segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Setembro, mês da Bíblia


 A Bíblia contém tudo aquilo que Deus quis nos comunicar

Estamos em setembro, e no Brasil já é uma tradição que este mês seja lembrado como o “Mês da Bíblia”. Setembro foi escolhido pelos Bispos do Brasil como o Mês da Bíblia em razão da festa de São Jerônimo, celebrada no dia 30.  
São Jerônimo, que viveu entre 340 e 420, foi o secretário do Papa Dâmaso e por ele encarregado de revisar a tradução latina da Sagrada Escritura. Essa versão latina feita por esse santo recebeu o nome de Vulgata, que, em latim, significa "popular" e o seu trabalho é referência nas traduções da Bíblia até os nossos dias.
Ao celebrar o Mês da Bíblia, a Igreja nos convida a conhecer mais a fundo a Palavra de Deus, a amá-la cada vez mais e a fazer dela, a cada dia, uma leitura meditada e rezada. É essencial ao discípulo missionário o contato com a Palavra de Deus para ficar solidamente firmado em Cristo e poder testemunhá-Lo no mundo presente, tão necessitado de Sua presença. “Desconhecer a Escritura é desconhecer Jesus Cristo e renunciar a anunciá-lo. Se queremos ser discípulos e missionários de Jesus Cristo  é indispensável o conhecimento profundo e vivencial da Palavra de Deus. É preciso fundamentar nosso compromisso missionário e toda a nossa vida cristã na rocha da Palavra de Deus” (DA 247).
A Bíblia contém tudo aquilo que Deus quis nos comunicar em relação à nossa salvação. Jesus é o centro e o coração da Sagrada Escritura. Em Jesus se cumprem todas as promessas feitas no Antigo Testamento para o povo de Deus.
Ao lê-la, não devemos nos esquecer de que Cristo é o ápice da revelação de Deus. Ele é a Palavra viva de Deus. Todas  as palavras da Sagrada Escritura têm seu sentido definitivo n'Ele, porque é no mistério de Sua Morte  e Ressurreição que o plano de Deus Pai para a nossa salvação se cumpre plenamente.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Santa Rosa de Lima


Para todos nós, hoje é dia de grande alegria, pois podemos celebrar a memória da primeira santa da América do Sul, Padroeira do Peru, das Ilhas Filipinas e de toda a América Latina. Santa Rosa nasceu em Lima (Peru) em 1586; filha de pais espanhóis, chamava-se Isabel Flores, até ser apelidada de Rosa por uma empregada índia que a admirava, dizendo-lhe: "Você é bonita como uma rosa!".

Rosa bem sabia dos elogios que a envaideciam, por isso buscava ser cada vez mais penitente e obedecer em tudo aos pais, desta forma, crescia na humildade e na intimidade com o amado Jesus. Quando o pai perdeu toda a fortuna, Rosa não se perturbou ao ter que trabalhar de doméstica, pois tinha esta certeza: "Se os homens soubessem o que é viver em graça, não se assustariam com nenhum sofrimento e padeceriam de bom grado qualquer pena, porque a graça é fruto da paciência".

A mudança oficial do nome de Isabel para Rosa ocorreu quando ela tomou o hábito da Ordem Terceira Dominicana, da mesma família de sua santa e modelo de devoção: Santa Catarina de Sena e, a partir desta consagração, passou a chamar-se Rosa de Santa Maria. Devido à ausência de convento no local em que vivia, Santa Rosa de Lima renunciou às inúmeras propostas de casamento e de vida fácil: "O prazer e a felicidade de que o mundo pode me oferecer são simplesmente uma sombra em comparação ao que sinto".

Começou a viver a vida religiosa no fundo do quintal dos pais e, assim, na oração, penitência, caridade para com todos, principalmente índios e negros, Santa Rosa de Lima cresceu na união com Cristo, tanto quanto no sofrimento, por isso, tempos antes de morrer, aos 31 anos (1617), exclamou: "Senhor, fazei-me sofrer, contanto que aumenteis meu amor para convosco".

Foi canonizada a 12 de abril de 1671 pelo Papa Clemente X.

Santa Rosa de Lima, rogai por nós!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

MÔNICA E AGOSTINHO


Dois santos admiráveis celebramos nessa semana: Santa Mônica e Santo Agostinho!

