terça-feira, 22 de novembro de 2011

Milagres de JP2 seriam suficientes para a sua canonização


Vários supostos milagres do beato papa João Paulo II (foto) já chegaram ao conhecimento do postulador de sua causa de canonização, Slawomir Oder, que disse que espera conhecer a documentação completa para começar o processo que o leve à santidade.
“Posso dizer que até o momento recebi numerosos testemunhos muito significativos (de supostos milagres) e estou à espera de toda a documentação para fazer um estudo sério e ver a oportunidade de iniciar o novo processo de canonização”, disse o sacerdote polonês a “Radio Vaticano”.
Oder ressaltou que a proclamação de Karol Wojtyla como santo está nas mãos de Deus, mas que ele pode garantir que as “graças obtidas” (supostos milagres) por intercessão do primeiro papa polonês da história desde que foi beatificado “são muitíssimas”.
Um desses supostos milagres beneficiou, segundo a imprensa italiana, a mexicana Sara Guadalupe Fuentes García, que se curou de maneira inexplicável de um câncer maligno de garganta. A mulher rezava permanentemente a João Paulo II e a cura aconteceu quando relíquias do papa polonês percorriam o México no último mês de setembro.


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

No Benin o Papa propõe programa de vida para sacerdotes, religiosos e leigos


No seminário de São Galo, na cidade de Ouidah (Benin), o Papa Bento XVI propôs magistralmente um programa de vida para todos os sacerdotes, seminaristas, religiosos e leigos da Igreja, alentando a todos a viver santamente no amor.

Logo após reunir-se com o presidente do Benin e depois de rezar ante a tumba do seu amigo o Cardeal Bernardin Gantin, o Santo Padre agradeceu aos presentes por seu compromisso diante das dificuldades que enfrentam.
Seguidamente propôs um programa de vida para cada uma das vocações que os fiéis podem seguir na Igreja começado pelos sacerdotes.

O Papa recordou que "a responsabilidade de promover a paz, a justiça e a reconciliação diz-vos respeito de modo muito particular. De facto, em virtude da Ordem Sacra recebida e dos Sacramentos celebrados, sois chamados a ser homens de comunhão. Tal como o cristal não retém a luz, mas reflecte-a dando-a novamente, assim também o sacerdote deve deixar transparecer aquilo que celebra e aquilo que recebe".

"Por isso, animo-vos a deixar transparecer Cristo na vossa vida, graças a uma autêntica comunhão com o Bispo, a uma bondade real com os vossos irmãos no sacerdócio, a uma profunda solicitude por cada baptizado e a uma grande atenção a toda a pessoa. Por isso, animo-vos a deixar transparecer Cristo na vossa vida, graças a uma autêntica comunhão com o Bispo, a uma bondade real com os vossos irmãos no sacerdócio, a uma profunda solicitude por cada batizado e a uma grande atenção a toda a pessoa".

Finalmente os exortou a "não subestimar a grandeza insondável da graça divina em vós depositada e que vos torna capazes de viver ao serviço da paz, da justiça e da reconciliação".

Aos religiosos e religiosas, o Santo Padre disse que "a vida consagrada é um seguimento radical de Jesus. Que a vossa escolha incondicional de Cristo vos conduza a um amor sem fronteiras pelo próximo! A pobreza e a castidade tornam-vos verdadeiramente livres, para obedecer incondicionalmente ao único Amor que, quando vos conquista, impele-vos a espalhá-lo por todo o lado".

"Pobreza, obediência e castidade aprofundam em vós a sede de Deus e a fome da sua Palavra, que, crescendo, transformam-se em fome e sede de servir o próximo necessitado de justiça, paz e reconciliação. Fielmente vividos, os conselhos evangélicos transformam-vos em irmãos universais e em irmãs de todos e ajudam-vos a avançar com determinação pelo caminho da santidade".

Ao concluir sua reflexão aos religiosos, o Papa disse que "lá chegareis, se, convictos de que para vós viver é Cristo (cf. Flp 1, 21), fizerdes das vossas comunidades reflexos da glória de Deus e lugares onde a única dívida que se tem para com o outro é a do amor recíproco (cf. Rm 13, 8). Através dos vossos carismas específicos, vividos com espírito de abertura à catolicidade da Igreja, podereis contribuir para uma expressão harmoniosa da imensidade dos dons divinos ao serviço de toda a humanidade".

