quinta-feira, 6 de junho de 2013

Aprendei de Mim que sou manso

Estamos no mês de Junho, dedicado ao Sagrado Coração de Jesus. Por isso, quero neste mês compartilhar algumas reflexões sobre este Sacratíssimo Coração.
Jesus é nosso modelo perfeito.
Somos convidados continuamente pela Palavra de Deus a seguirmos seus exemplos: “Tende em vós os mesmos sentimentos que havia em Jesus Cristo, diz-nos São Paulo em Fl 2,5.  E São Pedro nos diz que Cristo deixou-nos o exemplo para que sigamos suas pegadas  (1 Pd 2, 21).
Muito além destes conselhos, temos a palavra do próprio Jesus: “Aprendei de mim”. Jesus se apresenta a nós como Mestre e modelo, que devemos seguir e imitar.
O interessante é que Jesus, podendo apresentar-se a nós como modelo de todas as virtudes, mencionou apenas duas, para que o imitássemos nelas, garantindo-nos que se o fizermos, encontraremos paz e descanso para o nosso espírito. E que virtudes são estas? Ouçamos suas palavras: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de Coração” (MT 11, 29). Ei-las: mansidão e humildade. Os alicerces do cristianismo, as características fundamentais da Caridade e, por isso mesmo, do Coração de Cristo.
Hoje vamos falar da mansidão.
Mansidão é a virtude que nos leva a conservar a mesma serenidade em todas as ocasiões e situações. Ser manso é um grande desafio. São muitas as situações que querem nos “tirar do sério”. Mas então entra a mansidão.
Uma coisa importante e característica de todas as virtudes é que elas nos ensinam que não devemos agir só por motivos e critérios humanos. E isto muda completamente nosso comportamento.
É o que Jesus nos ensina quando diz “Aprende de Mim”. Ele é nosso critério, pois Ele é a Verdade.
Mas aprender de Jesus implica conhecê-lo de perto, o que só se alcança convivendo com Ele. Temos que imitar Jesus, mas não como um gravador, mas como os filhos que no contato diário de toda uma vida, naturalmente terminam imitando seus pais, no modo de falar, de andar, etc. Temos que ser íntimos de Jesus para podermos imitá-lo.
Jesus diz que é manso de Coração. A virtude é algo profundo, age de dentro para fora. Não é só uma casquinha, uma aparência.
Para ser manso de verdade não basta não brigar exteriormente. É preciso ter o coração em paz. Às vezes por fora estamos calados, mas em nosso interior estamos murmurando, revoltados, insatisfeitos, descontentes.
Vejamos algumas situações concretas em que somos convidados a aprender de Jesus que é manso de Coração.
Quando devemos ser mansos, ou seja, conservar a serenidade e a paz em nosso coração, não nos alterar, não gritar, não ofender, etc?
Quando alguém nos ofende ou nos faz raiva.
Quando as coisas não saem como gostaríamos.
Quando alguém nos faz uma correção e nos mostra um defeito ou falha que não tínhamos percebido antes.
Quando percebemos de perto nossa fraqueza, nossas limitações e temos a tendência de nos revoltarmos contra nós mesmos em vez de nos aceitarmos e nos corrigirmos.
Quando faz calor, ou quando faz frio.
Quando o computador trava ou a internet não funciona.
Quando não podemos ter algo que gostaríamos.
Quando estamos com pressa e o trânsito não anda.
Quando lidamos com uma pessoa que é muito lenta.
Quando estamos doentes, quando sentimos alguma dor.
Quando ao nosso lado temos uma pessoa “insuportável” (segundo nosso critério).
Enfim, esta lista não vai acabar. Então paremos por aqui lembrando o grande resultado prometido pelo nosso Modelo divino de mansidão, para quem procurar aprender dEle: “Encontreis descanso para vossas almas”.
Dai-me, Senhor, a força de lutar pela mansidão para que eu possa alcançar este descanso, esta paz inalterável em minha vida, mesmo que por fora tudo conspire contra esta paz. Amém.