Agostinho nasceu em Tagaste, na Região de Cartago, na África, filho de Patrício, pagão, e Mônica, cristã fervorosa. Segundo narração dele próprio, Agostinho bebeu o amor de Jesus com o leite de sua mãe. Infelizmente, porém, como acontece muitas vezes, a influência do pai fez com que se retardasse o seu batismo, que ele acabou não recebendo na infância nem na juventude. Afastou-se dos ensinamentos da mãe e, por causa de más companhias, entregou-se aos vícios. Cometeu maldades, viveu no pecado durante toda a juventude, teve uma amante e um filho, e, pior, caiu na heresia gnóstica dos maniqueus, para os quais trabalhou na tradução de livros. Mas se o pecado destrói, Deus constrói: Ele pode muito mais. Não devemos desesperar da salvação de ninguém.
Sua mãe, Santa Mônica, rezava e chorava por ele todos os dias. “Fica tranquila”, disse-lhe certa vez um bispo, “é impossível que pereça um filho de tantas lágrimas!” E foi sua oração e suas lágrimas que conseguiram a volta para Deus desse filho querido transviado. Eis o que pode a oração de uma mãe! Vê-se também como vale a primeira educação. Quem aprendeu na infância o caminho correto, a vida cristã, as virtudes primárias, se depois se embrenhar no vício, será muito mais fácil se converter do que aquele que não recebeu cedo os ensinamentos cristãos.
Dotado de inteligência admirável, professor de retórica, Agostinho dizia-se um apaixonado pela verdade, que, de tanto buscar, pela sua sincera retidão, acabou reencontrando na Igreja Católica: “ó beleza, sempre antiga e sempre nova, quão tarde eu te amei!”; “fizestes-nos para Vós, Senhor, e o nosso coração está inquieto, enquanto não descansa em Vós!”: são frases comoventes escritas por ele nas suas célebres “Confissões”, onde relata a sua vida de pecador arrependido. Se você ainda não leu esse livro, eu o recomendo vivamente.
Levado pela mãe a ouvir os célebres sermões de Santo Ambrósio, bispo de Milão, e nutrido com a leitura da Sagrada Escritura e da vida dos santos, Agostinho converteu-se realmente, recebeu o Batismo aos 33 anos e dedicou-se a uma vida de estudos e oração. Ao ler a vida dos santos, exclamava: “O que estes e estas fizeram, por que não poderei eu fazer?!” Ordenado sacerdote e bispo, além de pastor dedicado e zeloso, foi intelectual brilhantíssimo, dos maiores gênios já produzidos em dois mil anos de história da Igreja. Escreveu numerosas obras de filosofia, teologia e espiritualidade, que ainda exercem enorme influência. Foi, por isso, proclamado Doutor da Igreja. De Santo Agostinho, disse o Papa Leão XIII: "É um gênio vigoroso que, dominando todas as ciências humanas e divinas, combateu todos os erros de seu tempo". Sua vida demonstra o poder da graça de Deus, o valor da oração das mães e a esperança que devemos ter na conversão de quem quer que seja.
Cito uma frase sua, para nossa reflexão: “Se você acredita no que lhe agrada nos Evangelhos e rejeita o que não gosta, não é nos Evangelhos que você crê, mas em você mesmo”.


Dom Fernando Arêas Rifan*
Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Hino Oficial dos 10 Anos da Administração Apostólica S. João Maria Vianney

"Misericordias Domini in aeternum cantabo".

 

Hino Oficial dos 10 Anos de nossa Administração Apostólica, cantado por nossos queridos seminaristas do Seminário da Imaculada Conceição.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

