sexta-feira, 19 de julho de 2013

Indulgências pela JMJ Rio 2013

Pelas indulgências, os fiéis podem obter remissão das penas temporais

O que é exatamente “indulgência”? Indulgência consiste na remissão concedida pela autoridade eclesiástica (e válida diante de Deus) da pena temporal devido ao pecado já perdoado. A indulgência é dada pela autoridade da Igreja em virtude do poder de ligar [ao céu] e desligar dado por Jesus a Pedro e aos apóstolos. A Igreja age, ao conceder indulgências, no poder espiritual com a missão dada a ela por Cristo e na inspiração do Espírito como "dispensadora da redenção", operada pelo Crucificado. Quando nos arrependemos e confessamos, o Senhor Deus – por meio da Igreja – nos perdoa (cancela) a culpa (e assim a pena eterna). Todavia, todo pecado acarreta uma série de efeitos negativos (para si e para outros) que precisam ser reparados (penas temporais). Para isto existem, nesta vida, a oração, a penitência e a esmola (Mt 6,1-18), uma conversão ardorosa, o martírio e também as indulgências. Na outra vida, existe o purgatório. É, pois, uma graça divina!

Nesse sentido, em vista deste tempo forte de peregrinação que vive a nossa Arquidiocese, o Penitenticário-mor, Sua Eminência Manuel, Cardeal Monteiro de Castro, através do Prot. N. 478/13/I, de 2 de Julho de 2013, transmitiu ao Eminentíssimo Senhor Cardeal Stanislaw Rylko, Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, a cópia do Decreto de Indulgências concedidas pelo Santo Padre Francisco, preparada pela Penitenciária Apostólica em língua latina e italiana, na qual vêm concedidas especiais indulgências por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, na nossa cidade do Rio de Janeiro, de 22 a 29 do corrente mês de julho, durante o Ano da Fé.

O Santo Padre Francisco, desejando que os jovens, em união com os fins espirituais do Ano da Fé, convocado pelo Papa Emérito Bento XVI, possam obter os frutos esperados de santificação da “XXVIII Jornada Mundial da Juventude, que se celebrará de 22 a 29 do próximo mês de julho, no Rio de Janeiro, e que terá por tema: “Ide e fazei discípulos por todas as nações (cfr Mt 28, 19)”, estabeleceu que todos os jovens e todos os fiéis devidamente preparados pudessem usufruir do dom das indulgências como determinado.

Indulgência Plenária para os fiéis presentes na Jornada é concedida, uma vez por dia, mediante as seguintes condições: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração segundo as intenções do Sumo Pontífice, e ainda aplicável a modo de sufrágio pelas almas dos fiéis defuntos, pelos fiéis verdadeiramente arrependidos e contritos que devotamente participem dos ritos sagrados e exercícios de piedade que terão lugar no Rio de Janeiro.
Indulgência Plenária para os fiéis legitimamente impedidos de participar da Jornada, mas que a acompanhem pelo rádio ou pela televisão: há uma concessão importante de indulgências para todos os fiéis legitimamente impedidos, que poderão obtê-la desde que, cumprindo as comuns condições espirituais, sacramentais e de oração com o propósito de filial submissão ao Romano Pontífice, participem espiritualmente das sagradas funções nos dias determinados; desde que sigam estes ritos e exercícios piedosos enquanto se desenrolam, pela televisão e rádio, ou sempre que com a devida devoção pelos novos meios de comunicação social.

Indulgência Parcial para todos: concede-se a Indulgência Parcial aos fiéis, onde quer que se encontrem durante o mencionado encontro, sempre que, pelo menos com alma contrita, elevem fervorosamente orações a Deus, concluindo com a oração oficial da Jornada Mundial da Juventude e devotas invocações à Santa Virgem Maria, Rainha do Brasil, sob o título de “Nossa Senhora da Conceição Aparecida”, bem como aos outros patronos e intercessores do mesmo encontro, de modo a que estimulem os jovens a se fortalecerem na fé e a caminharem na santidade.
Como professamos no Credo - “Creio na comunhão dos santos” -, existe um admirável laço entre Cristo e todos os filhos de Deus, à semelhança da unidade que se dá entre a “videira” e os “ramos” (Jo 15,1ss; cf. 1Cor 12,27; 1,9; 10,17; Ef 1,20-23; 4,4). Podemos, pois, também oferecer as indulgências na intenção daqueles que já partiram desse mundo (cf. Código de Direito Canônico, cân. 994). O Senhor realizará aquilo que for de acordo com sua vontade e bondade.

