Neste dia, celebramos a vida de uma das mulheres que marcaram
profundamente a história da Igreja: Santa Catarina de Sena. Reconhecida
como Doutora da Igreja, era de uma enorme e pobre família de Sena, na
Itália, onde nasceu em 1347.
Voltada à oração, ao silêncio e à penitência, não se consagrou em uma
congregação, mas continuou, no seu cotidiano dos serviços domésticos, a
servir a Cristo e Sua Igreja, já que tudo o que fazia, oferecia pela
salvação das almas. Através de cartas às autoridades, embora analfabeta e
de frágil constituição física, conseguia mover homens para a
reconciliação e paz como um gigante.
Dotada de dons místicos, recebeu espiritual e realmente as chagas do
Cristo; além de manter uma profunda comunhão com Deus Pai, por meio da
qual teve origem sua obra: “O Diálogo”. Comungando também com a situação
dos seus, ajudou-o em muito, socorrendo o povo italiano, que sofria com
uma peste mortífera e com igual amor socorreu a Igreja que, com dois
Papas, sofria cisão, até que Catarina, santamente, movimentou os céus e a
terra, conseguindo banir toda confusão. Morreu no ano de 1380,
repetindo: "Se morrer, sabeis que morro de paixão pela Igreja".
Santa Catarina de Sena, rogai por nós!
terça-feira, 30 de abril de 2013
quinta-feira, 25 de abril de 2013
A CNBB
De 9 a 19
de abril, aconteceu em Aparecida a 51ª Assembleia Geral da Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil (CNBB), na qual estive presente com os outros irmãos no
episcopado, demonstrando a nossa comunhão eclesial efetiva e afetiva.
A natureza das conferências episcopais foi exposta na Carta Apostólica Apostolos
suos, do Beato João Paulo II, onde cita o decreto Christus Dominus
do Concílio Vaticano II, que considera “muito conveniente que, em todo o mundo,
os Bispos da mesma nação ou região se reúnam periodicamente em assembleia, para
que, da comunicação de pareceres e experiências, e da troca de opiniões,
resulte uma santa colaboração de esforços para bem comum das Igrejas”. Ensina
ele que “a união colegial do Episcopado manifesta a natureza da Igreja... Assim
como a Igreja é una e universal, assim também o Episcopado é uno e indiviso,
sendo tão extenso como a comunidade visível da Igreja e constituindo a
expressão da sua rica variedade. Princípio e fundamento visível dessa unidade é
o Romano Pontífice, cabeça do corpo episcopal”.
Mas a Conferência Episcopal, instituição eclesiástica, não existe para anular o
poder dos Bispos, instituição divina. O Papa emérito Bento XVI, quando Cardeal,
falou sobre um dos “efeitos paradoxais do pós-concílio”: “A decidida retomada
(no Concílio) do papel do Bispo, na realidade, enfraqueceu-se um pouco, ou
corre até mesmo o risco de ser sufocada pela inserção dos prelados em
conferências episcopais sempre mais organizadas, com estruturas burocráticas
frequentemente pesadas. No entanto, não devemos esquecer que as conferências
episcopais... não fazem parte da estrutura indispensável da Igreja, assim como
querida por Cristo: têm somente uma função prática, concreta”. É, aliás,
continua, o que confirma o Direito Canônico, que fixa os âmbitos de autoridade
das Conferências, que “não podem agir validamente em nome de todos os bispos, a
menos que todos e cada um dos bispos tenham dado o seu consentimento”, e quando
não se trate de “matérias sobre as quais haja disposto o direito universal ou o
estabeleça um especial mandato da Sé Apostólica”. E recorda o Código e o
Concílio: “o Bispo é o autêntico doutor e mestre da Fé para os fiéis confiados
aos seus cuidados”. “Nenhuma Conferência Episcopal tem, enquanto tal, uma
missão de ensino: seus documentos não têm valor específico, mas o valor do
consenso que lhes é atribuído pelos bispos individualmente”.
E continua o Papa emérito: “O grupo dos bispos unidos nas Conferências depende,
na prática, para as decisões, de outros grupos, de comissões específicas, que
elaboram roteiros preparatórios. Acontece, além disso, que a busca de um ponto
comum entre as várias tendências e o esforço de mediação dão lugar, muitas
vezes, a documentos nivelados por baixo, em que as posições precisas são
atenuadas”. E ele recorda que, em seu país, existia uma Conferência Episcopal
já nos anos 30: “Pois bem, os textos realmente vigorosos contra o nazismo foram
os que vieram individualmente de prelados corajosos. Os da Conferência, no
entanto, pareciam um tanto abrandados, fracos demais com relação ao que a
tragédia exigia” (A Fé em crise, IV).
