segunda-feira, 1 de julho de 2013

O preço de nossa salvação

O mês de julho é dedicado ao preciosíssimo Sangue de  Nosso Senhor Jesus Cristo. Um dos motivos desta devoção neste mês é porque no calendário da Forma Extraordinária do Rito Romano, celebramos hoje, dia 01 de julho, a Festa do Preciosíssimo Sangue de Cristo.
É símbolo, pois dar o sangue significa dar a vida, e foi o que Jesus fez por nós.
O Sangue de Jesus é ao mesmo tempo o símbolo, o instrumento, e principalmente o preço de nossa salvação. Extraordinária do Rito Romano, celebramos hoje, dia 01 de julho, a Festa do Preciosíssimo Sangue de Cristo.
É instrumento, pois foi através da efusão de seu sangue que Ele consumou nossa redenção, como já está dito na Carta aos Hebreus (9, 22): “Sem a efusão do sangue, não se faz a Redenção.”
Mais ainda o Sangue de Jesus foi e é o preço de nossa Salvação. No plano cheio de misericórdia de Deus Pai, o Filho de Deus iria se fazer homem e derramar por nós seu Sangue, saldando assim a dívida da humanidade cativa pelo pecado.
O Sangue de Jesus é “mais eloquente que o de Abel” (Hb 12,24).
O Sangue de Abel clamava por vingança, por justiça (Gn  4, 10), clamava pela morte do irmão fratricida. Mas o Sangue de Cristo,clama por misericórdia, em favor até de seus perseguidores e ele é “atendido por causa de sua reverência” (Hb 5, 7)
A virtude deste Sangue redentor foi figurado e excede infinitamente o sangue do Cordeiro Pascal, da Antiga Aliança. Seu sangue nos umbrais das portas, salvava da morte corporal (Ex 12, 22, 23). O Sangue do novo Cordeiro nos salva da morte eterna, e nos alcança uma redenção eterna. (Hb 9, 12)
A eficácia do Sangue da Vítima Divina supera todas as vítimas que antes eram oferecidas. O sangue dos cabritos e touros, a cinza da novilha, etc. só podia realizar uma purificação carnal, ritual. O Sangue de Cristo purifica nossa consciência das obras de morte nos torna capazes de servimos ao Deus vivo. (Col 1, 14; Hb  9, 12-14)
Bendigamos, pois, a Deus neste dia e neste mês pelo grande amor que nos mostrou, dando-nos seu próprio Filho para nos salvar. Adoremos nosso Redentor que nos amou até o fim, até o extremo de sua vida, até a última gota de seu Sangue que jorrou de seu lado aberto na cruz. (Jo  19, 34)
E sigamos a exortação de São Pedro: “Não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver (…) mas com o precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo. (1 Pd 1, 18, 19)
Por Pe. Gaspar S. c. Pelegrini 

domingo, 30 de junho de 2013

Papa Francisco falou da necessidade de saber falar com Deus para ser cristãos livres