Como o fiel pode obter a indulgência? Fazendo aquilo que a Igreja indica.  Primeiramente, no campo da ação exterior: confissão sacramental, comunhão Eucarística, oração pelo Papa Francisco – ao menos 1 Pai Nosso e 1 Ave Maria – e a obra prescrita. Em segundo lugar, e com o mesmo espírito que a anima, de disposição interior: aversão ao pecado, não estar excomungado, desejo de obter a graça. Existem inúmeras obras de piedade, algumas orações como o Creio, Salve Rainha etc., a visita ao SSmo. Sacramento, às basílicas romanas, ao cemitério, a bênção Papal, ensinar a doutrina cristã e ouvir pregações, participar de Congresso Eucarístico, Sínodo, do ensino das Constituições do Concílio Vaticano II e, em nosso caso, neste tempo favorável, participar da JMJ-Rio2013, enriquecidas pela Igreja com especiais indulgências.

Para que estas maravilhas espirituais sejam operadas é necessário que todos os sacerdotes de nossa Arquidiocese estejam dispostos, com horários pré-marcados ou nos locais de catequeses e confissões, durante os dias 22 a 29 deste mês, para o atendimento das confissões auriculares em conformidade com o que determina o Decreto das Indulgências: "Para que os fiéis possam mais facilmente participar destes dons celestes, os sacerdotes, legitimamente aprovados para ouvir confissões sacramentais, com ânimo pronto e generoso se prestem a acolhê-las e proponham aos fiéis orações públicas pelo bom êxito desta “Jornada Mundial da Juventude”.

Lembramos que os fiéis poderão lucrar as indulgências plenárias e parciais em conformidade com o Decreto, que tem validade somente para o período de celebração da JMJ-Rio2013. É um dom a mais para os participantes desses momentos de oração, adoração, celebração e piedade.

Que todos os fiéis vivam, intensamente, a JMJ-Rio2013 e obtenham todas as graças anexas a este tempo santo. Pelas indulgências, os fiéis podem obter para si mesmos e também para as almas do Purgatório, a remissão das penas temporais, sequelas dos pecados, para viver a virtude da santidade, abrindo seus corações para o Redentor, fiel ao lema que viveremos nestes dias: “Ide e fazei discípulos por todas as nações (cfr Mt 28, 19)”.

Dom Orani João Tempesta

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)

quinta-feira, 18 de julho de 2013

O que acontecerá na JMJ?

É a vez de o Brasil acolher jovens do mundo inteiro

Em 1984, foi celebrado, na Praça São Pedro, Vaticano, o Encontro Internacional da Juventude com o Papa João Paulo II por ocasião do Ano Santo da Redenção. Na ocasião, o Papa entregou aos jovens a cruz que se tornaria um dos principais símbolos da Jornada Mundial da Juventude, conhecida como a Cruz da Jornada. O ano de 1985, foi declarado o Ano Internacional da Juventude pelas Nações Unidas. Em março daquele ano, houve outro encontro internacional de jovens no Vaticano e, no mesmo ano, o Papa anunciou a instituição da Jornada Mundial da Juventude, que todos os anos acontece em âmbito diocesano, celebrada no Domingo de Ramos e com intervalos que podem variar entre dois e três anos, são feitos os grandes encontros internacionais. A XXVIII Jornada Mundial da Juventude será realizada de 23 a 28 de julho de 2013, na cidade do Rio de Janeiro, com o tema “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19).