Pe. Gaspar S. C. Pelegrini é Reitor do Seminário da Imaculada Conceição

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Na catequese, Papa fala do cuidado com a criação e alerta para a cultura do descartável

Dia Mundial do Meio Ambiente

 
CATEQUESE
Praça São Pedro
Quarta-feira, 5 de junho de 2013
Boletim da Santa Sé
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje gostaria de concentrar-me sobre a questão do ambiente, como já tive oportunidade de fazer em diversas ocasiões. Também sugerido pelo Dia Mundial do Ambiente, promovido pelas Nações Unidas, que lança um forte apelo à necessidade de eliminar os desperdícios e a destruição de alimentos.
Quando falamos de ambiente, da criação, o meu pensamento vai às primeiras páginas da Bíblia, ao Livro de Gênesis, onde se afirma que Deus colocou o homem e a mulher na terra para que a cultivassem e a protegessem (cfr 2, 15). E me surgem as questões: O que quer dizer cultivar e cuidar da terra? Nós estamos realmente cultivando e cuidando da criação? Ou será que estamos explorando-a e negligenciando-a? O verbo “cultivar” me traz à mente o cuidado que o agricultor tem com a sua terra para que dê fruto e esse seja partilhado: quanta atenção, paixão e dedicação! Cultivar e cuidar da criação é uma indicação de Deus dada não somente no início da história, mas a cada um de nós; é parte do seu projeto; quer dizer fazer o mundo crescer com responsabilidade, transformá-lo para que seja um jardim, um lugar habitável para todos. Bento XVI recordou tantas vezes que esta tarefa confiada a nós por Deus Criador requer captar o ritmo e a lógica da criação. Nós, em vez disso, somos muitas vezes guiados pela soberba do dominar, do possuir, do manipular, do explorar; não a “protegemos”, não a respeitamos, não a consideramos como um dom gratuito com o qual ter cuidado. Estamos perdendo a atitude de admiração, de contemplação, de escuta da criação; e assim não conseguimos mais ler aquilo que Bento XVI chama de “o ritmo da história de amor de Deus com o homem”. Porque isto acontece? Porque pensamos e vivemos de modo horizontal, estamos nos afastando de Deus, não lemos os seus sinais.
Mas o “cultivar e cuidar” não compreende somente a relação entre nós e o ambiente, entre o homem e a criação, diz respeito também às relações humanas. Os Papas falaram de ecologia humana, estritamente ligada à ecologia ambiental. Nós estamos vivendo um momento de crises; vemos isso no ambiente, mas, sobretudo, no homem. A pessoa humana está em perigo: isto é certo, a pessoa humana hoje está em perigo, eis a urgência da ecologia humana! E o perigo é grave porque a causa do problema não é superficial, mas profunda: não é somente uma questão de economia, mas de ética e de antropologia. A Igreja destacou isso muitas vezes; e muitos dizem: sim, é certo, é verdade… mas o sistema continua como antes, porque aquilo que domina são as dinâmicas de uma economia e de uma finança carentes de ética. Aquilo que comanda hoje não é o homem, é o dinheiro, o dinheiro, o dinheiro comanda. E Deus nosso Pai deu a tarefa de cuidar da terra não ao dinheiro, mas a nós: aos homens e mulheres, nós temos esta tarefa! Em vez disso, homens e mulheres sacrificam-se aos ídolos do lucro e do consumo: é a “cultura do descartável”. Se um computador quebra é uma tragédia, mas a pobreza, as necessidades, os dramas de tantas pessoas acabam por entrar na normalidade. Se em uma noite de inverno, aqui próximo na rua Ottaviano, por exemplo, morre uma pessoa, isto não é notícia. Se em tantas partes do mundo há crianças que não têm o que comer, isto não é notícia, parece normal. Não pode ser assim! No entanto essas coisas entram na normalidade: que algumas pessoas sem teto morram de frio pelas ruas não é notícia. Ao contrário, a queda de dez pontos na bolsa de valores de uma cidade constitui uma tragédia. Um que morre não é uma notícia, mas se caem dez pontos na bolsa é uma tragédia! Assim as pessoas são descartadas, como se fossem resíduos.
Esta “cultura do descartável” tende a se transformar mentalidade comum, que contagia todos. A vida humana, a pessoa não são mais consideradas como valor primário a respeitar e cuidar, especialmente se é pobre ou deficiente, se não serve ainda – como o nascituro – ou não serve mais – como o idoso. Esta cultura do descartável nos tornou insensíveis também com relação ao lixo e ao desperdício de alimento, o que é ainda mais deplorável quando em cada parte do mundo, infelizmente, muitas pessoas e famílias sofrem fome e desnutrição. Um dia os nossos avós estiveram muito atentos para não jogar nada de comida fora. O consumismo nos induziu a acostumar-nos ao supérfluo e ao desperdício cotidiano de comida, ao qual às vezes não somos mais capazes de dar o justo valor, que vai muito além de meros parâmetros econômicos. Recordemos bem, porém, que a comida que se joga fora é como se estivesse sendo roubada da mesa de quem é pobre, de quem tem fome! Convido todos a refletir sobre o problema da perda e do desperdício de alimento para identificar vias que, abordando seriamente tal problemática, sejam veículo de solidariedade e de partilha com os mais necessitados.
Há poucos dias, na festa de Corpus Christi, lemos a passagem do milagre dos pães: Jesus dá de comer à multidão com cinco pães e dois peixes. E a conclusão do trecho é importante: “E todos os que comeram ficaram fartos. Do que sobrou recolheram ainda doze cestos de pedaços” (Lc 9, 17). Jesus pede aos discípulos que nada seja perdido: nada desperdiçado! E tem este fato das doze cestas: por que doze? O que significa? Doze é o número das tribos de Israel, representa simbolicamente todo o povo. E isto nos diz que quando a comida vem partilhada de modo igualitário, com solidariedade, ninguém é privado do necessário, cada comunidade pode satisfazer as necessidades dos mais pobres. Ecologia humana e ecologia ambiental caminham juntas.
Gostaria então que levássemos todos a sério o compromisso de respeitar e cuidar da criação, de estar atento a cada pessoa, de combater a cultura do lixo e do descartável, para promover uma cultura da solidariedade e do encontro. Obrigado.

