quinta-feira, 26 de maio de 2011

São Filipe Néri



São Filipe Néri
O "santo da alegria" nasceu em Florença, Itália, no ano de 1515.

Depois de ficar órfão, recebeu um convite de seu tio para que se dedicasse aos negócios. Mas, tendo vida de oração e discernimento, ele percebeu que Deus o chamava a um outro negócio: expressar com a vida a caridade de Cristo.

Néri foi estudar em Roma. Estudou Filosofia e Teologia, deixando-se conduzir e formar pelo Espírito Santo e, mesmo antes de ser padre, visitava os lugares mais pobres de Roma. Formou uma associação para cuidar dos doentes pobres.

São Filipe disse sim para a glória de Deus e iniciou a bela obra do Oratório do Divino Amor, dedicando-se aos jovens e testemunhando sua alegria. Vivia da Divina Providência, indo aos lares dos ricos pedir pelos pobres.

Homem de oração, penitência e adoração, São Filipe Néri partiu para o céu com 80 anos, deixando para nós esse testemunho: renunciar a si mesmo, tomar a cruz a cada dia e seguir Jesus é uma alegria.

São Filipe Néri, rogai por nós!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Por que não deve haver sexo antes do casamento?



Não há alguém melhor do que Deus, mais sábio, mais douto, mais santo e mais justo, e que nos ame mais do que Ele; logo, não pode haver leis melhores que as Dele. Uma delas é essa: não pecar contra a casti­dade. Quem vive a pureza é feliz.
                                   
Castidade é viver a vida sexual somente no casamen­to, pois só ali o sexo tem sentido pleno; é a manifestação de amor do casal e a gera­ção dos filhos amados. Fora do casamento (adultério) ou antes dele (fornicação), o sexo é uma desgraça, torna-se vazio e sem sentido.

A união íntima de um casal só tem sentido quando eles assumiram no amor um compromisso de vida para sempre, coloca­ram uma aliança nos dedos, o que signifi­ca que um pertence ao outro para sempre, diante de Deus e dos homens. Então, o ato sexual é o "selo" dessa união, da qual vão nascer os filhos de Deus.

O Papa João Paulo II disse no Brasil, em 1997, no Maracanã, que aqui, por causa do amor livre, há milhares de filhos órfãos de pais vivos. Que tristeza! O sexo fora do casamento pode trazer se­parações, brigas, doenças venéreas, gravidez indesejada, abortos provocados, etc. Deus é sábio, é Pai, nos ama; e a castidade é uma belíssima virtude que prepara os jovens para o casamento.

Um jovem que aprendeu a castidade enquanto solteiro será um côn­juge fiel ao outro porque aprendeu na luta, na oração, na vigilância dos sentidos vencer os mais baixos impulsos de nossas paixões. A castidade faz do jovem um forte, alguém que sabe se dominar. Diz o provérbio que mais vale aquele que domina a si mesmo do que aquele que conquista uma cidade. Por tudo isso a santa lei de Deus nos diz:

"Guarda-te, meu filho, de toda a fornicação: fora de tua mulher, não te autorizes jamais um comércio criminoso" (Tb 4,13). Mas o corpo não é para a fornicação, e sim para o Senhor, e o Senhor é para o corpo[ ... ] Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo?[ ... ] Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo.

Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo" (ICor 6, 13-20). "Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, liber­tinagem" (Gl 5,19). E diz: "Quanto à fornicação, à impureza, sob qualquer forma, ou à avareza, que disto nem se faça menção entre vós, como convém a santos" (Ef 5,3). Sejamos puros como os anjos.

Fonte: Prof. Felipe Aquino. Revista Canção Nova. p.17. Março/2011.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Vocação: um tesouro a que poucos dão valor.

Pe. Gaspar Pelegrini

Introdução

A vocação sacerdotal, por ser uma grande graça, pode ser comparada a um tesouro que Nosso Senhor concede aos que Ele mais ama.

Considerando o seu valor, podemos dizer que, depois da graça santificante, a vocação é o tesouro mais valioso, é o maior dom que Nosso Senhor concede às criaturas que Ele mais ama. E podemos provar a grandeza da vocação analisando três pontos:

1- O que é a vocação?
2- Quem dá a vocação?
3- Para que serve a vocação?

1- O que é a vocação?


É uma pergunta que muitos se fazem. Ouve-se dizer (ou melhor, ouvia-se dizer, pois hoje quase não se fala neste assunto) que tal jovem tem vocação. Mas o que vem a ser a vocação?