É a vez de o Brasil acolher jovens do mundo inteiro. Não teríamos figura mais expressiva do que a do Cristo Redentor, de braços abertos, para expressar a hospitalidade da fé que acolhe representantes da Igreja inteira. É um fenômeno de partilha e generosidade. A Arquidiocese do Rio de Janeiro primou nos imensos esforços para preparar a JMJ a ser celebrada como um grande evento missionário. Junto com a Igreja do Rio de Janeiro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB -, as autoridades de todos os níveis e muitas outras forças da sociedade se mobilizaram para realizar a Jornada. É o espetáculo da unidade! Sairão pelo nosso país e pelo mundo afora jovens e adultos, feitos discípulos de Cristo pelo batismo, enviados como missionários para espalhar a Boa Nova do Evangelho, contribuindo na formação de outros tantos discípulos em todas as nações da terra. É a festa da missão!

Por que ir ao Rio de Janeiro na Jornada Mundial da Juventude? Ninguém se esforça e se sacrifica tanto por meses e anos em vista do nada! Há algo que atrai, ou mais ainda, há alguém que atrai irresistivelmente, de modo que mesmo os que não poderão viajar estarão unidos pelos meios de comunicação. A força de convocação vem da presença de Jesus Cristo, o Senhor! Sim, a multidão reunida na Jornada criará as condições para uma presença muito especial do Senhor, onde dois ou mais se reúnem em seu nome (Cf. Mt 18,20). E ali serão milhões de pessoas! Uma só voz, um só coração, uma alma em torno do Senhor. De fato, já São Paulo afirmava sobre a Igreja: "Há um só corpo e um só Espírito, como também é uma só a esperança à qual fostes chamados. Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, acima de todos, no meio de todos e em todos (Ef 4, 4-6). Ninguém será estranho, mas todos irmãos e irmãs.

O que acontecerá na Jornada? Pregação do Evangelho, anúncio do Querigma, catequeses conduzidas pelos bispos, muita oração, partilha, espetáculos, a Missa Diária, Via-sacra, a grande vigília, o envio. redo, proclamamos a fé na comunhão dos santos. A Jornada Mundial da Juventude escolheu como patronos companhias ilustres para acompanhar seus participantes. Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Mãe do povo brasileiro, está em primeiro lugar. Depois, também escolhidos como patronos, estão São Sebastião, soldado e mártir da fé, Santo Antônio de Santana Galvão, arauto da paz e da caridade, Santa Teresinha do Menino Jesus, Padroeira das Missões e o Beato João Paulo II, amigo dos jovens. Cresce a galeria dos que rezam pela Jornada com os intercessores escolhidos: Santa Rosa de Lima, Fiel à Vontade de Deus, Padroeira da América Latina; Beato Pier Giorgio Frassati, o jovem de amor ardente aos Pobres e à Igreja; Beata Chiara Luce Badano, jovem de nosso tempo, totalmente entregue a Jesus; Beato Frederico Ozanam, servidor dos mais pobres e fundador das Conferências Vicentinas; Beato Atílio Daronch, Amigo de Cristo, acólito brasileiro; Santa Teresa de Los Andes, contemplativa de Cristo, que aos dezessete anos entrava no Carmelo; Beato José de Anchieta, Apóstolo do Brasil; Beato Isidoro Bakanja, jovem africano, Mártir do Escapulário; Beata Irmã Dulce dos Pobres, embaixadora da Caridade; São Jorge, Mártir e Combatente contra o Mal; Beata Laura Vicuña, chilena, Mártir da Pureza; Santo André Kim e seus companheiros, Mártires da Evangelização; Beata Albertina Berbenbrock, jovem brasileira, Mártir da Castidade e dos valores evangélicos. A Igreja inteira, com a companhia de santos e beatos de todos os continentes! Que eles roguem por nós e por nossos jovens!

Companhia ilustre, cuja palavra, exemplo e missão têm atraído o mundo inteiro, chega ao Brasil nosso hóspede esperado, o Papa Francisco. Estaremos "dependurados" em sua voz profética, conhecendo a importância de sua primeira visita internacional, desde o início de seu pontificado. Bendito o que vem em nome do Senhor! Junto com o Papa, o episcopado brasileiro e de tantas partes do mundo, sacerdotes, religiosos e religiosas, pessoas consagradas a Deus e de todo o povo, um só coração, unidos pela certeza de que o Senhor tem muito a nos falar. Durante a Jornada, vai repetir-se o maravilhoso encontro de raças, línguas e nações, juntas para aprender a língua da caridade. Desejamos que o Rio de Janeiro e o Brasil sejam inundados com a grande torrente que brota do coração de Cristo. Sonhamos juntos com este rio, iluminados pela profecia de Ezequiel (Ez 47, 5-12). 

