quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Santa Rosa de Lima


Para todos nós, hoje é dia de grande alegria, pois podemos celebrar a memória da primeira santa da América do Sul, Padroeira do Peru, das Ilhas Filipinas e de toda a América Latina. Santa Rosa nasceu em Lima (Peru) em 1586; filha de pais espanhóis, chamava-se Isabel Flores, até ser apelidada de Rosa por uma empregada índia que a admirava, dizendo-lhe: "Você é bonita como uma rosa!".

Rosa bem sabia dos elogios que a envaideciam, por isso buscava ser cada vez mais penitente e obedecer em tudo aos pais, desta forma, crescia na humildade e na intimidade com o amado Jesus. Quando o pai perdeu toda a fortuna, Rosa não se perturbou ao ter que trabalhar de doméstica, pois tinha esta certeza: "Se os homens soubessem o que é viver em graça, não se assustariam com nenhum sofrimento e padeceriam de bom grado qualquer pena, porque a graça é fruto da paciência".

A mudança oficial do nome de Isabel para Rosa ocorreu quando ela tomou o hábito da Ordem Terceira Dominicana, da mesma família de sua santa e modelo de devoção: Santa Catarina de Sena e, a partir desta consagração, passou a chamar-se Rosa de Santa Maria. Devido à ausência de convento no local em que vivia, Santa Rosa de Lima renunciou às inúmeras propostas de casamento e de vida fácil: "O prazer e a felicidade de que o mundo pode me oferecer são simplesmente uma sombra em comparação ao que sinto".

Começou a viver a vida religiosa no fundo do quintal dos pais e, assim, na oração, penitência, caridade para com todos, principalmente índios e negros, Santa Rosa de Lima cresceu na união com Cristo, tanto quanto no sofrimento, por isso, tempos antes de morrer, aos 31 anos (1617), exclamou: "Senhor, fazei-me sofrer, contanto que aumenteis meu amor para convosco".

Foi canonizada a 12 de abril de 1671 pelo Papa Clemente X.

Santa Rosa de Lima, rogai por nós!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

MÔNICA E AGOSTINHO


Dois santos admiráveis celebramos nessa semana: Santa Mônica e Santo Agostinho!

Agostinho nasceu em Tagaste, na Região de Cartago, na África, filho de Patrício, pagão, e Mônica, cristã fervorosa. Segundo narração dele próprio, Agostinho bebeu o amor de Jesus com o leite de sua mãe. Infelizmente, porém, como acontece muitas vezes, a influência do pai fez com que se retardasse o seu batismo, que ele acabou não recebendo na infância nem na juventude. Afastou-se dos ensinamentos da mãe e, por causa de más companhias, entregou-se aos vícios. Cometeu maldades, viveu no pecado durante toda a juventude, teve uma amante e um filho, e, pior, caiu na heresia gnóstica dos maniqueus, para os quais trabalhou na tradução de livros. Mas se o pecado destrói, Deus constrói: Ele pode muito mais. Não devemos desesperar da salvação de ninguém.
Sua mãe, Santa Mônica, rezava e chorava por ele todos os dias. “Fica tranquila”, disse-lhe certa vez um bispo, “é impossível que pereça um filho de tantas lágrimas!” E foi sua oração e suas lágrimas que conseguiram a volta para Deus desse filho querido transviado. Eis o que pode a oração de uma mãe! Vê-se também como vale a primeira educação. Quem aprendeu na infância o caminho correto, a vida cristã, as virtudes primárias, se depois se embrenhar no vício, será muito mais fácil se converter do que aquele que não recebeu cedo os ensinamentos cristãos.
Dotado de inteligência admirável, professor de retórica, Agostinho dizia-se um apaixonado pela verdade, que, de tanto buscar, pela sua sincera retidão, acabou reencontrando na Igreja Católica: “ó beleza, sempre antiga e sempre nova, quão tarde eu te amei!”; “fizestes-nos para Vós, Senhor, e o nosso coração está inquieto, enquanto não descansa em Vós!”: são frases comoventes escritas por ele nas suas célebres “Confissões”, onde relata a sua vida de pecador arrependido. Se você ainda não leu esse livro, eu o recomendo vivamente.
Levado pela mãe a ouvir os célebres sermões de Santo Ambrósio, bispo de Milão, e nutrido com a leitura da Sagrada Escritura e da vida dos santos, Agostinho converteu-se realmente, recebeu o Batismo aos 33 anos e dedicou-se a uma vida de estudos e oração. Ao ler a vida dos santos, exclamava: “O que estes e estas fizeram, por que não poderei eu fazer?!” Ordenado sacerdote e bispo, além de pastor dedicado e zeloso, foi intelectual brilhantíssimo, dos maiores gênios já produzidos em dois mil anos de história da Igreja. Escreveu numerosas obras de filosofia, teologia e espiritualidade, que ainda exercem enorme influência. Foi, por isso, proclamado Doutor da Igreja. De Santo Agostinho, disse o Papa Leão XIII: "É um gênio vigoroso que, dominando todas as ciências humanas e divinas, combateu todos os erros de seu tempo". Sua vida demonstra o poder da graça de Deus, o valor da oração das mães e a esperança que devemos ter na conversão de quem quer que seja.
Cito uma frase sua, para nossa reflexão: “Se você acredita no que lhe agrada nos Evangelhos e rejeita o que não gosta, não é nos Evangelhos que você crê, mas em você mesmo”.


Dom Fernando Arêas Rifan*
Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Hino Oficial dos 10 Anos da Administração Apostólica S. João Maria Vianney

"Misericordias Domini in aeternum cantabo".

 

Hino Oficial dos 10 Anos de nossa Administração Apostólica, cantado por nossos queridos seminaristas do Seminário da Imaculada Conceição.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

"A realeza de Maria é serviço a Deus e à humanidade", destaca Papa

Bento XVI dedicou a catequese da Audiência Geral de hoje para o tema da realeza de Maria. Justo hoje, na oitava da festa da Assunção, a Igreja celebra a memória litúrgica da Beata Virgem Maria Rainha.
Embora tenha origens antigas, - lembrou o Pontífice no começo da sua catequese – é uma festa de instituição recente. Foi criada em 1954 por Pio XII na conclusão do Ano Mariano. Embora o Papa Pacelli tenha fixado a data da memória no dia 31 de maio, depois da reforma pós-conciliar do calendário litúrgico, foi colocada depois de oito dias da festa da solenidade da Assunção, “para enfatizar a estreita ligação entre a realeza de Maria e a sua glorificação em alma e corpo junto ao seu Filho”. Para o Papa, a origem da memória de hoje está no fato de que a Mãe do Redentor “é Rainha porque associada de modo único com o seu Filho, seja no caminho terreno, seja na glória do Céu”. “Tudo na Virgem está relacionado a Cristo e tudo depende dele: por causa dele Deus Pai, desde toda a eternidade, a escolheu Mãe toda santa e a adornou de dons do Espírito, não concedidos a mais ninguém”, disse o Santo Padre citando a Exortação apostolica Marialis Cultus (n. 25) do Papa Paulo VI (1974).
Bento XVI deixou claro que a realeza de Maria e do seu Filho não deve ser entendida em termos terrenos. Maria é Rainha - disse o Papa -  porque “participa da responsabilidade de Deus pelo mundo e do amor de Deus pelo mundo". A sua realeza está portanto profundamente ligada com a de Cristo, “cheia de humildade, de serviço e de amor”.
"A realeza de Jesus não tem nada a ver com a dos poderosos da terra”, disse o Pontífice, que lembrou que Cristo é “um rei que serve os seus servos”. E isso também se aplica a Maria, que é "Rainha no serviço a Deus e à humanidade; é Rainha do amor, que vive o dom de si a Deus para entrar no desenho de salvação do homem”.
Nossa Senhora é portanto Rainha porque Serva obediente do Senhor. Para o Papa Bento XVI, emblema da realeza de Maria é a resposta que deu ao anjo no momento da Anunciação: "Eis aqui a Serva do Senhor" (Lc 1, 38).
E no entanto, como Maria exerce esta sua realeza de serviço e amor? "Cuidando-nos, seus filhos  - respondeu Bento XVI – que se dirigiu a Ela na oração, para agradecê-la ou para pedir a sua materna proteção e a sua celestial ajuda”. Na serenidade ou na escuridão da existência, nós nos dirigimos a Maria – explicou o Papa – confiando-nos à sua contínua intercessão, para que nos possa obter do Filho toda graça e misericórdia necessárias para a nossa peregrinação ao longo das estradas do mundo."
Bento XVI também lembrou outro aspecto da realeza de Maria. Maria é uma Rainha celestial, disse o Papa, e por meio dela nós nos dirigimos ao seu Filho, “àquele que rege o mundo e tem nas mãos os destinos”. De fato, ao longo dos séculos - disse o Papa - Maria "foi invocada como Rainha dos Céus", "como a nossa mãe ao lado do seu Filho Jesus na glória do Céu".
Por este motivo, a devoção a Nossa Senhora é um elemento "importante" da vida espiritual dos cristãos, continuou o Santo Padre, pedindo aos fiéis para não esquecerem de dirigir-se com confiança àquela, que “não faltará de interceder por nós junto ao seu Filho”, e a aprender “de Maria a viver”. "Maria - concluiu Bento XVI - é a Rainha do céu que está próxima de Deus, mas é também a mãe que está perto de cada um de nós, que nos ama e ouve a nossa voz"