Angelus com Papa Francisco – 30/06/2013

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
O Evangelho deste domingo (Lc 9, 51-62) mostra uma passagem muito importante na vida de Cristo: o momento no qual – como escreve São Lucas – “Jesus toma a firme decisão de colocar-se em caminho rumo a Jerusalém” (9, 51). Jerusalém é a meta final, onde Jesus, em sua última Páscoa, deve morrer e ressuscitar, e assim cumprir a sua missão de salvação.
Daquele momento, depois da “firme decisão”, Jesus fixa a meta, e também às pessoas que encontra e que pedem para segui-Lo, diz claramente quais são as condições: não ter uma moradia permanente; desapegar-se dos afetos humanos; não ceder à nostalgia do passado.
Mas Jesus diz também aos seus discípulos, encarregados de precedê-lo no caminho rumo a Jerusalém para anunciarem a sua passagem, para não imporem nada: se não encontrarem disponibilidade de acolhê-Lo, que prossigam, sigam adiante. Jesus não impõe nunca, Jesus é humilde, Jesus convida. Se você quer, vem. A humildade de Jesus é assim: Ele convida sempre, não impõe.
Tudo isto nos faz pensar. Isso nos diz, por exemplo, a importância que, também para Jesus, teve a consciência: o escutar no seu coração a voz do Pai e segui-la. Jesus, na sua existência terrena, não era, por assim dizer, “telecomandado”: era o Verbo encarnado, o Filho de Deus feito homem, e em certo ponto tomou a firme decisão de sair para Jerusalém pela última vez; uma decisão tomada na sua consciência, mas não sozinho: junto do Pai, em plena união com Ele! Decidiu em obediência ao Pai, em escuta profunda, íntima da sua vontade. E por isto a decisão era firme, porque tomada junto com o Pai. E no Pai Jesus encontrava a força e a luz para o seu caminho. E Jesus era livre, naquela decisão era livre. Jesus quer nós cristãos livres como Ele, com aquela liberdade que vem deste diálogo com o Pai, deste diálogo com Deus. Jesus não quer cristãos egoístas, que seguem o próprio “eu”, não falam com Deus; nem cristãos fracos, cristãos que não têm vontade, cristãos “telecomandados”, incapazes de criatividade, que buscam sempre conectar-se com a vontade do outro e não são livres. Jesus nos quer livres e esta liberdade acontece onde? Acontece no diálogo com Deus na própria consciência. Se um cristão não sabe falar com Deus, não sabe sentir Deus na própria consciência, não é livre, não é livre.
Por isto devemos aprender a escutar mais a nossa consciência. Mas atenção! Isto não significa seguir o próprio “eu”, fazer aquilo que me interessa, que me convém, que me agrada… Não é isto! A consciência é o espaço interior da escuta da verdade, do bem, da escuta de Deus; é o lugar interior da minha relação com Ele, que fala ao meu coração e me ajuda a discernir, a compreender o caminho que devo percorrer e, uma vez tomada a decisão, a seguir adiante, a permanecer fiel.
Nós tivemos um exemplo maravilhoso de como é esta relação com Deus na própria consciência, um recente exemplo maravilhoso. O Papa Bento XVI nos deu este grande exemplo quando  o Senhor o fez entender, na oração, qual era o passo que devia seguir. Seguiu, com grande senso de discernimento e coragem, a sua consciência, isso é, a vontade de Deus que falava ao seu coração. E este exemplo do nosso Padre faz tanto bem a todos nós, como um exemplo a seguir.
Nossa Senhora, com grande simplicidade, escutava e meditava no íntimo de si mesma a Palavra de Deus e aquilo que aconteceu com Jesus. Seguiu o seu Filho com íntima convicção, com firme esperança. Ajude-nos, Maria, a transformar-nos sempre mais homens e mulheres de consciência, livres na consciência, porque é na consciência que se dá o diálogo com Deus; homens e mulheres capazes de escutar a voz de Deus e de segui-la com decisão, capazes de escutar a voz de Deus e de segui-la com decisão.
Papa Francisco
Fonte: CN

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Professar a fé - A alegria de festejar São Pedro e São Paulo

Para "ilustrar a todos os fiéis a força e a beleza da fé", o Papa Bento XVI, a seu tempo, proclamou o Ano da Fé, confirmado pelo atual sucessor de Pedro e Bispo de Roma, o Papa Francisco. Durante todo o ano, somos positivamente provocados a experimentar e testemunhar a fé que recebemos no batismo. "Professar a fé na Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – equivale a crer num só Deus que é Amor (cf. 1 Jo 4, 8): o Pai, que na plenitude dos tempos enviou seu Filho para a nossa salvação; Jesus Cristo, que redimiu o mundo no mistério da Sua Morte e Ressurreição; o Espírito Santo, que guia a Igreja através dos séculos enquanto aguarda o regresso glorioso do Senhor" (Bento XVI, "A Porta da Fé", 1).

Em sua história, a Igreja sempre ofereceu testemunhas qualificadas da fé, cujas vidas edificam as gerações e lhes possibilitam atualizar a mesma profissão de fé.  Pedro, ostentando a chave, símbolo do ministério a ele confiado pelo Senhor: "Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16,19). Chaves entregues para abrir portas e não para fechá-las, como tem testemunhado o Papa Francisco! 