Queremos caminhar à margem do rio e ver muitas árvores de vida nova, cujas folhas não caiam e sirvam de remédio, e seus frutos não terminem. Que fiquem saneadas as regiões de águas e corações estagnados. Que haja vida, alimento e restauração aonde quer que chegue este rio. Afinal de contas, trata-se da promessa do Senhor: "No último e mais importante dia da festa, Jesus, de pé, exclamou: “Se alguém tem sede, venha a mim, e beba quem crê em mim” – conforme diz a Escritura: “Do seu interior correrão rios de água viva” (Jo 7, 37).

FONTE: CN

terça-feira, 16 de julho de 2013

Nossa Senhora do Carmo

Ao olharmos para a história da Igreja encontramos uma linda página marcada pelos homens de Deus, mas também pela dor, fervor e amor à Virgem Mãe de Deus: é a história da Ordem dos Carmelitas, da qual testemunha o cardeal Piazza: “O Carmo existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua história, na sua vida de lutas e de triunfos, na sua vida interior e espiritual”.
Carmelo (em hebraico, “carmo” significa vinha; e “elo” significa senhor; portanto, “Vinha do Senhor”): este nome nos aponta para a famosa montanha que fica na Palestina, donde o profeta Elias e o sucessor Elizeu fizeram história com Deus e com Nossa Senhora, que foi pré-figurada pelo primeiro numa pequena nuvem (cf. I Rs 18,20-45). Estes profetas foram “participantes” da Obra Carmelita, que só vingou devido à intervenção de Maria, pois a parte dos monges do Carmelo que sobreviveram (século XII) da perseguição dos muçulmanos, chegaram fugidos na Europa e elegeram São Simão Stock como seu superior geral; este, por sua vez, estava no dia 16 de julho intercedendo com o Terço, quando Nossa Senhora apareceu com um escapulário na mão e disse-lhe: “Recebe, meu filho, este escapulário da tua Ordem, que será o penhor do privilégio que eu alcancei para ti e para todos os filhos do Carmo. Todo o que morrer com este escapulário será preservado do fogo eterno”.
Vários Papas promoveram o uso do escapulário e Pio XII chegou a escrever: “Devemos colocar em primeiro lugar a devoção do escapulário de Nossa Senhora do Carmo – e ainda – escapulário não é ‘carta-branca’ para pecar; é uma ‘lembrança’ para viver de maneira cristã, e assim, alcançar a graça duma boa morte”. Neste dia de Nossa Senhora do Carmo, não há como não falar da história dos Carmelitas e do escapulário, pois onde estão os filhos aí está a amorosa Mãe.
Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

domingo, 14 de julho de 2013

Papa confia JMJ à Nossa Senhora Aparecida

Francisco pediu que Nossa Senhora Aparecida guie os passos de todos os que seguem para a JMJ

Neste domingo, 14, Papa Francisco deslocou-se do Vaticano para Castel Gandolfo para rezar o Angelus com os fiéis da pequena cidade.  Ele refletiu sobre a parábola do bom samaritano e aproveitou para colocar à intercessão de Nossa Senhora Aparecida a Jornada Mundial da Juventude, para a qual muitos jovens já se dirigem.

Eu partirei em oito dias, mas muitos jovens irão ao Brasil antes. Rezemos então por esta grande peregrinação que começa, para que Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, guie os passos dos participantes e abra os seus corações para acolher a missão que Cristo dará a eles”, disse.
Refletindo sobre o Evangelho do dia, o Papa concentrou-se sobre a parábola do Bom Samaritano. Esta narra a história de alguém que seguia para Jericó e teve compaixão de um homem quase morto que encontrou pelo caminho.