Bento XVI  hoje na Audiência Geral 













Fonte: ZENIT.org

Video comemorativo dos 10 anos de criação da Administração Apostólica Pessoal S. João Maria Vianney


Video comemorativo dos 10 anos de criação da Administração Apostólica Pessoal S. João Maria Vianney e 10 anos da Ordenação Episcopal de Dom Fernando Arêas Rifan - Campos RJ

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

A BELÍSSIMA E INESQUECÍVEL FESTA DOS 10 ANOS DA ADMINISTRAÇÃO APOSTÓLICA PESSOAL SÃO JOÃO MARIA VIANEY


 Meninos, eu vi!

Pe. Gaspar S. C. Pelegrini*
Reitor do Seminário da Imaculada Conceição - Administração Apostólica

“E à noite nas tabas, se alguém duvidava
Do que ele contava,
Tornava prudente: "Meninos, eu vi!". (Gonçalves Dias)

Meus queridos amigos, quero compartilhar com todos vocês minhas impressões da Santa Missa em ação de graças pelos 10 anos da Administração Apostólica e 10 anos de Episcopado de Dom Fernando, nosso Administrador Apostólico.
Desculpem se f
ui prolixo, mas deixei o coração guiar os dedos no teclado.
Campos, 18 de agosto de 2012.
Ao lado de nossa Igreja Principal, o estádio em construção parece uma catedral. Altar monumental, ornado com grandes arranjos de flores, castiçais, toalhas, frontal. A Cátedra do Bispo, encimada por seu brasão.
Na “nave”, sobre o piso todo forrado de carpete azul, um tapete vermelho.
Ainda no presbitério, 12 genuflexórios simetricamente dispostos dos dois lados. Aqui ficarão os Arcebispos de Bispos.
Pelas 16:30 já muitas pessoas começam a chegar. Aos poucos, as 1500 cadeiras ficam totalmente ocupadas, depois as arquibancadas, o segundo andar na entrada do estádio, os acessos, enfim tudo lotado.
17:15: O “Coral dos 10 Anos”, depois de ter ensaiado durante a parte da manhã, faz agora repetições rápidas para ajustes dos microfones, do órgão, dos trompetes, das vozes, etc.
17:30: O povo é convidado a acompanhar o Coral para um rápido ensaio. Logo todos aprendem o Hino Oficial dos 10 Anos: “Misercórdias Domini in aeternum cantabo... por tantas graças e tantos favores por vós dispensados, Senhor, com fervor vos bendizemos... eis o nosso canto...” E cantam mesmo com entusiasmo.
17:47: com dois minutos de atraso... começa a entrada das delegações representando nossa família espiritual: o Seminário, a Igreja Principal, cada uma das paróquias, reitorias, etc. Enquanto isso, a multidão acompanha o Coral no hino de São João Maria Vianney. E como cantam!
18:00: Agora sem atraso, começa uma enorme procissão. À frente o crucífero ladeado por acólitos e precedido pelo turiferário. Depois, os seminaristas, da Administração e da Diocese de Campos, em seguida o clero, o nosso clero, acompanhado de muitos sacerdotes irmãos da Diocese de Campos e de várias outras Dioceses. Em seguida, algo que emocionou a todos: a entrada dos Arcebispos e Bispos, todos em veste coral, dois a dois, enquanto o povo aplaude com entusiasmo. Foi realmente um momento emocionante.
Ao final da procissão nosso amado Administrador Apostólico. Enquanto Dom Fernando, muito feliz, vai avança abençoado suas ovelhas, o povo lhe acena, aplaude, sorri, expressando assim sua alegria pelos 10 anos de seu Episcopado e por estes 10 anos da Administração, que é também fruto do empenho de Dom Fernando.
Em nossas cerimônias o aplauso não é algo usual, mas nesse dia o povo aplaudiu a procissão de entrada do começo ao fim.
Ao início da cerimônia, uma grata surpresa: o Santo Padre Bento XVI, através da Secretaria de Estado, nos faz chegar sua palavra de felicitações, de encorajamento, sinal de sua presença em espírito, e principalmente nos envia sua Bênção de Pedro.
Assim, cum Petro e sub Petro... começa Santa Missa da Assunção da Virgem Maria. Nossos Seminaristas com alguns sacerdotes, regidos pelo Pe. Renan executam com maestria o gregoriano. Kyrie de Angelis alternado com o povo.
O Coral dos 10 Anos, composto por várias paróquias, regido pelo Sr. Arindal de Azevedo Zanon Júnior, e o Sr. Henrique Eugênio Espíndola, tendo ao órgão o Sr. Thadeu Almeida, nos levou a rezar, a cantar, a meditar na grandeza de Deus, na liturgia celeste. Destaque especial para o Glória, com um solo comovente da jovem Maria Isabel, e para o Ave Verum de Mozart na comunhão. Mas tudo foi muito lindo.
Homilia: Dom Fernando Guimarães, Bispo de Garanhuns, nos comoveu a todos e suscitou aplausos. Conduziu-nos a uma meditação, celebrando a memória do passado, contemplando o presente, e lançando um olhar para o futuro. Uma homilia cujo estribilho foi “Misericórdias Domini in aeternum cantabo”, uma homilia impregnada de um profundo amor ao Papa, ou melhor aos Papas João Paulo II, nosso Pai Espiritual e Bento XVI.
Após a Santa Missa, Dom Fernando fez questão de apresentar as dezenas de cartas e mensagens de Cardeais, Arcebispos, Bispos, Abades, sacerdotes, etc, etc, etc, que se congratulavam conosco.
Após as mensagens outro momento comovente: nosso Seminário preparou um vídeo comemorativo dos 10 Anos, recordando toda nossa história e apresentando a Administração Apostólica em todos os seus campos de trabalho.
Pudemos ouvir com emoção a palavra sempre humilde de Dom Licínio Rangel, nosso primeiro Administrador Apostólico, recordamos o ato de criação da Administração na Catedral de Campos, a Ordenação Episcopal de Dom Fernando, a vida de cada paróquia, enfim, não é possível resumir aqui o vídeo, é mais fácil convidar a todos a que o assistam...
Ao final da projeção, queima de fogos e fim da festa. Muitos Vivas a Cristo Rei a Nossa Senhora, ao Papa, à Administração, a Dom Fernando.
O tempo passou muito rápido, mas certamente não vai passar de nossas lembranças o que vivemos, ou melhor vivenciamos neste dia 18. Como Dom Fernando nos dizia em sua Pastoral: Haec olim meminisse iuvabit. ( Um dia será agradável recordar tudo isso). Sim, para todos nós que estivemos lá, será uma honra, um santo orgulho contar paras as gerações futuras e dizer como o “Velho Timbira” de Gonçalves Dias: “Meninos, eu vi.” 
 