Como "a Palavra de Deus é viva, eficaz e mais penetrante que qualquer espada de dois gumes, penetra até dividir alma e espírito, articulações e medulas, julga os pensamentos e as intenções do coração" (Hb 4,12), o apóstolo das gentes, expressão da missão da Igreja, que deve levar o Evangelho a todos os recantos da terra, traz uma espada nas mãos. Pedro e Paulo, "por diferentes meios, congregaram a única família de Cristo e, unidos pela coroa do martírio, recebem hoje, por toda a terra, igual veneração" (Prefácio da Missa de São Pedro e São Paulo).
Para "ilustrar a todos os fiéis a força e a beleza da fé", o Papa Bento XVI, a seu tempo, proclamou o Ano da Fé, confirmado pelo atual sucessor de Pedro e Bispo de Roma, o Papa Francisco. Durante todo o ano, somos positivamente provocados a experimentar e testemunhar a fé que recebemos no batismo. "Professar a fé na Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – equivale a crer num só Deus que é Amor (cf. 1 Jo 4, 8): o Pai, que na plenitude dos tempos enviou seu Filho para a nossa salvação; Jesus Cristo, que redimiu o mundo no mistério da Sua Morte e Ressurreição; o Espírito Santo, que guia a Igreja através dos séculos enquanto aguarda o regresso glorioso do Senhor" (Bento XVI, "A Porta da Fé", 1).
A partir do testemunho dos apóstolos, no correr dos séculos, uma imensa multidão, de toda raça, povo e nação, tem oferecido o testemunho da fé professada. A medida alta da vida cristã há de ser a prontidão para derramar o sangue pelo Senhor, no qual depositamos a nossa confiança! É a forma radical de serviço a Deus. Se também em nossos dias o martírio pela fé continua atual e todos precisam estar dispostos a ele, nem sempre nos será pedido. Ao lado da radicalidade do martírio, há outros modos de testemunhar a fé a serem abraçados por todos nós! Buscamos "uma adesão mais profunda à Palavra de Deus, quer pela renovação da profissão de fé em muitas comunidades, quer pela confirmação da própria fé, com o testemunho de uma vida autenticamente cristã" (Paulo VI, Credo do Povo de Deus, 2). A certeza interior da fé, com convicções arraigadas que a consideram o maior tesouro da vida, é o ponto de partida.
Professar a fé em nossas famílias, tomando consciência de que os pais começam a evangelizar os filhos a partir da concepção dos mesmos. Como os pais são os primeiros catequistas das crianças, a confissão da fé passa pelo afeto com que são cuidados, pelo ambiente familiar correspondente à fé católica, para depois encaminhá-los à Igreja e aos sacramentos. Os valores cristãos da sinceridade e da verdade, a honestidade e a retidão pessoal, cultivadas em casa, atraem muitas outras pessoas. Também sobre esta fé simples e profunda se edifica a Igreja!

Professar a fé publicamente, com a coragem de não esconder as certezas que dela recebemos. Não é possível aos cristãos compactuarem com a cultura da morte, representada pela mentalidade abortista e anti-vida. Os valores da dignidade da pessoa humana, da família e da verdade são irrenunciáveis. Radical seja o combate contra a corrupção, a mentira e o relaxamento da consciência. Firme a solidariedade com os mais pobres e sofredores, corajosa a voz levantada em defesa dos mais fracos. Manifestar de forma varonil as convicções, das ruas aos parlamentos, passando pelas relações comerciais e profissionais, o trato com o dinheiro público e a fidelidade aos compromissos assumidos! Trata-se de um leque aberto, cujas expressões serão suscitadas pelo Espírito Santo! Na história dos santos, homens e mulheres foram reconhecidos como "confessores" da fé. Aqui está a vertente a ser seguida pela maior parte dos cristãos que querem ser fiéis!

Professar a fé publicamente significa cerrar fileiras com o Sucessor de Pedro e os bispos em comunhão com ele. Quer dizer comprometer-se em ser Igreja de portas abertas, sem medo da ternura e da bondade, superando a tentação de permanecer voltados para si mesmos. Abrir-se ao desafio missionário, abraçar a causa da evangelização em primeira pessoa! Sim, fé professada é fé testemunhada segundo o dom recebido de Deus. São Paulo abriu um largo horizonte dos serviços na Igreja para que ninguém fique de fora: “Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diferentes atividades, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito, em vista do bem de todos. A um é dada pelo Espírito uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de conhecimento segundo o mesmo Espírito. A outro é dada a fé pelo mesmo Espírito; a outro são dados dons de cura pelo mesmo Espírito. A outro, o poder de fazer milagres. A outro, a profecia. A outro, o discernimento dos espíritos. A outro, diversidade de línguas. A outro, o dom de as interpretar. Todas essas coisas as realiza um e o mesmo Espírito, que distribui a cada um conforme quer. Um só corpo, muitos membros. Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo” (1 Cor 12, 4-12). Homens e mulheres de fé, a mesma certeza interior, manifestações diversas do único Espírito Santo que leva a servir e amar!