"A realeza de Maria é serviço a Deus e à humanidade", destaca Papa

Bento XVI dedicou a catequese da Audiência Geral de hoje para o tema da realeza de Maria. Justo hoje, na oitava da festa da Assunção, a Igreja celebra a memória litúrgica da Beata Virgem Maria Rainha.
Embora tenha origens antigas, - lembrou o Pontífice no começo da sua catequese – é uma festa de instituição recente. Foi criada em 1954 por Pio XII na conclusão do Ano Mariano. Embora o Papa Pacelli tenha fixado a data da memória no dia 31 de maio, depois da reforma pós-conciliar do calendário litúrgico, foi colocada depois de oito dias da festa da solenidade da Assunção, “para enfatizar a estreita ligação entre a realeza de Maria e a sua glorificação em alma e corpo junto ao seu Filho”. Para o Papa, a origem da memória de hoje está no fato de que a Mãe do Redentor “é Rainha porque associada de modo único com o seu Filho, seja no caminho terreno, seja na glória do Céu”. “Tudo na Virgem está relacionado a Cristo e tudo depende dele: por causa dele Deus Pai, desde toda a eternidade, a escolheu Mãe toda santa e a adornou de dons do Espírito, não concedidos a mais ninguém”, disse o Santo Padre citando a Exortação apostolica Marialis Cultus (n. 25) do Papa Paulo VI (1974).
Bento XVI deixou claro que a realeza de Maria e do seu Filho não deve ser entendida em termos terrenos. Maria é Rainha - disse o Papa -  porque “participa da responsabilidade de Deus pelo mundo e do amor de Deus pelo mundo". A sua realeza está portanto profundamente ligada com a de Cristo, “cheia de humildade, de serviço e de amor”.
"A realeza de Jesus não tem nada a ver com a dos poderosos da terra”, disse o Pontífice, que lembrou que Cristo é “um rei que serve os seus servos”. E isso também se aplica a Maria, que é "Rainha no serviço a Deus e à humanidade; é Rainha do amor, que vive o dom de si a Deus para entrar no desenho de salvação do homem”.
Nossa Senhora é portanto Rainha porque Serva obediente do Senhor. Para o Papa Bento XVI, emblema da realeza de Maria é a resposta que deu ao anjo no momento da Anunciação: "Eis aqui a Serva do Senhor" (Lc 1, 38).
E no entanto, como Maria exerce esta sua realeza de serviço e amor? "Cuidando-nos, seus filhos  - respondeu Bento XVI – que se dirigiu a Ela na oração, para agradecê-la ou para pedir a sua materna proteção e a sua celestial ajuda”. Na serenidade ou na escuridão da existência, nós nos dirigimos a Maria – explicou o Papa – confiando-nos à sua contínua intercessão, para que nos possa obter do Filho toda graça e misericórdia necessárias para a nossa peregrinação ao longo das estradas do mundo."
Bento XVI também lembrou outro aspecto da realeza de Maria. Maria é uma Rainha celestial, disse o Papa, e por meio dela nós nos dirigimos ao seu Filho, “àquele que rege o mundo e tem nas mãos os destinos”. De fato, ao longo dos séculos - disse o Papa - Maria "foi invocada como Rainha dos Céus", "como a nossa mãe ao lado do seu Filho Jesus na glória do Céu".
Por este motivo, a devoção a Nossa Senhora é um elemento "importante" da vida espiritual dos cristãos, continuou o Santo Padre, pedindo aos fiéis para não esquecerem de dirigir-se com confiança àquela, que “não faltará de interceder por nós junto ao seu Filho”, e a aprender “de Maria a viver”. "Maria - concluiu Bento XVI - é a Rainha do céu que está próxima de Deus, mas é também a mãe que está perto de cada um de nós, que nos ama e ouve a nossa voz"


Bento XVI  hoje na Audiência Geral 













Fonte: ZENIT.org

Video comemorativo dos 10 anos de criação da Administração Apostólica Pessoal S. João Maria Vianney


Video comemorativo dos 10 anos de criação da Administração Apostólica Pessoal S. João Maria Vianney e 10 anos da Ordenação Episcopal de Dom Fernando Arêas Rifan - Campos RJ

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

A BELÍSSIMA E INESQUECÍVEL FESTA DOS 10 ANOS DA ADMINISTRAÇÃO APOSTÓLICA PESSOAL SÃO JOÃO MARIA VIANEY


 Meninos, eu vi!

Pe. Gaspar S. C. Pelegrini*
Reitor do Seminário da Imaculada Conceição - Administração Apostólica

“E à noite nas tabas, se alguém duvidava
Do que ele contava,
Tornava prudente: "Meninos, eu vi!". (Gonçalves Dias)