 Viva a Santa Igreja Católica Apostólica Romana!
Viva o Santo Padre o Papa!
Viva a nossa Administração Apostólica!

NOSSA SENHORA RAINHA

Dom Fernando Arêas Rifan*


Celebramos no dia 22 de agosto a festa do Imaculado Coração de Maria, Nossa Senhora Rainha, belos títulos de Maria, a Mãe de Jesus.

Na semana passada, celebramos a solenidade da Assunção de Nossa Senhora, em honra da singular graça a ela concedida por Deus, levando-a em corpo e alma
para o Céu. Honra singular, como fora a sua Imaculada Conceição. Deus antecipou nela a sorte que está reservada a todos os justos na Ressurreição final. O que já aconteceu com a Santíssima Virgem, acontecerá conosco, esperamos da misericórdia divina: será a nossa vitória definitiva sobre a morte, Por isso, sua Assunção nos enche de esperança e alegria, a nós, pecadores, que ainda gememos e choramos neste vale de lágrimas.

Na festa da sua Assunção, celebramos os 10 anos da criação da nossa Administração Apostólica e o 10º aniversário da minha Ordenação Episcopal, com uma belíssima Santa Missa Pontifical, com o maravilhoso sermão de Dom Fernando Guimarães, bispo de Garanhuns, com a presença de vários Arcebispos e Bispos da nossa região, de inúmeros sacerdotes, seminaristas, autoridades municipais e estaduais e cerca de dois mil fiéis vindos de diversas partes do nosso Estado e do Brasil. Agradecemos aqui mais uma vez a presença de todos e as inúmeras mensagens de congratulações recebidas, especialmente a do Santo Padre o Papa Bento XVI, do Núncio Apostólico, e de dezenas de Cardeais, Arcebispos e Bispos de todo o Brasil e do exterior, expressão da comunhão e amizade que muito nos honra.

A festa de Nossa Senhora Rainha é a continuação da sua Assunção. No Céu, a Virgem de coração mais humilde foi a mais exaltada, conforme prometeu Jesus: “quem se humilha será exaltado”. Foi recebida no Céu pelos coros dos anjos e coroada por seu Divino Filho, recebendo as honras da Santíssima Trindade.


Daí vem o piedoso costume da Coroação de Nossa Senhora, como sempre se fez e faz em muitas paróquias. Este gesto da coroação é simbólico. No século X, o rei da Hungria Santo Estevão consagrou o seu reino a Nossa Senhora, colocando a sua coroa aos pés da imagem de Maria Santíssima. O mesmo fez Dom Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, gesto repetido por Dom João IV, com oferta de vassalagem e promessa de feudo de Portugal a Nossa Senhora. Daí por diante os reis de Portugal não mais usaram a coroa, pois pertencia a Maria Santíssima, e todos são retratados sem coroa, tendo-a ao lado em uma almofada. A Rainha era a Mãe do Céu. O Brasil, pois, já estava incluído. Felizes tempos que tiveram tais governantes!


Em 1904, Nossa Senhora Aparecida foi coroada Rainha do Brasil. Em 1930, no Rio de Janeiro, então capital do país, Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Rainha do Brasil, foi proclamada oficialmente padroeira de nossa Pátria em ato solene realizado pelo Episcopado Brasileiro, na presença do Presidente da República, o Sr. Getúlio Vargas, de eminentes autoridades e de uma multidão de brasileiros, ufanos de ter tal rainha e patrona.

 
Dom Fernando Arêas Rifan*  
Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Semana Nacional da Família: A família e a superação das dificuldades

O sofrimento, o limite e a morte fazem parte da nossa condição de criaturas, assinalada pela experiência do pecado, ruína de toda a beleza, corrupção de toda a bondade. Mas isto não significa que somos vencidos; pelo contrário, a consciência e a aceitação desta condição estimula-nos a confiar na presença bondosa de Deus, que sabe renovar todas as coisas.
No texto Bíblico (Mt 2, 13-21): O anjo convida São José a despertar, levantar , “tomar” o menino, fugir... e confiar, permanecendo numa terra estrangeira até que o Senhor avise. José assume as suas responsabilidades, é protagonista da sua própria condição, mas não se sente sozinho, porque conta com o olhar d’Aquele que sustenta e é providente à vida de todo ser humano. José parte “durante a noite”.
A confiança de São José em Deus não tira as dificuldades que teve de passar, mas concede as condições para que ele possa viver em todas as situações, sem jamais desesperar. Notemos que São José está acordado (tem consciência de sua capacidade humana), é capaz de enfrentar os acontecimentos e proteger a vida da mãe e do menino; mas ele age também na plena consciência de que é assistido pela salvaguarda eficaz de Deus.
Eis o significado da viagem para o Egito: a busca de um lugar seguro, para além da noite, que proteja contra as ameaças, preserve da violência, restitua a esperança e permita conservar uma boa ideia de Deus e da vida.
O texto que narra a viagem da família de Jesus durante a noite rumo a uma terra estrangeira por causa da criança que estava em perigo nos exorta a refletir naquilo que acontece também nos dias de hoje em muitas famílias, que são obrigadas a deixar as suas habitações seja pelas exigências do trabalho, seja pela miséria, seja pela busca de melhores condições de vida e saúde, para poderem oferecer aos seus filhos um contexto de vida melhor. Os pais sentem-se mal quando os filhos choram; sofrem e fazem de tudo para aliviar a sua dor. Fazem aquilo que podem, para que a vida dos seus filhos seja boa, seja um dom, seja abençoada em nome de Deus.
O texto que narra a viagem da família de Jesus durante a noite rumo a uma terra estrangeira por causa da criança que estava em perigo nos exorta a refletir naquilo que acontece também nos dias de hoje em muitas famílias, que são obrigadas a deixar as suas habitações seja pelas exigências do trabalho, seja pela miséria, seja pela busca de melhores condições de vida e saúde, para poderem oferecer aos seus filhos um contexto de vida melhor. Os pais sentem-se mal quando os filhos choram; sofrem e fazem de tudo para aliviar a sua dor. Fazem aquilo que podem, para que a vida dos seus filhos seja boa, seja um dom, seja abençoada em nome de Deus.
Trata-se da viagem da construção da família, da geração e da educação dos filhos, caminho árduo, difícil e exigente, no qual as numerosas dificuldades, das quais nenhuma família é preservada, são situações que às vezes podem levar os membros da família a desanimar.
Assim com fez São José, é fundamental saber “ouvir o anjo”, discernir espiritualmente os acontecimentos e os momentos da nossa vida familiar, para que as relações sejam sempre purificadas, favorecidas e curadas. A família vive da graça de Deus, mas também de bons relacionamentos, de olhares recíprocos positivos, de estima e de garantias mútuas, de defesa e de proteção.
A família é a primeira escola dos afetos, o berço da vida humana, onde o mal pode ser enfrentado e superado. A família é um recurso precioso de bem para a sociedade. Ela constitui a semente da qual nascerão outras famílias, chamadas a melhorar o mundo.
Quando São José toma o menino e a sua mãe, ele obedece e afasta-os do perigo. Herodes, que devia ser garantia da vida do seu povo, na realidade transformou- se no perseguidor do qual precisa-se escapar. Também hoje, a família enfrenta muitos perigos: sofrimentos, egoísmos, pobrezas e infidelidades, mas também ritmos de trabalho excessivos, consumismo, competição, indiferença, abandono, solidão... aquilo que seria dom de Deus, se transforma em maldição.
Contudo, sabemos em quem colocamos nossa confiança e acreditamos e lutamos por um mundo cristão. Deus nos capacita a transformar as maldições em bênçãos.
A esta obra parece ser chamado, em primeiro lugar, o pai: é ele que acorda e toma a iniciativa. A São José estão confiados o filho e a mãe; ele sabe que deverá levá-los para o Egito, para um lugar seguro. “Toma o menino e a sua mãe”, diz duas vezes o anjo, e o texto retoma mais duas vezes estas mesmas palavras.
Elas ressoam como um encorajamento aos pais, a superar as incertezas, a ir em frente, a cuidar do menino e da mãe. Hoje, as ciências humanas redescobrem a importância decisiva da figura paterna para o crescimento integral dos filhos.
O pai encontra a sua identidade e o seu papel, quando protege a mãe, ou seja, quando cuida da relação conjugal. O entendimento dos pais é decisivo para proteger e encorajar os filhos.