Celebrando as duas colunas da Igreja, podemos pedir confiantes: "Ó Deus, que nos concedeis a alegria de festejar São Pedro e São Paulo, concedei à vossa Igreja seguir em tudo os ensinamentos destes apóstolos que nos deram as primícias da fé".

Fonte: Formação CN

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Jovens se preparam para "gritar sobre os telhados" a vida de Chiara Luce

Equipe de Eventos dos Focolares no Rio de Janeiro fala sobre como Chiara Luce tornou-se intercessora da Jornada Mundial da Juventude e como os jovens do Movimento estão preparando o espetáculo que narrará a vida da beata durante o encontro mundial com o Papa Francisco

Um dia para conhecer Chiara Luce
“Foi muito interessante conhecer uma das intercessoras da JMJ. Com a Beata Chiara Luce percebi a força do Evangelho (...).”
“Senti que hoje se pode buscar a santidade no dia a dia. Não é uma busca por algo impossível. Chiara Luce mostra isso para nós, nos encoraja a buscar a santidade.”
“Foi ótimo... Foi a descoberta da vida. Hoje eu decidi viver o Evangelho. Foi lindo ver a vida de uma santa tão jovem. Deu para perceber que para ser santo não tem idade. Deus não está distante de nós, o que precisamos é descobrir a sua presença junto de nós e é através do amor ao próximo que isto acontece. Apesar dos sofrimentos, Chiara Luce viveu sem lamúrias, ao contrário, amou mais e mais. Esta é a fé no amor de Deus.”
“Tenho um problema crônico de saúde que me causa fortes dores físicas e emocionais. Beata Chiara Luce me ajuda a viver este tempo de sofrimento, mas também de amadurecimento, me estimula a não me entregar às minhas mazelas.”
Estes foram depoimentos de alguns dos 1.200 participantes à Jornada dedicada a conhecer Chiara Luce em julho do ano passado em um local perto de onde será a Vigília com o Papa nos dias 27 e 28 na JMJ 2013. O evento, que teve como organizadores os jovens do Movimento dos Focolares, foi realizado a pedido da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Modelo de santidade mais atual, mais próxima do jovem de hoje
Quando o Papa Francisco encontrar com os milhões de jovens e pessoas de todas as idades que participarão da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), de 23 a 28 de julho, no Rio de Janeiro, todos terão a oportunidade de “mergulhar” na experiência de Chiara Luce. Por meio de um Espetáculo, no dia 24 de julho, em duas sessões, um grupo de jovens compartilhará com todos os presentes o belíssimo testemunho de santidade e vivência apaixonada da vontade de Deus demonstrados por essa beata, que “partiu para o Paraíso" em 1990, aos 18 anos de idade.
Chiara Luce entrou na JMJ depois que alguns bispos do Rio de Janeiro, em visita Ad Limina no Vaticano, participaram da “Festa para Chiara Luce”, por ocasião da beatificação dela, na Sala Paulo VI. Desde então, a idéia de que ela deveria ser modelo para os jovens foi-se tornando realidade. Segundo aqueles bispos, ela “é o modelo de santidade mais atual, mais próxima do jovem de hoje”. Foi, de fatto, eleita uma das intercessoras da JMJ.
Numa outra Jornada, realizada pelos Jovens Por Um Mundo Unido - que teve como tema “Reescrever o Evangelho com a própria Vida” –, foi apresentada a experiência da intercessora, por meio de canções e outros números artísticos, além do testemunho pessoal dos próprios organizadores. Nos jovens que participaram, permanece e cresce um profundo relacionamento espiritual com a beata. Esses jovens divulgaram o que viram e ouviram na jornada para outros jovens, com seus relatos e com os livros e vídeos sobre a beata, que adquiriram no evento. Esses vídeos e livros vão passando de mão em mão, e as informações também reverberam na internet, num extraordinário efeito multiplicador.

