quinta-feira, 25 de julho de 2013

Fotos da Solene Missa Pontifical no Extraordinário Rito Romano na JMJ Rio2013

Nossa Administração Apostólica esteve presente na JMJ RIO2013
Na terça feira houve a Solene Missa Pontifical na forma extraordinária do Rito Romano celebrada pelo Dom Fernando Arêas Rifan na Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé.

Igreja TOMADA, sem ter espaço no corredor pra andar! De jovens! Viu-se o dia todo jovens realmente INTERESSADOS na missa tradicional. 








Coral de nosso Seminário da Imaculada Conceição

















Fotos: 
Juliana F. Ribeiro Lima

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Vim bater à porta da casa de Maria, diz Papa em Aparecida

A Missa do Papa Francisco, no Santuário Nacional de Aparecida, começou com um pequeno atraso, pois o Santo Padre escolheu passar com o papamóvel entre a multidão reunida na área externa da Basílica antes do momento de veneração à imagem de Nossa Senhora. Milhares de fiéis aguardaram a chegada do Papa durante toda a madrugada, mesmo com o frio e a chuva que chegou à cidade. Logo no início da Celebração, o Cardeal de Aparecida (SP), Dom Raymundo Damasceno de Assis, acolheu o Santo Padre em nome de todos os devotos de Nossa Senhora. “Esta Vossa visita pastoral ao Santuário da Padroeira do Brasil caracteriza-se como um ato de devoção a Nossa Senhora”.

                                                       Homilia do Papa Francisco 
                                                   Santuário Nacional de Aparecida
                                                   Quarta-feira, 24 de julho de 2013