Fonte: ZENIT.org

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

10 ANOS DE GRAÇAS!


10 ANOS DE GRAÇAS!
Dom Fernando Arêas Rifan*

No próximo dia 18, às 18 horas, com Missa Solene Pontifical em nossa Igreja Principal, estaremos celebrando os 10 anos da criação da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney: convido a todos a se unirem a nós nessa celebração de ação de graças a Deus que, por intermédio de sua Igreja, nos concedeu tal misericórdia. Como neste dia celebro o 10º aniversário da minha ordenação episcopal, temos mais um motivo para agradecer a Deus.
Aflitos com a situação em que estávamos, escrevemos ao Papa: “Beatíssimo Padre, humildemente prostrados aos pés de Vossa Santidade, nós, Sacerdotes da União Sacerdotal São João Maria Vianney, da Diocese de Campos..., pedimos vênia para formular ao Vigário de Cristo o nosso pedido e manifestar-lhe a nossa gratidão. Não temos nenhum título para Lhe apresentar: somos os últimos sacerdotes do seu presbitério. Não possuímos nem distinções, nem qualidades, nem méritos. A nossa condição, honrosa aliás, de ser ovelha desse rebanho basta para atrair a atenção de Vossa Santidade. O único título que, pela graça de Deus, ostentamos com brio é o de católicos apostólicos romanos. E em nome dessa nossa Fé católica apostólica romana temos nos esforçado por guardar a Sagrada Tradição doutrinária e litúrgica que a Santa Igreja nos legou, esperando desse modo estar prestando o melhor serviço à Vossa Santidade e à Igreja. Beatíssimo Padre, embora sempre nos tenhamos considerado dentro da Igreja Católica, da qual nunca jamais tivemos a intenção de nos separar, contudo devido à situação da Igreja e a problemas que afetaram os católicos da linha tradicional, que são do conhecimento de Vossa Santidade e cremos, enchem o seu coração e o nosso de dor e angústia, fomos considerados juridicamente à margem da Igreja. É esse o nosso pedido: que sejamos aceitos e reconhecidos como católicos... E se, por acaso, no calor da batalha em defesa da verdade católica, cometemos algum erro ou causamos algum desgosto a Vossa Santidade, embora a nossa intenção tenha sido servir à Igreja, humildemente suplicamos o seu paternal perdão...” (15/8/2001).
Em sua resposta afirmativa, o Papa afirma: “acolhendo com afeto o vosso pedido de ser recebidos na plena comunhão da Igreja Católica, reconhecemos canonicamente a vossa pertença a ela”, e nos assegura que a nossa União Sacerdotal será “erigida canonicamente como Administração Apostólica de caráter pessoal, diretamente dependente da Sé Apostólica”, “forma jurídica de reconhecimento da vossa realidade eclesial, para assegurar o respeito de vossas características peculiares”. A realização dessa vontade do Papa concretizou-se no dia 18 de janeiro de 2002, na Catedral diocesana de Campos. Agora celebramos 10 anos desta grande graça e de todas as outras daí consequentes. Uma grande vitória da Igreja!
“Ó Deus, que corrigis os erros, unis os que andam dispersos e conservais os que estão unidos, infundi com bondade sobre o povo cristão, nós vos pedimos, a graça da vossa união, a fim de que, rejeitadas as divisões e unindo-se ao verdadeiro Pastor da vossa Igreja, possa servir-vos dignamente. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém” (Missa “pro Ecclesiae unitate”).

Dom Fernando Arêas Rifan
*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

A Assunção de Maria ao Céu

 Ao contemplar a assunção de Maria ao céu em corpo e alma, contemplamos o nosso destino final de acordo com o plano de Deus: o paraíso.
Para merecer o paraíso, no entanto, precisamos nos esforçar para viver como Maria viveu, praticando as virtudes no sacrifício diário da nossa vida. "Só será recompensado quem tiver legitimamente lutado", diz o apóstolo Paulo (2 Tim 2,5).
A assunção da Virgem Maria ao céu nos lembra as suas virtudes santas, brilhantes como estrelas no firmamento da sua vida. Toda a vida de Maria foi uma constelação de virtudes, um Éden de graça na terra, depois transportado para o Éden infinito e eterno dos céus. E nós, contemplando Maria, temos que aprender a viver como ela para ser um dia acolhidos no paraíso.
É por esta razão que a Igreja diz que sobre a terra os homens "voltam os olhos para Maria, que refulge como o modelo da virtude perante toda a comunidade dos eleitos" (Lumen Gentium). O papa Paulo VI afirma que as virtudes de Maria são o modelo para todos, e que "dessas virtudes da Mãe também se adornarão os filhos, que, com tenaz propósito, se espelham nos seus exemplos para reproduzi-los na própria vida" (Marialis cultus).
Mas quais são as virtudes de Maria que mais devemos imitar?
O grande apóstolo de Maria, São Luis Grignion de Montfort, nos ensina que "a verdadeira devoção à Santíssima Virgem leva a alma a evitar o pecado e a imitar as virtudes de Maria, em particular a sua humildade profunda, a sua fé viva, a sua obediência cega, a sua contínua oração, a sua mortificação universal, a sua pureza divina, a sua caridade ardente, a sua paciência heroica e a sua sabedoria divina". Que tesouro imenso de virtudes sublimes é Maria!
Se o caminho da virtude foi o caminho de Maria para o céu, então ele deve ser também o nosso caminho. Não há outra maneira de ir da terra ao céu sem passar pelo purgatório, que é um lugar de purificação dolorosa, diante do qual empalidecem até mesmo os sofrimentos mais atrozes da terra.
Todos os santos são santos porque praticaram as virtudes de modo perfeito, brilhando mais por alguma virtude que os caracteriza em particular: assim, São Francisco de Assis brilha em especial pela pobreza; Santa Clara de Assis pelo amor à Eucaristia; São Luís Gonzaga pela pureza; Santa Teresa de Jesus pela oração; São Francisco Xavier pelo amor às almas nas missões; Santa Gemma Galgani pelo amor ao Cristo crucificado e à Virgem das Dores; São Maximiliano Kolbe pelo amor à Imaculada Conceição; São Pio de Pietrelcina pelo amor ao rosário.
Nossa Senhora de Fátima também nos fala do purgatório, e em termos nada reconfortantes. Para a pequena Lúcia, que perguntava onde estava a alma de uma companheira falecida recentemente, Maria respondeu: "Ela está no purgatório e lá permanecerá até o fim do mundo". É terrível. Mas por que não pensamos que poderia ser assim para nós também?
No céu se entra perfeito, com todas as virtudes. Os três pastorzinhos compreenderam isto muito bem e se aplicaram com todo o ardor na busca da virtude. Jacinta, por exemplo, nos encanta pela candura e pela mortificação, pela oração e pela paciência nos sofrimentos terríveis que padeceu ao passar por uma cirurgia sem anestesia. Fascina especialmente pela sua caridade heroica para com os pobres pecadores, que eram a paixão do seu coração inocente.
O pequeno Francisco de Fátima, igualmente, nos encanta pelo seu recolhimento, pela sua reserva e capacidade de contemplação e de adoração. São coisas incríveis em um menino de dez anos, idade em que eles são apaixonados pelo esporte e por correr despreocupadamente.
Quanta maturidade, no entanto, e que paixão amorosa ele demonstra ao querer sempre "consolar Jesus", passando horas a fio perto do tabernáculo, onde Jesus fica escondido!
É assim que se entra no céu. Só assim. Contemplando Maria assunta ao céu, descobrimos o verdadeiro caminho da vida cristã, na esteira esplendorosa e sublime da Mãe Celestial: um caminho de virtudes que nos levam para cima.
Virtude a praticar: a imitação de Maria.

Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

Fonte: ZENIT.org

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Semana Nacional da Família: O Segredo de Nazaré


A família não gera apenas a vida física, mas abre à promessa e à alegria. A família torna-se capaz de “receber” e “compartilhar” a história de cada um, as tradições familiares, a confiança na vida e a esperança no Senhor. A família torna-se capaz de gerar, quando faz a partilha dos dons recebidos, quando conserva o ritmo da existência quotidiana entre trabalho e festa, entre afeto e caridade, entre compromisso e gratuidade.
Na família se conserva e transmite a vida, no casal e aos filhos, com o seu ritmo, com as suas dores e alegria, paz e sonho, ternura e responsabilidade. Ela é um lugar de descanso e de motivação, com chegadas e partidas. Por isso o trabalho não pode tornar a casa deserta e triste, mas a família é convidada a aprender a viver e a conjugar os tempos do trabalho com aqueles da festa.
Muitas vezes, os membros da família confrontam-se com situações desafiantes, que dificultam viver o ideal do cristão, entretanto os discípulos do Senhor são aqueles que, vivendo na realidade das situações, sabem dar sabor a todas as coisas, mesmo naquilo que não se consegue mudar: são o sal da terra.
De modo particular, o domingo deve ser tempo de confiança, de liberdade, de encontro, de descanso e de partilha. O domingo é o momento do encontro entre o homem e a mulher. É acima de tudo o Dia do Senhor, o tempo da oração, da Palavra de Deus, da Eucaristia e da abertura à comunidade e à caridade. E deste modo, também os dias da semana receberão luz do domingo e da festa: haverá menos dispersão e mais encontro, menos pressa e mais diálogo, menos coisas e mais presença.

Fonte: (ZENIT.org)

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Semana Nacional da Família, do 12 ao 18 de agosto de 2013

A Família: o trabalho e a festa”.

Mensagem da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família

A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família convoca todos os filhos da Igreja para a Semana Nacional da Família 2012 e motiva todos os agentes da Pastoral Familiar a celebrarem e promoverem o dom precioso da família, “patrimônio da humanidade”.
Seguindo o VII Encontro Mundial das Famílias, em Milão, a Comissão sugere para ser trabalhado na Semana Nacional da Família  (12 a 18 de agosto), e/ou em outras oportunidades, quando não for possível nesse período, nos grupos familiares e comunitários, o tema: a Família: o trabalho e a festa.
Todos as pessoas que acreditam e amam a família são convidadas através de momentos de encontro e celebração, com a preocupação de promover o valor único e próprio da família a organizarem e participarem da Semana Nacional da Família.
A Semana Nacional da Família tem como objetivo geral promover, fortalecer e evangelizar a família, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida, (cf. Jo 10,10) rumo ao Reino definitivo (DGAE).

Hora da Família 2012

Este periódico “Hora da Família” foi elaborado a partir das catequeses do Encontro Mundial das Famílias com o Papa Bento XVI em Milão, nos dias 30 de maio a 03 de junho, em Milão na Itália.
Família, trabalho e festa são um trinômio que começa com a família, para compartilhá-la com o mundo. O trabalho e a festa são modos através dos quais a família ocupa o “espaço” social e vive o “tempo” humano. O tema coloca em evidência o casal homem- mulher junto ao seu estilo de vida: o modo de viver os relacionamentos (a família), de habitar o mundo (o trabalho) e de humanizar o tempo (a festa). O objetivo do tema é pensar na família como patrimônio da humanidade sugerindo, assim, a ideia que a família é patrimônio de todos, e que ao mesmo tempo contribui universalmente para a humanização da existência.
O nosso periódico é um instrumento para que, por meio de reuniões familiares e de grupos, em todos os ambientes, se aprofunde a reflexão sobre o valor único e próprio da família e o grande bem que ela representa para cada pessoa e para a sociedade. Com as reflexões a partir do tema do Encontro Mundial da Família : FAMÍLIA: TRABALHO E FESTA, é dividido em três grupos, conforme a sequência a família (A família gera a vida, A família e a superação das dificuldades, A família geradora de uma sociedade justa e fraterna ), o trabalho (O trabalho  na família, O trabalho, recurso para a família, O trabalho, desafio para a família) e a festa (A festa, tempo para a família, A festa, tempo para o Senhor, A festa, tempo para a comunidade) e introduzidas por uma catequese sobre o estilo de vida familiar (O segredo de Nazaré), os temas desejam iluminar a união entre a vivência familiar e a vida quotidiana na sociedade e no mundo pelo trabalho e pela festa.
Mesmo que cada encontro traga um tema e textos específico focados na temático do Encontro Mundial da Família, contudo as famílias e grupos sintam-se livres para ampliar ou mesmo criar outros temas que possibilitem a família celebrar o trabalho e a festa, através de iniciativas próprias, como palestras, encontros, seminários de estudos e fóruns de debates.
O subsídio “Hora da Família” servirá para introduzir a reflexão e celebração sobre o tema da família na dimensão do trabalho e na festa. É recomendável que se formem grupos de famílias vizinhas, de uma comunidade, de uma quadra, rua, escola, grupos de oração, grupos de reflexão, de ambientes de trabalho, de escolas e outros.
É importante promover reuniões que agrupem todos os membros da família, desde as crianças até aos mais idosos e que todos se sintam valorizados. Que haja momentos de reflexão e celebração e também momentos alegres e festivos. Que não haja excluídos e/ ou desvalorizados.
São de grande valor as celebrações da Eucaristia, cultos ecumênicos, bênçãos das casas. Também é oportuno dar destaques especiais, como: celebrar as “Bodas de Prata” ou “Bodas de Ouro” de casais que as comemoram ao longo do ano, legitimar casamentos; renovação das compromissos matrimoniais numa das celebrações durante Semana Nacional da Família; valorizar os idosos na família; promover noites de talentos com os jovens e crianças. Enfim, valorizar todos os laços familiares nas celebrações. Para isso, é importante estabelecer proximidade com as equipes de liturgia, catequese, dimensões missionária, jovens, ecumênica e outras.
Ainda, como sugestões, destacamos as celebrações conjuntas precedidas de carreatas e com grandes concentrações; missas de abertura e de encerramento da Semana Nacional da Família nas Catedrais, nos Estádios, Ginásios de Esportes, Setores, Áreas, Vicariatos, Foranias, Paróquias e outras.
Um dos grandes desafios da Semana Nacional da Família será de valorizar a presença dos filhos, dos jovens, como propósito de preparação para a Jornada Mundial da Juventude que vai acontecer no Rio de Janeiro em 2013.