Dom Fernando Arêas Rifan
Bispo da
Administração Apostólica
Pessoal São João Maria Vianney
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Postulador fala da santidade de Nhá Chica como modelo para todos
O Brasil terá uma nova beata no
dia 4 de maio. Francisca de Paula de Jesus, conhecida como Nhá Chica,
será a terceira brasileira a ser beatificada, último passo antes de se
tornar santa.
A
espiritualidade, da humilde ex-escrava, ultrapassou as fronteiras da
pequena cidade mineira em que viveu, Baependi (MG), e chama a atenção do
postulador da causa de beatificação, que chegou a compará-la com a
espiritualidade do Santuário Mariano de Fátima, em Portugal. “Eu fui em
Baependi e fiquei impressionado com a espiritualidade do lugar, a mesma
coisa provei no Santuário de Fátima, muito espiritual, sempre tinha uma
pessoa a rezar, ou um menino, uma família,” conta Paollo Villotta.
Essa
espiritualidade deu a Nhá Chica, ainda em vida, fama de santidade. Fama
que se espalhou, de maneira que, pessoas de lugares distantes começaram
a visitar Baependi para conhecê-la. Para Paollo Villotta isso se deu
porque sua vida foi toda cristã. “Foi uma pessoa para todos. Acolhia a
pessoa pobre, o rico, o doente. Ela falava com o governador do Rio de
Janeiro na época, com todo mundo, jornalistas”.
O
postulador considera a historicidade um ponto importante no processo
que a levou à beatificação. Ele explica que os estudiosos que analisaram
a vida de Nhá Chica destacam a tradição oral, ou seja, a maneira como
uma pessoa passava para a outra a história e o testemunho da futura
beata. “Essa tradição, era a fama de santidade, que foi transmitida da
morte até hoje, todo mundo sempre falava sobre a história de Nhá Chica”.
Para
Villotta duas atitudes a tornaram santa: a dedicação da sua vida ao
amor a Deus e ao próximo e sua humildade. “Uma mulher negra que fez um
voto interior, não um voto religioso. Dedicou toda vida para o amor de
Deus, e seu amor a Deus foi transmitido para os outros. Depois, na sua
simplicidade e humildade, ela foi heroica extraordinária, pode dar um
contributo de esperança de ensinamento para todo mundo, do maior ao
menor.”
O
postulador defende que essa experiência de santidade é atual e pode ser
vivida por todo mundo. “Essa santidade é para cada pessoa que queira
amar a Deus. Quando se ama a Deus, pode se fazer uma vida como fez Nhá
Chica, de renúncia e ajuda ao próximo”.
Processo de Beatificação e Canonização
A
cura aceita pela Comissão de Médicos do Vaticano, que tornou possível a
Beatificação de Nhá Chica, aconteceu em 1995. Uma professora aposentada
de Caxambu (MG), tinha um problema congênito no coração e foi curada
sem necessitar de cirurgia. “Para a canonização precisa de outro
milagre”, explica o postulador.
Ao
recordar as inúmeras etapas pelas quais um processo de beatificação
deve passar, Paollo Villotta fez questão de destacar a etapa jurídica do
processo que teve como responsáveis, Frei Paolo Lombardo e Irmã Célia
Cadorin, a mesma postuladora da canonização de Frei Galvão. “Eles
fizeram um ótimo trabalho.”
Cerimônia de Beatificação
A
Missa de Beatificação de Nhá Chica, será no dia 4 de maio, às 15 horas,
em Baependi (MG). A
celebração será presidida pelo Cardeal Angelo Amato, Prefeito da
Congregação para a Causa dos Santos e Delegado do Papa Francisco.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Detalhes da JMJ Rio2013 são apresentados aos bispos brasileiros
Dom Orani iniciou o momento fazendo uma
apresentação geral da Jornada. O arcebispo falou da alegria da
Arquidiocese do Rio de Janeiro em assumir a realização da JMJ e de como
tem percebido a boa vontade dos bispos em promover e abraçar a JMJ em
suas dioceses e realidades. Em seguida, apresentou rapidamente as
principais notícias e trabalhos em andamento na organização do evento,
entre eles o cotidiano do peregrino durante a JMJ, a transmissão
televisiva e radiofônica, a preparação dos locais dos Atos Centrais,
como o Campus Fidei. Também falou do centro de operações que começou a
funcionar e o aplicativo para smartphone que começou a ser desenvolvido,
a preocupação pela segurança e comodidade dos participantes e o
protagonismo da juventude na preparação da Jornada.