Aos seminaristas Bento XVI exortou a ficar "entrar na escola de Cristo, para adquirirdes as virtudes que vos ajudarão a viver o sacerdócio ministerial como o lugar da vossa santificação. Sem a lógica da santidade, o ministério não passa duma simples função social".

"A qualidade da vossa vida futura depende da qualidade da vossa relação pessoal com Deus em Jesus Cristo, dos vossos sacrifícios, da feliz integração das exigências da vossa formação actual. Diante dos desafios da existência humana, o sacerdote de hoje e de sempre – se quiser ser uma testemunha credível ao serviço da paz, da justiça e da reconciliação – deve ser um homem humilde e equilibrado, sábio e magnânimo". 

"Com a minha experiência de 60 anos de vida sacerdotal, posso confiar-vos, queridos seminaristas, que nunca vos arrependereis dos tesouros intelectuais, espirituais e pastorais que tiverdes acumulado durante a vossa formação", afirmou.

Dirigindo-se logo aos leigos, o Papa Bento XVI disse que "no coração das realidades diárias da vida, exorto a renovardes, também vós, o vosso compromisso pela justiça, a paz e a reconciliação".

"Esta missão exige, em primeiro lugar, fé na família construída segundo o desígnio de Deus e fidelidade à própria essência do matrimônio cristão. Exige também que suas famílias sejam verdadeiras ‘igrejas domésticas’".

O Santo Padre recalcou que "Graças à força da oração, «transforma-se e melhora gradualmente a vida pessoal e familiar, enriquece-se o diálogo, transmite-se a fé aos filhos, aumenta o gosto de estar juntos, e o lar doméstico une-se e consolida-se mais». Fazendo reinar nas vossas famílias o amor e o perdão, contribuireis para a edificação duma Igreja bela e forte e para a instauração de maior justiça e paz na sociedade inteira". 

"Neste sentido, encorajo-vos, queridos pais, a ter um profundo respeito pela vida e a testemunhar diante dos vossos filhos os valores humanos e espirituais". 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Vaticano toma medidas legais pela ofensa da Benetton ao Papa


Vaticano, 17 Nov. 11 / 12:38 pm (ACI)

A Secretaria de Estado do Vaticano informou hoje que ordenou os seus advogados a realizarem as ações legais correspondentes contra a Benetton pelo montagem de fotos ofensiva na qual se apresenta o Papa Bento XVI beijando um imã muçulmano.

Ontem Benetton lançou e retirou uma publicidade com uma montagem fotográfica que mostra o Santo Padre beijando o ímã da mesquita Al-Azhar no Cairo (Egito), Ahmed Mohamed El-Tayeb. A imagem foi pendurada na Ponte de Sant'Angelo, em Roma, a poucos metros do Vaticano.

O pôster faz parte da campanha da Benetton titulada "Unhate: contra o ódio" e mostra outros líderes mundiais beijando-se como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com o presidente chinês Hu Jintao; o presidente da França Nicolas Sarkozy com a chanceler alemã Angela Merkel; entre outros.

No comunicado de hoje da Santa Sé se destaca que "a Secretaria de Estado encarregou os seus advogados de empreender, na Itália e em outros países, as ações oportunas para impedir a circulação, também através dos meios de comunicação massivos, da montagem realizada no âmbito da campanha publicitária de Benetton".

Na montagem fotográfica, indica o texto, "aparece a imagem do Santo Padre de um modo, tipicamente comercial, considerado lesivo não só para a dignidade do Papa e da Igreja Católica, mas também para a sensibilidade dos fiéis".

O dia de ontem o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, expressou a protesta do Vaticano pelo "uso absolutamente inaceitável da imagem do Santo Padre, manipulada e instrumentalizada" e adiantou a possibilidade das ações legais que agora ordenou realizar.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

“O silêncio não vai ajudar a Igreja”, diz padre Paulo Ricardo


Entrevista ao "Jornal de Londrina"

Paulo Ricardo de Azevedo Júnior é um padre que não se furta a criticar outros sacerdotes 

Paulo Ricardo de Azevedo Júnior é um padre no sentido pleno da palavra. E não apenas por usar batina. Eis um padre que segue o catecismo, o missal e a Doutrina Católica. Um padre que defende a Igreja e o papa. Um padre estudioso e com grande domínio da palavra. Um padre que conhece profundamente as questões canônicas. Um padre que fala de vida espiritual. Um padre que não ignora este mundo, mas sem jamais esquecer o outro. 