Papa Francisco

O Papa pecador - Reflexão de Dom Fernando


Houve quem ficasse surpreso quando, na audiência geral de 29 de maio passado, o Papa Francisco declarou que era pecador: “A Igreja é a grande família dos filhos de Deus. Sem dúvida, ela também tem aspectos humanos; naqueles que a compõem, Pastores e fiéis, existem defeitos, imperfeições e pecados; até o Papa os tem, e tem tantos, mas é bom saber que quando nos damos conta que somos pecadores, encontramos a misericórdia de Deus, que perdoa sempre”.

O Papa Francisco quer nos ensinar a humildade, que começa com a confissão de que somos pecadores. Ele é o vigário de Jesus Cristo na terra. Jesus, sendo Deus santíssimo, tomou sobre si os nossos pecados:

“Aquele que não cometeu pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nós nos tornássemos justiça de Deus (2 Cor 5, 21). Jesus, inocente e puro, quis passar por pecador. Foi assim que ele juntou-se ao povo para receber o batismo de penitência dado por João no rio Jordão. Nós, ao invés, sendo pecadores, queremos passar por santos. E ficamos indignados quando somos tratados como pecadores! “Se dissermos que não temos pecado, estamos enganando a nós mesmos, e a verdade não está em nós” (1Jo 1, 8).

Por isso a Igreja, mãe sábia, na sua sagrada Liturgia, nos ensina sempre a humildade: “Eu, pecador, me confesso... porque pequei muitas vezes..., por minha culpa, minha culpa, minha tão grande culpa”; com muitas súplicas ao perdão e à misericórdia de Deus: “não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a vossa Igreja”.

Subliminarmente, o Papa também quer combater o carreirismo na própria Igreja, o gosto de aparecer, o desejo de nos substituirmos a Jesus Cristo, o querer, na Liturgia, por exemplo, se suplantar ao próprio Cristo, fazendo-nos os protagonistas da ação sagrada.