Venerados irmãos no episcopado e no sacerdócio,
Queridos irmãos e irmãs!
Quanta alegria me dá vir à casa da Mãe de cada brasileiro, o Santuário de Nossa Senhora Aparecida. No dia seguinte à minha eleição como Bispo de Roma fui visitar a Basílica de Santa Maria Maior, para confiar a Nossa Senhora o meu ministério de Sucessor de Pedro. Hoje, eu quis vir aqui para suplicar à Maria, nossa Mãe, o bom êxito da Jornada Mundial da Juventude e colocar aos seus pés a vida do povo latinoamericano.
Queria dizer-lhes, primeiramente, uma coisa. Neste Santuário, seis anos atrás, quando aqui se realizou a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, pude dar-me conta pessoalmente de um fato belíssimo: ver como os Bispos – que trabalharam sobre o tema do encontro com Cristo, discipulado e missão – eram animados, acompanhados e, em certo sentido, inspirados pelos milhares de peregrinos que vinham diariamente confiar a sua vida a Nossa Senhora: aquela Conferência foi um grande momento de vida de Igreja. E, de fato, pode-se dizer que o Documento de Aparecida nasceu justamente deste encontro entre os trabalhos dos Pastores e a fé simples dos romeiros, sob a proteção maternal de Maria. A Igreja, quando busca Cristo, bate sempre à casa da Mãe e pede: “Mostrai-nos Jesus”. É de Maria que se aprende o verdadeiro discipulado. E, por isso, a Igreja sai em missão sempre na esteira de Maria.
Assim, de cara à Jornada Mundial da Juventude que me trouxe até o Brasil, também eu venho hoje bater à porta da casa de Maria, que amou e educou Jesus, para que ajude a todos nós, os Pastores do Povo de Deus, aos pais e aos educadores, a transmitir aos nossos jovens os valores que farão deles construtores de um País e de um mundo mais justo, solidário e fraterno. Para tal, gostaria de chamar à atenção para três simples posturas: Conservar a esperança; deixar-se surpreender por Deus; viver na alegria.
1. Conservar a esperança. A segunda leitura da Missa apresenta uma cena dramática: uma mulher – figura de Maria e da Igreja – sendo perseguida por um Dragão – o diabo – que quer lhe devorar o filho. A cena, porém, não é de morte, mas de vida, porque Deus intervém e coloca o filho a salvo (cfr. Ap 12,13a.15-16a). Quantas dificuldades na vida de cada um, no nosso povo, nas nossas comunidades, mas, por maiores que possam parecer, Deus nunca deixa que sejamos submergidos. Frente ao desânimo que poderia aparecer na vida, em quem trabalha na evangelização ou em quem se esforça por viver a fé como pai e mãe de família, quero dizer com força: Tenham sempre no coração esta certeza! Deus caminha a seu lado, nunca lhes deixa desamparados! Nunca percamos a esperança! Nunca deixemos que ela se apague nos nossos corações! O “dragão”, o mal, faz-se presente na nossa história, mas ele não é o mais forte. Deus é o mais forte, e Deus é a nossa esperança! É verdade que hoje, mais ou menos todas as pessoas, e também os nossos jovens, experimentam o fascínio de tantos ídolos que se colocam no lugar de Deus e parecem dar esperança: o dinheiro, o poder, o sucesso, o prazer. Frequentemente, uma sensação de solidão e de vazio entra no coração de muitos e conduz à busca de compensações, destes ídolos passageiros. Queridos irmãos e irmãs, sejamos luzeiros de esperança! Tenhamos uma visão positiva sobre a realidade. Encorajemos a generosidade que caracteriza os jovens, acompanhando-lhes no processo de se tornarem protagonistas da construção de um mundo melhor: eles são um motor potente para a Igreja e para a sociedade. Eles não precisam só de coisas, precisam sobretudo que lhes sejam propostos aqueles valores imateriais que são o coração espiritual de um povo, a memória de um povo. Neste Santuário, que faz parte da memória do Brasil, podemos quase que apalpá-los: espiritualidade, generosidade, solidariedade, perseverança, fraternidade, alegria; trata-se de valores que encontram a sua raiz mais profunda na fé cristã.
2. A segunda postura: Deixar-se surpreender por Deus. Quem é homem e mulher de esperança – a grande esperança que a fé nos dá – sabe que, mesmo em meio às dificuldades, Deus atua e nos surpreende. A história deste Santuário serve de exemplo: três pescadores, depois de um dia sem conseguir apanhar peixes, nas águas do Rio Parnaíba, encontram algo inesperado: uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Quem poderia imaginar que o lugar de uma pesca infrutífera, tornar-se-ia o lugar onde todos os brasileiros podem se sentir filhos de uma mesma Mãe? Deus sempre surpreende, como o vinho novo, no Evangelho que ouvimos. Deus sempre nos reserva o melhor. Mas pede que nos deixemos surpreender pelo seu amor, que acolhamos as suas surpresas. Confiemos em Deus! Longe d’Ele, o vinho da alegria, o vinho da esperança, se esgota. Se nos aproximamos d’Ele, se permanecemos com Ele, aquilo que parece água fria, aquilo que é dificuldade, aquilo que é pecado, se transforma em vinho novo de amizade com Ele.
3. A terceira postura: Viver na alegria. Queridos amigos, se caminhamos na esperança, deixando-nos surpreender pelo vinho novo que Jesus nos oferece, há alegria no nosso coração e não podemos deixar de ser testemunhas dessa alegria. O cristão é alegre, nunca está triste. Deus nos acompanha. Temos uma Mãe que sempre intercede pela vida dos seus filhos, por nós, como a rainha Ester na primeira leitura (cf. Est 5, 3). Jesus nos mostrou que a face de Deus é a de um Pai que nos ama. O pecado e a morte foram derrotados. O cristão não pode ser pessimista! Não pode ter uma cara de quem parece num constante estado de luto. Se estivermos verdadeiramente enamorados de Cristo e sentirmos o quanto Ele nos ama, o nosso coração se “incendiará” de tal alegria que contagiará quem estiver ao nosso lado. Como dizia Bento XVI: «O discípulo sabe que sem Cristo não há luz, não há esperança, não há amor, não há futuro” (Discurso inaugural da Conferência de Aparecida [13 de maio de 2007]: Insegnamenti III/1 [2007], 861).
Queridos amigos, viemos bater à porta da casa de Maria. Ela abriu-nos, fez-nos entrar e nos aponta o seu Filho. Agora Ela nos pede: «Fazei o que Ele vos disser» (Jo 2,5). Sim, Mãe nossa, nos comprometemos a fazer o que Jesus nos disser! E o faremos com esperança, confiantes nas surpresas de Deus e cheios de alegria. Assim seja.
Fonte: Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé


terça-feira, 23 de julho de 2013

“O mundo precisa de jovens como vocês”, diz Dom Orani na abertura da JMJ Rio2013

A Missa de abertura foi o primeiro Ato Central da Jornada e o único sem a presença do Papa Francisco

O Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, abriu oficialmente a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013 com a Santa Missa na Praia de Copacabana (RJ). Bispos e sacerdotes, do Brasil e de outras nacionalidades, também concelebraram.
Antes do início da Celebração, centenas de jovens com bandeiras representando as cores dos cinco continentes fizeram uma apresentação artística com o hino oficial da JMJ Rio2013 e o hino da jornada do ano 2000: Emanuel. Enquanto isso, a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora foram conduzidos por entre os jovens presentes na Praia de Copacabana até o Palco central. Os símbolos estarão presentes em todos os Atos Centrais da Jornada.
A orla estava repleta de jovens que agitavam as bandeiras de seus países. Franceses, italianos, colombianos, argentinos, americanos, paraguaios, poloneses, palestinos e muitos outros países enviaram seus representantes para o maior evento católico mundial.
“Esta cidade maravilhosa tornou-se ainda mais bela com a presença de vocês! Uma grande alegria nos invade: vocês estão aqui! Vieram de todos os lugares da Terra! Durante estes dias, aqui será a casa de todos vocês!”, destacou Dom Orani na homilia.
O arcebispo recordou que foi o Papa Bento XVI que escolheu o Brasil como sede da JMJ deste ano, após 26 anos da última jornada na América Latina, e providencialmente, ela se torna agora local da primeira viagem apostólica do Papa Francisco, o primeiro Papa latino-americano da história.
Dom Orani afirmou que nesta semana, o Rio de Janeiro se tornou “o centro da Igreja, viva e jovem” e atraiu para cá jovens de diferentes partes do mundo para partilhar “a fé e a alegria do discipulado”.
“Essa felicidade nos fortalece e nos convida a ir ao encontro dos demais jovens, a fazer-nos missionários em todas as nações. O melhor presente a darmos às outras pessoas é a presença de Cristo, que nos preenche e nos impulsiona a amar e a nos doar, sempre no diálogo fraterno”, destacou.
No contexto do Ano da Fé, Dom Orani disse que os jovens são chamados a viver profundamente a fé nesse “tempo plural e de tantos questionamentos”, nessa mudança de época, mas com o entusiasmo e a coerência de quem se deixa conduzir pela ação do Espírito Santo.
E reforçou que aos jovens que eles são o “presente esperançoso” para a sociedade que espera que sua “crise de valores” tenha uma solução. “São chamados a formar uma nova geração que vive a fé e a transmite para a geração seguinte. Somos convidados a uma experiência de fé e dela sair revigorados!”, disse.
“Somos chamados a ser protagonistas de um mundo novo. Tenho certeza de que vocês farão isso em suas cidades e seus países. O mundo necessita de jovens como vocês!”.
Por fim, o Arcebispo do Rio de Janeiro recordou que o Papa Francisco já “está entre nós” e se colocou com os fiéis nesta caminhada. “[Ele] nos indicará caminhos durante estes dias. Queridos jovens: não tenham medo de abrir os seus corações para Cristo!”.
Ao final da Celebração, o Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanisław Ryłko, saudou os jovens peregrinos que chegaram ao Rio de Janeiro para a JMJ.  Foi a esse dicastério do Vaticano que o Santo Padre confiou a organização das Jornadas Mundiais da Juventude.
Dom Rylko destacou que a JMJ no Rio de Janeiro é bem particular, pois após 26 anos o evento volta a acontecer na América Latina. Em 1987 foi realizada em Buenos Aires, na Argentina. Outra particularidade é porque esta jornada, “querida e preparada pelo Papa Bento XVI, será presidida pelo Papa Francisco, o primeiro Papa latino-americano… Realmente as vias do Senhor são imperscrutáveis”, ressaltou.
O cardeal recordou ainda que a jornada acontece aos pés do Cristo Redentor, o “verdadeiro protagonista deste evento”. “O seu coração bate, movido por um amor infinito por cada um de vós, e os seus braços abertos estão prontos a acolher todos vós! Durante esta JMJ, deixai-vos abraçar por Cristo!”.