Um padre que não se furta a criticar outros sacerdotes, sobretudo o chamado “clero progressista”, ligado à teologia da libertação. Um padre à maneira antiga – tão antiga quanto os 2 mil anos da Igreja Católica.


Com todas essas qualidades, o padre Paulo Ricardo está fazendo um grande sucesso com seu trabalho de evangelização na internet. Através do site padrepauloricardo.org, ele diz o que pensa para um público cada vez mais amplo – e constituído em grande parte por jovens.


Nascido em novembro de 1967, o padre Paulo Ricardo foi ordenado em 1992, pelo papa João Paulo II. É bacharel em Teologia e mestre em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma). Membro do Conselho Internacional de Catequese, nomeado pela Santa Sé, pertence à Arquidiocese de Cuiabá (Mato Grosso). É autor de diversos livros e apresenta o programa semanal “Oitavo Dia”, pela Rede Canção Nova de Televisão.

Durante uma visita do padre Paulo Ricardo por Londrina e região, em setembro, o JL realizou a seguinte entrevista. Entre os assuntos abordados, o papel dos cristãos na sociedade contemporânea e uma relação especial com a cidade de Londrina.

JL: Em 2005, o sr. passou por uma experiência pessoal muito importante em Londrina. O que aconteceu? E de que forma essa experiência o marcou? 
Padre Paulo Ricardo: Há seis anos, eu estava vindo de São Paulo e o avião fazia escala em Londrina, indo para Cuiabá. Aconteceu que o avião atrasou, tivemos que ir para o hotel. Depois voltamos para pegar o avião outra vez. Uns cinco minutos depois da decolagem, houve um estouro na turbina direita. Trinta segundos depois, um novo estouro. Ninguém sabia o que estava acontecendo. O pessoal ficou apavorado. O avião continua estável, o que se via claramente. Fiquei pensando: vou observar. Se eu notar que vai ocorrer o pior, dou a absolvição coletiva.

Enquanto eu não sabia o que estava acontecendo, fiz meu ato de contrição, pedi a Deus perdão do meu pecado – e esperei. Enquanto esperava, pensei que havia sido prudente inutilmente. Agora eu estaria me apresentando diante de Deus, Deus iria pedir conta do meu ministério, e eu fui prudente a vida inteira, porque queria ser bispo, queria fazer carreira, não queria me queimar. Dali para frente aquilo marcou. Dali para frente eu vi que era um homem morto. Deus me disse assim: “O que eu havia previsto para você eram somente estes anos de sacerdócio, agora você vai morrer, acabou, e você não deu conta do recado. Você escondeu seus talentos”.

Dali para frente resolvi me considerar um homem morto. Porque Deus estava me dando uma segunda chance. Eu não poderia mais me colocar numa situação de prudência, pensando no futuro. O bom soldado, quando vai para a guerra, não tem que se preocupar em voltar para casa. Ele tem que se preocupar em sobreviver o maior tempo possível para fazer o maior estrago para o inimigo. O soldado sabe que um dia vai levar um tiro e um dia vai sair de ação.

Esse foi meu exame de consciência: o sacerdócio é um dom, e um dom não é algo para ser guardado. Dali em diante, eu vi que a minha batina não é um enfeite, ela é uma mortalha. O sacerdote é um homem que deveria ter morrido para o mundo; se ele não morreu para o mundo, o que está fazendo aí? Afinal de contas, a Igreja e o sacerdócio ou servem para o Céu, ou não servem para nada, podem fechar as portas.

JL: E de que maneira a Igreja Católica pode assumir a sua verdadeira missão?

Padre Paulo Ricardo: A grande dificuldade é que a Igreja, nas últimas décadas, introjetou a acusação dos marxistas – de que “a religião é o ópio do povo”. Ela se sente culpada de falar do Céu, de salvação eterna, de felicidade futura. E tenta desconversar com uma suposta doutrina social. Você vai para a Igreja e dizem que a finalidade da religião é “fazer um mundo melhor”. Ora, mas essa não é a finalidade da Igreja! Bento XVI, na encíclica “Spe Salvi”, que houve uma imanentização da esperança cristã. A esperança cristã era voltada para o Céu, agora a gente espera a coisa aqui na Terra. A gente espera um mundo ideal, um mundo melhor, em desfavor da transcendência.