Colocando o samaritano como protagonista da parábola, Francisco disse que Jesus quis mostrar que o coração daquele samaritano era bom e generoso e que ele coloca em prática a vontade de Deus, que quer sempre a misericórdia. “O samaritano faz exatamente isto: imita a misericórdia de Deus, a misericórdia para com aqueles que têm necessidade”.
E como exemplo dessa vivência, o Santo Padre citou São Camilo de Lélis, padroeiro dos doentes e dos profissionais de saúde. Ele saudou todos os filhos e filhas espirituais do santo, exortando-os a serem bom samaritanos como foi São Camilo.
Esta foi a primeira vez que Francisco rezou o Angelus em Castel Gandolfo e a segunda vez que ele foi à pequena cidade como Pontífice. A primeira vez foi no histórico encontro com o Papa Emérito Bento XVI no dia 23 de março, dez dias após sua eleição como Bispo de Roma.
Fonte: CN

sábado, 13 de julho de 2013

25 minutos – A vida de Chiara Luce Badano

Livro sobre intercessora da Jornada Mundial da Juventude, que trata do sentido da vida, terá 500 mil exemplares distribuídos no evento.
O livro
Um evento de alcance mundial mobiliza todo o Brasil: a Jornada Mundial da Juventude, organizada pela Igreja Católica. Entre os “intercessores” deste acontecimento (espécie de patrono) está a jovem italiana Chiara Luce Badano, falecida em 1990 e proclamada beata em 2010. Por que a escolha de Chiara Luce?
Em princípio, trata-se de uma garota como todas: nasceu e viveu na província dos anos 1970-1980, foi à escola, jogou tênis com as amigas, curtia Bruce Spring, divertiu-se… Até que, aos 18 anos, teve diagnosticado um câncer que, em pouco tempo, lhe ceifou a vida. E aquilo que, para ela, poderia ter sido o fim da linha, foi na verdade uma etapa vivida em máxima intensidade.
Sua atitude transtornava quem a conheceu, e continua transtornando. Passados mais de 20 anos de sua morte, ela fascina jovens do mundo inteiro. A Igreja Católica reconhece-a como um exemplo de realização. Como assim?
Foi a pergunta que se fez o irmão de sua melhor amiga, Franz Coriasco, jornalista agnóstico que a conheceu pessoalmente. Ele constata que os anos finais de Chiara Luce não foram improvisados, mas amadurecidos ao longo de sua infância-adolescência-juventude. O que há, pois, de tão especial em Chiara Luce?
Coriasco conta a sua observação em 25 minutos: a vida luminosa de Chiara Luce Badano (edição brasileira da Editora Cidade Nova, com tradução de Irami B. Silva) e tenta desvendar o mistério de sua vida, confrontando a fé e os valores da jovem com as próprias dúvidas e incertezas.
Um livro sobre o sentido da vida, do sofrimento inocente. E, sobretudo, sobre a possibilidade de realização numa vida absolutamente normal, mas com um “tempero especial”.
lançamento
O livro será lançado na Jornada Mundial da Juventude, em julho, contando com a presença do Autor, que acompanhará também os pais de Chiara Luce Badano.
A Fundação Ajuda à Igreja que sofre distribuirá 500 mil exemplares do livro aos jovens que participarão da Jornada.
O autor
Franz Coriasco é crítico musical, compositor, escritor e autor teatral italiano. Articulistas de várias revistas, foi também autor e coordenador artístico de grandes eventos da TV italiana. Conheceu pessoalmente Chiara Luce, sendo o irmão da sua amiga mais intima.
Site oficial de Chiara Luce Badano: www.chiaraluce.org