Um musical
O convite para a seleção dos participantes do “Espetáculo sobre a vida de Chiara Luce” que os jovens dos Focolares realizarão na JMJ foi divulgado via facebook, e-mail, e feito pessoalmente. O grupo que está atuando é heterogêneo, de diversos perfis e crenças: jovens que participaram da Jornada de julho de 2012, de paróquias diversas, de diversos movimentos e Igrejas cristãs, pessoas que conheceram Chiara Luce pela TV, outras que pouco sabem sobre o cristianismo, e ainda uma jovem budista e uma espírita...
Uma estudante de dança, que já ficara encantada com Chiara Luce durante um evento em Cachoeira Paulista no ano passado, no qual foram apresentados os intercessores da jornada – e estava inclusive querendo montar justamente um musical sobre a beata – ficou maravilhada ao saber que poderia participar de um espetáculo que já estava sendo produzido.

Sinais da intercessora
A própria Chiara Luce está providenciando para que um belíssimo espetáculo veicule para milhões e milhões de pessoas o seu testemunho.
Assim como essa estudante, que está sendo uma grande contribuição para a produção do espetáculo, parecem 'enviados' pela beata, muitos outros, profissionais ou não, em diversas funções necessárias no musical, que têm se oferecido com entusiasmo para participar; como atores, atrizes, coreógrafas, figurinistas e dançarinos, totalizando cerca de 50 pessoas.
Também não cessam de manifestar-se outros sinais – como o caso da professora de dança que cedeu sua própria academia e ofereceu-se para criar a coreografia – de que Ela mesma, Chiara Luce, está trabalhando para que, não só no Rio, mas em todo o mundo, pela enorme audiência que a Jornada Mundial da Juventude terá, o maior número de pessoas possível conheça o Ideal da Unidade.

 Fonte: Chiara Luce Bandano

quarta-feira, 26 de junho de 2013

O CAOS

     
  
              As recentes manifestações - à parte os lamentáveis excessos, desordens e infiltrações dos que querem o pior, - mostram o lado positivo de os jovens, saindo de uma lamentável inércia, se entusiasmar por uma causa comum, fora deles mesmos, pelo bem da sociedade. Somos-lhes solidários nas justas causas e protestos. Mas é claro que devem sempre discernir sobre os limites da sua inconformidade e saber contra quem e o quê estão se manifestando.
          “O direito democrático a manifestações como estas deve ser sempre garantido pelo Estado. De todos espera-se o respeito à paz e à ordem. Nada justifica a violência, a destruição do patrimônio público e privado, o desrespeito e a agressão a pessoas e instituições, o cerceamento à liberdade de ir e vir, de pensar e agir diferente, que devem ser repudiados com veemência. Quando isso ocorre, negam-se os valores inerentes às manifestações, instalando-se uma incoerência corrosiva que leva ao descrédito” (Nota da CNBB, 21/6/2013).
          Segundo análise da imprensa, a mensagem deixada pelas manifestações foi clara: o sentimento contra a política atual. Política deveria ser “uma prudente solicitude pelo bem comum” (João Paulo II, Laborem exercens, 20 e). Por isso, os jovens católicos devem participar da política, em vista do bem comum. E devem usar uma arma mais poderosa do que as passeatas: o voto consciente. Como já disse alguém: “não adianta rugir nas ruas como um leão e nas urnas votar como um jumento!” Se urge uma reforma política, uma reforma dos políticos é mais urgente ainda! Parecendo falar hoje, Eça de Queirós em 1871, escrevia: “Estamos perdidos há muito tempo... O país perdeu a inteligência e a consciência moral... A prática da vida tem por única direção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido... Ninguém crê na honestidade dos homens públicos... A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia... Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente... A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte, o país está perdido! Algum opositor do atual governo? Não!”.
            É preciso menos intervencionismo estatal e mais iniciativa de cada cidadão e da sociedade civil organizada; menos Estado açambarcador e mais princípio de subsidiariedade; menos protecionismo do Governo e mais competitividade e qualidade da iniciativa particular; menos autoritarismo do Estado e menos monopólio do poder nas mãos de uma casta e mais instituições democráticas sérias e sólidas, como uma imprensa livre, veraz e conscienciosa; menos esmolas estatais e mais oportunidades e incentivo ao trabalho; menos desperdício e mais transparência e correção no uso do dinheiro público; menos impunidade e mais justiça imparcial para todos; e, sobretudo, nada de corrupção.
           A existência de partidos políticos, oposição e situação, faz parte do regime democrático, bem como o equilíbrio que deve haver entre os três poderes, legislativo, executivo e judiciário. Quando deixa de existir a legítima oposição, com os seus partidos comprados pela situação em espúrias alianças, quando o equilíbrio dos três poderes vacila por influências de interesses inconfessos, aí a democracia começa a perecer, a ditatura velada aparece, o fisiologismo e o populismo imperam e a política, de coisa boa se transforma em ruim, se torna um caos.
          Diz uma anedota que alguns profissionais, um médico, um arquiteto, um advogado e um político, discutiam sobre qual seria a mais antiga profissão. O médico disse que era a sua, pois Deus ao criar Eva, tirada da costela de Adão, fez uma cirurgia. O arquiteto interveio dizendo que antes de Deus criar Adão ele arquitetou o universo. O advogado interpelou dizendo que antes de Deus criar o universo, ele pôs ordem no caos, o que é uma função de advogado. E o político, com um sorriso maroto de vitória, perguntou: e quem fez o caos?! 