Paulo Briguet: Foi a partir desse episódio que o sr. iniciou o trabalho de evangelização na internet?
Padre Paulo Ricardo: Na verdade, a coisa foi gradual. O episódio do avião foi em 2005. Existem conversões fulminantes, como a de São Francisco – o homem que um dia era pecador, no outro era virtuoso. Comigo não foi assim. Ou melhor: comigo não está sendo assim – porque ainda não terminou. Sempre fui um menininho comportado, conservador, usava traje social, camisa de manga comprida... Quando entrei no seminário, logo veio a tentação da carreira. Eu me saía melhor nos estudos; era apreciado pela maneira como falava; comecei a pensar numa carreira dentro da Igreja. Fui para Roma, fiz Teologia lá. 

Vivia mais no Vaticano do que Universidade, sempre metido com cardeais e gente importante. Quando fui ordenado padre pelo papa João Paulo II, passei a desempenhar algumas funções menores na Santa Sé, nada muito importante. Minha pretensão era voltar ao Brasil, servir a diocese por um tempo e depois fazer carreira no Vaticano. Mas aconteceu que em 1997, tive uma experiência de conversão. Uma experiência com Santa Teresinha. Ali eu comecei a perceber que não poderia ser padre sem abraçar uma cruz. Não poderia transformar o sacerdócio numa carreira. Entendi que o sacerdócio não era um homem, mas o sacrifício de um homem. Passei a me voltar mais para Deus, para a espiritualidade. Eu já era padre há cinco anos. Em 2002, eu conheci pela internet o filósofo Olavo de Carvalho e comecei a ler tudo que ele escrevia. Foi como se escamas caíssem dos meus olhos. Você descobre por que apanhou a vida inteira: você descobre por que lutava numa argumentação, vencia os debates, mas nada mudava. 

A partir disso, passei a ver que as razões verdadeiras não eram as razões apresentadas em discussões. Tem sempre algo debaixo da mesa. Tem sempre a má intenção por trás – o que é típico da mentalidade revolucionária. Em 2005, houve o episódio do avião. De 2005 para frente, eu passei a ser muito mais claro no que dizia. A partir daí comecei a realizar uma pregação mais clara contra a corrente geral.


JL: Como o sr. definiria hoje o seu papel na Igreja? 
Padre Paulo Ricardo: Hoje eu vejo que não nasci para ser bispo. Que nasci para ser pai de bispo, ou seja, formar uma geração de novos padres – e, um dia, um deles será bispo. Um dia algum deles vai ajudar a Igreja no episcopado. Para mim, o importante é saber agora que o silêncio não vai ajudar a Igreja. A gente vê no jovem a gratidão imensa quando você fala.

O filósofo Eugen Rosenstock-Huessy, pouco conhecido no Brasil, analisa as doenças da linguagem. Uma delas é a guerra; outra é a crise. O que caracteriza a guerra? A guerra é quando eu não quero ouvir o meu inimigo. Já a crise é o contrário: é não falar ao amigo. Meu amigo precisa de minha ajuda, eu sei onde está a solução, mas por conveniência eu calo. Assim a sociedade entra em crise. 

A sociedade está em crise porque os líderes morais que poderiam dar uma orientação às pessoas estão calados. Alguém tem de pagar o preço de falar. Mesmo sabendo que, ao falar, a pessoa vai sofrer o martírio dos tempos modernos, como o papa Bento XVI descreve com muita clareza, até porque ele mesmo é vítima desse processo. O martírio dos tempos modernos é o assassinato da personalidade. É transformar o sujeito em não-pessoa. 

É a calúnia, a perseguição. Você vai sendo fritado. Então, hoje nós precisamos na Igreja do Brasil de padres e bispos mártires. Uso sempre a palavra profético, mas a palavra mais adequada seria mártir. Martyrios em grego quer dizer testemunha. Alguém que crê tanto no Reino do Céu que está disposto a desprezar o reino dos homens.


JL: Há uma guerra cultural em curso no Brasil de hoje, à semelhança do conflito que Peter Kreeft identificou na sociedade norte-americana?
Padre Paulo Ricardo: Existe uma guerra cultural incipiente no país. Ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, a esquerda brasileira conseguiu a hegemonia da mídia. Em todos os âmbitos. Qualquer um que seja oposição só tem um espaço de militância atualmente, que é a internet. Basicamente esse é o espaço que nos concedem – ainda. A esquerda diz que a revolução só pode ser alcançada se houver um período que a precede, chamado de acumulação de forças. 