E relembrando o tema da jornada “Ide e fazeis discípulos entre todas as nações!” (cf. Mt 28,19), o Cardeal afirmou: “Cristo precisa de vós, jovens! Precisa da vossa fé jovem, cheia de alegria e de entusiasmo missionário! Cristo conta com cada um de vós!”
Fonte: TamuJunto

Programação da Adm. Apostólica Pessoal São João Maria Vianney para JMJ

Forma Extraordinária oficialmente na Jornada Mundial da

 Juventude RIO2013

segunda-feira, 22 de julho de 2013

1º Discurso do Papa Francisco no Brasil JMJ Rio2013

Senhora Presidenta, 
Ilustres Autoridades, 
Irmãos e amigos!

   Quis Deus na sua amorosa providência que a primeira viagem internacional do meu Pontificado me consentisse voltar à amada América Latina, precisamente ao Brasil, nação que se gloria de seus sólidos laços com a Sé Apostólica e dos profundos sentimentos de fé e amizade que sempre a uniram de modo singular ao Sucessor de Pedro. Dou graças a Deus pela sua benignidade. 
    Aprendi que para ter acesso ao Povo Brasileiro, é preciso ingressar pelo portal do seu imenso coração; por isso permitam-me que nesta hora eu possa bater delicadamente a esta porta. Peço licença para entrar e transcorrer esta semana com vocês. Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo! Venho em seu Nome,para alimentar a chama de amor fraterno que arde em cada coração; e desejo que chegue a todos e a cada um a minha saudação: “A paz de Cristo esteja com vocês!”
   Saúdo com deferência a Senhora Presidenta e os ilustres membros do seu Governo. Obrigado pelo seu generoso acolhimento e por suas palavras que externaram a alegria dos brasileiros pela minha presença em sua Pátria. Cumprimento também o Senhor Governador deste Estado, que amavelmente nos recebe na Sede do Governo, e o Senhor Prefeito do Riomde Janeiro, bem como os Membros do Corpo Diplomático acreditado junto ao Governo Brasileiro, as demais Autoridades presentes e todos quantos se prodigalizaram para tornar realidade esta minha visita.
   Quero dirigir uma palavra de afeto aos meus irmãos no Episcopado, sobre quem pousa a tarefa de guiar o Rebanho de Deus neste imenso País, e às suas amadas Igrejas Particulares. Esta minha visita outra coisa não quer senão continuara missão pastoral própria do Bispo de Roma de confirmar os seus irmãos na Fé em Cristo, de animá-los a testemunhar as razões da Esperança que d’Ele vem e de incentivá-los a oferecer a todos as inesgotáveis riquezas do seu Amor.
   O motivo principal da minha presença no Brasil, como é sabido, transcende as suas fronteiras. Vim para a Jornada Mundial da Juventude. Vim para encontrar os jovens que vieram de todo o mundo, atraídos pelos braços abertos do Cristo Redentor. Eles querem agasalhar-se no seu abraço para, junto de seu Coração, ouvir de novo o seu potente e claro chamado: "Ide e fazei discípulos entre todas as nações".
   Estes jovens provêm dos diversos continentes, falam línguas diferentes, são portadores de variegadas culturas e,todavia, em Cristo encontram as respostas para suas mais altas e comuns aspirações e podem saciar a fome de verdade límpida e de amor autêntico que os irmanem para além de toda diversidade.
   Cristo abre espaço para eles, pois sabe que energia alguma pode ser mais potente que aquela que se desprende do coração dos jovens quando conquistados pela experiência da sua amizade. Cristo “bota fé” nos jovens e confia-lhes o futuro de sua própria causa: “Ide, fazei discípulos”. Ide para além das fronteiras do que é humanamente possível e criem um mundo de irmãos. Também os jovens “botam fé” em Cristo. Eles não têm medo de arriscar a única vida que possuem porque sabem que não serão desiludidos.
   Ao iniciar esta minha visita ao Brasil, tenho consciência de que, ao dirigir-me aos jovens, falarei às suas famílias,às suas comunidades eclesiais e nacionais de origem, às sociedades nas quais estão inseridos, aos homens e às mulheres dos quais, em grande medida, depende o futuro destas novas gerações.
   Os pais usam dizer por aqui: “os filhos são a menina dos nossos olhos”. Que bela expressão da sabedoria brasileira que aplica aos jovens a imagem da pupila dos olhos, janela pela qual entra a luz regalando-nos o milagre da visão! O que vai ser de nós, se não tomarmos conta dos nossos olhos? Como haveremos de seguir em frente? O meu auspício é que, nesta semana, cada um de nós se deixe interpelar por esta desafiadora pergunta.
   A juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo e, por isso, nos impõe grandes desafios. A nossa geração se demonstrará à altura da promessa contida em cada jovem quando souber abrir-lhe espaço; tutelar as condições materiais e imateriais para o seu pleno desenvolvimento; oferecer a ele fundamentos sólidos, sobre os quais construir a vida; garantir lhe segurança e educação para que se torne aquilo que ele pode ser; transmitir-lhe valores duradouros pelos quais a vida mereça ser vivida, assegurar-lhe um horizonte transcendente que responda à sede de felicidade autêntica, suscitando nele a criatividade do bem; entregar-lhe a herança de um mundo que corresponda à medida da vida humana; despertar nele as melhores potencialidades para que seja sujeito do próprio amanhã e corresponsável do destino de todos.
   Concluindo, peço a todos a delicadeza da atenção e, se possível, a necessária empatia para estabelecer um diálogo de amigos. Nesta hora, os braços do Papa se alargam para abraçar a inteira nação brasileira, na sua complexa riqueza humana, cultural e religiosa. Desde a Amazônia até os pampas, dos sertões até o Pantanal, dos vilarejos até as metrópoles,ninguém se sinta excluído do afeto do Papa. Depois de amanhã, se Deus quiser, tenho em mente recordar-lhes todos a Nossa Senhora Aparecida, invocando sua proteção materna sobre seus lares e famílias. Desde já a todos abençô-o. Obrigado pelo acolhimento!