"Sede discípulos meus, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vós” (Mt 11, 29). A humildade é fonte de paz, de fraternidade e união. É o oposto da hipocrisia.  E para ser humilde é preciso ser forte, corajoso e valente. É a temática jesuítica, muito cara ao nosso Papa: “Acusar a si mesmo implica uma valentia pouco comum para abrir a porta a coisas desconhecidas e deixar que os outros vejam além de minha aparência. É renunciar à maquiagem, para que se manifeste a verdade. Na base do acusar a si mesmo, que é um meio, está a opção fundamental pelo anti-individualismo, pelo espírito de família e de Igreja que nos conduz a nos assumirmos, como bons filhos e bons irmãos, para mais tarde podermos vir a ser bons pais. Acusar a si mesmo implica uma postura basicamente comunitária...” E como ele falou na última audiência, o reconhecermo-nos pecadores atrai o perdão de Deus: “Quem acusa a si mesmo abre espaço para a misericórdia de Deus; é como o publicano que não ousa levantar seus olhos (cf. Lc 18, 13). Quem sabe acusar a si mesmo é um homem que sempre se aproximará bem dos outros, como o bom samaritano, e , nessa aproximação, o próprio Cristo realizará o acesso ao irmão" (Jorge Mario Bergoglio, S.J., Sobre a acusação de si mesmo).


Dom Fernando Arêas Rifan
Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney 


PS: Queridos leitores do blog, sei que estou em falta com vocês e peço desculpas pela falta de atualização. De volta a ativa!
Salve Maria!
Att. Sara Conceição Santiago Ferreira

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Deus se dá na Eucaristia, diz Papa em Missa de Corpus Christi

Corpus Christi

O Papa Francisco presidiu, nesta quinta-feira, 30, a Santa Missa da Solenidade de Corpus Christi, na Basílica de São João de Latrão, sede da Diocese de Roma. Uma multidão de fiéis participou da celebração.
Na homilia, o Santo Padre refletiu sobre o Evangelho do dia (cf. Lc 9, 11b-17)  que narra o milagre da multiplicação dos pães.

No texto há uma expressão de Jesus que, segundo o Papa, o impressiona sempre: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. E partindo desta frase, o Pontífice destacou três palavras em sua reflexão: seguimento, comunhão e partilha.

Diante da necessidade da multidão, os discípulos pediram a Jesus que a dispensasse, “cada um pensava em si mesmo”, explicou o Papa, e questionou: “Quantas vezes nós cristãos agimos assim? Não assumimos a necessidade do outro?”.
“A solução de Jesus vai em outra direção e surpreende os discípulos: Dai-lhes vós mesmos de comer. Eles se assustam porque só têm cinco pães e dois peixes, e em um momento de profunda comunhão a multidão é alimentada pelo seu Pão da Vida”, enfatiza o Papa.
Francisco destaca que também nós, ao participar da Missa, somos alimentados pela Palavra do Senhor e pelo Seu Corpo e Sangue, que nos torna “Comunidade”. “A Eucaristia é o sacramento da comunhão, que nos faz sair do individualismo”.
Nesse ponto, o Papa Francisco levou os fiéis presentes a se questionarem: “Como eu vivo a Eucaristia? De modo anônimo ou em verdadeira comunhão com o Senhor? Como são nossas Celebrações Eucarísticas?”
“E de onde nasce a multiplicação dos pães?” continuou a refletir o Santo Padre. “A resposta está no convite de Jesus aos discípulos: ‘Dai-lhes vós mesmos de comer’. O que os discípulos partilharam? O pouco que tinham, mas foram esses pães e peixes que, nas mãos do Senhor, saciaram a multidão”, explicou.
Essa atitude nos indica que, na Igreja e na sociedade, a “solidariedade é uma palavra-chave”, reforçou o Papa. “Não devemos ter medo., devemos nos colocar à disposição de Deus com todas as nossas capacidades”.
Nesta solenidade, também nós experimentamos a solidariedade de Deus, afirmou o Santo Padre. “Deus não deixa de nos surpreender… Ele se faz próximo, Ele se dá na Eucaristia, o verdadeiro alimento que sustenta a nossa vida”.
“Irmãos e irmãs, seguimento, comunhão e partilha. Rezemos para que a participação na Eucaristia nos provoque sempre a seguir o Senhor todos os dias, a ser instrumentos de comunhão e a partilhar com Ele e o próximo aquilo que somos. Só então nossa existência será verdadeiramente fecunda”, concluiu o Papa.
Após a homilia, a multidão recolheu-se em alguns minutos de silêncio para refletir sobre as palavras do Santo Padre.
No final da Celebração, o Papa fez a procissão a pé com os fiéis, seguindo o Ostensório, que foi conduzido por um veículo, pelas ruas de Roma até a Basílica de Santa Maria Maior, onde deu a benção final.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Santa Rita de Cássia