Bem, a palavra vocação vem do latim, e quer dizer chamado, apelo. Vocação sacerdotal é, pois, um chamado para ser padre. Portanto, quando dizemos que tal rapaz ou tal criança tem vocação, estamos dizendo que esse jovem ou esse menino está sendo chamado para o sacerdócio. Mas se ele está sendo chamado, alguém está chamando. Quem é que o chama para ser padre? Vamos, pois, ao segundo ponto.

2 - Quem dá a vocação?


É Deus, Nosso Senhor. Tal jovem será padre, não porque ele escolheu esta vocação, mas porque Deus o chamou. Jesus nos diz no Evangelho: "Não fostes vós que Me escolhestes, Eu que vos escolhi."

A vocação é, portanto, um chamado de Deus para o sacerdócio. É uma escolha de Deus. Mas, aparece outra pergunta: A quem Deus chama? A quem ele quer, a quem Ele mais ama. É um mistério do amor de Deus.De tudo o que dissemos, podemos formular a seguinte afirmação:

A vocação sacerdotal, ou o chamado de Deus para ser padre é um mistério do Amor de Deus, é um Dom do Coração de Jesus, é um tesouro, é algo precioso que Deus concede, não a todos, mas somente aos que Ele mais ama. Desprezar este dom de Deus seria desprezar o próprio Deus. Seria uma grande ingratidão.

3 - Para que serve a vocação?

Para que haja entre nós sacerdotes que celebrem a Santa Missa, que dá tanta glória a Deus e nos traz tantos benefícios; sacerdotes que batizem as crianças; sacerdotes que perdoem nossos pecados, pela confissão; sacerdotes que consigam de Deus todos os benefícios de que nós precisamos.

É pela vocação que vêm os padres. Portanto, se as vocações forem desprezadas, ficaremos sem padres. E ficando sem padres, ficaremos sem a Santa Missa, sem os sacramentos, sem tantos auxílios de Deus.

Com isto vemos a importância do padre, vemos porque Nosso Senhor sempre suscita vocações. Vemos também que só um louco poderia recusar este tesouro tão precioso como é a vocação sacerdotal.

Parece então que o mundo está cheio de loucos, pois são tão poucos os jovens que seguem o chamado de Nosso Senhor. Os jovens, ou não conhecem a vocação, ou não têm coragem de segui-la.

Que fazer, então?

Trabalhar para que haja vocações, para que os jovens conheçam a vocação e sejam generosos em segui-la.

E, como trabalhar?

Rezando, rezando muito. Ah! Não nos esqueçamos nunca de que Nosso Senhor condicionou o número de vocações às nossas orações.

À oração unamos a penitência, que é uma arma poderosa para conquistar o Coração de Jesus. Rezar e fazer sacrifícios é uma obrigação que se refere a todos os fiéis.Mas, para os jovens e as crianças, para que aumente o número de vocações, há ainda outra coisa a fazer, e uma coisa muito importante: os jovens e as crianças devem se examinar diante de Deus, devem procurar ver se estão ou não sendo chamados por Deus. E, para que possam fazer bem este exame, devem rezar muito, consultar um bom sacerdote, que os possa ajudar a conhecer melhor a Vontade de Deus. Os jovens devem repetir com freqüência aquelas palavras de São. Paulo: "Senhor, que quereis que eu faça?"

Se nós rezarmos e fizermos penitência, e se os jovens seguirem estes conselhos, as vocações se multiplicarão e, então, o chamado de Deus deixará de ser este tesouro tão desprezado e se tornará aquele tesouro que, quem o encontra, deixa tudo para possuí-lo.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Oração, exercício que fortifica a fé

Deus não é uma "ideia". Deus é uma pessoa com a qual nos encontramos. Ou melhor, são três pessoas com as quais nos encontramos: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Às vezes você tem que fazer força para ir a Santa Missa aos domingos, tem que fazer força para rezar e assim por diante. Mas, para a má notícia chegar até nós, não é preciso fazer força. Não é necessário qualquer esforço.
Não é preciso esforço para perder a própria fé. Basta que sejamos envolvidos por tantas más notícias: é o desemprego na nossa família, um parente que está muito doente, uma traição dentro do lar, enfim, tantas más notícias que nos atingem e machucam o nosso coração.

Você já fez a experiência de receber uma má notícia tão grande que você fica “sem chão”? Uma espada “transpassa a sua alma”, assim como Simeão disse a Maria. Veja: a nossa família é ferida por inúmeras más notícias e, para suportá-las, é preciso ter fé. Mas o que é ter fé?

Precisamos entender, em primeiro lugar, o que é ter fé. Eu vou trazer para você verdades que não se pode negar e, para isso, não é preciso que você acredite no padre Paulo.