quinta-feira, 11 de julho de 2013

11 de julho: Dia Mundial de Oração pela JMJ Rio2013


Fiéis de todo o mundo se unem em oração pela JMJ Rio2013
O Dia Mundial de Oração contará ainda, para os que desejarem, com um pequeno roteiro, com passagem bíblica, mensagem do Papa Francisco, algumas preces especiais e música.
Para o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, esta ocasião é especialmente propícia para a unidade de oração entre os fiéis e, ao mesmo tempo, traz a certeza de que nesta época de tantas mudanças é preciso a consciência de que há uma grande missão a se cumprir.
“Estamos convidados a viver um dia de oração na intenção da JMJ Rio 2013. O Brasil se unirá em prece pedindo para que esse evento desencadeie em toda a nossa terra uma nova realidade de jovens que sejam protagonistas de um mundo novo. Jovens que trazem em seu coração os valores do Evangelho e não se deixam desanimar pelas dificuldades, porque foram modelados na obediência ao Senhor e dão testemunho de tempos novos”.
Para o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Eduardo Pinheiro, esta oportunidade,”coincidentemente, acontece num contexto brasileiro de manifestação de muitos sonhos juvenis de dignidade, de felicidade, de justiça, de solidariedade, de paz, de um mundo melhor” e isso deve ser uma motivação a mais:
“Sejamos criativos e endossemos esta iniciativa do ‘Dia de Oração pela Jornada Mundial da Juventude Rio2013′. Reconhecendo as grandes maravilhas operadas por Deus neste tempo de preparação, pedimos a Ele o sucesso no desenvolvimento de tudo aquilo que já foi carinhosamente preparado, a não realização do que for contrário a sua vontade, a nossa abertura de espírito a sua comunicação de amor, os bons frutos que farão parte da nova história de todos nós”, orientou.
O Dia Mundial de Oração não foi uma iniciativa isolada do Comitê Organizador da JMJ. Desde o dia 23 de junho, jovens do mundo todo estão unidos em uma corrente de oração através da rede social May Feelings, onde é possível acompanhar as orações simultâneas vindas de diversos países.
Somado a isso, muitos jovens brasileiros manifestaram o desejo de estabelecer um dia para orar na intenção do encontro internacional com o Papa, como por exemplo, os Jovens Conectados da CNBB, que apresentaram uma proposta concreta da ideia. O COL acolheu a proposta.
“É muito importante que cada um se coloque diante de Deus para pedir proteção, força e auxílio da Graça para nos ajudar nesse grande evento que chega”, explicou padre Leandro Lenin, responsável pelo setor Preparação Pastoral.
Fonte: TamuJunto

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Peregrinar: o verdadeiro espírito da Jornada