Santa Rita de CássiaNasceu na Itália, em Cássia, no ano de 1380. Seu grande desejo era consagrar-se à vida religiosa. Mas, segundo os costumes de seu tempo, ela foi entregue em matrimônio para Paulo Ferdinando.
Tiveram dois filhos, e ela buscou educá-los na fé e no amor. Porém, eles foram influenciados pelo pai, que antes de se casar se apresentava com uma boa índole, mas depois se mostrou fanfarrão, traidor, entregue aos vícios. E seus filhos o acompanharam.
Rita então, chorava, orava, intercedia e sempre dava bom exemplo a eles. E passou por um grande sofrimento ao ter o marido assassinado e ao descobrir depois que os dois filhos pensavam em vingar a morte do pai. Com um amor heroico por suas almas, ela suplicou a Deus que os levasse antes que cometessem esse grave pecado. Pouco tempo mais tarde, os dois rapazes morreram depois de preparar-se para o encontro com Deus.
Sem o marido e filhos, Santa Rita entregou-se à oração, penitência e obras de caridade e tentou ser admitida no Convento Agostiniano em Cássia, fato que foi recusado no início. No entanto, ela não desistiu e manteve-se em oração, pedindo a intercessão de seus três santos patronos – São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolas de Tolentino – e milagrosamente foi aceita no convento. Isso aconteceu por volta de 1441.
Seu refúgio era Jesus Cristo. A santa de hoje viveu os impossíveis de sua vida se refugiando no Senhor.
Rita quis ser religiosa. Já era uma esposa santa, tornou-se uma viúva santa e depois uma religiosa exemplar.
Ela recebeu um estigma na testa, que a fez sofrer muito devido à humilhação que sentia, pois cheirava mal e incomodava os outros. Por isso teve que viver resguardada.
Morreu com 76 anos, após uma dura enfermidade que a fez padecer por 4 anos.
Hoje ela intercede pelos impossíveis de nossa vida, pois é conhecida como a “Santa dos Impossíveis”.
Santa Rita de Cássia, rogai por nós!