“Nosso trabalho tem sido grande. Ás vezes
saem notícias que nem sempre correspondem a verdade [...] Mas tem sido
uma alegria para todos nós, para os bispos que nos assessoram de perto
em toda a parte administrativa e pastoral, nos dá uma alegria muito
grande contribuir para a Igreja do mundo e para o futuro da humanidade
através da Jornada Mundial da Juventude”, afirmou Dom Orani.
O secretario-executivo do COL apresentou a
parte mais detalhada da JMJ Rio2013 ao oferecer informações mais
aprofundadas em assuntos que foram notadas como as maiores dúvidas.
Foram destacados seis pontos: programação, organização, chegada e
partida do Rio, acomodações, deslocamentos e paramentos.
A Jornada Mundial da Juventude também foi
um dos temas da entrevista coletiva do dia, promovida pela CNBB
diariamente durante a edição da Assembleia Geral. Na ocasião, Dom Orani
respondeu perguntas dos jornalistas presentes para a cobertura.
Programação da Jornada
Para esclarecer algumas dúvidas sobre as
atividades da JMJ, monsenhor Joel apresentou as cinco grandes linhas de
programação. Os Atos Centrais (Missa de abertura, acolhida do Papa,
Via-Sacra, Vigília e Missa de envio). Nas Catequeses os peregrinos
devidamente inscritos poderão participar de momentos de formação com
bispos do mundo todo, entre os dias 24 e 26 de julho, das 9h às 13h,
separados por grupos linguísticos distribuídos em cerca de 300 locais
por toda a cidade. Também há os Atos Culturais, que são reunidos na
agenda do Festival da Juventude.
A maior parte das dúvidas e especulações
está em outros pontos da agenda. Os Atos Especiais, que podem ser com ou
sem o papa, englobam visitas do Santo Padre a grupos previamente
selecionados e/ou eventos especiais para os bispos, por exemplo. Já os
Atos Protocolados, remetem a programação do Papa como chefe de Estado e,
por enquanto, já estão fechados três: a chegada e a saída do Sumo
Pontífice e o encontro com a presidente do Brasil. Segundo Monsenhor
Joel, o Comitê deve receber a visita do responsável pelas viagens do
Santo Padre, Alberto Gasbarri, no final de abril, e no início de maio já
deve surgir mais detalhes sobre essas agendas.
Zonas de referências para diminuir mobilidade de peregrinos
Outra preocupação dos bispos é a mobilidade
durante a Jornada e como serão distribuídas as atividades pela cidade. O
secretario explicou a organização da Jornada por sede e subsedes e que a
região metropolitana será dividida em zonas de referências, organizadas
por línguas. Cada zona terá um raio de circulação médio de 7km e
contará com um ponto de referência, o local da catequese, hospedagem
(familiar e alojamentos) e distribuição de café da manhã para os
peregrinos.
Com a imagem do mapa geográfico da cidade,
Monsenhor Joel apresentou o fluxo de mobilidade no Rio e como, a partir
dai, serão planejados os locais das zonas de referência. “Se o Rio de
Janeiro tem belezas, com montanhas e praias, isso é uma preocupação para
os técnicos. E o conceito de zonas de referência é um conceito que
vence isso”, afirmou. No mapa, mostrou onde acontecerão os Atos Centrais
e a preocupação da organização para que os grandes deslocamentos de
peregrinos sejam somente em direção de Copacabana e Guaratiba.
Transporte fretado será organizado em bolsões
A chegada e a saída ao Rio são divididos
pelos dois aeroportos e a rodoviária. Nesses pontos, haverá um polo de
acolhimento para informações e o direcionamento dos peregrinos até as
zonas de referência.
Os veículos fretados não entrarão na cidade
e tem uma dinâmica diferenciada, estacionados em bolsões em pontos da
cidade. Segundo Pe. Joel, a organização desse transporte será feito em
duas etapas. Primeiro eles farão uma checagem em uma cidade no caminho
ao Rio de Janeiro, onde ganharão adesivos ou outro tipo de sinalização
de circulação, e depois terão acesso aos bolsões de estacionamento na
entrada do Rio. Por enquanto, foram planejados três bolsões de checagem:
um em Aparecida/SP, para os veículos que vem do Mato Grosso do Sul e
dos três Estados da região sul; outro em Casemiro de Abreu/RJ, para os
peregrinos que chegam do sul da Bahia e do Espírito Santo; e em
Petrópolis/RJ, de Minas Gerais e das regiões do Norte e Nordeste do
Brasil.