Meus queridos amigos, quero compartilhar com todos vocês minhas impressões da Santa Missa em ação de graças pelos 10 anos da Administração Apostólica e 10 anos de Episcopado de Dom Fernando, nosso Administrador Apostólico.
Desculpem se f
ui prolixo, mas deixei o coração guiar os dedos no teclado.
Campos, 18 de agosto de 2012.
Ao lado de nossa Igreja Principal, o estádio em construção parece uma catedral. Altar monumental, ornado com grandes arranjos de flores, castiçais, toalhas, frontal. A Cátedra do Bispo, encimada por seu brasão.
Na “nave”, sobre o piso todo forrado de carpete azul, um tapete vermelho.
Ainda no presbitério, 12 genuflexórios simetricamente dispostos dos dois lados. Aqui ficarão os Arcebispos de Bispos.
Pelas 16:30 já muitas pessoas começam a chegar. Aos poucos, as 1500 cadeiras ficam totalmente ocupadas, depois as arquibancadas, o segundo andar na entrada do estádio, os acessos, enfim tudo lotado.
17:15: O “Coral dos 10 Anos”, depois de ter ensaiado durante a parte da manhã, faz agora repetições rápidas para ajustes dos microfones, do órgão, dos trompetes, das vozes, etc.
17:30: O povo é convidado a acompanhar o Coral para um rápido ensaio. Logo todos aprendem o Hino Oficial dos 10 Anos: “Misercórdias Domini in aeternum cantabo... por tantas graças e tantos favores por vós dispensados, Senhor, com fervor vos bendizemos... eis o nosso canto...” E cantam mesmo com entusiasmo.
17:47: com dois minutos de atraso... começa a entrada das delegações representando nossa família espiritual: o Seminário, a Igreja Principal, cada uma das paróquias, reitorias, etc. Enquanto isso, a multidão acompanha o Coral no hino de São João Maria Vianney. E como cantam!
18:00: Agora sem atraso, começa uma enorme procissão. À frente o crucífero ladeado por acólitos e precedido pelo turiferário. Depois, os seminaristas, da Administração e da Diocese de Campos, em seguida o clero, o nosso clero, acompanhado de muitos sacerdotes irmãos da Diocese de Campos e de várias outras Dioceses. Em seguida, algo que emocionou a todos: a entrada dos Arcebispos e Bispos, todos em veste coral, dois a dois, enquanto o povo aplaude com entusiasmo. Foi realmente um momento emocionante.
Ao final da procissão nosso amado Administrador Apostólico. Enquanto Dom Fernando, muito feliz, vai avança abençoado suas ovelhas, o povo lhe acena, aplaude, sorri, expressando assim sua alegria pelos 10 anos de seu Episcopado e por estes 10 anos da Administração, que é também fruto do empenho de Dom Fernando.
Em nossas cerimônias o aplauso não é algo usual, mas nesse dia o povo aplaudiu a procissão de entrada do começo ao fim.
Ao início da cerimônia, uma grata surpresa: o Santo Padre Bento XVI, através da Secretaria de Estado, nos faz chegar sua palavra de felicitações, de encorajamento, sinal de sua presença em espírito, e principalmente nos envia sua Bênção de Pedro.
Assim, cum Petro e sub Petro... começa Santa Missa da Assunção da Virgem Maria. Nossos Seminaristas com alguns sacerdotes, regidos pelo Pe. Renan executam com maestria o gregoriano. Kyrie de Angelis alternado com o povo.
O Coral dos 10 Anos, composto por várias paróquias, regido pelo Sr. Arindal de Azevedo Zanon Júnior, e o Sr. Henrique Eugênio Espíndola, tendo ao órgão o Sr. Thadeu Almeida, nos levou a rezar, a cantar, a meditar na grandeza de Deus, na liturgia celeste. Destaque especial para o Glória, com um solo comovente da jovem Maria Isabel, e para o Ave Verum de Mozart na comunhão. Mas tudo foi muito lindo.
Homilia: Dom Fernando Guimarães, Bispo de Garanhuns, nos comoveu a todos e suscitou aplausos. Conduziu-nos a uma meditação, celebrando a memória do passado, contemplando o presente, e lançando um olhar para o futuro. Uma homilia cujo estribilho foi “Misericórdias Domini in aeternum cantabo”, uma homilia impregnada de um profundo amor ao Papa, ou melhor aos Papas João Paulo II, nosso Pai Espiritual e Bento XVI.
Após a Santa Missa, Dom Fernando fez questão de apresentar as dezenas de cartas e mensagens de Cardeais, Arcebispos, Bispos, Abades, sacerdotes, etc, etc, etc, que se congratulavam conosco.
Após as mensagens outro momento comovente: nosso Seminário preparou um vídeo comemorativo dos 10 Anos, recordando toda nossa história e apresentando a Administração Apostólica em todos os seus campos de trabalho.
Pudemos ouvir com emoção a palavra sempre humilde de Dom Licínio Rangel, nosso primeiro Administrador Apostólico, recordamos o ato de criação da Administração na Catedral de Campos, a Ordenação Episcopal de Dom Fernando, a vida de cada paróquia, enfim, não é possível resumir aqui o vídeo, é mais fácil convidar a todos a que o assistam...
Ao final da projeção, queima de fogos e fim da festa. Muitos Vivas a Cristo Rei a Nossa Senhora, ao Papa, à Administração, a Dom Fernando.
O tempo passou muito rápido, mas certamente não vai passar de nossas lembranças o que vivemos, ou melhor vivenciamos neste dia 18. Como Dom Fernando nos dizia em sua Pastoral: Haec olim meminisse iuvabit. ( Um dia será agradável recordar tudo isso). Sim, para todos nós que estivemos lá, será uma honra, um santo orgulho contar paras as gerações futuras e dizer como o “Velho Timbira” de Gonçalves Dias: “Meninos, eu vi.” 
 





 Viva a Santa Igreja Católica Apostólica Romana!
Viva o Santo Padre o Papa!
Viva a nossa Administração Apostólica!

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