Nós estamos no período de acumulação de forças. Ainda não existe guerra de fato. Guerra supõe exército dos dois lados. O que existe é um exército que invadiu e ocupou o país. Nós temos uma ocupação hegemônica da esquerda. Mas a geração está sendo formada. Bento XVI, nesse sentido, foi o homem da Providência para a Igreja e para o Brasil. É preciso recomendar que o cardeal Joseph Ratzinger foi o homem que condenou a Teologia da Libertação. Antes, quando se citava o cardeal Ratzinger, tudo quanto era bispo e padre aqui no Brasil dizia que isso era uma “visão radical”. Hoje em dia, cita-se Bento XVI e todos têm que ficar calados, porque não podem dizer que o papa é radical. O papa nos deu carta-branca. Está servindo como escudo para que a gente possa agir. Dentro do meu ministério, eu sempre tenho como diretriz lutar as lutas que o papa está lutando. 

De tal forma que o bom católico veja que eu não estou seguindo uma ideologia; eu estou seguindo a fé da Igreja de 2000 anos. A hegemonia esquerdista no Brasil é tal que a pessoa que pretende ser católica se sente um peixe fora d’água. A oposição ao pensamento do papa é tão grande que a maior parte dos jovens se sentiria fora da Igreja. A esquerda católica nos acusa – a nós que somos fiéis a Bento XVI – de estarmos fora da Igreja. Mas já que o papa está ao nosso lado e nós estamos ao lado do papa, eles não podem mais dizer isso.


 JL: O sr. sempre diz que no Brasil tenta-se impor uma minoridade social aos católicos. Em que consiste esse processo?

Padre Paulo Ricardo: É a chamada ideologia do Estado laico. Segundo essa ideologia, qualquer pessoa que tenha uma visão religiosa do mundo deve guardá-la para sua vida privada. Para os defensores dessa ideologia, a religiosidade não tem espaço público, não tem cidadania. Uso essa expressão – minoridade – para dizer que nós somos cidadãos brasileiros como os menores de idade. Mas nem todos os nossos direitos são reconhecidos. Os menores de idade não podem votar, não podem dirigir carro, têm direitos e responsabilidades limitadas. Há um grupo que se apossou da “classe falante” e não nos dá direito de falar e expressar nossas opiniões – porque nós somos religiosos. 

O fato é o seguinte: o ateísmo é uma atitude tão religiosa quanto o catolicismo, pois vê o mundo a partir de um prisma religioso, a não-existência de Deus. Não existe alguém indiferente ao problema religioso. Se você varre do espaço público qualquer manifestação religiosa, não está colocando o Estado nas mãos de uma visão religiosamente isenta; você está impondo uma religião que se chama materialismo ateísta. Os ateus não são cidadãos de primeira categoria e nós não somos cidadãos de segunda categoria. 

Eles são tão cidadãos quanto nós; têm o direito de ser ateus. Só que, numa democracia, quem dá o tônus do ambiente cultural é a maioria. A maioria esmagadora da população brasileira é extremamente religiosa. Portanto, nós não temos por que ficar amordaçados por uma minoria de ateus militantes.