 Fonte: ZENIT.org

domingo, 12 de agosto de 2012

Pai, expressão de heroísmo

Toda criança deseja ter orgulho do pai e falar dos seus feitos
Nas fantasias de nossa infância, alguns personagens fazem-se presentes por atos extraordinários de bravura. Atraem a admiração e transformam o imaginário no comum das brincadeiras. Homens com superpoderes, que não conhecem as fragilidades dos mortais e são capazes de proteger a paz e a ordem do universo. Têm o ofício de vencer o mal, com o qual travam épicas batalhas. Eles são os super-heróis. Esses seres estimulam as crianças a quererem imitá-los em seus trajes e em seus feitos. Por tudo isso se tornam um marco na primeira etapa de nossas vidas.
Nós associamos heroísmo com um ato incomum e grandioso; a definição de herói é: “Aquele que se distingue por seu valor ou por suas ações extraordinárias” e também: “Quem arrisca a própria vida ou morre por um ato nobre.”
Há, no cotidiano, alguém que, desde nossa tenra idade, diferente de feitos grandiosos e ilusórios, torna-se herói pelo comum de gestos concretos e que, mesmo com seus limites, livra-nos dos perigos. Chamamos essa pessoa de “pai”.
Pai é a pessoa do sexo masculino que participa da geração de uma vida. Mas o ser paterno vai além de doar sua genética à gestação do um novo rebento. Pais são heróis que formam pessoas. São aqueles que, na ausência de forças sobre-humanas, são capazes de agregar valores ao coração dos filhos e entregar suas vidas por amor a eles.
No simples exercício do dom da paternidade, o genitor vai tomando feições de um homem incomum, atraindo a admiração dos filhos e tornando-se referência para a vida destes. É o exemplo a ser alcançado na forma como desenvolve seu profissionalismo, no trato com a esposa, nas direções da condução do lar, no sustento que provê, mas principalmente no amor que inspira suas ações.
Toda criança deseja ter orgulho do pai. Falar dos seus feitos para os amigos. Com o passar dos anos, vamos nos esquecendo das capas voadoras, dos artifícios e habilidades fantásticas que embalaram nossos sonhos infantis.
Aquele homem, herói comum do dia a dia, pode não ter mais o mesmo vigor, mas, nos traços do rosto ou no grisalho dos cabelos existe um sinal de luz, sabedoria adquirida da experiência, ao qual o filho pode ainda recorrer e, como no início, saber que esse seu poderoso aliado está sempre pronto a perpetuar o carinho e o amor até os dias do seu ser adulto.
Neste Dia dos Pais, demonstre a gratidão de quem teve uma experiência com um verdadeiro ser heroico. Afinal, o amor paterno recebido prepara o filho para vencer desafios e conquistar o mundo inteiro.
Feliz Dia dos Pais! 
Que Deus os abençoe... 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

S. Lourenço, diácono, mártir

São Lourenço sofreu o martírio durante a perseguição de Valeriano, em 258. Era o primeiro dos sete diáconos da Igreja romana. A sua função era muito importante o que fazia com que, depois do papa, fosse o primeiro responsável pelas coisas da Igreja. Como diácono, São Lourenço tinha o encargo de assistir o papa nas celebrações; administrava os bens da Igreja, dirigia a construção dos cemitérios, olhava pelos necessitados, pelos órfãos e viúvas. Foi executado quatro dias depois da morte de Sisto II e de seus companheiros.
O seu culto remonta ao século IV.
Preso, foi intimado a comparecer diante do prefeito Cornelius Saecularis, a fim de prestar contas dos bens e das riquezas que a Igreja possuía. Pediu, então, um prazo para fazê-lo, dizendo que tudo entregaria. Confessou que a Igreja era muito rica e que a sua riqueza ultrapassava a do imperador. Foram-lhe concedidos três dias. São Lourenço reuniu os cegos, os coxos, os aleijados, toda sorte de enfermos, crianças e velhos. Anotou-lhes os nomes … Indignado, o governador concedeu-o a um suplício especialmente cruel: amarrado sobre uma grelha, foi assado vivo e lentamente. No meio dos tormentos mais atrozes, ele conservou o seu “bom humor cristão”. Dizia ao carrasco: “Vira-me, que deste lado já está bem assado … Agora está bom, está bem assado. Podes comer!…”
Roma cristã venera o hispano Lourenço com a mesmo veneração e respeito com que honra os primeiros apóstolos. Depois de São Pedro e São Paulo, a festa de São Lourenço foi a maior da antiga liturgia romana. O que foi Santo Estevão em Jerusalém, foi São Lourenço em Roma.

São Lourenço, rogai por nós!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O CURA D’ARS

O CURA D’ARS
Dom Fernando Arêas Rifan*

O mês de agosto é o mês dos sacerdotes e das vocações, porque nele se celebra o patrono de todos os padres, São João Maria Vianney, o Cura ou Pároco da cidadezinha francesa de Ars, “modelo sem par, para todos os países, do desempenho do ministério e da santidade do ministro”, no dizer do Beato João Paulo II, paradigma para a nova evangelização.
Nascido de
uma família de camponeses católicos e muito caridosos, João Maria tinha sete anos quando o Terror da Revolução Francesa reinava em Paris e os padres eram exilados ou mortos. Recebeu a primeira comunhão aos treze anos, durante o segundo Terror, quando a igreja de sua cidade foi fechada e as tropas revolucionárias atravessavam a paróquia. O governo revolucionário estabeleceu a constituição civil do clero e só os padres que faziam esse juramento cismático eram conservados nos cargos. Os outros padres, fiéis à Igreja e que não aceitavam aquele cisma, eram perseguidos, mas atendiam secretamente os fiéis nos paióis das fazendas. Foi a visão desses heróis da fé que fez surgir no jovem Vianney a sua vocação sacerdotal. Candidato, pois, ao heroísmo e à cruz no ministério.
Enfrentou dificuldades no Seminário, donde chegou a ser despedido por incapacidade nos estudos, teve problemas com o serviço militar, conseguiu, porém, aos vinte e nove anos, ser ordenado sacerdote, mas sem permissão para ouvir confissões. Após três anos, foi enviado a uma pequeníssima paróquia, Ars, onde permaneceu durante 42 anos, até o fim da sua vida.
“Há pouco amor de Deus nessa paróquia”, disse-lhe o Vigário Geral ao nomeá-lo, “Vossa Reverendíssima procurará colocá-lo lá”. De fato, Ars, nesse período pós Revolução Francesa, estava esquecida de Deus: pouca frequência às Missas, trabalho contínuo nos domingos, bailes, blasfêmias, etc. O Pe. Vianney começou com penitências e orações próprias. Pregação e catequese contínuas, visitas às famílias e caridade para com os pobres. A Igreja foi se enchendo. Ouvia confissões desde a madrugada até a noite. Peregrinos de toda a França acorriam a Ars, chegando a cem mil por ano. Suas pregações eram assistidas por bispos e cardeais. Seu catecismo era ouvido por grandes pregadores que ali vinham aprender com tanta sabedoria. Morreu aos 74 anos, esgotado pelas penitências e trabalhos apostólicos no ministério sacerdotal. Dizia esse herói da Fé: “É belo morrer depois de ter vivido na cruz”.

Por que razão a Igreja escolheu este santo tão simples para patrono dos padres? Porque sua vida demonstra a nulidade humana e a grandeza do poder de Deus. Para que aprendamos que não são nossos dotes e qualidades humanas que salvam as almas: Deus é que é o protagonista de toda ação pastoral. Por isso também o escolhemos para patrono de nossa União Sacerdotal, transformada pela Santa Sé em Administração Apostólica.
Que todos os fiéis, os grandes interessados, rezem pelos nossos sacerdotes e seminaristas, para que eles imitem a humildade, pobreza, retidão, zelo e fidelidade desse grande herói do ministério sacerdotal, que tanto honrou o sacerdócio paroquial e a Igreja de Cristo.

Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney*

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

São João Maria Vianey - Padroeiro de nossa Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianey e dos Padres em geral

Hoje comemoramos São João Maria Vianey, padroeiro de nossa Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianey e dos padres em geral. Por esse motivo, hoje também e comemorado o dia do padre. Rezemos por todos os sacertodes do mundo, em especial pelos da nossa Administração Apostólica. Peçamos a Deus, por intercessão do santo Cura d'Ars, que Ele nos envie muitos santos sacerdotes. 

"Senhor dai-nos muitos santos sacerdotes!"

“O Sacerdote é o amor do Coração de Jesus. Quando virdes o padre, pensai em Nosso Senhor Jesus Cristo.”
 