Seja Bem Vindo Papa Francisco! Bendito o que vem em nome do Senhor!

Os jovens são o futuro, diz Papa durante voo rumo ao Rio

Papa falou aos jornalistas durante o voo rumo ao Rio de Janeiro para a Jornada Mundial da Juventude

Durante o voo rumo ao Rio de Janeiro, nesta segunda-feira, 22, o Papa Francisco saudou os jornalistas que o acompanham, um a um, recordando que nesta sua primeira viagem internacional quer encontrar os jovens no concreto do tecido social em que vivem. Portanto, jovens não isolados da vida em que vivem, porque quando nós isolamos os jovens – disse o Papa – nós fazemos uma injustiça.
Os jovens pertencem à uma família, uma pátria, uma cultura, uma fé, tem uma pertença, não devemos isolá-los, eles verdadeiramente são o futuro de um povo. Mas não somente eles. Eles são o futuro porque tem a força, são jovens, irão adiante, mas também os idosos, são o futuro de um povo. Um povo que vai em frente com ambos: com os jovens e com os idosos.
Penso – prosseguiu – que nós cometemos uma injustiça com os idosos: eles jamais deixaram de dar , a sabedoria deles, a sabedoria da história, a sabedoria da pátria, a sabedoria da família, e disto nós precisamos. E por isso digo que eu vou encontrar os jovens, mas no tecido social, principalmente, com os idosos. É verdade que a crise mundial não faz coisas boas com os jovens. Li na semana passada o percentual dos jovens sem trabalho: pensem que corremos o risco de ter uma geração que não teve trabalho, e do trabalho vem a dignidade da pessoa. Os jovens, neste momento, estão em crise. Nós – disse o Papa – estamos habituados a esta cultura do descartável: com os idosos se faz isso demasiadamente. Mas também agora com tantos jovens sem trabalho, também a eles chega a cultura do descartável. Devemos acabar com este hábito de descartar! Não! Cultura da inclusão, cultura do encontro, fazer um esforça para levar todos à sociedade! É este um pouco o sentido – disse Papa Francisco – que eu quero dar a esta visita aos jovens.
Enfim, o Papa agradeceu aos jornalistas pedindo lhes de ajudá-lo nesta viagem pelo bem da sociedade e o bem dos jovens, o bem dos idosos. E brincando com jornalistas concluiu: permaneço como o profeta Daniel, um pouco triste, porque vi que os leões não eram tão ferozes! Muito obrigado, muito obrigado. Um abraço a todos! Obrigado!