sábado, 12 de novembro de 2011

A santidade para Madre Teresa de Calcutá

Madre Teresa de Calcutá possui esta belíssima e profunda reflexão sobre a santidade:
As pessoas dizem um monte de coisas inteligentes, grandiosas, belas, maravilhosas, enquanto eu digo coisas aparentemente bobas, coisas que até crianças podem compreender. E, no entanto, as pessoas são infladas por estas palavras, porque conseguem compreendê-las e torná-las suas, pois a santidade não é um luxo para poucos escolhidos.
A santidade é um dever para todos, para vós e para mim. Mas o que é a santidade? A santidade é aceitar  a vontade de Deus com um grande sorriso…Nisso ela se resume.
Aceitar a vontade de Deus, aceitá-lo quando surge em nossa vida, aceitar que tome de nós o que quiser, aceitar que nos use como quiser…sem nos consutar. Mas, infelizmente, queremos ser consultados!
A santidade é deixar que Ele nos use, que se sirva de nós, nos faça em pedaços, nos esvazie completamente de nós mesmos.”
Sábias palavras de Madre Teresa!! A santidade não é  um privilégio de poucos…os santos foram também pecadores como nós, que um dia souberam  aceitar a vontade de Deus com alegria, mesmo nos momentos de provações e perseguições.
O Papa Bento XVI, baseando-se em São João da Cruz afirmou:
A santidade não é uma obra nossa, muito difícil, mas é exatamente essa “abertura”: abrir as janelas da nossa alma para que a luz de Deus possa entrar, não esquecer de Deus, porque exatamente na abertura à sua luz se encontra a força, se encontra a alegria dos remidos. Peçamos ao Senhor para que nos ajude a encontrar essa santidade, deixemo-nos amar por Deus, que é a vocação de nós todos e a verdadeira redenção”.
Assim, podemos dizer que a santidade está nesse “esvaziar-se de nós mesmos”, e na abertura do nosso coração à Deus. A santidade está na simplicidade de quem mantém um coração de criança, como nos disse Jesus: “Deixai as crianças virem a mim. Não as impeçais, porque a pessoas assim é que pertence o Reino de Deus.”
Salve Maria!!

RCC 40 anos - a profecia se cumpriu


No ano de 2007, a Renovação Carismática Católica completou 40 anos de fundação. Para comemorar a data, a coordenação brasileira do movimento reuniu todos os seus grupos de oração para um congresso na Canção Nova. Lá, durante uma profética homilia, o padre Paulo Ricardo alertou os "carismáticos": "40 dias de Jesus no deserto, 40 anos de Renovação Carismática. Satanás veio visitar Jesus, e virá também visitar a Renovação..."
Quatro anos depois, vemos tragicamente essa profecia se cumprir. Já são numerosos os lobos em pele de cordeiro que fingindo-se de amigos inocularam o veneno da serpente no coração da RCC. São pregadores de grupos de oração, políticos e apresentadores de TV que desgraçadamente pregam, com mel no lábios e sangue nas mãos, a revolta contra Cristo. "Desperta-te tu que dormes" ... Vejam a notícia:http://fratresinunum.com/2011/11/11/cancao-nova-escandalo-novo-deputado-petis...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O câncer de Lula e o radicalismo dos não-cristãos


http://l.yimg.com/a/i/br/1011/lula_cancer_faringe_392.jpgRecentemente foi noticiado queo ex-presidente de nossa República, Luiz Inácio Lula da Silva, está com um câncer na laringe. É verdade que, para aqueles cristãos que mantêm uma condenável simpatia para com o Partido dos Trabalhadores, a notícia é mais uma ocasião para exaltar os “grandiosos feitos do presidente Lula em favor dos oprimidos e menos favorecidos”; também é verdade que facilmente este fato será explorado a fim de promover politicamente o ex-presidente da República, como alertou o jornalista Reinaldo Azevedo. Mas, estas não são, nem de longe, as coisas mais importantes a serem enfatizadas neste momento.
Deve-se dar ênfase, por ora, a esta notícia: Assessoria de Lula diz que Papa vai orar por ex-presidente. Segundo a nota da assessoria de Lula, “o papa Bento XVI, por intermédio do embaixador brasileiro no Vaticano, Almir Barbuda, informou nesta segunda-feira (31) que está preocupado com a saúde do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que irá orar por seu restabelecimento.” Num momento difícil como este em que está vivendo Lula, todos os cristãos que verdadeiramente se preocupam com a dignidade da pessoa humana precisam, assim como o nosso Pastor, colocar a alma de nosso ex-presidente no Sagrado Coração de Jesus, para que, em Seu amor, Ele se digne curar e restituir-lhe a saúde, não só do corpo, mas especialmente da alma.
É nestas ocasiões interessantes que percebemos porque Deus não deixa totalmente evidente que salvará a uns e condenará a outros: é assim a fim de que os eleitos não se ensoberbeçam e afastem as outras criaturas de Seu poder e misericórdia. Esta é a saúde do Cristianismo católico, a saúde que rejeita o mal, mas que acredita na conversão do extraviado. Se não nos cuidarmos, podemos cair numa intolerância preocupante: aquela que afasta as criaturas da Igreja e esquece que, na verdade, tudo de sagrado e puro que temos na religião católica, existe em vista do homem, e de sua salvação.
Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!
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