Os bolsões de estacionamento serão
localizados nas seguintes regiões cariocas: Deodoro, Penha, Quinta da
Boa Vista e em Santa Cruz. Desses locais, os peregrinos irão se
locomover através do transporte público municipal. Os veículos próprios
terão circulação restrita. Todo o planejamento de transporte ainda está
sendo definido em unidade entre o COL e os poderes públicos
responsáveis, o que pode gerar mudanças ao longo da preparação para o
evento.
Números de inscrição
Ao final, Monsenhor Joel falou sobre a não
obrigatoriedade da inscrição, mas a importância dela para a partilha de
custos da Jornada. Assinalou ainda as vantagens de participar como
peregrino, ou no caso dos bispos, credenciado, como seguro, acesso aos
transportes, alimentação e kit.
Também foram apresentados números atuais
sobre as inscrições. Até a noite de sexta-feira, dia 12, 196.901
peregrinos já tinham iniciado o procedimento de inscrição, sendo que
destes, 125.749 já completaram o processo. São 10.204 grupos de 165
países, de todos os continentes. Os brasileiros, claro, são maioria, com
73.804 peregrinos, 58% dos inscritos até o momento. A maioria é
composta por mulheres, com 67% dos peregrinos. Outro número
representativo são os quase 500 deficientes que já garantiam sua
participação na Jornada e contarão com várias medidas de acessibilidade
na JMJ Rio2013.
Fonte: JMJ RIO 2013
terça-feira, 16 de abril de 2013
Santa Bernadete
Santa Bernadete nasceu em Lourdes, na França, em 1844. Chamava-se Maria Bernarda. Filha de gente simples, mas educada para piedade e para a virtude.
As aparições de Nossa Senhora a Bernadete tiveram início no dia 11 de fevereiro de 1858. No dia 25 de março a bela Senhora revelou o seu nome: 'Eu sou a Imaculada Conceição'. Foiram no total 18 aparições. Nossa Senhora pede a oração, conversão e penitência.
Após as aparições, Bernadete ingressou no Convento das Irmãs de Nevers, onde viveu 13 anos, muitas vezes incompreendida e tratada com dureza pelas superioras e co-irmãs.
Viveu uma vida inteiramente escondida, rezando rezando pela conversão dos pecadores. Sua vida primou pela humildade e entrega nas mãos de Deus.
Bernadete morreu no dia 16 de abril de 1879. Morreu pronunciando oração de súplica a Maria: 'Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por mim, pobre pecadora'.
O corpo de Santa Bernadete se encontra milagrosamente incorrupto com as articulações flexíveis. Apenas uma ligeira camada de cera foi passada no rosto para evitar a formação de mofo. Ele está exposto na capela do convento de Saint-Gildard, em Nevers, onde ela faleceu, numa preciosa urna de cristal e metal dourado.
Corpo Incorrupto
Após quase 150 anos, não há o mínimo sinal de putrefação no corpo de Santa Bernadete.
.
Em 22 de setembro de 1909, trinta anos após o velório, seu cadáver foi exumado e o corpo encontrado intacto.
-Relatório dos Drs David e Jordan, que conduziram esta primeira exumação:
“O caixão foi aberto na presença do Bispo e do Prefeito de Nevers, seus principais representantes e diversos religiosos. Não notamos nenhum odor. O corpo estava vestido com o Hábito da Ordem a que pertencia Bernadete. O Hábito estava úmido. Apenas a face, mãos e antebraços estavam descobertos." "A cabeça estava inclinada para a esquerda. A face estava lânguida e branca. A pele estava apegada aos músculos e estes apegados aos ossos. As cavidades oculares estavam cobertas pelas pálpebras[...] Nariz dilatado e enrugado. Boca levemente aberta e se podia ver os dentes no lugar. As mãos, cruzadas sobre o peito, estavam perfeitamente preservadas, bem como suas unhas. As mãos seguravam um terço. Podia se observar as veias no antebraço." "Os pés estavam enrugados e as unhas intactas Quando o Hábito foi removido e o véu levantado de sua cabeça, pode se observar um corpo rígido, pele esticada[...] Seu cabelo estava com um corte curto e bem preso à cabeça. As orelhas estavam em perfeito estado de conservação[...] O abdome estava esticado, assim como o resto do corpo. Ao ser tocado, tinha um som como de papelão. O joelho direito estava mais largo que o esquerdo. As costelas e músculos se observavam sob a pele[...] "O corpo estava tão rígido que podia ser virado para um lado e para o outro[...]" Em testemunho de que temos corretamente escrito esta presente declaração, a qual representa a verdade em sua totalidade.