Reflita e conheça a vida de São João Maria Vianey

São João Maria Vianney, padroeiro dos sacerdotes, nasceu em 08 de maio de 1786, na França, numa cidade perto de Lyon.
Desde sua infância, trazia em si um grande amor à Virgem Maria. Quando pequeno, ganhou de sua mãe uma imagem de Nossa Senhora da qual ele nunca se separava, onde quer que fosse, a levava consigo.
São João Maria Vianney tinha um amor preferencial pelos pobres, pelos abandonados, pelos excluídos. A todos que encontrava pelas ruas, pelos bosques, levava-os para casa. Seus pais, admirados da sua caridade, a todos acolhiam.
Aos 13 anos, fez sua primeira comunhão. Nesse dia em oração, disse a Deus e a si mesmo: Eu serei padre! Eu serei padre!
Trazia em si o desejo do sacerdócio, mas tinha muitas dificuldades com os estudos. Foi rejeitado três vezes no seminário, mas, com a ajuda do padre Balley, teve uma segunda chance. Com grande esforço, venceu todos os desafios e foi então ordenado. Após se tornar sacerdote, permaneceu como padre auxiliar ao lado do tão querido padre Balley, tempo onde pode rever a Teologia, e em seguida foi enviado como pároco para a cidade de Ars, onde ficou até sua morte.
A cidade de Ars, vivia uma grande indiferença referente à religião. São João Maria Vianney, ao perceber o combate espiritual, pôs-se em luta, suas armas foram a oração, a penitência e as homilias.
Fixou residência na matriz e sua primeira ocupação era rezar pela conversão dos seus paroquianos. Desde a manhã até a noite, com pequenas interrupções, ficava de joelhos diante do altar do Santíssimo Sacramento.
Em suas homilias, sempre denunciou o pecado e proclamou a salvação em Nosso Senhor Jesus; aos poucos, pôde ver a conversão dos habitantes de Ars.
São João Maria Vianney sofreu perseguição da parte dos homens e também um grande e árduo combate espiritual; este combate durou cerca de 35 anos. À noite, o santo sofria com pesadelos assustadores e até mesmo ataques diretos do demônio.
Sempre apoiado na graça divina e recorrendo à especial proteção da Virgem Maria, São João Maria Vianney saiu vitorioso de todos os assaltos do maligno.
A vida, a pregação, a humildade do santo pároco de Ars começaram a atrair fiéis de todas as partes da França e do mundo, que desejavam ouvir o santo pároco e se confessar. Por duas vezes, para poder se isolar um pouco e estar a sós com Deus, São João Maria Vianney tentou deixar a paróquia, mas os fiéis não permitiram indo o buscar e o levando de volta para a Igreja.
Em  agosto de 1859, faleceu. Foi beatificado por São Pio X em 5 de janeiro de 1905; e canonizado por Pio XI no dia 31 de maio de 1925.
Seu corpo repousa na Igreja dedicada à Santa Filomena, sua santa de devoção, na cidade de Ars.
A cidade é, hoje, um dos grandes lugares de peregrinação no mundo. 

São João Maria Vianney, rogai por nós!


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Transfiguração do Senhor

Hoje (06) a Igreja celebra a festa da Transfiguração do Senhor.

A Transfiguração do Senhor é a maravilhosa confirmação de que, em Jesus, a condição humana é gloriosa, mesmo que seja vulnerável ao sofrimento e à morte.

No alto da montanha, Cristo quis antecipar a Sua glória àqueles que Ele havia escolhido Pedro, Tiago e João. Também manifesta a sua identidade mais profunda, oculta sob o véu de sua humanidade. A luminosidade de suas vestes manifesta a sua divindade.

O aparecimento de Moisés e Elias conversando com Jesus, correspondem a uma representação da revelação de Deus. Moisés representa “a Lei” e Elias “os Profetas”, o conjunto dos ensinamentos divinos até então oferecidos por Deus a seu Povo. Cristo veio dar cumprimento à Lei e aos Profetas, Ele é a plenitude da revelação.

Pedro sugeriu a Jesus construir: uma tenda para Jesus, outra para Moisés e uma outra para Elias. Considerava-se que uma das características dos tempos messiânicos seria os justos morarem em tendas. No momento em que Pedro ainda estava falando formou-se uma nuvem que os cobriu com a sua sombra. A nuvem «é o sinal da presença de Deus mesmo, ashekináh. A nuvem sobre a tenda do encontro indicava a presença de Deus. Jesus é a tenda sagrada sobre a qual está a nuvem da presença de Deus e a qual cobre agora “com sua sombra” também a outros» (S.S. Bento XVI).

Desta nuvem saiu uma voz que dizia: «Este é o meu Filho muito amado. Escutai-o». É a voz de Deus, a voz do Pai que proclama Jesus Cristo como Filho dele e manda escutá-lo.

Depois de escutarem a voz vinda dos céus, os discípulos ficaram assustados e caíram com o rosto em terra. Jesus pediu aos discípulos que se levantassem e que não tivessem medo.

Ao desceram da montanha, Jesus fez um único pedido aos três discípulos: ‘Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos’.

Pela Transfiguração, Jesus preparou os discípulos para não se escandalizarem com a sua Paixão e morte e mostrou-lhes a sua glória e divindade.

A Liturgia da Palavra orienta que a Transfiguração do Senhor aponta para o nosso destino vitorioso. Após termos visto “ brilhar a glória do Senhor”, como os Apóstolos, devemos “descer do monte”, e assumir os desafios próprios de nossa missão, mesmo que implique sofrimento, como foi no caso do Senhor.

Quando passarmos por momentos duros e difíceis, não nos desesperemos: abracemos a Cruz do Senhor, rezemos intensamente e esperemos com paciência o novo nascimento do Sol, o triunfo do Senhor em nossas vidas.

LUZES PARA A VIDA CRISTÃ

Pedro, Tiago e João experimentam algo fascinante, maravilhoso: veem o Senhor transfigurar-se diante de seus olhos, veem-no em todo seu esplendor, percebem a intensa luz que irradia de todo o seu ser, sua Glória, e embora esta intensíssima e tremenda experiência os assuste, maior é a alegria extraordinária que inunda o coração dos apóstolos: «Mestre, bom é estarmos aqui; façamos três tendas.», é como dizer: “Fiquemos aqui para sempre! Queremos que esta felicidade intensa nunca passe!”

Às vezes acontece algo parecido em nosso próprio peregrinar de fé: Deus nos concede em um momento oportuno uma experiência espiritual intensa que gostaríamos que se prolongasse para sempre, que nunca acabasse. Entretanto, experiências como essas não duram para sempre, e às vezes duram só um instante. E assim, logo depois de “ver brilhar a glória do Senhor”, como os Apóstolos, devem “descer do monte”, voltar para a vida cotidiana, à luta às vezes tediosa, à rotina absorvente de cada dia, a suportar fadigas, tentações, dificuldades, provas, adversidades, etc.

Quantos, logo depois de experimentar momentos tão intensos se desalentam na batalha! Quantos pensam em abandonar a luta e jogar para longe de si a cruz que implica a vida cristã porque “já não sentem nada”, porque o caminho se faz encosta acima e “não pensei que me custaria tanto”, porque “já não posso mais”. E no meio destas reflexões e tentações, perdendo a resistência, não dispostos a assumir o esforço e pagar assim o preço necessário para conquistar a eternidade, desconfiando do Senhor e do poder de sua graça, abandonaram covardemente a luta dizendo-se a si mesmos: “Isto não é para mim! Eu não posso!” Mas não só abandonaram o caminho do bem: enganados e fascinados pelo brilho vão que o mundo lhes oferecia, retornaram ao Egito, ali onde “tudo era melhor”, ali onde tudo é mais fácil e mais cômodo, ali onde “há com o que saciar imediatamente a fome e a sede” de infinito que queima suas vísceras. Que ilusão e engano!