terça-feira, 14 de maio de 2013

A CRUZ DA JUVENTUDE

Neste domingo, chegaram festivamente à nossa cidade de Campos dos Goytacazes os símbolos da Jornada Mundial da Juventude, a cruz e o ícone de Nossa Senhora, oferecidos aos jovens pelo Papa Beato João Paulo II, símbolos que percorrem o mundo todo para dar incentivo para a próxima mega-concentração juvenil que ocorre periodicamente nos diversos continentes, como a que terá lugar no mês de julho no Rio de Janeiro. Estes símbolos serão levados às diversas paróquias da Diocese de Campos e da nossa Administração Apostólica com o mesmo objetivo de preparação para a próxima Jornada Mundial.
As Jornadas Mundiais da Juventude foram propostas pelo Papa João Paulo II em Roma no ano de 1985, Ano Internacional da Juventude. Como disse o mesmo Papa, “o principal objetivo das Jornadas é fazer da pessoa de Jesus o centro da fé e da vida de cada jovem, para que ele possa ser seu ponto de referência constante e também a inspiração para cada iniciativa e compromisso para a educação das novas gerações. Uma Jornada da Juventude oferece ao jovem uma experiência viva de fé e comunhão, que o ajudará a enfrentar as questões profundas da vida e a assumir com responsabilidade o seu lugar na sociedade e na comunidade eclesial”.
O símbolo da Cruz será para os jovens uma excelente e contínua lembrança do cristianismo: “Meus queridos jovens, na conclusão do Ano Santo, eu confio a vocês o sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Carreguem-na pelo mundo como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade, e anunciem a todos que somente na morte e ressurreição de Cristo podemos encontrar a salvação e a redenção”, disse João Paulo II.
“Vós sois a esperança da Igreja e do mundo. Vós sois a minha esperança” disse o mesmo Papa aos jovens. São chamados a serem heróis, e a Cruz irá sempre lembrar-lhes o heroísmo de Cristo e a necessidade de abraça-la no seu seguimento: “Não tenhais medo de caminhar ao longo daquela vereda que o Senhor foi o primeiro a percorrer. Com a vossa juventude, imprimi no terceiro milênio, que agora tem início, o sinal da esperança e do entusiasmo típico da vossa idade. Se permitirdes que a graça de Deus atue em vós, e se corresponderdes à seriedade no vosso compromisso quotidiano, fareis deste novo século um tempo melhor para todos”.
“Nessa cruz, vemos a nossa redenção, vemos a vitória do amor sobre o ódio, vitória da paz sobre a guerra, sobre a violência, vemos a ressurreição. Olhando para a cruz, vejo o quanto custei caro. Olhando para o espelho, vejo o quanto eu me vendo barato para o pecado” (Pe. Antônio Vieira).
Que a passagem da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora recorde aos nossos jovens o conselho que lhes deu Bento XVI: “Quando encontramos Jesus e acolhemos o seu Evangelho, a vida muda e somos impelidos a comunicar aos outros a própria experiência. A Igreja necessita de santos. Todos somos chamados à santidade, e só os santos podem renovar a humanidade...”.
Dom Fernando Arêas Rifan
Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Santa Teresinha e Nossa Senhora


Em 1883, na noite de Páscoa Santa Terezinha começou a ter crises de temores por causa da Morte de sua irmã Paulina que morrera no ano anterior.

Suas crises duraram semanas, e o médico diagnosticou como uma profunda depressão motivada por frustação afetiva. Ela não conseguiu assimilar a perda de Sua Mãe e de sua irmã Paulina (que ela considerava como uma segunda mãe), devida a sua imaturidade emocional própria dessa idade de 10 anos.


Sem conseguir reagir dividido a angústia do abandono ela apresentava um comportamento agressivo, na época um caso gravíssimo sem cura para a medicina. Sua irmã Paulina e as demais carmelitas do Convento passaram a suplicar à Nossa Senhora a cura para Terezinha. Seu pai mandou celebrar uma novena de Missas no Santuário de Nossa Senhora das Vitórias de Paris, acompanhada por todos os parentes e amigos.


Suas outras irmãs rezavam diante da imagem da Virgem colocada ao lado do leito da menina Terezinha.A cura de Santa Terezinha se deu através do sorriso de Nossa Senhora a quem ela passou a chamar Nossa Senhora do Sorriso, em sua Autobiografia Santa Terezinha narra esta cura com intervenção de Maria.


 ...do leito, virei meu olhar para a imagem de Nossa Senhora e ... De repente, a Santíssima Virgem pareceu-me bonita, tão bonita que nunca vira algo semelhante, seu rosto exalava uma  bondade e uma ternura inefáveis, mas o que calou fundo em minha alma foi o "sorriso encantador da Santíssima Virgem".


Todas as minhas penas se foram naquele momento, duas grossas lágrimas jorraram das minhas pálpebras e rolaram pelo meu rosto, eram lágrimas de pura alegria... Ah! Pensei, a Santíssima Virgem sorriu para mim, estou feliz...(...) Fora por causa dela, das suas intensas orações, que eu tivera a graça do sorriso da Rainha do Céu...' (Ma, 30v).

NOSSA SENHORA DO SORRISO!!!   ROGAI POR NÓS!!!
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