Primeiro: o bem e o mal se apresentam em nossas vidas de formas diferentes. O mal faz barulho. Já para você “enxergar” o bem é preciso fazer um esforço. Um exemplo disso é a nossa saúde. Quando você está bem de saúde, você precisa parar para daí perceber que está bem de saúde. Não é verdade? Quando estamos bem de saúde, nem notamos isso! Mas quando ficamos doentes daí percebemos com facilidade. Os sintomas surgem. A doença, o mal, é fácil de ser notado em nossas vidas.

São Pio de Pietrelcina diz: “Às vezes Deus não dá as graças que pedimos a Ele porque somos ingratos. E Deus não quer que pequemos por ingratidão”. Ou seja, Deus nos dá a graça uma vez, duas vezes, três vezes, mas como você é um sujeito ingrato, que não reconhece os favores d'Ele em sua vida, então aquilo que você pediu não se concretiza mais. E por quê? Porque Ele não quer que você se perca. Ele não quer que você peque pela ingratidão.

Uma árvore que cai faz mais barulho do que uma floresta inteira que está crescendo. As coisas ruins sempre fazem barulho. Portanto, para crescer na fé, é necessário esforço para perceber as coisas boas. Nós somos cegos para o bem. Temos os "olhos grandes" para aquilo que é ruim. Mas, para as coisas boas, existe uma “escama” que cobre os nossos olhos. E daí pecamos pela ingratidão a Deus.

Precisamos ser realistas. E o realista não é um pessimista. O pessimista é aquele que vê as árvores e diz: “Mas um dia elas vão cair!”.O realista é aquele que vê a vida como ela é. E, na vida, o bem é sempre maior que o mal. No entanto, o bem é silencioso e o mal é clamoroso. O mal gosta de fazer barulho.

                                  "Se a família não olha para o céu, ela se destrói!"
                                               Foto: Clarissa Oliveira/CN

Segunda coisa para exercitar sua fé: por mais que o mundo esteja bom, você nunca se dá por satisfeito. Aos casados eu quero dizer algo importante: a maioria dos casais se casa pela razão errada. A maioria diz: “Eu quero casar para ser feliz!” Mas não é o seu marido, não é a sua esposa que vai te dar a plena felicidade. Só Deus pode te dar a plena felicidade. Você não pode negar isto: assim como dois mais dois é igual a quatro (e você não tem como negar esta verdade) eu peço a você, ao menos “cinco minutos de sinceridade”, mesmo que você faça uma “cena” e não concorde com o que eu estou dizendo, perceba que por mais que você conquiste coisas na vida, você nunca se dá por satisfeito. Há um vazio interior. Você namora, noiva e diz: “Quando eu me casar eu vou ser feliz!” Daí se casa e a felicidade não chega. Então você pensa: “Preciso de um filho, então eu serei feliz!” O filho vem e a felicidade não chega! Os anos passam e a gente começa a pensar: “A vida é só isso?” E então culpamos o marido, a esposa, pela nossa infelicidade. Mas não se trata de ficar culpando aos outros. A nossa alma permanecerá inquieta enquanto não repousar em Deus. Há uma prova cabal de que este mundo é até “bonzinho”, mas jamais poderá nos preencher de felicidade. Só em Deus encontramos a plena felicidade.

Imagine você indo almoçar na casa de alguém e, logo no início, é oferecido a você um monte de “tira-gosto”. Isso é gostoso. Mas, o “tira-gosto” só é gostoso quando tem o banquete depois. Mas, se a pessoa que te convidou diz que a panela “queimou” e que você só vai comer “tira-gosto”, o que antes era uma boa notícia se torna agora uma péssima notícia. Se você comer só “tira-gosto” vai sentir uma azia daquelas! O banquete se faz necessário. A nossa vida, aqui na terra, é este “tira-gosto” para o grande banquete que nos espera no céu!

Se a família não olha para o céu, ela se destrói! Não é para este mundo a felicidade completa. Basta “cinco minutos de sinceridade” para você perceber que a nossa vida, aqui na terra, não tem como preencher plenamente o nosso anseio por felicidade.

Você nota que as pessoas que “sugam” esta vida como se ela fosse uma laranja não são verdadeiramente felizes. O dinheiro, o sexo desregrado, o vício, aparentam dar a felicidade. Mas é uma felicidade fugaz, passageira.

