura. Eles são "reservas de amor", que transmitem serenidade e esperança aos que sofrem. Na Encíclica Deus Caritas Est, observei que, neste precioso serviço, é necessário antes de mais nada a competência profissional -  é um requisito primário, fundamental – mas sozinha não é suficiente. Trata-se, de fato, de seres humanos, que têm necessidade de humanidade e de atenção do coração. “Por isso, além da preparação profissional, tais profissionais precisam também, e acima de tudo, da “formação do coração”: é necessário levá-los àquele encontro com Deus em Cristo que suscite neles o amor e abra o seu coração ao outro” (n. 31).
Pedimos à Virgem Maria para acompanhar o nosso caminho de fé e o nosso compromisso de amor concreto especialmente para aqueles que estão precisando, enquanto invocamos a sua materna intercessão pelos nossos irmãos que vivem um sofrimento no corpo e no espírito.

Depois do Ângelus o Santo Padre dirigiu essas palavras em português:
Saúdo cordialmente os fiéis brasileiros de Umuarama e Paranavaí e demais peregrinos de língua portuguesa, sobre cujos passos e compromissos cristãos imploro, pela intercessão da Virgem Mãe, as maiores bênçãos divinas. Deixai Cristo tomar posse da vossa vida, para serdes cada vez mais vida e presença de Cristo! Ide com Deus.

 Fonte: (ZENIT.org)
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