Nevers, 22 de setembro de 1909, Drs. Ch. David, A. Jourdan.”
Em 23 de outubro de 1909 é aberto o processo ordinário na Sagrada Congregação de Ritos, em 13 de agosto de 1913 segue-se o processo apostólico sob o controle direto da Santa Sé.
Dez anos depois da primeira exumação, em 1919, houve uma nova exumação do corpo de Santa Bernadete, conduzida pelos Doutores Talon e Comte, com a presença do Bispo da cidade de Nevers, bem como do Comissário de Polícia e representantes da municipalidade e da igreja. A situação encontrada foi exatamente a mesma da primeira exumação.
Parte do relatório do Dr. Comte, sobre esta segunda exumação:
“Deste exame, concluo que permanece intacto o corpo da Venerável Bernadete, esqueleto completo, músculos atrofiados, mas bem preservados; apenas a pele, que estava enrugada, pelos efeitos da umidade do caixão.[...] O corpo não estava em putrefação nem decomposição, o que seria esperado como normal, após quarenta anos de seu sepultamento."
Nevers, 3 de abril de 1919, Dr. Comte
A 18 de novembro de 1923 o Papa Pio XI assina o decreto que reconhece a heroicidade das virtudes de Bernadette.
Uma terceira exumação foi efetuada em 12 de Junho de 1925, para a retirada das “Relíquias”, logo após sua beatificação. A canonização viria oito anos mais tarde, em 1933. Sobre esta última exumação, escreveu o Dr. Comte em seu relatório:
“Eu queria abrir o lado esquerdo do tórax para retirar algumas costelas e então remover o coração, o qual eu tinha certeza que estaria intacto. Porém, como o tronco estava levemente apoiado no braço esquerdo, haveria dificuldade em ter acesso ao coração. Como a Madre Superiora expressou o desejo de que o coração de Santa Bernadette não fosse retirado, bem como também este era o desejo do Bispo, mudei de ideia de abrir o lado esquerdo do tórax e apenas retirei duas costelas do lado direito, que estavam mais acessíveis. O que mais me impressionou durante esta exumação foi o perfeito estado de conservação do esqueleto, tecidos fibrosos, musculatura flexível e firme, ligamentos e pele após quarenta e seis anos de sua morte. Após tanto tempo, qualquer organismo morto tenderia a desintegra-se, a se decompor e adquirir uma consistência calcária. Contudo, ao cortar, eu percebi uma consistência quase normal e macia. Naquele momento, eu fiz esta observação a todos os presentes de que eu não via aquilo como um fenômeno natural.”
Uma urna de cristal foi confeccionada para guardar o corpo de Santa Bernadette.
As freiras cobriram seu rosto e as mãos com uma camada fina de cera e, desse jeito, foi colocada dentro da urna. Esta urna com seu corpo ainda incorruptível encontra-se desde 3 de agosto de 1925 na Igreja de Saint Gildard, em Nevers, França. As Irmãs de Nevers não enclausuraram sua urna, estando livre para visitação e encorajam os visitantes a se aprofundarem mais no estudo do exemplo de vida e mensagens deixadas pela Santa.
domingo, 14 de abril de 2013
100 dias: começa a contagem regressiva para JMJ Rio2013
Começou, neste domingo, 14, a contagem regressiva de 100 dias para a
Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013, a qual será realizada, no
Rio de Janeiro, de 23 a 28 de julho, com o lema
“Ide e fazei discípulos
entre todas as nações!” (cf. Mt 28, 19).
Deixem-se atrair pelo Cristo Redentor, e venha conosco fazer discípulos de todas as nações!
sábado, 13 de abril de 2013
Domingo do Bom Pastor
"Eu
sou o Bom Pastor. O Bom Pastor dá a vida pelas suas ovelhas... Tenho
também outras ovelhas que não são deste aprisco; e importa que eu as
traga, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só
pastor" (Evangelho do Domigo do Bom Pastor)
Neste Domingo do Bom Pastor, rezemos pelas Vocações Sacerdotais e pela santificação de nosso Sacerdotes!
"É com muita alegria que lhes apresente o
vídeo "Por que?". Por que o sacerdote? Nossos seminaristas e padres
respondem a esta pergunta. Linda imagens do quotidiano do Seminário.
Termina com um pedido de ajuda para a construção do Seminário."
Padre Gaspar Pelegrini, reitor do Seminário
Seminário da Imaculada Conceição
Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianey
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