O passo da fé consiste em que Deus veio para nos dizer que este mundo não é uma “piada de mau gosto”. Não estamos “jogados” nesta vida. Não estamos abandonados nela. Deus veio nos buscar. A vida é boa! A vida é bonita! A vida é bela! Mas ela é uma promessa. Uma preparação para a verdadeira felicidade reservada para nós na eternidade. As pequenas felicidades que temos em nossas famílias é uma promessa para a plena felicidade que teremos no céu!
No céu a nossa sede será saciada. A nossa fome não mais existirá . Mas, para isso, é preciso aqui na terra ter fé. É necessária a prática da fé. E a prática da fé chama-se oração. Quem não ora perde a fé. Se você não ora, não consegue enxergar as coisas boas de Deus.

A oração que exercita, que alimenta a nossa fé, é aquela que busca uma verdadeira ação de Deus. Quando eu me encontro com Deus, e espero que Ele aja, isto exercita minha fé. A oração não é dar um “recadinho” para Deus. Mas é preciso rezar esperando que Deus aja.

Deus é uma pessoa. Portanto, a nossa oração consiste num diálogo com o Senhor. Não é só você falando o tempo inteiro, Deus também quer falar com você. Veja: o sentimento “evapora”, o que fica é o amor. Você não precisa “sentir” para orar. No início da nossa conversão, os sentimentos vêm com força. Mas isto é no início da caminhada. Com o tempo, os sentimentos passam. É o mesmo que se dá no casamento: os sentimentos passam, mas fica a aliança, o amor. Não é verdade?

                            Padre Paulo Ricardo no "Acampamento para Famílias"
                                               Foto: Clarissa Oliveira/CN


Deus quer falar conosco. E Ele fala a nós através da Sua Palavra. É preciso ter este contato com a Palavra de Deus.

Para o exercício da oração não precisamos de sentimentos. É dizer para o Senhor: “Estou aqui diante de vós, Senhor! Eu não sinto nada, mas sei que o Senhor me ama e eu também vos amo”.
A oração não é ir a uma capela e ficar pensando em Deus. Pensar em Deus é meditação e não oração! Oração é conversar com Deus. Ele é uma pessoa. Oração é falar com o Senhor e, para isso, eu não preciso ter “arrepios místicos”. Mesmo que não sintamos nada na oração, o importante é ter esta certeza: Deus me ama sempre.

Caminhos para entrar na vida eterna

São João Crisóstomo
Comentário ao Evangelho feito por S. João Crisóstomo (cerca 345-407), bispo de Antioquia e de Constantinopla, doutor da Igreja

Sermão sobre o diabo tentador

Quereis que vos indique os caminhos da conversão? São numerosos, variad os e diferentes, mas todos conduzem ao céu. O primeiro caminho da conversão é a condenação das nossas faltas. "Aviva a tua memória, entremos em juízo; fala para te justificares!" (Is 43,26). E é por isso que o profeta dizia: "Eu disse: «confessarei os meus erros ao Senhor» e Vós perdoastes a culpa do meu pecado" (Sl 31,5). Condena pois, tu próprio, as faltas que cometeste, e isso será suficiente para que o Senhor te atenda. Com efeito, aquele que condena as suas faltas, tem a vantagem de recear tornar a cair nelas...

Há um segundo caminho, não inferior ao referido, que é o de não guardar rancor aos nossos inimigos, de dominar a nossa cólera para perdoar as ofensas dos nossos companheiros, porque é assim que obteremos o perdão das que nós cometemos contra o Mestre; é a segunda maneira de obter a purificação das nossas faltas. "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós" (Mt 6,14).

Queres conhecer o terceiro ca minho da conversão? É a oração fervorosa e perseverante que tu farás do fundo do coração... O quarto caminho, é a esmola; ela tem uma força considerável e indizível... Em seguida, a modéstia e a humildade não são meios inferiores para destruir os pecados pela raiz. Temos como prova disso o publicano que não podia proclamar as suas boas acções, mas que as substituiu todas pela oferta da sua humildade e entregou assim o pesado fardo das suas faltas (Lc 18,9s).
Acabamos de indicar cinco caminhos de conversão... Não fiques pois inactivo, mas em cada dia utiliza todos estes caminhos. São caminhos fáceis e tu não podes usar a tua miséria como desculpa.


sexta-feira, 13 de maio de 2011

Mãe do céu

As aparições de Nossa Senhora em Fátima.

Em 1917, a Virgem Santíssima manifestou-se a três pastorinhos de uma pequena localidade de Portugal. Foram 6 aparições, de maio a outubro, envoltas em acontecimentos surpreendentes, muitas vezes testemunhados por milhares de pessoas.