Os jovens são o futuro, não criamos uma geração sem trabalho: assim o papa no voo rumo ao Rio.
Fonte TamuJunto CN

domingo, 21 de julho de 2013

No Angelus, Papa pede orações por sua viagem ao Rio de Janeiro


Papa Francisco pediu, aos fiéis presentes no Vaticano, orações por sua viagem ao Brasil, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude

No Angelus deste domingo, 21, o Papa Francisco pediu aos fiéis reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano, que o acompanhem com as orações na viagem que fará a partir desta segunda-feira, 22, ao Rio de Janeiro.
O Santo Padre vem ao Brasil por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, que espera reunir mais de dois milhões de jovens na capital carioca.
Francisco desembarcará na cidade às 16h (hora local), na terça-feira terá um dia mais reservado à oração, na quarta visitará o Santuário de Aparecida e a partir de quinta-feira participará do encontro mundial no Rio de Janeiro. Na capital, seu primeiro evento público será a celebração da Missa de acolhida, na Praia de Copacabana, às 18h.
Dezenas de milhares de pessoas ouviram suas palavras neste domingo, e em meio a elas, o Papa viu uma faixa com os dizeres ‘Boa Viagem’, o que lhe deu a ocasião para pedir aos fiéis que o acompanhem ‘espiritualmente’ nesta Jornada.
Francisco disse ainda que no Rio e em todo o mundo esta será a ‘Semana da Juventude’ e convidou os jovens a questionar-se sobre o caminho que devem seguir em suas vidas.
“Todos os que estarão no Rio querem ouvir a voz de Jesus: Senhor, o que devo fazer de minha vida? Vocês, jovens presentes aqui na Praça, façam a mesma pergunta ao Senhor”.
Oração e serviço
Antes da oração mariana, o Papa Francisco falou aos fiéis a respeito do Capítulo 10 do Evangelho de São Lucas, que narra a hospitalidade oferecida pelas irmãs Marta e Maria a Jesus em Betânia.
As duas foram acolhedoras com o Senhor, mas tiveram atitudes diferentes: enquanto Maria, aos pés do Senhor, escutava a sua palavra, Marta estava ocupada com seus afazeres, agitada por muitas coisas, e foi repreendida por Jesus. Com doçura, ele lhe explicou que se alguém quer verdadeiramente segui-lo, é necessário que se torne seu discípulo, escutando-o. Do contrário, não poderá agir em conformidade com a sua palavra.
“As obras de serviço e caridade do cristão não devem jamais se separar da oração, da escuta da Palavra do Senhor, assim como o fez Maria, aos pés de Jesus, comportando-se como uma discípula. E por isso, Marta foi repreendida”.
O Papa explicou que servir e orar são dois comportamentos importantes, mas não contrapostos; devem ser vividos em unidade e harmonia.
“A oração que não gera uma ação concreta em ajuda de nossos irmãos pobres, doentes, carentes, que precisam de nós, é uma oração estéril e incompleta. Por outro lado, quando no serviço eclesial se presta mais atenção no ‘fazer’, dando mais importância às funções e estruturas, corre-se o risco de servir apenas a si mesmo e não a Deus, presente no irmão necessitado”.
Concluindo, o Papa citou São Bento, com o seu lema “ora et labora”, e lembrou que “é da contemplação, da relação da amizade que temos com o Senhor, que nasce em nós a capacidade de viver e de ter conosco o amor de Deus, sua misericórdia e ternura para com o próximo. E a consciência de que nossa atenção com o irmão carente e nosso trabalho de caridade nas obras de misericórdia nos aproximam do Senhor”.

No final do encontro, o Papa concedeu a sua bênção e desejou aos presentes “Bom domingo” e “Bom almoço”.

Fonte: TamuJunto
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