A dimensão da “peregrinação” faz parte do espírito da JMJ. Eis que estamos às portas, e jovens do mundo inteiro estarão acorrendo ao “Santuário Mundial da Juventude” para o encontro com Cristo juntamente com o primeiro peregrino, o sucessor do Apóstolo Pedro, o Papa Francisco, em sua primeira viagem apostólica.
Os jovens não virão à nossa cidade como turistas, mas sim como peregrinos que buscam um encontro amoroso com Cristo Ressuscitado. Este é o espírito da Jornada. Por isso a acolhida simples, a caminhada para o “Campus Fidei”, o tempo de oração e reflexão.
Todas as vezes que nós vamos peregrinar devemos nos preparar espiritualmente. Precisamos fazer um exame de consciência completo de nossa vida cristã, de nossa pertença às comunidades e de nossa adesão ao Evangelho. Eu mesmo recordei a todos os voluntários e famílias acolhedoras para que vivessem o tempo de espera em oração, confissão e penitência para crescerem na fé. Somos chamados a nos arrepender de nossos pecados, procurando deixar de lado tudo aquilo que nos afasta de Deus e da Santa Igreja. A nossa unidade fará a diferença nesse momento tão importante de nossa caminhada. Também os que residem na Cidade Maravilhosa podem ter o espírito de peregrino acolhendo os irmãos na fé. Como eu sigo Jesus Cristo? Como eu vivo o Evangelho? Esta deve ser a nossa preocupação fundamental nesse itinerário espiritual tanto para os que chegam como para os que acolhem os jovens aqui no “Santuário Mundial da Juventude”.
Todo ser humano é por natureza um peregrino. Esta característica exprime-se, quer na viagem existencial de cada pessoa, quer nas múltiplas viagens que ela realiza pelas estradas da vida. Um dos motivos para a essa viagem é a fé. O homem põe-se a caminho, à procura de Deus ou atraído para o encontro com Ele: “Tu atraíste-nos para Ti, Senhor, e inflamaste os nossos corações”. Quando o peregrino parte movido pela fé, animado pelo verdadeiro espírito religioso em resposta a um apelo e impulso divinos, então podemos dizer que ele faz uma “santa viagem”. Com esse ato, adora a Deus, põe-se à escuta da sua voz, acolhe o Evangelho, manifesta o seu amor e a sua fé para com Deus e cultiva a sua espiritualidade.
A peregrinação religiosa é uma constante na história da humanidade e da Igreja. É motivada pelo fascínio exercido pelos “lugares santos” ou pela esperança de dar passos em sua caminhada espiritual, ou mesmo para pedir ou agradecer situações existenciais. Frequentemente, o peregrino leva no coração a gratidão por alguma graça alcançada ou o desejo de cumprir determinada promessa que fez. Normalmente os santuários são a meta das peregrinações religiosas. Pelos acontecimentos e graças que neles se verificam, esses locais são memória viva da manifestação de Deus e das maravilhas que Ele ali realiza em favor dos seus fiéis. São também sinais da Sua proximidade e disponibilidade para com os homens, beneficiados com os dons espirituais que recebem; tornam-se igualmente lugares de esperança para alívio e consolação das tribulações e anseios humanos.
A peregrinação, enquanto ato religioso em direção a um lugar sagrado, constitui num memorial dos acontecimentos que nele se realizaram. Torna-se, com frequência, para muitos peregrinos, experiência da presença e ação de Deus junto dos que Nele confiam.
Por isso, quem vem ao Rio de Janeiro é um peregrino que quer se abrir ao Redentor, que do alto do Corcovado está de braços abertos conclamando os peregrinos a irem ao Seu Divino Encontro.
A narração evangélica da peregrinação da Sagrada Família de Nazaré ao templo de Jerusalém, permite-nos compreender o objetivo e a espiritualidade desta prática religiosa (Lc 2, 41-52). A missão dessa família era cumprir a lei de Deus, adorando-o no seu templo (cf. Ex 23,16; Dt 16,16). Todo aquele que se faz peregrino centra-se em Deus, procura escutar e obedecer a voz do Espírito que o guia nos seus caminhos e o faz entrar na comunhão com Deus. O fruto da peregrinação será o crescimento em sabedoria e graça diante de Deus e dos homens.
As peregrinações evocam nossa caminhada pela terra em direção ao céu. São tradicionalmente tempos fortes para renovar nossa oração. Os santuários são para os peregrinos, em busca de suas fontes vivas, lugares excepcionais para viver "como Igreja" as formas da oração cristã.
Ao virem como peregrinos ao Rio de Janeiro, a caminhada é para que o encontro com o Senhor os faça viver como discípulos à “luz da fé”, que os leva a retornar para suas casas como animados missionários: "Ide e fazei discípulos entre todas as nações!" (cf. Mt 28, 19). Fazer discípulos, chamar outros para a comunhão e o convívio com o Senhor é o tema mais querido do Evangelho de São Mateus. Esse mandato já está anunciado em todo o Evangelho e, na verdade, só faz discípulo quem já é discípulo, quem convive com o Senhor.
Neste tempo de “mudança de época”, em que nossa juventude assume o seu profetismo cristão nas manifestações pacíficas e com objetivos claros de cidadania, todos nós, como peregrinos, somos chamados a ser “protagonistas de um mundo novo”. Por isso mesmo, o peregrino discípulo-missionário pauta sua vida pela disponibilidade e fraternidade. Não procura levar vantagem em nada por se colocar a serviço e tampouco desanima com as dificuldades próprias de uma grande concentração. Ele, com isso, ganha a pertença ao Reino, a certeza do amor de Deus e de ser para os outros sinal cândido de misericórdia e de amor. O peregrino leva no seu coração e reparte com os outros a esperança de tempos novos. São frutos e dons que o mundo necessita muito e que cada um deverá levar para sua casa. Nos tempos de hoje, com as violências, guerras, corrupções, maldades, divisões, dependências e frustrações, o peregrino é sinal de que em Cristo Ressuscitado, a esperança tem seu fundamento.
Sejam todos muito bem-vindos! Desejo uma boa preparação para este espírito de peregrinação que a todos nós deve mover para ir ao encontro do Redentor!
† Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Fonte: Zenit
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