O maior exemplo foi o chamado “milagre do sol”. Na última aparição, Nossa Senhora fez o Sol bailar, num estupendo milagre, presenciado por mais de 70 mil pessoas. O fato indiscutível está consignado em documentos que o tempo não conseguirá corroer.

Os felizes videntes eram três singelos pastores, Lúcia, Jacinta e Francisco, que receberam a incumbência de transmitir ao mundo uma mensagem – o “segredo”, como ficou conhecida.

Hoje revelado, o “segredo”, dividido em 3 partes, contém chaves de explicação para todos os grandes acontecimentos mundiais, desde o tempo das aparições até nossos dias. As palavras “advertência”, “oração”, “penitência”, “céu, “inferno” são ali encontradas como balizas brilhantes a iluminar a noite da fé em que vivemos. Entre as palavras proféticas de Nossa Senhora, porém, duas frases estão ainda por se cumprir:

Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração e Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará.

A comunicatividade mundialmente conhecida da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima é, por assim dizer, um aval das profecias, o qual é constantemente renovado pela Virgem Santíssima com as incontáveis graças derramadas a todos os seus devotos.

terça-feira, 10 de maio de 2011

AS 115 escapadas do Papa João Paulo II

AS 115 escapadas do Papa João Paulo II
João Paulo II saiu às escondidas do Vaticano para esquiar em 115 ocasiões durante seus 27 anos de pontificado e visitou diversos pontos da Itália, revelou Claudio Paganini, conselheiro espiritual do Centro Esportivo Italiano.
A reportagem é da Agência Efe, 26-04-2011. A tradução é do Cepat.
Em entrevista para a Notimex, o sacerdote assegurou que não obstante fosse Papa, às terças-feiras escapava secretamente do Vaticano e ia esquiar em diversas estâncias dos Apeninos Centrais em Los Abruzzos, nos Dardamelos ou nos Alpes.
A paixão pelo esqui do futuro beato foi confirmada por um de seus colaboradores mais próximos, Joaquín  Navarro Valls, histórico porta-voz e diretor da sala de imprensa vaticana.
“Agora se pode dizer: às vezes, nas terças-feiras, que continua sendo o único dia da semana no qual o Papa não recebe pessoas e que é usado para escrever e ler documentos, se saía e com um carro se ia esquiar por três ou quatro horas”, disse em entrevista ao canal de televisão Rai 1.
“Em silêncio se saía e se atravessava Roma. Imagina, às seis da tarde como é o tráfico romano. Minha insegurança: seguramente alguém descobre o Papa neste carro. Era um carro anônimo, sem a identificação do Vaticano, mas nunca ninguém o reconheceu”, disse.

O amor de João Paulo II pela neve e pela montanha ficou gravado no centro de esqui Campo Felice, na região italiana de Los Abruzzos, a cerca de 200 quilômetros a leste de Roma, onde atualmente uma pista leva seu nome.
Segundo Paganini, o Karol Wojtyla deixou claro que não se pode eliminar a fé e a cultura do esporte, nem deixar a espiritualidade de lado na hora dos esportes.
Recordou que desde a sua juventude caminhava, andava de bicicleta, jogava vôlei e praticava caiaque, mas gostava muito de esquiar.
“Um homem que sabe viver como João Paulo II a fé, os valores e o esporte faz compreender que o esporte é um ingrediente importante para a formação. O homem de hoje se realiza quando une a atividade física à oração, ao estudo e à cultura”, indicou.
“Não surpreende que um Papa tenha tempo para fazer isto, pensamos que quem produz e ganha dinheiro é importante, absolutamente não. Wojtyla nos ensinou que ter tempo para si mesmo, para praticar esporte, é fundamental para a santidade”, considerou.
Para Claudio Paganini, atualmente o esporte deve aprender que um código de ética não tem muito sentido, que é necessário formar a pessoa globalmente porque um homem bem formado vive o esporte corretamente, mas se carece de valores não pode ser honesto.
Como homenagem ao “Papa peregrino”, o Centro Esportivo Italiano decidiu nomeá-lo “capitão” da edição 2011 da Clericus Cup, a “Copa do Mundo” de futebol exclusiva para seminaristas e sacerdotes, organizada por essa associação com o aval do Vaticano.
Também em entrevista, Kevin Lixey, responsável pelo Escritório Igreja e Esportesda Sé Apostólica, disse que João Paulo II será um beato esportista.
“O mesmo foi um grande esportista, um beato pode fazer esportes, ele mesmo beatificou Pier Giorgio Frassati que escalava montanhas, esquiava; isto é importante para que os jovens saibam que também o tempo livre pode ser um espaço de santidade”, apontou.

Fonte: blog do Carmadélio
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