E onde ficaram aquelas experiências intensas que o Senhor lhes deu de presente? Foram acaso tão somente uma ilusão e fantasia de momento, uma auto-sugestão, quer dizer, uma mentira? Assim costumam autojustificar-se e enganar-se aqueles que abandonando a luta e apartando seus olhos da eternidade decidem “viver o momento”. Querem substituir com fugazes “experiências extremas”, repetidas uma e outra vez até o cansaço e a saciedade, a profunda e duradoura felicidade que só o Senhor lhes pode dar. Aos que deste modo fogem de seu interior e do Senhor certamente nada mais resta que lançar-se freneticamente a procura de saciar sua fome e sede de infinito com bebedeiras de todo tipo, com sensações fortes, intensas, através do prazer sensual, do poder, do ter, ou através do vício do trabalho, à ação superficial e ininterrupta. Assim, no dia a dia, são como pobres mendigos que procuram saciar-se com migalhas, ou pior ainda, com alimento para porcos, querendo sossegar o grito incontestável de seus corações que clama por um Pão Vivo que sacie sua fome de felicidade, de paz, de autêntica comunhão no amor.


Como é importante valorizar e entesourar aquelas experiências que Deus nos dá de presente em algum momento da vida, experiências às vezes muito intensas, outras muito suaves e singelas, para não sucumbir diante das provas e cruzes que encontraremos no caminho, para não nos deixarmos seduzir pelas miragens que em momentos de deserto espiritual nos convidam a abandonar o caminho do Senhor, o caminho que pela cruz conduz à glória, sugerido-nos “voltar para o Egito”, quer dizer, optar por uma vida mais fácil, mais cômoda e prazenteira, mais “light”, mais ajustada a nossa mediocridade!


Como a transfiguração para os Apóstolos, as experiências intensas que em um momento de nossa vida inundam nosso espírito de uma paz e uma alegria profundas são um presente de Deus para nosso peregrinar, uma tênue antecipação do que Deus nos promete se perseverarmos no caminho que Jesus nos ensina, um firme estímulo para lutar dia a dia pelo que gostamos brevemente mas que ainda nos falta conquistar, aquilo que «os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam.» (1Cor 2, 9). Esses momentos de luz têm que permanecer sempre em nossa cordial memória para nos alentar em todas as nossas lutas, para alimentar nossa esperança e nos sustentar dia a dia na fiel perseverança até o fim.

Assim, pois, nos momentos de prova, nos momentos em que o céu nos pareça nublado, quando a escuridão pareça cobri-lo totalmente e as espessas trevas da dor inundarem sua mente e coração, lembre-se dos momentos de luz, momentos em que o Senhor se mostrou em sua vida com suma claridade. Estas experiências são como o sol: não podemos duvidar de sua existência embora por momentos as nuvens densas o ocultem, e assim, embora não o vejamos por dias, semanas, meses, sabemos que está sempre ali, que está detrás das nuvens ou das tormentas que se interpõem momentaneamente. Quando você passar por esses momentos duros e difíceis, não se desespere: abrace a Cruz do Senhor, reze intensamente e espere com paciência o novo nascimento do Sol, o triunfo do Senhor em sua vida.

"Ó DEUS QUE NA GLORIOSA TRANSFIGURAÇÃO DE VOSSO FILHO CONFIRMASTES OS MISTÉRIOS DA FÉ,PELOS TESTEMUNHOS DE MOISÉS E ELIAS, E MANIFESTASTES DE MODO ADMIRÁVEL A NOSSA GLÓRIA DE FILHOS ADOTIVOS, CONCEDEI AO VOSSOS SERVOS E SERVAS OUVIR A VOZ DO VOSSO FILHO AMADO E COMPARTILHAR DE SUA HERANÇA."

sábado, 4 de agosto de 2012

São Domingos de Gusmão – O apóstolo do Rosário


Domingos nasceu em 24 de junho de 1170, na pequena vila de Caleruega, na Velha Castela, atual Espanha. Pertencia a uma ilustre e nobre família, muito católica e rica: seus pais eram Félix de Gusmão e Joana d'Aza e seus irmãos, Antonio e Manes. O primeiro tornou-se sacerdote e morreu com odor de santidade. O segundo, junto com a mãe, foi beatificado pela Igreja.
 
Nesse berço exemplar, o pequeno Domingos trilhou o mesmo caminho de servir a Deus. Até mesmo o seu nome foi escolhido para homenagear são Domingos de Silos, porque sua mãe, antes de Domingos nascer, fez uma novena no santuário do santo abade. E, como conta a tradição, no sétimo dia ele lhe teria aparecido para anunciar que seu futuro filho seria um santo para a Igreja Católica.
 
Domingos dedicou-se aos estudos, tornando-se uma pessoa muito culta. Mas nunca deixou a caridade de lado. Em Calência, cidade onde se diplomou, surpreendeu a todos ao vender os objetos de seu quarto, inclusive os pergaminhos caros usados nos estudos, para ter um pequeno "fundo" e com ele alimentar os pobres e doentes.
 
Aos vinte e quatro anos, sentindo o chamado, recebeu a ordenação sacerdotal. Foi enviado para a diocese de Osma, onde se distinguiu pela competência e inteligência. Logo foi convidado para auxiliar o rei Afonso VII nos trabalhos diplomáticos do seu governo e também para representar a Santa Sé, em algumas de suas difíceis missões.
 
Durante a Idade Média, período em que viveu, havia a heresia dos albigenses, ou cátaros, surgida no sul da França. O papa Inocêncio III enviou-o para lá, junto com Diego de Aceber, seu companheiro, a fim de combater os católicos reencarnacionistas. Mas, devido à morte repentina desse caro amigo, Domingos teve de enfrentar a missão francesa sozinho. E o fez com muita eficiência, usando apenas o seu exemplo de vida e a pregação da verdadeira Palavra de Deus.
 
Em 1207, em Santa Maria de Prouille, Domingos fundou o primeiro mosteiro da Ordem Segunda, das monjas, destinado às jovens que, devido à carestia, estavam condenadas à vida do pecado. Os biógrafos narram que foi na igreja desse convento que Nossa Senhora apareceu para Domingos e disse-lhe para difundir a devoção do rosário, como princípio da conversão dos hereges e para a salvação dos fiéis. Por isso os dominicanos são tidos como os guardiões do rosário, cujo culto difundem no mundo cristão através dos tempos.
 
A santidade de Domingos ganhava cada vez mais fama, atraindo as pessoas que desejavam seguir o seu modelo de apostolado. Foi assim que surgiu o pequeno grupo chamado "Irmãos Pregadores", do qual fazia parte o seu irmão de sangue, o bem-aventurado Manes.
 
Em 1215, a partir dessa irmandade, Domingos decidiu fundar uma Ordem, oferecendo uma nova proposta de evangelização cristã e vida apostólica. Ela foi apresentada ao papa Inocêncio III, que, no mesmo ano, durante o IV Concílio de Latrão, concedeu a primeira aprovação.
No ano seguinte, seu sucessor, o papa Honório III, emitiu a aprovação definitiva, dando-lhe o nome de Ordem dos Frades Predicadores, ou Dominicanos. Eles passaram a ser conhecidos como homens sábios, pobres e austeros, tendo como características essenciais a ciência, a piedade e a pregação.
 
Em 1217, para atrair a juventude acadêmica para dentro do clero, o fundador determinou que as Casas da Ordem fossem criadas nas principais cidades universitárias da Europa, que na época eram Bolonha e Paris. Ele se fixou na de Bolonha, na Itália, onde se dedicou ao esplêndido desenvolvimento da sua obra, presidindo, entre 1220 e 1221 os dois primeiros capítulos gerais, destinados à redação final da "carta magna" da Ordem.
 
São Domingos de Gusmão faleceu aos 51 anos de idade, em 1221, e foi canonizado por Gregório IX em 1234.
 
São Domingos de Gusmão foi sepultado na catedral de Bolonha, como Padroeiro Perpétuo e Defensor dessa cidade.

São Domingos de Gusmão, rogai por nós!

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