           Dom Fernando Arêas Rifan*                                                                                                
Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria 

segunda-feira, 24 de junho de 2013

JMJ Rio 2013: Protagonistas

Dom Orani, arcebispo do Rio de Janeiro, recorda que daqui a um mês, estaremos iniciando a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro

Daqui a exatamente um mês, estaremos iniciando a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro. Antes de nos encontrarmos no Santuário Mundial da Juventude, os jovens estarão vivendo a “semana missionária” por todas as cidades do Brasil. Eis um tempo de graça e de esperança! 
Na oração oficial da JMJ, nós concluímos pedindo que, impulsionados por este momento único, os jovens se tornem “grandes construtores da cultura da vida e da paz e os protagonistas de um mundo novo”.
É justamente isso que tenho visto por onde tenho encontrado os jovens. É o que constatamos com a peregrinação dos símbolos da JMJ por todos os cantos do mundo e agora, nestes dois últimos anos, pelo nosso país.
Basta ver o “Comitê Organizador Local” – o COL – para perceber a maioria de jovens que decide e organiza o evento mundial com capacidade, criatividade, animação. Também sabem vencer as dificuldades e problemas que a cada momento ocorrem numa organização como essa. Nestes dias em que os jovens brasileiros expõem ao mundo seus anseios de uma vida mais justa, fraterna e com dignidade, focando de maneira especial na saúde, educação e transporte, vemos a importância desse momento para o país. Esse programa precisa ser acrescentado com o saneamento básico, dignidade de moradia, segurança, lazer, alimentação e tantos outros itens. Como teremos aqui, durante a JMJ, jovens de mais de 172 nações, a partilha de experiências poderá ajudar o mundo a ser diferente com o protagonismo deles.
Em todas as Dioceses por onde passaram os símbolos da JMJ, o testemunho foi sempre de entusiasmo e participação! É alegria por ver o despertar dos jovens.
O interesse de todos para participar da JMJ aparece a cada momento e para nós, organizadores, isso soa como um momento de comunhão, de unidade em meio a tanta diversidade.
Temos valores que norteiam nossas vidas e também nosso trabalho. Acreditamos que os valores cristãos que marcam a nossa civilização poderão ser a luz que ilumina todos os anseios de um mundo novo nascendo em nosso tempo.
Por isso, é providencial que tenhamos justamente neste tempo esse momento com os jovens do mundo e com o Papa Francisco. É a graça de Deus que nos precede e nos alimenta em nossa esperança e caminhada.
Os episódios lamentáveis que alguns grupos minoritários causaram nestes dias demonstram como necessitamos de uma espiritualidade para alimentar o coração e curar feridas e, assim, construir positivamente esse sonhado tempo novo.
Nós cremos num mundo novo com Cristo Ressuscitado! A boa notícia que nos enche a vida a cada momento deve ser extravasada para contagiar, com uma alegria incontida, todos os que de nós se aproximam nesses dias de partilha de vida em nossa JMJ.
Os jovens que vêm como peregrinos, fazendo sacrifícios para estarem aqui conosco, irão encontrar uma família de irmãos e irmãs que os acolhem. Irão encontrar uma cidade que, à semelhança do Cristo Redentor, os acolhe de braços abertos. Irão encontrar seus irmãos jovens que anseiam, como eles, por dias melhores para a sociedade. O jovem é protagonista de tudo isso. Eles estiveram no início de tudo e estarão nas consequências como protagonistas desse mundo novo.
Teremos muitos legados importantes da JMJ: rede para atender os dependentes químicos, educação ecológica, sustentabilidade, acessibilidade, trabalho em conjunto com entidades internacionais e nacionais sobre Paz, justiça, futuro. Viveremos isso no diálogo com as religiões e entre os cristãos. Teremos também a oportunidade da admiração do belo e da arte para os que em nada creem. Mas a grande herança que queremos deixar para todos é a esperança de um “novo amanhecer” para o mundo. É ver os sonhos que todos trazem em seus corações terem caminhos de solução. Em tempos de tantas situações e diversidades o poder dizer, providencialmente, que “o mundo tem jeito” e que a esperança deve estar presente no olhar de cada jovem será um legado que eles levarão para sempre em seus corações.
E diante de tudo isto, depois de tantas controvérsias, trabalhos, incompreensões, lutas, preocupações poderemos olhar para traz com alegria do dever cumprido e, voltados para o futuro, dizer: “valeu a pena”! Deus seja louvado por esse dom que nos concedeu!
† Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

terça-feira, 18 de junho de 2013

O gigante acordou!

Acompanhando os últimos dias e suas respectivas últimas notícias vi muita coisa acontecendo Brasil e mundo a fora. Jovens indo às ruas e se movimentando referente à taxas de transporte público, corrupção, gasto de dinheiro público em construção de estádios, PEC 37 e por ai vai. Acredito que ninguém esperava que existisse uma juventude assim, que luta por uma causa, acreditavam que os jovens estavam dormindo e ai meu amigo se surpreenderam!
Sim, os jovens estão acordados! Há muita coisa a se fazer e a propor a diferença! Há uma civilização do amor a construir e isto é pra ontem!
Porém fiquei pensando na #ogiganteacordou , isto é fantástico, não temos noção ainda da força deste gigante que pode mudar o cenário de um país, uma nação. Um gigante de jovens que podem construir uma nova sociedade marcada  pela justiça, pela paz e a dignidade da pessoa humana!
Mas você já parou pra pensar o que acontece quando se acorda?
Alguns acordam e precisam de um tempinho a mais para se localizar no tempo e espaço, tipo, antes de sair da cama é importante abrir bem os olhos se perceber no espaço antes de tomar uma direção, vai que acerta o pé em algo tipo o guarda-roupa, a porta  e aí? Hum que dor terrível.
Outras pessoas quando acordam, o humor é super lá embaixo, e o azedume é perceptível nas palavras de raiva e rancor. E tanto mal faz àqueles que com elas convivem. Atitudes bem violentas estas  não?
E ainda tem pessoas que acordam, se levantam e nem abrem os olhos, simplesmente vão andando sem direção. Nesta hora pode aparecer alguém que te conduza por um ou outro caminho.
O que tem a ver tudo isso?
Cara, não basta acordar e levantar (isso também), mas é preciso pensar, refletir e tomar uma direção. Pois se você é um dos que ao acordar não para e pensa, pode simplesmente sair sem direção e acertar o pé em coisas desconhecidas (ideologias, estratégias de manipulação e etc). Ou pode ser ainda que ao acordar tenha um ânimo de humor lá embaixo e acredita que com sua raiva e indignação pode partir para violência e nesta hora muita gente sai perdendo principalmente os inocentes. E creio ainda que ao acordar possa sair de olhos fechados para a realidade e nesta hora aparecer alguém que resolva te guiar por caminhos não tão justos e sim egoístas, que no final das contas gerará um totalitarismo ditatorial.
Sim o gigante acordou e está na hora de uma reflexão crítica e inteligente, pensar em um foco e numa mudança que urge acontecer. Está na hora de mostrarmos que temos um sonho de um mundo melhor sim! E que a injustiça social precisa ser tocada e transformada.
Mas acorde, abra bem os olhos e dê o passo! Saiba: como Cristãos temos o dever de nos posicionarmos e temos muita matéria (Doutrina Social da Igreja) para refletirmos e agirmos! Não dá para simplesmente acordar!
#verasqueumfilhoteunaofogealuta

Fonte: Revolução Jesus
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